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sábado, maio 19, 2012

CARTA DE UM ATEU QUE PENSA QUE SABE...

EDIFICAÇÃO








============================Rede de Divulgação


Carta:


Todos os argumentos a favor da existência de Deus assim como todos os seus atributos são baseados numa premissa falsa. Nenhum deles pode sobreviver a um exame mais profundo. Só a existência existe. Só o real existe. Só o natural existe. A existência é um fator primário: a existência não foi criada, ela é indestrutível e eterna. A existência é um fato indiscutível. Pois para discutirmos a existência teríamos que usar argumentos de não existência e isso seria um absurdo.
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Temos que aceitar a existência como ela é. Se você propuser algo acima e além da existência, terá que fazer isso recorrendo a algo além do existencial, além do real. E para fazer isso tem que se livrar da razão. Negar provas, definições, argumentos lógicos, etc.Terá que dizer: “Tenho fé e isso basta”. Isso é um apelo total ao irracional, pois negar a razão é apelar para o irracional.

Transcendental é sinônimo de irracional. A única fonte de conhecimento é o existencial. E podemos conhecer o existencial através da ciência e da razão. Não podemos justificar o que existe nos fazendo valer do que não existe. Não podemos justificar o existente pelo não existente. Se isso é fé, então fé é um absurdo. Loucura é uma fuga da realidade. Se a fé apela para algo acima, além, ou abaixo do real, então ela é uma loucura. É algo irracional.

O naturalismo é a crença de que tudo que existe pode ser confirmado por fatos. Que a resposta a tudo esta na própria natureza. No próprio universo e não fora dele. O naturalismo rejeita a crença de que as causas do universo se encontrem fora dele. Sendo assim, rejeita qualquer forma de panteísmo, teísmo ou deísmo. Ele nega qualquer forma de paranormal. Nada é obra do paranormal. Tudo é natural. A resposta a tudo está aqui mesmo. A crença no paranormal só leva a jogos semânticos e não ao conhecimento.

Portanto, não só Deus, como qualquer forma de crença no paranormal, é rejeita da pelo naturalismo. Naturalismo não é ceticismo. Naturalismo é a crença no existencial e a rejeição do paranormal em todas as suas formas. Sendo que a maior manifestação do paranormal é Deus e, negando-o, estaremos negando os outros fenômenos irracionais. Deus é o pai do irracional.

Duas afirmações são axiomáticas. Categóricas. Absolutas. Acima de qualquer discussão. Existe a existência e a consciência.

QUAL DEPENDE DA OUTRA?

É possível uma consciência existir sem que haja algo para que a mesma perceba? Não. Categoricamente não. A existência não depende da consciência, mas a consciência depende da existência. Ter consciência é ter a capacidade de perceber aquilo que existe. A capacidade de perceber o real.

Se não existe absolutamente nada a consciência é uma impossibilidade. Como pode haver uma consciência consciente apenas de si própria? É isso que chamam de Deus antes da criação. Antes do universo. Uma consciência consciente de nada. Isso tem um nome. O nome é inconsciência. Deus é inconsciência? Pois uma consciência que não é consciente de absolutamente nada não passa de inconsciência. Ou uma contradição.

Ter consciência implica em ter um objeto na consciência e esse objeto tem que ser real. Tem que ser algo existente. Portanto, a existência sempre precede a consciência. E não o contrario. Sendo assim, Deus não existe.

Dizem que Deus tinha consciência de um objeto. E esse objeto era ele mesmo. Mas essa é uma grande contradição. Para que uma consciência exista, é preciso que haja um objeto na mesma. E esse objeto não pode ser ela mesma. É o existencial que cria a consciência, não é a consciência que cria o existencial.

Existem milhares de planetas e estrelas sem nenhum ser que lá vivem consciente nos mesmos, mas nunca se ouviu falar de uma consciência em algum lugar, que existisse sem nada, absolutamente nada ao seu redor.

Até o conceito de lugar ou espaço implica na existência de algo fora da consciência. A consciência é como um espelho. Reflete o existencial. Não é o existencial que reflete a consciência. O que é interessante é como toda forma de misticismo parece querer que invertamos esse processo.

Se você diz que percebe algo que não existe de fato, o que você percebe não se pode chamar de consciência. Podemos chamar isso de alucinação ou imaginação, mas não de consciência.

E nunca ouvimos falar de uma imaginação baseada em absolutamente nada. Imaginação é uma combinação de imagens tiradas do existencial. Sem o existencial, não podemos ter consciência, e sem consciência, lá se vai a imaginação. E podemos dizer o mesmo da alucinação ou qualquer outra forma que o mundo mental possa assumir.

Aquilo que gera a consciência em si mesmo, é um processo inconsciente. O cérebro foi feito para captar tudo o que existe. E apesar dele mesmo, por sua vez, existir, está voltado para o exterior e não para o interior. O cérebro percebe tudo, mas não percebe a si próprio. É a fonte do prazer e da dor, mas ele mesmo não sente nada. Todo o pensamento e sentimento ocorrem no cérebro. A consciência também ocorre no cérebro; é totalmente dependente dele.

A consciência é, portanto, um processo físico e totalmente dependente da existência. Não seria uma demonstração de que sem o universo uma consciência é inconcebível?

O missivista é formado em Filosofia pela Universidade de Nova Iorque e atualmente é professor de inglês, tradutor e interprete, e dedica-se ao estudo da natureza humana através da psicologia, filosofia e religião.
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Resposta:

Olá,

Concordo com o que você escreveu. Creio que consciência e existência são realidades complementares e concordo que a consciência é antecedida pela existência e dela é dependente. Penso que quando tentamos conceituar Deus todas as nossas projeções e conjecturas são falhas, pois inexoravelmente temos que dar um salto de fé e ir além da nossa lógica racional.

Viver já é um salto no escuro, crendo ou não crendo em Deus.

Através da física quântica descobrimos o princípio da incerteza, ou seja, estamos em um universo onde as realidades não são tão sólidas e definidas como percebemos. O próprio tempo e espaço são relativos. A física discute sobre multiverso e a teoria das supercordas mostram possibilidades inimagináveis de realidades mutantes e intercambiantes. Se esta teoria for comprovada enfrentaremos um paradoxo, pois neste caso todo o mundo físico que você chama de real é fundamentalmente feito de algo imaterial: Apenas vibrações eletromagnéticas. Ou seja, a mesa, a cadeira, as estrelas e cometas, inclusive eu e você nada mais somos que um conjunto de vibrações eletromagnéticas que não possuem massa. De onde vem então a massa sólida que percebemos?

Por falar em paradoxo, é consenso que a existência como a percebemos é um paradoxo, pois para que todas as coisas pudessem começar a existir, inclusive eu e você, necessário é que algo ou alguém não tivesse começo, ou seja, é necessário que algo ou alguém sempre fosse. Por isso nós cremos que Deus não existe, Deus é. Ele está para além da existência, pois existência pressupõe estar limitado ao tempo e espaço.

Conhecemos muito pouco para nos arvorar saber o que é real. Cada nova descoberta na física subatômica levanta mais questões sobre a relação entre matéria e energia, entre o material e o imaterial, entre a certeza e a relatividade de todo o mundo físico.

Tudo o que pensamos ser realidade depende, paradoxalmente, de como a percebemos. Existe uma realidade que possamos chamar de objetiva? Ou existem apenas percepções de realidade? Não seria irracional ver algo concreto onde na realidade não há? O que é racional? O que é real afinal?

Outra possibilidade levantada pela ciência, é que no fundo habitamos em um caos onde as possibilidades acontecem simultaneamente e a nossa consciência é quem filtra e ordena este caos de acordo com a lógica que adotamos. Se assim o for simultaneamente estamos experimentando as múltiplas possibilidades e escolhemos apenas aquelas que nossa consciência aceita como possíveis no mundo que forjamos e assim não pode falar de real, mas apenas de percepções deste real que é intangível e dependerá sempre do observador para ganhar forma e expressão.

O que é real? A sua ou a minha percepção? O que é racional? A minha ou a sua interpretação das múltiplas possibilidades de realidade?

Crer em Deus é uma possibilidade, entre tantas outras. Uma possibilidade de percepção que podemos ou não aceitar de acordo com as nossas idiossincrasias. E ele é tão real quanto todas as demais realidades que aceitamos. Porque se não podemos assegurar o que é e o que não é real, só nos resta uma possibilidade: chamarmos de real tudo aquilo que de alguma forma afeta a nossa vida e a nossa percepção. E eu posso assegurar que Deus afeta sua vida, pois se assim não o fosse nós dois nem sequer estaríamos discutindo sobre Ele.

Creio que você tem certezas demais, precisa começar a ter dúvidas...










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