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sábado, outubro 20, 2012

POR QUEM OS SINOS DOBRAM NAS EMPRESAS



          EDUCAÇÃO
 

 

 
A desenfreada luta pela sobrevivência econômica, social e emocional tem feito muita gente exagerar na preocupação consigo mesma e esquecer-se de quem está ao lado – seja colega, vizinho, amigo ou parente. É claro que, como ensina a Psicologia, precisamos ter auto-estima e amor próprio como condição para termos uma saudável e harmoniosa convivência com as outras pessoas. Mas há um limite além do qual a auto-supervalorização passa a ser narcisismo ou egoísmo - e então ficamos a um pequeno passo da invasão dos direitos alheios.

Alem do mais, ninguém vai muito longe sozinho. Precisamos da convivência comunitária, precisamos de companhias, precisamos de amigos, precisamos de colegas.

Pessoas continuam sofrendo em todas as partes do globo – inclusive nas empresas.  É impressionante a quantidade de “sofredores anônimos” nas empresas. São aqueles colegas que, às vezes, até adquirem a fama de “travados”, caladões, esquisitos, emburrados... E que, na verdade, estão emitindo um mudo pedido de socorro. Em muitos deles, o silêncio é mais eloqüente que um grito. Só que eles não têm estrutura, condições ou coragem para “abrir o coração” de forma explícita, devido ao medo de serem vistos como fracos problemáticos ou até incompetentes.

“Problemas pessoais devem ficar em casa!” 
 Ainda há gestores no mercado que acreditam nisso e praticam essa ultrapassada premissa. A esses gestores deveria ser perguntado em que parte do corpo fica o botão que liga e desliga os sentimentos e emoções das pessoas. Claro que empresa não é casa de beneficência nem é de se esperar que as reuniões de trabalho se transformem em muro de lamentações ou terapia de grupo. Refiro-me á  ação cooperativa, espontânea e freqüente dos colegas entre si, pela prática da empatia, da solidariedade, da sensibilidade, da afetividade. 

O que acontece em toda a empresa ou no mundo inteiro diz respeito a cada um de nós porque, de alguma forma, nos afeta.  Metaforicamente, a Teoria do Caos diz que “uma borboleta batendo asas na Amazônia pode provocar um furacão no Texas”. Isso pretende reforçar que o mundo está conectado e todos seus habitantes interagem independente das distâncias.

Se não podemos ajudar diretamente aos milhões de desempregados, famintos, abandonados e carentes do mundo inteiro, podem fazer a nossa parte dentro do pequeno universo em que vivemos diariamente: a família, o bairro, a comunidade, o local de trabalho. E não adianta pensar que “eu não tenho nada com isso” ou “cada um que cuide de si”. Este é o infrutífero egoísmo a que nos referimos no inicio deste artigo. 

A maioria dos profissionais vive a maior parte do seu tempo no local de trabalho, muito mais do que com sua família. Diante disso, o mínimo que cada um pode fazer é contribuir para que esse local de trabalho, sem prejuízo do profissionalismo, seja gratificante, agradável, harmonioso - e para isso é fundamental a convivência pacifica e produtiva com os colegas, inclusive com as chefias. 

Saiba que, de alguma forma, o problema do porteiro, da moça que serve o café, do vendedor, do mecânico, do presidente, da secretária, de quem quer que seja numa empresa – tem a ver com você e certamente você poderá fazer alguma coisa para ajudar, desde que queira e que saiba observar e aproveitar as oportunidades para ajudar. Que os profissionais do mercado procurem lembrar sempre do bater de asas da borboleta na Amazônia. E se isso não bastar, que lembrem também do que disse o poeta John Donne: “Nenhum Homem é uma ilha, isolado em si próprio. A morte de qualquer pessoa me diminui porque estou envolvido com a Humanidade. Portanto, nunca perguntes por quem os sinos dobram: eles também dobram por ti”.

Qualquer que seja a empresa onde você esteja, certamente no seu local de trabalho, há sinos tocando pertinho de você. Só não os ouve quem não quiser, porque não existem corações surdos.



 
 



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