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sábado, fevereiro 14, 2009

COMO VOCÊ ESTÁ?

TEMA EDUCAÇÃO - OPINIÃO
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“Como você está?” Uma pergunta tão fácil e direta, que deveria expressar a verdadeira preocupação de um colega, de um conhecido, dos amigos e familiares em saber como você se encontra. Esta pergunta deveria conter, pura e simplesmente, o que ela quer dizer, mas neste mundano mundo que vivemos as pessoas, ao lhe dirigirem não querem saber se você está bem consigo mesmo e com os mais próximos. Querem saber muito mais do que “sobre o seu dia”.
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Essa pergunta vem carregada de duplo sentido, porque o que querem saber é o quanto você tem, o quanto você ganha, quais bens você conquistou nesse tempo em que não se viram e qual a posição social que ocupa no lugar onde vive. Caso você apareça com um carro novo já vão logo dizendo, “Você está bem, hein?” Mas quando o carro não seja tão bom a pergunta vem sublinhada de malícia, “Você está bem?”. E se por acaso vier de ônibus a pergunta muda completamente, porque lhe dirigem um “Mas o que foi que aconteceu?”. No fundo, para esta pergunta de saber “como você está”, a resposta certa seria dizer o quanto tem no bolso.
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Essa confusão havida para uma simples pergunta que se faz repetidamente ao encontrarmos pessoas que não vemos há alguns dias, semanas, meses ou mesmo anos é resultado de uma deturpação de valores. Passou-se a valorizar mais uma pessoa de sucesso do que uma pessoa bem sucedida. Entenda-se por pessoa de sucesso aquela que alcança brilho, destaque e exposição naquilo que faz profissionalmente. Vemos cantores, compositores, empresários e profissionais das mais diferentes áreas alcançarem o sucesso, muitas vezes de forma meteórica. Mas também vemos ladrões, bandidos, criminosos, corruptores e corruptos que tem sucesso. Bem sucedido, por outro lado, é quem se sente bem com aquilo que faz ou deixa de fazer, mas principalmente com o que é. Isto porque o que a pessoa bem sucedida é, faz bem àqueles que o circundam. O sentimento sobre a dubiedade da pergunta tem sido despertado em mim ano após ano quando retorno para a minha cidade de origem e me perguntam, “Como vai você? Há quanto tempo que não o vejo!” Quando respondo “Muito bem!” e que tenho dedicado meu tempo para ser atleta a expressão de espanto não nega, mesmo porque na seqüência, muitas vezes, vem outra pergunta, “Mas o que você está ganhando com isso?” Neste momento só me resta responder, “Prazer!”.
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Prazer esse obtido pelo fato de fazer o que sempre sonhei, sem ser arrastado pela roda viva a que o mundo nos tem imposto ultimamente. Não que isso seja um convite ao ostracismo, a falta de dedicação ou o incentivo a não qualificação profissional, muito pelo contrário, o esporte de alto rendimento me mostrou exatamente o oposto. Ele exigiu muito mais que preparação física e psicológica, cobrando-me dedicação constante, aprimoramento técnico e desempenho competitivo muito maior do que qualquer outra atividade profissional jamais exigiu. Porém, eu estava fazendo exatamente aquilo que queria no momento por mim escolhido, realizando um sonho acalentado por muitos anos. O sucesso, sem que as pessoas se sintam bem sucedidas, pode nos trazer dinheiro, destaque e prestígio social, mas por outro lado tem levado muitas pessoas ao fracasso em sua vida privada.
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Deste modo, sempre que fizer esta pergunta a alguém com quem você realmente se importa, saiba que os seus valores podem ser diferentes. Por outro lado, sempre que lhe fizerem esta pergunta e você puder respondê-la de modo positivo, expressando o que sente e não o que os outros esperam, considere-se uma pessoa bem sucedida. Por isso pergunto, “Como você está?





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