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quinta-feira, dezembro 08, 2016

MORITURI






Esta palavra latina significa, na nossa língua, “aqueles que vão morrer”. Na antiga Roma, os gladiadores davam a si mesmos esse nome quando, na arena, dispostos a enfrentar a morte, cumprimentavam o imperador: “Ave, Cesar, morituri te salutant” (Avé  César, os que vão morrer saúdam-te).

Mas “Morituri” é também o nosso nome. Estamos vivos e, portanto, somos aqueles que vão morrer.

Vamos morrer. Hoje mesmo ou daqui a algum tempo, com mais ou menos dor, com ou sem sangue. As estatísticas dizem que morrem no mundo, por minuto, muitas dezenas de pessoas… Existe uma lei inexorável à qual nenhum de nós poderá escapar.
Devíamos pensar na morte. Analisá-la, medi-la. Não como quem mede um inimigo, para ver se é possível derrotá-lo, mas como quem olha para dentro de si mesmo com o objetivo de se conhecer.

De todos os seres vivos, só o homem possui o conhecimento certo de que vai morrer. Esse conhecimento – Manifestação da grandeza do homem – é luminoso e útil: permite-nos saber o que somos e o que são realmente todas as coisas; permite-nos tirar conclusões sobre o sentido da nossa existência – temporária passageira – neste planeta que deambula num universo imenso.

Há muitas coisas que adquirem uma importância e uma cor diferentes no momento em que um médico nos vem dizer que temos apenas umas poucas semanas de vida.

Que nos importa então se o nosso clube ganhou ou perdeu, se o jantar é carne ou peixe, se visto esta camisola ou aquela, se certa pessoa disse aquilo de mim?

Visto à luz da morte, tudo isso adquire a sua verdadeira envergadura. E entendemos, então, o que é importante e o que não o é tanto. Ilumina-se o nosso olhar. E isso é útil para nós. Tira-nos de certos enganos a que somos extremamente atreitos.

Temos visto frequentemente como tantas pessoas orientaram a sua vida de acordo com as conclusões que tiraram de pensar na morte. Uns, considerando-a como final absoluto da existência, dedicaram os seus dias a satisfazer ao máximo os apetites, a obter o máximo possível de prazer… 

Antes  de tudo acabar. Outros consideraram que era possível viver eternamente – viver depois disto – e impuseram a si mesmos uma forma de vida com regras bem diferentes das dos outros, de forma a possuírem a esperança. Trocando o conhecido pelo desconhecido, o imediato pelo distante, o pequeno pelo grande.

Mas nós… Temos medo. Custa-nos pensar na morte. Gostamos de viver – porque a vida é uma coisa fantástica – e nem queremos pensar em pensar que ela possa terminar. Adiamos uma análise e uma luz e uma orientação que de todo nos são necessárias.

Temos muito tempo… E apressamo-nos a pensar noutra coisa quando a morte toca em alguém que estava perto de nós. E procuramos distrações, para fugirmos a uma reflexão que a nossa própria natureza nos exige. E ocupamo-nos em futilidades.
Temos muito tempo… Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos… O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos.

Verdade é que não temos muito tempo. Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver… Sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um ato de coragem que lhe dê cor e sentido.


Por  Diácono Rilvan Stutz  - Apecom
Paulo Geraldo – Professor  da língua Portuguesa
Aldeia – Portugal 
IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

sexta-feira, dezembro 02, 2016

CHAPECOENSE: LAGRIMA, DOR E SAUDADES...




Abrimos este espaço no Blog “Rei dos reis”, pois não poderíamos deixar de sentir esta imensa dor, a dor da perca de vidas queridas, tão importante para a Cidade de Chapecó. Comoveu o Brasil, tamanha dor pela tragédia.

Somos Evangélicos, apreciamos o futebol, somos todos humanos e sabemos da violência da “Morte”, conhecemos a alegria da Salvação em Jesus Cristo.  Deus criou e Deus chamou, Bendito seja O Senhor. O Criador de todas as coisas comanda com perfeição todos os Seus Planos, seus desígnios são “Intocáveis”.

Neste grupo de jogadores, torcemos para que muitos já tenham ouvido da Salvação e talvez muitos já estejam ao lado do Senhor. Assim desejamos.

Aqui externamos nossa tristeza, pelos que foram, por familiares. Estamos orando ao Senhor da Glória para confortar e que sintam o amparo do Criador. 

Os Evangélicos também apreciam o futebol com muito respeito. É um esporte que move multidões, sabemos que o futebol pode causar problemas, brigas, mortes, mas sabemos que é um esporte “Saudável”.

Não iremos agora neste momento de “Dor” olhar defeitos e sim compartilhar nossa tristeza, oramos por todos e que se sintam revigorados para um novo início.

O fato acontecido de forma tão trágica fica para o Povo de Chapecó, só a lembrança dos bons momentos, nossos votos de coragem, força, pois tudo continuará,  a Chap com certeza  brilhara em disputas promissoras em muito breve.

Que O Senhor Deus esteja com todos vocês.  Força Chap!


 
Por Diácono Rilvan Stutz – Escritor Apecom
IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL


domingo, novembro 13, 2016

PARE E OUÇA DEUS FALAR AO TEU CORAÇÃO






“Pare e ouça Deus falar ao teu coração, pois Ele fala no silêncio do dia e da noite quando paramos certamente Deus trabalhará e falará conosco. Saiba que a coisa mais importante que você possui é o dia de hoje que Deus está lhe dando. Decida viver o dia de hoje com sabedoria, pois ele lhe foi dado tão generosamente. Respeite-o de tal maneira que, quando for dormir, você possa dizer: HOJE EU FUI CAPAZ DE VIVER E DE AMAR POR QUE DEUS FALOU COMIGO!”


Blog “A SÓS COM DEUS”
Por Diácono Rilvan Stutz
Igreja Presbiteriana do Brasil

quinta-feira, novembro 10, 2016

A IDEOLOGIA DE GÊNERO: UMA NOVA MENTIRA EDUCACIONAL!






Está circulando no Senado brasileiro um projeto de lei do Senador Vital do Rêgo de grande perigo para a família e a educação brasileira. As intenções do político paraibano é colocar no Plano Nacional de Educação uma diretriz que obrigue nossas escolas a ensinarem a ideologia de gênero. Segundo esta doutrina, que vem sendo semeada de forma perniciosa já faz bastantes anos pela Fundação Ford na Europa e nos EUA, o sexo biológico não determinaria nenhuma função específica de masculinidade ou feminilidade e consequentemente cada cidadão poderia escolher qualquer papel social que mais lhe agrade, assim como sua orientação sexual (no fundo, poderia buscar gratificações sexuais do jeito que queira e com queira). O sexo seria um mero diferencial anatômico e estaria desvinculado do “gênero” – viver como mulher ou como homem -: cada um gozaria de autonomia para optar e mudar a forma de viver quando e como quisesse.

Esta aberração faz lembrar um episódio tragicômico acontecido nos países nórdicos da Europa, não faz muito. Um casal passeava pela rua com seu carrinho de bebê orgulhoso e feliz desse novo rebento familiar quando se deparou com um velho amigo vizinho. A reação diante do inesperado não podia ter sido mais normal e explosiva: “Parabéns! Então já nasceu! Que felicidade! Menino ou menina?”. A resposta, porém, essa sim foi surpreende: “Não sabemos ainda! O bebê é que escolherá quando crescer...”. 

Como vemos para quem goza ainda de certa normalidade intelectual e psicológica, o fato acima não pode deixar de chocar. Querer desprezar as evidências que a natureza nos oferece parece mesmo um filme de ficção científica, na qual os novos seres desconhecidos gozam de outra natureza.

Efetivamente, foi por essa via que nasceu a ideologia de gênero nos anos 60, quando as teorias marxistas permeavam a nova cultura modernista. Segundo elas, era preciso combater e destruir a natureza que impõe a “luta de classes sexuais”. A mulher não poderia mais continuar submissa ao homem e por isso era preciso ser criada uma nova “raça” humana, na qual se pudesse gozar realmente dos mesmos direitos e oportunidades. 

À primeira vista, a intenção era boa, uma vez que a mulher na prática tinha um tratamento bastante inferiorizado em muitos âmbitos, tornando-a vítima de preconceitos, injustiças e políticas segregadoras. Por outro lado, os meios que se utilizaram para conseguir esses ideais mais humanitários demonstraram-se depois ser mais nocivos do que as políticas que se combatiam.

Essa é sempre a estratégia que o “mal” utiliza para conseguir recuperar seus “foros perdidos”. Aproveitando-se de alguma anomalia social chamativa – no nosso caso, as políticas culturais machistas - aparecem como anjo da luz, salvador dos fracos, propondo uma solução à primeira vista mais interessante, mais prazerosa, mais libertadora, mais “humanitária” para a felicidade de todos os homens. Depois, na prática, se verifica um verdadeiro engodo. 

Perguntemo-nos, então: O que será que está por trás da ideologia de gênero, com a desculpa de conquistas feministas justas? A resposta é alarmante: a destruição da família, seu grande objetivo desde sempre. Destruindo-se a família, destrói-se a perpetuação da pessoa humana. E por que quer a destruição da família? A resposta a isto nos levaria longe... Mas tentemos entender como isso se dá na realidade.

Os estrategistas do mal, inicialmente, procuram confundir as pessoas colocando no mesmo âmbito algumas igualdades entre os homens e mulheres – mesmas inteligências, mesma dignidade, mesmos direitos e oportunidades - com algumas diferenças claras do ponto de vista científico – estruturas cerebrais diferentes e com funcionamentos diversos, sistemas hormonais diferentes, afetividade diferente, sentidos externos e internos diferentes, tendências lúdicas diferentes, etc. 

Num segundo momento, depois dessa confusão nos sexos, provocam o orgulho humano a requerer uma liberdade absoluta para escolher o gênero e o prazer que mais lhe convier, “vendendo” de forma maliciosa o prazer sexual como um fim em si mesmo e um direito, totalmente desvinculado dos âmbitos procriativos e unitivos, como se fosse um brinquedo. À primeira vista, parece um avanço na liberdade humana, pois a desvincula do sacrifício da verdade e do bem, como se as escolhas não determinassem o futuro das pessoas. Estas, sendo “ensinadas” nessa nova pedagogia, acreditam que é possível alcançar a felicidade sem esforço, sem sacrifício, sem dor e, portanto, sem amor. Aos poucos os seres humanos vão deixando-se levar por esse feitiço egoísta que os anestesiam para a doação e compromissos sólidos.

Convertem-se, sem perceber, para uma vida sem sentido e finalidade. O que os motiva a viver agora é aproveitar o momento presente, consumir coisas e pessoas, perseguir o bem estar material, alcançar todos os tipos de satisfações sensíveis que as novas tecnologias e laboratórios farmacêuticos possam lhes proporcionar. No final deste processo, quando chegam em geral em torno dos 30 anos, se sentem como pessoas egoístas, solitárias, fracas, animalizadas e, consequentemente, sofrendo muito mais do que antes, pois não nasceram para serem animais irracionais e anti-sociais, mas pessoas humanas que amam e são amadas. Esse sofrimento não é só físico, mas principalmente psicológico e espiritual. 

A pessoa humana perde a esperança nela mesma – não tem forças para mais nada! – e como consequência esperança na própria realização do projeto de homem que é ser feliz vivendo um amor compartilhado. O objetivo final do “mal” foi alcançado: a destruição da pessoa, da família, da liberdade e felicidade humanas.

Diante deste quadro triste que pintamos anteriormente, meu instinto de sobrevivência somado à minha paixão pela defesa da vida e da dignidade humana me obrigam a arregaçar as mangas e a combater a aprovação dessa lei injusta aludida no início. Como educador não posso permitir que a mentira seja espalhada pelo próprio Ministério da Educação que deveria semear e regar a verdade. Infelizmente, quando analisamos as pessoas que comandam a educação deste país, percebemos quase sempre que a grande maioria delas não entende muito de educação e sim de “manipulação” e “jogo político”. 

Seus interesses estão muito longe das reais necessidades educativas de nossas crianças. Por isso, talvez, não se importem muito com as consequências nefastas que certas políticas públicas possam provocar como esta em questão. Desde que continue recebendo apoio político e financeiro de certos organismos internacionais, qualquer meio é justificado. O problema é que elas também serão vítimas um dia, como se tem verificado em fatos recentes, com a prisão de vários governistas “mensageiros”.

Concluo dizendo que é preciso afogar o mal que estão querendo disseminar em nossas escolas com a abundância de luz e de verdade. É preciso formar muito bem e desde cedo as nossas crianças lhes ensinando que o homem e a mulher são iguais em uma série de aspectos metafísicos, antropológicos e de cidadania, mas também são muito diferentes em vários aspectos biológicos, psicológicos e espirituais. É preciso que descubram e se encantem com a beleza das qualidades inatas próprias de cada sexo e como elas podem ser potencializadas quando existe um trabalho sério de educação personalizada. 

É importante também que saibam que existem muitos outros aspectos, tanto da masculinidade como da feminilidade, que devem ser ensinados e estimulados na família e na escola. Por fim, que o homem e a mulher não precisam viver, como acreditam os ideólogos do gênero, em estado de guerra ou de competição, mas cada um tem que contribuir com seus dons e talentos próprios para uma maior harmonia familiar e social. Ambos devem se complementar e nessa simbiose existencial cada um colaborar na construção de sua própria identidade pessoal, de forma a consolidar a identidade da família, célula básica de toda sociedade.


Portal da Família – João Malheiros - Doutor em Educação pela UFRJ e diretor do Centro Cultural e Universitário de Botafogo.

Por Diácono Rilvan Stutz
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