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sábado, junho 27, 2009

A DIVISÃO SIMPLES, A DIVISÃO CERTA E A DIVISÃO PERFEITA

EDUCAÇÃO


O Texto “O Homem que Calculava”, traz uma narrativa muito interessante sobre um problema de divisão que parecia muito simples, mas cuja solução adotada traz uma grande lição. A estória pode ser resumida da seguinte forma:

Beremiz Samir, chamado de o Homem que Calculava, e seu companheiro de viagem, encontraram nos arredores de Bagdá um homem, maltrapilho e ferido.

Socorreram o infeliz e tomaram conhecimento de sua desgraça: seu nome era Salém Nasair, e era um rico mercador de Bagdá que viajava numa caravana que tinha sido atacada por nômades do deserto. Todos os seus companheiros tinham perecido, mas ele, milagrosamente, tinha conseguido escapar ao se fingir de morto.

Ao concluir sua narrativa, pediu alguma coisa para comer, pois estava quase a morrer de fome. Beremiz tinha 5 pães e seu companheiro, 3 pães. O mercador fez a proposta de compartilhar esses pães entre eles e que, quando chegasse a Bagdá, pagaria 8 moedas de ouro pelo pão que comesse.

Assim fizeram. No dia seguinte, ao cair da tarde, eles chegaram à cidade de Bagdá e logo encontraram um dos vizires (ministros) do Califa (título dado ao soberano da cidade), amigo do mercador, a quem contaram o ocorrido, e que deu dinheiro ao mercador para que este pagasse sua promessa.

Como tinha prometido, o mercador, muito agradecido, quis entregar 5 moedas a Beremiz, pelos cinco pães, e 3 a seu companheiro, que contribuíra com três pães. Com grande surpresa, Beremiz objetou respeitoso:

Perdão, meu senhor. A divisão, feita desse modo, pode ser muito simples, mas não é matematicamente certa! Se eu dei 5 pães devo receber 7 moedas; o meu companheiro, que deu 3 pães, deve receber apenas uma moeda.

Pelo nome do Projeta! Interveio o Vizir, que observava o caso. Como justificar, ó estrangeiro, tão disparatada forma de pagar 8 pães com 8 moedas? Se contribuíste com 5 pães, por que exiges 7 moedas? Se o teu amigo contribuiu com 3 pães, por que afirmas que ele deve receber uma única moeda?

O Homem que Calculava aproximou-se do prestigioso ministro e falou:

Vou provar-vos, ó Vizir, que a divisão das 8 moedas, pela forma por mim proposta, é matematicamente correta. Quando, durante a viagem, tínhamos fome, eu tirava um pão da caixa em que estavam guardados e repartia-o em três pedaços, comendo, cada um de nós, um desses pedaços. Se eu dei 5 pães, dei, é claro, 15 pedaços (3 x 5); se o meu companheiro deu 3 pães, contribuiu com 9 pedaços (3 x 3). Houve, assim, um total de 24 pedaços (15 + 9), cabendo portanto, 8 pedaços para cada um. Dos 15 pedaços que dei, comi 8; dei, na realidade 7; o meu companheiro deu, como disse, 9 pedaços e comeu, também, 8; logo deu apenas um. Os 7 pedaços que eu dei e o que meu amigo forneceu formaram os 8 pedaços que couberam ao mercador Salém Nasair. Logo, é justo que eu receba 7 moedas e meu companheiro, apenas uma.

O Vizir, depois de fazer os maiores elogios ao Homem que Calculava, ordenou que lhe fossem entregues 7 moedas, e uma ao seu companheiro. Era lógica perfeita e irrespondível a demonstração apresentada pelo matemático. Esta divisão, retorquiu o calculista, de sete moedas para mim e uma para meu amigo, conforme provei, é matematicamente correta, mas não é perfeita aos olhos de Deus! E, tomando as moedas na mão, dividiu-as em duas partes iguais. Deu para seu companheiro quatro moedas, guardando para si as quatro restantes.

Esse homem é extraordinário, declarou o Vizir. Não aceitou a divisão proposta de 8 moedas em duas parcelas de 5 e 3, em que era favorecido: demonstrou ter direito a 7 e que seu companheiro só devia receber uma, acabando por dividir as 8 moedas em duas parcelas iguais, que repartiu, finalmente, com o amigo.

E acrescentou com entusiasmo:

Mac Allah!** Esse jovem, além de parecer-me um sábio e habilíssimo nos cálculos e na Aritmética, é bom para o amigo e generoso para o companheiro. Tomo-o hoje mesmo, para meu secretário.

E assim foi. No nosso dia a dia, que tipo de divisão nós costumamos fazer com nossos amigos?



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sexta-feira, junho 26, 2009

AFINAL, PORQUE FALAR DE AMOR?

MENSAGENS



O Homem nunca encontrará a paz universal enquanto não descobrir sua própria paz interior, pois ela é o antídoto contra todas as distorções do comportame
nto, que vai tornar o Homem feliz e fazê-lo espalhar essa felicidade entre seus semelhantes. Essa paz interior chama-se Amor e sua semente encontra-se no coração de todos. Essa é mais uma das incontáveis mágicas da Natureza; há uma semente de Amor no coração de todas as pessoas. Se elas não se fizerem insensíveis, perceberão sua existência e deixarão que brote e cresça, destinando seus frutos a muitas ações em benefício da própria sociedade.

Mas é no Grande Encontro com o parceiro afetivo que a semente do Amor consolidará sua finalidade, porque daí resultará a perpetuidade da espécie, através de uma convivência onde a alegria e o prazer são possibilidades palpáveis. Dentre as milhões que existem no mundo, haverá uma semente de amor que será aquela com a qual a sua desejará compartilhar essa convivência. Não há um momento nem um meio certo para que isso aconteça. Como em qualquer mágica, a mágica do amor também tem seus segredos, seus mistérios, seu lado inesperado, inexplicável e nem sempre lógico. Mas quando acontece é inconfundível, porque o coração bate mais forte que nunca, em compasso com o ritmo do próprio Universo, e faz do Homem um ser intenso, puro, sensível e emocionado. Um ser voltado para o Bem, o Belo e o Bom, que aprende a se dar, a ser cooperativo e generoso.

No entanto, como em tudo na vida, o Amor precisa ser alimentado para tornar-se bastante, tal como se faz com a pequena semente para que se torne uma grande árvore. O Amor requer aprendizado porque é sutil, multifacetado e se alimenta de muitos sentimentos. Esse aprendizado tem um longo percurso, como acontece com a solidez da experiência. Convém desconfiar das coisas rápidas e imediatas, porque costumam andar de mãos dadas com o efêmero, o superficial e até com o leviano. Tal qual uma semente, há necessidade de um tempo de maturação para que os frutos possam ser saboreados na sua plenitude. Não importa quanto tempo leve, nem quão longa possa ser essa viagem, é preciso empreendê-la, mais cedo ou mais tarde.

A busca do Amor é a mais maravilhosa e transcendental viagem que o Homem pode empreender dentro e fora de si. Essa viagem não tem roteiro fixo, não se prende ao tempo nem às convenções, pode ser breve ou parecer interminável. E para iniciá-la basta acreditar na sua possibilidade. Seu passaporte é a Fé, e a bagagem a Esperança. Fé e Esperança na capacidade de recuperar o lado semi-deus do Homem e divinizar tanto quanto possível seu lado humano.

O caminho está cheio de sinais, mas precisamos percebê-los e senti-los, antes mesmo de compreendê-los. Há sempre um sentido e uma mensagem em cada sinal. Não é por acaso que o pôr-do-sol nos emociona com suas cores e luzes, que o orvalho da manhã sobre as flores nos enche de ternura. Haverá um motivo pelo qual o cheiro da terra e da grama molhada pela chuva ou o som do vento e dos mares mexam com o nosso coração, se estivermos receptivos. Música, perfumes, crianças, pássaros, tudo são degraus na escada ascendente que leva ao Amor. Feliz quem ouve, vê e sente esses sinais, porque passará incólume por maldosos convites à indiferença, à ironia, à insensibilidade, ao egoísmo; este encontrará o Amor.

Paciente, sem ser passivo, confiante, sem ser ingênuo. Apenas atento como quem aguarda a inesperada Visita Esperada. Dentro do seu cotidiano, ele sabe que chegará o momento do Grande Encontro: o encontro com o Amor. Só os íntimos da Natureza percebem a festa que ela faz sempre que esse encontro acontece. É por causa dessa mágica universal, da qual podemos todos participar, que se deve falar de Amor, tanto e tanto que se esgotem as palavras, a música e as imagens que possam representá-lo (como se isso fosse possível...).

Esteja certo de que, de tanto falar de Amor, ele se fará presente. Em algum momento, em algum lugar, sob alguma forma.




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quarta-feira, junho 24, 2009

IDOSOS SÃO NOVA GERAÇÃO DE INTERNAUTAS

MENSAGEM



Engana-se quem pensa que a melhor distração para as pessoas da terceira idade é a hidroginástica, dança de salão e jogo de xadrez na praça local. O uso dos computadores e o acesso à Internet por esse grupo já começou a roubar o tempo antes gastos nos programas tradicionais.

Os usuários de Internet com 65 anos ou mais já somam 350 mil. Foi o grupo que mais cresceu percentualmente de fevereiro para março (17%), de acordo com o Ibope NetRatings.

A inclusão digital bateu definitivamente na porta da terceira idade, que representa 1,6% dos 22,7 milhões de internautas residenciais no Brasil. “Não parece muito, mas até pouco tempo, eles não eram expressivos no mundo digital. A adesão à banda larga é a explicação para a chegada desse grupo, que não deve parar de crescer”, explica o analista de mídia do Ibope NetRatings.

“Usar a Internet facilitou minha ida a mais lugares do que eu posso ir fisicamente”, diz uma aposentada de 68 anos, que usa cadeira de rodas e não consegue se locomover com facilidade. “Como a cidade não está preparada para cadeirantes, a Internet me permite ver resultado de exames, fazer compras de supermercado e pesquisar endereços com mais agilidade”, relata.

O computador também facilita a comunicação com os parentes que moram longe. Depois que os idosos descobrem que usar a Internet ajuda a economizar na conta de telefone, não querem saber de outra coisa. “Falar com parentes que moram longe pela Internet. Uso a webcam e posso ver como estão todos os parentes e lembramos até na Europa. A tecnologia ajuda a encurtar distâncias e a reduzir as contas de telefone”, comenta a professora aposentada Neuza Fabiano, 64 anos, que vive em Rio Verde, Goiás.

A idade não é um impeditivo na Internet. Pelo contrário, as pessoas com mais idade também estão presentes em comunidades de relacionamento, como é o caso da corretora de imóveis Edna Michiles, 54 anos, usuária do Orkut. “Adoro! Já encontrei várias amigas das antigas e muitas me acharam também. Troco muitas mensagens e estou sempre em contato com as pessoas”, conta.

"Comunicação" é a atividade líder entre os usuários de Internet. Só no ano passado, 89% deles usaram a rede para esse fim. "Lazer" vem em seguida para 88% deles e em terceiro está “Busca de Informações e Serviços Online” com 87% da preferência, de acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2007, do NICBr, que entrevistou 7 mil pessoas nos centros urbanos do País.

“Leio diariamente os sites de notícias mais importantes”, diz Neuza Fabiano. A corretora Edna tem mesmo hábito. “Além de me manter informada, a Internet é fundamental para usar serviços do governo eletrônico, que fazem parte do meu trabalho”, conta. Já para Maria Neide, a Web serve para fazer compras. “Compro livros, remédios e faço transações bancárias. Não tenho medo, sei como me proteger. Passo antivírus uma vez por semana e sempre apago os e-mails de pessoas que não conheço”, ensina.

No entanto, para alcançar essa familiaridade com a tecnologia, os idosos tiveram de ultrapassar a barreira do medo. “Não é fácil vencer esse temor. A gente acha que vai estragar ou apagar tudo”, admite Maria Neide, que só conseguiu começar a usar o computador com a ajuda dos filhos. “Eu tenho essa sorte, mas escuto dizer que tem muito filho que não tem paciência”, lamenta.

No caso de Neuza Fabiano, a saída foi fazer um curso. “Um dia tomei coragem e me matriculei. Me senti meio deslocada porque só tinha garotada. Mas segui adiante e hoje sei fazer tudo sozinha.

Quando tenho dúvida recorro ao meu filho ou ate mesmo às netas de cinco e oito anos”, afirma a aposentada, que já ajudou muitas amigas a perderem o medo e virarem “experts em computação".





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terça-feira, junho 23, 2009

IDOSOS: SÃO "UM SACO"?

MENSAGEM-EDIFICAÇÃO



Nossa sociedade pregou na blusa ou no suéter dos idos
os uma etiqueta: "fora de moda, inútil, não serve pra nada".

Por que não protestam? Acaso não merecem um mínimo de gratidão e consideração da nossa parte?

Sem dúvida, a juventude deles ficou muito longe no passado, e já não têm forças para organizarem uma greve ou um golpe de estado. Vêem-se obrigados a se resignar e agüentar, pois não passam de anciãos. Que prêmiozinho, esta palavra!

Se você ler "La Celestina", uma pequena obra espanhola do século XV, vai tropeçar em frases que ao falar sobre a velhice se alternam com o cúmulo do pessimismo, um pessimismo made in século XX.

Aí vão algumas, como exemplo: "ambulatório de enfermidades, asilo de pensamentos, amiga de discórdias, chaga incurável, lenga-lenga depressiva, cajado de apoio, desonra do passado, desassossego do presente, encargo triste do futuro, vizinha da morte".

O autor exagerou um pouquinho, não acha? Parece mais um anúncio de escritório "Pró-eutanásia". Não constituirá maioria os que assim concebem a idade provecta? Pergunte aos seus vizinhos qual é a opinião deles.

Talvez não sejam apenas os seus vizinhos que pensem deste modo. Pululam pelas ruas e pelos bares anciãos contagiados por igual pessimismo.
=
Sim, estou me referindo a idosos que passam os seus dias consumidos de tristeza, sentados em algum banco de parque, ou de praça pública, com a sua bengala na mão, sem fazer nada, terrivelmente solitários.
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Ou desses que consomem seus últimos anos jogando dominó, ou qualquer jogo como o de palitos ou de cartas. Não será a "gripe" do pessimismo a causa de inúmeras enfermidades, achaques e rugas interiores? Seria preciso inventar um "pessimismômetro". E receitar a esses velhinhos uma boa dose de otimismo.

Nossa sociedade pregou na jaqueta deles, ou no seu pullover, uma etiqueta: "fora de moda, inútil, não serve pra nada".

Às vezes não nos conformamos com isso e os despachamos para um asilo, para que não perturbem nem nos molestem mais. "São um fastio", diria o elegante de plantão.

Talvez nos tenhamos esquecido de que Goethe terminou seu segundo "Fausto" aos oitenta e três anos de idade; de que Verdi compôs o seu "Te Deum" aos oitenta e cinco anos; de que Tiziano pintou a "Batalha de Lepanto" aos noventa e cinco; de que o ficcionista Juan Rulfo escreveu sua obra-prima, "Pedro Páramo", aos setenta anos, de que dom Pepe, Jacinto e Ramón e ... tantos outros exemplos.

Aplique umas gotinhas de otimismo às suas considerações sobre a velhice e vai ver que maravilha representa cada ancião e cada anciã para a humanidade.

Até agora você vinha passando ao longe e ao largo deles, sem lhes prestar atenção, sem valorizar a carreata de traços dignos de admiração, gratidão e aplauso que os acompanha no ocaso da vida.

Fixe sua atenção nesses traços, ao menos por uns momentos.

A experiência de vida os enriqueceu, a muitos deles, de sabedoria, de bom senso e de profundidade em seus juízos de valor.

Com o passar dos anos eles se converteram em modelos de fidelidade ao amor, para tantos e tantos matrimônios destruídos ou a ponto de sucumbirem.

O tempo lhes ensinou a não dar tanta importância ao fugaz e passageiro, e a pensar mais na eternidade, na alma, em Deus.

Como assinalou Cabodevilla no seu livro "32 de dezembro": "Há uma porção de coisas muito apreciadas, às quais o tempo acrescenta valor: a prata, os violinos, o couro, as pipas, a madeira, o tabaco, os barris, a amizade".

E a vida do ser humano?

Não nos teríamos equivocado ao despachá-los para um asilo, ao repetirmos uma e outra vez: São "um saco"?






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sábado, junho 20, 2009

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

EDIFICAÇÃO



O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.

Dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos.

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos.

Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho. Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluimos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos. Escrevemos mais, mas aprendemos menos.

Planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Temos mais comida, mas menos apaziguamento. Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.

São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados. São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, "ficadas" de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar. É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla DEL.





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sexta-feira, junho 19, 2009

DOADOR DE ÓRGÃOS NÃO ESTAVA MORTO

NOTÍCIAS PELO MUNDO


Trata-se de um caso na fronteira entre vida e morte, e de um tema que suscita reflexão e emoção entre os profissionais da medicina especialmente os especialistas em reanimação e as autoridades que regulamentam a bioética, e os obriga a questionar que critérios objetivos permitem definir a partir de que momento um paciente que foi submetido a tentativas de reanimação pode começar a ser considerado um doador de órgãos sabendo-se que esses órgãos, quando colhidos, permitem prolongar a esperança de vida de outros doentes.

No começo deste ano, em Paris, um homem de 45 anos caiu na rua, e apresentava todos os sintomas de um infarto maciço do miocárdio. Mais tarde, os médicos descobriram que, embora soubesse estar enfrentando uma situação de alto risco cardíaco, o homem não seguia seu tratamento.

A intervenção quase imediata do serviço de assistência médica confirmou o diagnóstico inicial, e os paramédicos iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação, menos de 10 minutos depois do incidente cardíaco sofrido pelo paciente. No entanto, os esforços deles não resultaram em retomada espontânea do batimento cardíaco.

O fato de que estavam próximos ao complexo hospitalar de La Pitié-Salpêtrière, onde seria possível praticar uma dilatação das artérias coronárias da vítima, fez com que os paramédicos decidissem continuar tentando as manobras padronizadas de reanimação do paciente, enquanto o transportavam em alta velocidade rumo ao hospital especializado.

Quando chegaram, o coração do paciente ainda não havia recomeçado a bater e, depois de uma análise rápida da ficha, uma equipe de cardiologistas do hospital concluiu que uma dilatação coronária não poderia ser realizada, por motivos técnicos. Os médicos começaram imediatamente a considerar o paciente como potencial doador de órgãos: um doador classificado como "inativo em termos cardíacos".

O que aconteceu em seguida nesse estranho caso foi relatado em um documento oficial preparado durante uma reunião de um grupo de trabalho que trata das questões morais envolvidas nesse tipo de situação, e que recentemente veio a formar um núcleo sob os auspícios do "espaço ético" da Assistência PúblicaHospitais de Paris (AP-HP), a organização municipal de saúde da capital francesa.

Na reunião, foi descoberto que os cirurgiões que poderiam proceder à coleta de órgãos para possíveis transplantes não estavam imediatamente disponíveis. Quando eles por fim chegaram ao bloco em que o paciente estava internado, encontraram seus colegas ainda envolvidos em massagem cardíaca do paciente, depois de uma hora e meia [!!!] de paralisação do coração e ainda sem resultado aparente.

Mas, no exato momento em que estavam se preparando para iniciar a coleta de órgãos, os médicos descobriram, com imensa surpresa, que o paciente estava apresentando sinais de respiração espontânea, que suas pupilas pareciam ter se reanimado e que ele exibia traços de reação a procedimentos de estímulo doloroso.

Ou seja, para dizer de outra maneira, havia "sinais de vida", um enunciado equivalente a determinar a ausência de sinais clínicos de morte, como afirma o relatório, que prossegue alegando que "depois de diversas semanas de tratamento e de enfrentar uma séria de outras complicações graves, o paciente agora está andando e falando, e os detalhes concernentes ao seu estado neurológico não são conhecidos".

O texto infelizmente não informa se o paciente está ou não ciente de que seus órgãos quase foram colhidos para transplantes.





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Jornal Le Monde - Jean-Yves - França

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quinta-feira, junho 18, 2009

TERAPIA ORTOMOLECULAR PREVENTIVA

CUIDANDO DA SAÚDE





A medi
cina ortomolecular é um ramo da medicina alternativa que acredita que as doenças são resultado de desequilíbrios químicos. Assim, os tratamentos ortomoleculares buscam a restauração dos níveis de vitaminas e minerais considerados ideais no organismo. A Terapia Ortomolecular ou Oligoterapia, como também é conhecida, é uma ciência que, assim como a Medicina Ortomolecular, tem como objetivo principal equilibrar os minerais e vitaminas em nosso organismo.

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Detectadas as carências minerais, por meio de técnicas especializadas, elas são repostas, buscando uma vida saudável. A ausência de minerais permite o aparecimento da ansiedade, nervosismo, stress, depressão e outras disfunções. Além disso, proporciona sintomas desconfortáveis, não detectáveis em exames convencionais, mas sentidos pelas pessoas acometidas dessas disfunções. Elas podem perceber uma desarmonia em seu organismo.

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Algumas dicas interessantes


1. DIFICULDADE DE PERDER PESO.

Falta de ácidos graxos essenciais e vitamina A, que se obtém na semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.


2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS.

Falta na verdade de desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio, que se obtém na água de coco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro, além de suplementos específicos.


3. COMPULSÃO A DOCES.

Falta de cromo, que se obtém em cereais integrais, nozes,centeio, banana, esínafre, cenoura, além de suplementos específicos.


4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA.

Falta de potássio e magnésio.que encontramos na banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja, além de suplementos específicos.


5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL

Falta de lactobacilos vivos, encontrados na coalhada, iogurte, missô, yakult e similares, além de suplementos específicos.


6. MEMÓRIA RUIM.

Falta de acetil colina, inositol, que se obtém na lecitina de soja, gema de ovo e mais suplementos específicos.
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7. HIPOTIREOIDISMO. (GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)

Falta de iodo contido nas algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada, e sal marinho.


8. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS.

Falta de colágeno contido nos peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos específicos.

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9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR.

Falta de vitaminas A, C, E e ferro. Que se obtém em verduras, frutas, carnes magras e suplementos específicos.

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10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS .

Falta de Ômega 3 e 6 obtido nas sardinha, salmão, abacate, azeite de oliva mais suplementos específicos.

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Dicas na cozinha

Cozinhe a seu favor, na medicina ortomolecular, a forma de cozinhar e até os utensílios usados ajudam a preservar os nutrientes. Evite a ingestão de queijos e carnes gordas e frituras. A gordura acelera o processo de oxidação dos alimentos. Cozinhe os alimentos no vapor ou até 100º (cem graus), pois muito calor também oxida os alimentos. Evite utensílios de alumínio; os resíduos desse metal são tóxicos e podem ficar na comida. Prefira panelas de vidro ou antiaderentes. Em hipótese alguma, aqueça os seus alimentos em embalagens e recipientes de plástico no microondas.








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terça-feira, junho 16, 2009

TV ATRAPALHA O SONO DAS CRIANÇAS

EDUCAÇÃO-CIDADANIA



Em reportagem de Jeffrey Kluger, a edição on line da revista Time (02/06/09) publicou que as crianças dormem melhor se assistem menos televisão. Essa foi a conclusão de um novo estudo finlandês, veiculado no Journal of Sleep Research . Os pesquisadores analisaram 321 pais de crianças entre cinco e seis anos, com o objetivo de identificar os hábitos familiares e relação à TV e os efeitos que causam no sono das crianças.

De acordo com a reportagem, todas as famílias do estudo tinham ao menos um televisor em casa e o mantinham ligado por cerca de 4.2 horas por dia. As crianças assistiam em torno de 1.4 horas e estavam expostas passivamente a outras 1.4 horas. Em 21% dos lares, as crianças tinham TV no quarto. O estudo ressaltou que quanto mais tempo a criança assiste ou está exposta às imagens televisas, mais problemas terá para dormir, acordar e evitar o cansaço durante o dia.

Contudo, os especialistas afirmam que nem todo modo de assistir TV tem o mesmo impacto. Assistir sozinho ou durante o horário de dormir causa maior mal. De acordo com o estudo, os pais devem limitar o número de horas que as crianças assistem TV e manter o aparelho desligado o máximo possível.






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segunda-feira, junho 15, 2009

CORAÇÃO E VERDADE

EDUCAÇÃO EM FAMÍLIA


O que vou dizer agora não é uma metáfora, apesar de parecer um pouco abstrato: não existe nada neste mundo que seja mais purificador para o coração do que a verdade: a verdade acerca de nós mesmos daquilo que realmente somos, a verdade acerca das pessoas e dos compromissos assumidos.

O amor que temos à verdade da vida e à estabilidade definitiva dos compromissos que assumimos produz uma força tal que nos impulsiona a sair de nós mesmos, a nos abrirmos para a realidade, a descobrirmos tudo o que existe de bem e de bom no mundo e nas pessoas ao redor, em cada momento de nossa vida.

Esta verdade possui um efeito curador, uma capacidade de cura, desde o sentido mais profundo de nossa existência até o mais superficial e exterior, como a maneira de nos comportarmos individual e socialmente. A verdade é revelada através da razão, a qual não existe apenas para nos fazer compreender aquelas realidades de caráter técnico ou científico, mas também para nos ensinar a viver por e a permanecer em nosso amor, naquilo que devemos amar; a nos mantermos fiéis, a partir do coração, ao verdadeiro amor, ao dom que nos foi dado de sermos realmente nós mesmos.

É na verdade que se encontra também a força do perdão. Reconhecer que nem sempre nos comportamos com generosidade, que temos sido possessivos e, com isso, sufocado o amor, apoderando-nos injustamente do projeto de vida das pessoas à nossa volta dos filhos, do esposo ou da esposa, dos amigos por não termos corrigido ou retificado a tempo nossos desejos egoístas e o afã desordenado de dominar o ser amado. Tudo isso pode nos motivar a buscar o perdão, a recomeçar a amar com um coração renovado, purificado, desprendido.

Quando admitimos que temos sido egoístas ou descuidados, e assumimos as obsessões e outros complexos que permanecem em nossa memória emocional; quando nos decidimos a depurar a consciência de tudo o que invade a nossa memória e manifesta uma visão egoísta da vida, dos projetos que esboçamos a princípio, experimentamos então a alegria de nos sentirmos livres dos grilhões que oprimem o nosso coração. Nada consegue aprisionar o coração nem o sofrimento mais terrível, nem a solidão mais prolongada a não ser o próprio ser humano. Talvez nisto consista a opção radical que assumiram muitos santos, tendo sofrido o mesmo ou, quem sabe, mais do que os maiores tiranos e os homens mais impiedosos, implacáveis, da história dos últimos séculos.

Uma memória purificada num coração limpo e renovado é a de quem se perdoou de suas más inclinações, porque todos nós necessitamos além de perdoar ser perdoados. Não existe ser humano completamente inocente em seus pensamentos interiores, todos nós temos uma enorme necessidade de perdão. Finalizando, a verdade que liberta o coração das cadeias do ódio, do desejo de vingança, dos apegos obsessivos etc. está relacionada com a recordação constante de que nada nesta terra é definitivo, pois todos vamos morrer um dia.

Leon Kass, cientista, nomeado diretor da Comissão Presidencial de Bioética dos Estados Unidos pelo Presidente Bush, estudou com afinco o tema da morte e de sua aceitação por parte da ciência moderna, empenhada em encontrar a fórmula da imortalidade, para que as pessoas possam desfrutar cada vez mais das satisfações da vida.

Em suas reflexões, Kass sugere que as pessoas não deveriam pensar na imortalidade como uma bênção. Antes, pelo contrário, a verdadeira bênção é o fato de sermos seres mortais; porque é impossível prolongar a satisfação neste mundo, é impossível preencher as aspirações de completude do ser humano, por mais que as condições sejam as melhores e mais promissoras possíveis: “A limitação de nosso tempo de vida questiona-se Leon Kass não é a razão pela qual levamos a vida muito a sério e a vivemos apaixonadamente? Quando os Salmos da Bíblia nos convidam a «contar nossos dias» para que tenhamos «um coração sábio», o salmista nos ensina uma verdade e tanto!”.

Reconhecer a verdade de nossa vida e daquilo que somos capazes de amar, é o caminho que nos conduz à felicidade O coração experimenta desejos de eternidade, que se traduzem em profundas ânsias de amor e satisfação que só chegarão à sua verdadeira e única completude quando alcançarmos o momento pleno de totalidade em um amor que seja de fato eterno.

Viver a vida apaixonadamente, aprender a possuir um coração aberto e livre, fiel aos compromissos assumidos, jovem o suficiente para se deixar atrair por cada ser que se nos apresenta ao longo da vida. Vale a pena esforçar-se para ter um coração dessa magnitude, desse quilate!







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