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LEIA A BÍBLIA

sábado, outubro 29, 2011

GRAÇA BARATA?

EDIFICAÇÃO





====================Rede de Divulgação



Alguns me escrevem dizendo que eu ando pervertendo o evangelho. Outros insinuam que prego uma graça barata. Já fui chamado de pastor de bodes e pregador de heresias. Desculpem-me aqueles que discordam de mim, não estou aqui para criticá-los. Não sou o dono da verdade, mesmo porque a Verdade é uma pessoa e não uma opinião, e a minha fé na graça é tão grande que creio que independente do conceito que cada um tenha, ela cobre de misericórdia tanto a mim quanto ao mais legalista dos cristãos.

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Portanto, não tenho ambição de ter razão, mesmo porque na graça “ter razão” quando se trata do amor de Deus é apenas ilusão de vaidade humana. Nada mais faço senão pregar aquilo que recebi de Deus e que se fez vida em mim. Sei que quem convence o homem é o próprio Deus e não a minha eloqüência. O ministério que Deus me confiou é falar daquilo que Ele tem me ensinado e ser usado por Ele para abrir a mente dos que me lêem para novas possibilidades de viver a fé com mais alegria e leveza. Leve como deve ser o fardo que Cristo nos dá.
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A Palavra me ensinou que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo; que a fidelidade de Deus é tão grande que ele permanece fiel mesmo estando eu repleto de infidelidades e mesmo que o meu coração me condenasse maior é Deus que o meu coração e conhece todas as coisas. Palavras como estas entraram em mim, fincaram raízes e deram descanso à minha alma cansada de buscar, através de justiça própria, a proximidade que hoje tenho sem as angústias de alma que antes me atormentavam.
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Assim, eu posso assegurar que não prego uma graça barata, isto é mentira. Para mim, se a graça é barata já está saindo muito caro! Graça só é graça quando é de graça. Sem barganhas, sem trocas, sem dogmas, sem medos, sem leis. Sem preço a pagar. Apenas um encontro com o Cristo ressurreto que transforma a mente e nos faz nova criaturas.
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No evangelho de Mateus 18:23-34, Jesus fala de um homem que devia dez mil talentos ao seu Senhor. Não há como quantificar exatamente quanto isto valeria em dinheiro de hoje, mas sabe-se que era um valor estratosférico e impagável. O senhor daquele servo poderia tê-lo vendido junto com sua família como escravos para abater parte da astronômica soma. No entanto, preferiu perdoar-lhe toda a dívida.
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Claro que o servo poderia ter rejeitado a graça, e fincado pé em pagar, mesmo que parte do valor da dívida, mas quem cometeria a tolice de recusar o perdão de uma dívida impagável?
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Semelhante é a graça que nos é ofertada. Ela é o perdão de todas as dívidas, sem mais nada a ser pago. O senhor da parábola poderia ter diminuído a dívida e estipulado um valor que estivesse dentro das possibilidades de pagamento do servo e isto sem dúvida seria um gesto de extrema misericórdia, mas ele preferiu abrir mão de tudo. Assim como o senhor da parábola, Deus não deixa preço a pagar, ele perdoa toda a dívida. O servo nada fez para merecer esta graça, assim como nós nada fizemos a não ser receber o dom gratuito.
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Eu perguntei quem seria tolo de continuar teimosamente querendo pagar, mesmo tendo toda a sua dívida perdoada. Pois bem, nós somos este tipo de tolo. Somos por demais arrogantes e queremos algum tipo de justiça própria para nos considerarmos mais merecedores ou melhores que os outros.
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A parábola fala que aquele servo encontrou um conservo que lhe devia cem denários, menos de um milionésimo da dívida que lhe fora perdoada. No entanto, o servo exigiu o pagamento. Nós também temos sido assim e não conseguimos estender aos nossos semelhantes a graça que recebemos.
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O servo da parábola só se tornou indigno quando não viveu conforme a graça que lhe foi dada. Não por conta de imposições, mandamentos ou leis que seu senhor lhe tenha imposto, mas em negar-se a buscar um novo caminho que refletisse esta graça para o seu próximo.
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Portanto, querido leitor, quando me acusam de pregar uma graça barata, cometem dois equívocos. Primeiro, a graça que prego não é barata, é de graça! Segundo, a graça que prego é apenas o que a Bíblia nos ensina e esta graça é por si só transformadora. Ninguém que tenha experimentado continuará o mesmo, não por imposição de leis, mas no seu relacionamento com o próximo, pois, como Paulo nos ensina, o cumprimento da lei é amar ao próximo.
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Que a Graça de Deus nos transforme a cada dia.










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