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sábado, março 31, 2012

GERAÇÃO DDD

=MENSAGEM







================================Rede de Divulgação



Estamos vivendo no meio da geração mais egoísta, individualista e ganancios
a que o cristianismo já produziu ao longo de sua história. Infelizmente, hoje há um inimaginável apego ao sucesso terreno como fruto da verdadeira fé. E este sucesso, além de terreno é mundano, pois pouco importa os meios, o que interessa são os resultados.
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Há um pragmatismo que impera no meio cristão e faz com que só se entenda fé através de vida próspera, saúde inabalável e
repreensão de demônios. É a geração DDD que nada tem a ver com “Discagem Direta à Distância”, mas com o trinômio “Demônios, Dinheiro e Doença” que norteiam boa parte dos nossos cultos.
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Boa parte das experiências religiosas visa a cartase coletiva, na busca do espetaculoso. Nos cultos que fazem da expulsão de demônio um show, alguns pregadores chegam mesmo a convidar pessoas supostamente endemoninhadas para serem “entrevistadas” antes de terem o tal espírito maligno expulso. Outros fincam suas bandeiras na cura física, e é relativamente comum vermos aglomerações de pessoas tentando tocar o líder a fim de receber a bênção da cura. Outros, ainda, centram sua teologia na prosperidade financeira como pedra angular da fé. Recentemente, foi exibida a casa de um desses líderes repleta de sinais de ostentação e esnobismos.
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Este é o mundo onde eu e vocês estão inseridos. Um mundo de sentimentos superficiais, de adoração que pouco tem a ver com transformação de vida, de amor interesseiro nas bênçãos e nos supostos direitos adquiridos. Uma geração preguiçosa que detesta EBD e só se mobiliza quando há cultos festivos; que tem ojeriza aos cultos de oração, mas que não perde um “louvorzão”; que se entedia com as pregações que não sejam repletas de palavras de ordem, garantias de vitória e gritos de guerra.
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O resultado disso tudo é que, apesar de já sermos mais de quinze por cento da população do país, a triste verdade é que fazemos muito pouca diferença. Para nossa geração o que importa é o eu. O nosso ego satisfeito é o que resume a nossa fé. Se eu estou bem financeiramente, se minha família não encontra problemas de relacionamento ou de vícios, se a saúde dos meus está boa pouco importam as necessidades dos outros. Posso quando muito orar, se lembrar, entre um pedido e outro que faço a fim de satisfazer meus próprios interesses.
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Esta é a geração DDD. Este é o cristianismo atual. Mas você não precisa estar incluso nele. A Palavra do Senhor nos fala de um homem chamado Elias que um dia, vendo a corrupção da sua geração, pediu a morte como alívio. Mas o Senhor o lembrou de que ainda havia um remanescente fiel que não havia dobrado seus joelhos ante Baal.
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Sempre houve e sempre haverá um remanescente fiel. E agora, neste momento há uma geração de verdadeiros adoradores que não necessitam da benção para crer, que não buscam barganhas com Deus para servi-Lo, que têm na presença Dele o motivo de sua fé. Uma geração de homens e mulheres que experimentaram o arrependimento e andam em santidade, não por medo, não por interesse, mas unicamente por um coração transformado que simplesmente não sente prazer em obras mortas.
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A esta geração de Cristo, que nunca será vencida e que avança contra todo o tipo de opressão maligna e liberta os cativos arrebentando as portas do inferno. A esta geração cabe a missão de se posicionar com mansidão e amor para proclamar o verdadeiro evangelho que não se baseia na prosperidade, nem na cura, nem nas intermináveis campanhas de exorcismos, nem em festividades vazias, mas na presença do Senhor Jesus, na graça, no arrependimento e na cruz.










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Diác. Rilvan Stutz " O Servo com Cristo "
Pr. Denilson Torres - Fruto do Espírito


terça-feira, março 27, 2012

A SOCIEDADE EM REDE

==MENSAGEM








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Rede de Divulgação


Em 1999, Manoel Castells cunhou o conceito de sociedade informacional, global e em rede para identificar uma nova forma de economia que, segundo ele, surgiu em escala global no último quartel do século XX, após a revolução da tecnologia da informação fornecer a base material indispensável para sua criação. Para o autor, estamos testemunhando um ponto de descontinuidade histórica, pois “a emergência de um novo paradigma tecnológico organizado em torno de novas tecnologias da informação, mais flexíveis e poderosas, possibilita que a própria informação se torne o produto do processo produtivo”.

O autor tenta, segundo suas próprias palavras, estimar a especificidade histórica da nova economia, delinear suas principais características e explorar a estrutura e a dinâmica de um sistema econômico mundial.

Ele inicia como se dá a relação entre produtividade, competitividade e a economia informacional, ressaltando que os caminhos específicos do aumento de produtividade definem a estrutura e a dinâmica de um determinado sistema econômico.

Seleciona e apresenta dados sobre a evolução da produtividade em vários países em diversos períodos, como também informações sobre os EUA, para responder ao questionamento se a produtividade baseada em conhecimento é específica da economia informacional. Outro tema estudado pelo autor é a relação entre e informacionalismo e capitalismo, produtividade e lucratividade.

Para ele, “as empresas estarão motivadas não pela produtividade, e sim pela lucratividade e pelo aumento do valor de suas ações”, acrescentando que uma nova economia global foi criada e moldada a partir da busca da lucratividade pelas empresas e a mobilização das nações a favor da competitividade, introduzindo novos arranjos variáveis na nova equação histórica entre a tecnologia e a produtividade.

O autor ressalta a especificidade histórica do informacionalismo, assegurando que a mesma não é baseada apenas na informação, pois possui também atributos culturais e institucionais.

Analisa a estrutura, dinâmica e gênese da economia global, que também é informacional, a partir de tópicos como mercados financeiros globais, cada dia mais interdependentes, e o crescimento e transformação do comércio internacional, acarretando uma verdadeira globalização dos mercados de bens e serviços.

Outro assunto que Castells traz para o debate é a aparente contradição existente entre globalização e regionalização, com o surgimento dos blocos de comércio, como NAFTA, União Européia e MERCOSUL, afirmando que isso demonstra o papel dos governos e das instituições internacionais no processo de globalização. De acordo com Castells, outro aspecto que mostra a complexidade político-econômica da globalização é a internacionalização da produção, com os grupos empresariais multinacionais e redes internacionais de produção. Ele apresenta dados sobre investimentos estrangeiros e fusões e aquisições internacionais, além de informações sobre sedes de grupos empresariais e filiais estrangeiras em vários países.

Castells assegura também que a produtividade e a competitividade na produção informacional baseiam-se na geração de conhecimentos e no processamento de dados e, a partir daí, discute a produção informacional e globalização seletiva da ciência e da tecnologia.

O autor discorre ainda sobre o surgimento de uma mão-de-obra global especializadíssima, que vem sendo requisitada no mundo inteiro e, portanto, não segue regras normais das leis de imigração, do salário e das condições de trabalho. Por outro lado, ressalta, existem multidões do mundo sem habilidades específicas, que se - tornam imigrantes ilegalmente.

O autor diz que a economia global não é uma economia planetária, pois não abarca todos os processos econômicos do planeta, não abrange todos os territórios.











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Prof. Manuel Castells - Membro Shvoong

domingo, março 25, 2012

O NORMAL É SEMPRE LÍCITO E MORAL?

MENSAGEM







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Rede de Divulgação


O que é freqüente é normal? E o que é normal é necessariamente lícito? Eis uma das inúmeras questões da moralidade coletiva deste século. A moral é um assunto de foro particular e, portanto, relacionada ao indivíduo.
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O homem, contudo, vive em sociedade e, indissoluvelmente, tem uma vida individual encadeada com a vida coletiva, e, por consequência, a vida moral está condicionada (e não determinada) naturalmente pela situação social em que se vive, pelo conjunto de usos e costumes, de regras e pressões sociais.

Diante da natureza pessoal da moral, o fator categórico é a liberdade: o homem é dotado de responsabilidade, o homem realiza sua vida, mas, evidentemente, na medida em que as circunstâncias o consentem. Todavia, o projeto é próprio. Cada qual vislumbra seus projetos de vida e tenta realizá-los, mas sob o influxo das inumeráveis circunstâncias sociais.

A liberdade, sempre fundamental e decisiva, faz também com que o homem seja responsável por seus atos: eu sou responsável, não pelo conteúdo último da minha vida nem por aquilo que me afeta do exterior, mas sim por aquilo que escolho, prefiro e decido dentro das possibilidades. Eu sou eu mais minhas circunstâncias.

O homem atual é afetado por uma série de interpretações da realidade que, muitas vezes, têm uma conotação moral. Surgem modos de vida e de família, de relacionamento humano e de ética política, que são, sob certo ângulo de vista, juízos valorativos, favoráveis ou desfavoráveis conforme o caso concreto e, não raro, apresentam-se como normais só porque são frequentes.

Penso que esta identificação emerge com algum perigo: considerar o frequente como normal, o normal como lícito e o lícito legalmente como se fosse moral. A conclusão nem sempre é válida. Pode haver situações frequentes que não são normais. Pode haver conjunturas normais, mas que, apesar disso, nem por isso são lícitas. Pode haver coisas lícitas legalmente, porém que não o são moralmente.

Lembre-se que a palavra “moral” deriva do substantivo latino “moris”, que significa costume. Ou seja, os costumes têm um caráter moral, vivem-se como algo que tem condição moral e, evidentemente, a moral é afetada pelos costumes. Desde pequeno, sempre se ouve falar de “bons costumes” ou “maus costumes”, diante dos quais o homem, saliente-se, é sempre livre.

Em última análise, o homem pode acatar as infinitas vigências sociais ou resistir a elas, mas deve submetê-las ao ponderável. A vigência é algo dotado de força e, logo, devo sopesá-la, precisamente porque exerce pressão. No entanto, no final das contas, sempre posso recusar ou aceitar, com veemência ou mesmo frouxamente. Não se trata de tarefa fácil e, na prática, a vida coletiva fica influenciada por este sistema de pressões.

Quando se age de acordo com os bons costumes, eles criam, em suma, hábitos. Em razão disso, não se circunscrevem a fazer bons cidadãos do ponto de vista da conduta externa, o que se dá por intermédio das leis. Também influenciam a moralidade do homem, ao contribuir para formar virtudes.

No terreno da moral, sendo a vida social uma realidade moral, a boa ação só é alcançada pelo hábito das potências humanas especificamente pessoais: prudência, em relação à razão prática, e justiça, fortaleza e temperança, por parte da vontade. O homem não tem outro modo de agir neste campo.

Como a maioria das virtudes não são inatas, mas adquiridas pela repetição de atos, as leis, compelindo a agir segundo uma virtude, acabam conseguindo que quem as obedece alcance as virtudes correspondentes. O motorista que cumpre o Código de Trânsito assume, com o tempo, o hábito de dirigir prudentemente, respeitando a si e aos outros condutores e pedestres.Eis um importante aspecto das relações entre o lícito legalmente e a moral.

As leis não são indiferentes no que toca à formação e ao comportamento morais do homem. Pelo contrário, influem neles intensamente, contribuindo, de modo notável, para dotar com maior vigor os bons costumes.

Separar em categorias estanques o normal, o lícito e o moral, como se fossem mundos isolados e sem relação mútua, supõe uma concepção adulterada da realidade. Hoje, é propagada pelos defensores dessa utopia que chamam de Estado moralmente neutro, assunto já abordado em outros artigos.

As condutas frequentes, tidas como normais, quando em desacordo objetivamente com o lícito legal ou até mesmo a moral, afetam a ordem humana de maneira danosa, pois maculam o efeito proporcionado pelas ações praticadas segundo aqueles ditames.
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Na ordem humana, o homem tende a agir segundo as virtudes ou os correspondentes vícios. Por isso, o normal, o lícito e o moral caminham sempre de mãos dadas. Pretender uma postura dissonante é cair no mais puro irrealismo. Não existe alternativa. Como canta Bono Vox, vocalista da minha banda predileta, na faixa que dá o nome ao seu recente álbum, “no, no line on the horizon, no, no line”.








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Portal da Família - Artigos e variedades
Exmo Sr. Juiz André G. Fernandes



quinta-feira, março 22, 2012

SOCIEDADE DO CONHECIMENTO: UMA SOCIEDADE SEM FRONTEIRAS

EDUCAÇÃO







================================Rede de Divulgação


A Era do conhecimento tem sido caracterizada por constantes mudanças impostas pelo mundo moderno levando a sociedade a uma competitividade cada vez mais acirrada, sendo a “inovação” e a “produtividade” as molas propulsoras dessa mutação.
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O cenário que tem sido construído, principalmente a partir do século XX, seja ele no âmbito empresarial ou nas relações entre países, é marcado pela busca de inovação tecnológica, objetivando introduzir no mercado novas idéias que, conseqüentemente, levam à criação de novos produtos, serviços, novas técnicas de gestão e planejamento.
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A Revolução digital, assim como qualquer outra revolução que já marcou a história, cria no ser humano certa resistência ao novo. Tal resistência se transforma em barreiras enormes que impedem o crescimento, dificultando a comunicação que é a espinha dorsal para o sucesso do indivíduo nesse novo mundo que exige muita informação, e, sobretudo, ousadia.
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As fronteiras estão sendo removidas conforme ocorrem as transformações no espaço e no tempo. O valor da comunicação advinda dos avanços na computação e nas telecomunicações propicia a criação de uma nova forma de sociedade, “a Sociedade em Rede”, transformando as relações.
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Na verdade, a globalização faz também redescobrir a corporeidade. O mundo da fluidez, a vertigem da velocidade, a freqüência dos deslocamentos e a banalidade do movimento e das alusões a lugares e a coisas distantes, revelam, por contraste, no ser humano, o corpo como uma certeza materialmente sensível, diante de um universo difícil de apreender.
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A globalização integra as sociedades através da rede, transformando-as em um só mundo, buscando conciliar o desenvolvimento tecnológico com o desenvolvimento humano, pois, na verdade, o processo de assimilação não avança na mesma velocidade que a tecnologia, o que define como se dará a aprendizagem num universo totalmente novo para o homem da modernidade.
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A questão é, até que ponto todos os seres humanos estão “conectados” nessa mesma direção? Será possível ao ser humano assimilar com a mesma rapidez tamanhas mudanças em seu cotidiano? Quais os problemas que uma sociedade em rede pode acarretar?
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Sem dúvida há muitas questões e contradições, pois apesar da internet permitir uma maior conexão, também gera isolamento. Esse processo tem um sentido dicotômico, ou seja, ao mesmo tempo em que promove a inclusão digital, desencadeia a exclusão social. Um exemplo simples decorrente dessas mudanças são os novos termos que têm sido incorporados ao nosso vocabulário como “E-mail”, “Internet”, “E-commerce”, “Web” e outros, tomando conta do “mundo das informações”.
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A Internet tem sido a base das atividades econômicas, sociais, políticas e culturais, aproximando culturas, agilizando negócios, e, por fim, conectando as pessoas em diversos lugares.











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Kerley S.S. Grosso - Membro Shvoong



sábado, março 17, 2012

PAIS EXEMPLARES: A PRIMEIRA CONDIÇÃO PARA EDUCAR CORRETAMENTE

=EDUCAÇÃO







================================Rede de Divulgação


Puxa, que título: “Pais exemplares”.
Quantas vezes não escutamos que um exemplo é melhor que mil palavras, ou que as crianças observam tudo. O que eu mais queria era ser uma mãe exemplar!
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Para mim, ter me tornado mãe significa que apenas sou mãe, mas daí a ser “exemplar” há uma grande distância. Eu sou apenas uma mãe honesta e comum como outras mães.
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Mas convenhamos que não seja a única. Olho os casais amigos e sei que é boa gente, mas isso de “pais exemplares”... São mais “pais para uso interno".
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Claro que Tomás Melendo não dá nenhum “exemplo de pais exemplares”. Será que existem? Só se refere ao exemplo de cada um para com seus filhos. Certo que ser pais exemplares não é serm pais “tecnicamente perfeitos”. Deve ser algo ao alcance de qualquer pai. Conhecendo Tomás Melendo, não estranharia.
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Vou continuar lendo... Muito boas as citações. Gostei desta que diz que a justiça sem misericórdia se converte em crueldade, ou, também, que o que forma o caráter de um menino ou de uma menina é o que aprenderam a amar e admirar desde pequenos. Dá o que pensar.
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Estou na metade e ainda não sei como me converter em mãe exemplar. Agora encontro umas idéias que nós, pais para uso interno, aplicamos sem saber que estamos nos convertendo em “exemplares”. Ou seja, parece que não é tão difícil.
O ponto 4 se intitula assim: “Para ser pais exemplares”. E, aqui está, não é nada pomposo nem espetacular. Até parece fácil e, no meu caso em particular, vou fazer mais de uma pessoa feliz. Genial!
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Pais exemplares... Por amor.
Vimos no artigo anterior que o amor é a base de toda educação. Pretendo considerar a partir de agora alguns dos princípios que exemplificam e torna acessível este fundamento. O primeiro deles: o poder do exemplo.
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1 - “Primum vivere...”: a vida ensina mais do que qualquer teoria.
As crianças tendem a imitar as atitudes dos adultos, em especial dos que amam ou admiram. Concretamente, jamais perdem de vista os pais, observam-nos continuamente, sobretudo nos primeiros anos. Enxergam também quando não olham e escutam inclusive quando estão ou parecem estar muito ocupados brincando. Possuem uma espécie de radar que intercepta todos os atos e palavras ao seu redor.
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Por isso, como escreveu Javier Salinas, educar não consiste em acumular conhecimentos, mas sim em ajudar no desenvolvimento harmonioso de todas as dimensões que constituem uma pessoa. E isso pressupõe, sobretudo, a presença eficaz de autênticos educadores: de alguém a quem imitar, alguém com quem se confrontar e que, por seu modo de viver, ofereça estímulos para alcançar a meta da educação, que é o exercício da liberdade e a vontade de se comprometer com aquilo que é bom, nobre e justo.
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Ao que acrescenta imediatamente: “Por outro lado, não se deve esquecer que a educação é fundamentalmente imitação, conhecimento de valores e repetição daquelas formas de comportamento que fazem excelente a pessoa”.
Afirmação que se aproxima bastante do que afirmava John Stuart Mill: “O que forma o caráter não é o que um menino ou uma menina podem repetir de memória, mas o que eles aprenderam a amar e admirar”.
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Por isso os pais educam ou deseducam, antes de tudo, com seu exemplo e, muito particularmente, com a orientação que imprimem ao conjunto de sua existência, ou seja, em última instância,
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a) ou o amor próprio.
b) ou o amor a Deus e, em Deus e por Deus, a todos os demais.
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2. Coerência eficaz.
Além disso, o exemplo possui um insubstituível valor pedagógico, de incitação, de confirmação e de ânimo:
a) Não há melhor modo de ensinar uma criança a se atirar na água do que fazer isso junto com ela, ou, antes dela.
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b) E, da mesma forma, ensinar a comer de tudo, pôr e tirar a mesa, lavar os pratos, pôr o quarto em ordem para que fique mais agradável para todos, ir ao supermercado...
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c) Manter no lar uma atitude adequada, no seu modo de vestir e no falar, por exemplo, para também tornar mais agradável a vida dos outros, que irão desfrutar de nosso bom aspecto e disposição.
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d) Controlar os aborrecimentos e as raivinhas, a não despejar seu mau-humor sobre o primeiro que encontrar no caminho, estar mais interessado em seus irmãos do que em si mesmo, etc.
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Tudo isso as crianças aprendem desde muito pequenas, observando o modo como os pais se tratam entre si e, conseqüentemente, o modo como tratam os outros, incluindo eles mesmos (os filhos). E segundo o que virem, adotará um modo de vida ou outro: não só, nem principalmente com seus pais, mas com todos aqueles com quem se relacionem e, muito particularmente, com seus irmãos mais próximos.
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Por isso, o teste definitivo da marcha de um lar não é o que um filho esteja disposto a fazer por seus pais - normalmente, se a família funciona, muito ou tudo ou quase tudo - , mas o que cada irmão é capaz de fazer pelos outros, especialmente quando a tarefa em questão deveria ser feita por outro de seus irmãos.
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As palavras voam, mas o exemplo permanece, ilumina as condutas, desperta... E arrasta.
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3. Ou ineficácia, ou até mesmo prejuízo
No extremo oposto, junto com a falta de amor recíproco - esposo-esposa -., a incongruência entre o que se aconselha e o que se vive é o maior mal que um pai ou uma mãe pode infligir a seus filhos.
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Coisa que ocorre, sobretudo em determinadas idades – a adolescência, sem dúvida, mas também alguns anos antes -, quando o sentido de “justiça” está rigidamente arraigado nas crianças, super desenvolvido... E disposto a julgar com excessiva dureza os outros.
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Dá espanto ver até que extremos pode ser feroz e desapiedado o juízo de uma criança! E, não obstante, não nos deveria assombrar. Como dizia São Tomás de Aquino:
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Falta-se a misericórdia, a justiça se converte em crueldade.
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4. Para serem pais exemplares.
Para evitar que isto possa acontecer, ou, dito positivamente, se quisermos ser pais exemplares, que ensinam e conduzam, existe um preceito cuja importância é impossível de exagerar e, ao qual, por isso, recorrerei mais de uma vez.
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O melhor modo de se manter e fomentar a harmonia de um lar e o crescimento dos filhos consiste em:
a) Reduzir o quanto for possível o número de normas pelas quais se rege sua conduta: “tantas quanto seja necessário e tão poucas quanto seja possível”, sugere Murphy-Witt.
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b) Fazer com que estes critérios fundamentais correspondam à verdade e à bondade objetivas, ao que é bom ou mau em si mesmo, e não a preferências ou caprichos dos cônjuges. Por conseguinte, estes preceitos serão cumpridos tanto pelos pais como pelos filhos; também, para não fazer rodeios, o uso da televisão, do computador, celulares e aparelhos semelhantes; a visão de determinados programas, o uso e não abuso de bebidas alcoólicas ou de vontades de comidas; ou, com os matizes imprescindíveis, como a hora de voltar para casa, e a de se deitar.
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c) Conseguir que em todo o resto se respeite delicadamente a liberdade e a iniciativa das crianças, - assim como antes, as do cônjuge -, mesmo que o modo como agem, ainda que eticamente lícito, se choque frontalmente com as preferências do pai ou da mãe que, como venho repetindo, não deveria contar para nada.
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O que importa é o bem do filho, não meus caprichos nem minhas satisfações de pai ou de mãe.
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Em resumo, alguns poucos critérios claros - muito poucos objetivos e imutáveis - e um delicado respeito ao modo de ser de cada um.
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5. Estabilidade
Insisto agora em que, apesar do que às vezes pensemos, e do que certas modas um tanto defasadas nos impõem as crianças e os adolescentes - mais ainda que os adultos – necessitam, de forma imperiosa, de alguns pontos de referência estáveis e sólidos. Do contrário, se tornam inseguros, vacilantes e indecisos, além de sofrerem inutilmente.
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Estabelecer essas marcas é tarefa dos pais, que sempre devem determiná-las em função da realidade: do bem e da verdade objetivos, do que redunda em real benefício de todos, porque os ensina a amar melhor, estando mais atentos ao bem dos outros que ao próprio.
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Do contrário, segundo recorda Murphy-Witt, as supostas normas variarão continuamente, no vai e vem do humor e da melhor ou pior forma em que se encontrem os pais. E as crianças nunca saberão a que obedecer: em lugar de contar com critérios objetivos de conduta, estarão submetidas ao capricho dos adultos.
“Afinal,” - imaginam, ainda que não pensem assim explicitamente -, “são mamãe e papai os que decidem”.
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E os pais o farão inclusive de forma autoritária, quando não tiverem tempo ou vontade para se enredar em discussões intermináveis. Então, aquele que se declarava amigo e companheiro - fazendo concessões imprudentes e desmedidas -, transforma-se, de repente, em ditador, o que, para as crianças, é muito difícil de entender. Quem poderá estranhar que se rebelem e que não respeitem o que foi estabelecido sem levá-los em conta, e sem tampouco levar em conta o bem e a verdade?
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Como se pode notar, também agora o perigo deriva de estarmos mais preocupados com nós mesmos do que com nossos filhos e com o que efetivamente os ajuda a serem melhores.
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O resultado é uma flutuação contínua entre a imposição de normas rígidas e arbitrárias, quando nos sentimos com forças e disposição de ajudá-los... e o abandono mais absoluto, quando falam mais alto o cansaço, o desânimo ou a comodidade.
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Dessa forma, - acrescenta Murphy-Witt -, acaba-se em situações de alternância entre a concessão de uma suposta liberdade progressista e o não se intrometer por comodidade!
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E conclui:
“As crianças querem ser educadas. Para isso é necessário que também aprendam a tomar suas próprias decisões, conforme
sua idade, passo a passo, sob a orientação paterna. Quem conduzir seu filho cuidadosamente até este objetivo, poderá deixar em suas mãos, com plena e segura confiança, toda a liberdade de decisão a respeito de seus próprios interesses”.
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As normas que se estabelecem em um lar devem responder à verdade e ao bem, objetivos, reais, não a nossos estados de humor, preferências, ilusões, indiferença ou cansaço.
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Catedrático de Filosofia (Metafísica)

Diretor dos Estudos Universitários em ciência para a Família - Universidade de Málaga










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sexta-feira, março 16, 2012

FESTIVAL DE PROMESSAS VAZIAS

==EDIFICAÇÃO






===============================Rede de Divulgação


No final do ano passado a rede Globo de televisão exibiu o “Festival Promessas 2011”. Este evento que deve passar a ser anual será parte da grade de especiais de fim de ano da Globo junto com o especial de Roberto Carlos, Xuxa e outros.
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Por conta de minha rotina apertada no fim de ano, só há pouco tempo eu pude assisti ao programa e li alguns comentários em blogs e sites afirmando que este festival mostrava o “poder do povo de Deus” e que agora o evangelho iria ganhar mais espaço e mais respeito.
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Sinceramente, não compartilho desta opinião. Muito pelo contrário, creio que o “Festival Promessas” está mais para promessas de campanha política mesmo. O único interesse da Globo é ganhar dinheiro às custas do Evangelho e usar incautos(?) artistas gospel para aumentar seu faturamento sobre um povo que tende a comprar menos CDs piratas.
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A força comercial dos evangélicos é hoje um fator considerável. A som Livre, pertencente ao grupo Globo, já é distribuidora dos CDs de cantores como Matos Nascimento, Carlinhos Félix, Antônio Cirilo, Regis Danese, Aline Barros, Asaph Borba, Ludmila Ferber, Ana Paula Valadão, Diante do Trono, Nívea Soares, André Valadão, entre outros.
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O que me incomoda é que a história mostra claramente que toda vez em que o Evangelho foi “convidado” a participar dos projetos de qualquer instituição secular, o que ocorreu foi que a instituição secular não mudou, mas o evangelho se corrompeu.
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Foi assim desde os tempos da Antiga Aliança, quando os reis de Judá se aliavam a reis ímpios para encontrar proteção e continuou sendo assim ao longo da história da Nova Aliança. O próprio satanás propôs uma aliança com Jesus. Quando o bispado de Roma se aliou ao império de Constantino, não foi Roma que mudou, mas a Igreja Católica que se corrompeu. Quando a igreja Luterana se deixou seduzir pelo discurso nazista na Alemanha, não foi o regime de Hitler que mudou, mas a igreja deixou de ser voz profética e se tornou cega para o horror do holocausto.
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Sempre tem sido assim quando a igreja participa dos projetos, planos e idéias proposto por entidades e instituições seculares. Não será diferente agora. O segmento gospel é apenas mais um segmento comercial para a Rede Globo. Estamos nos aliando a uma instituição que vê no Evangelho uma forma de ganhar dinheiro e apenas isto.
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Não será a rede Globo que irá mudar, seremos nós.
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Pode ser até que cresçamos em número e em importância, como aconteceu com a Igreja Católica e a Igreja Luterana, mas o preço a ser pago por este poder e crescimento será nos tornarmos cada vez mais irrelevantes espiritualmente e cada vez mais distantes do Senhor.
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Com muita tristeza no coração e o desejo de que o Senhor nos acorde enquanto é tempo.










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quarta-feira, março 14, 2012

DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO - NOVA LINGUAGEM

==EDUCAÇÃO







===============================Rede de Divulgação


Sociólogo suíço, Philippe Perrenoud é uma referência essencial para os educadores, e
m virtude de suas idéias pioneiras sobre a profissionalização de professores e a avaliação de estudantes. Perrenoud é doutor em sociologia e antropologia, professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra e diretor do Laboratório de Pesquisas sobre a Inovação na Formação e na Educação (Life), também em Genebra.
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O professor – NOVA LINGUAGEM um tradutor do conhecimento. Essa competência deveria estar no centro da formação inicial dos educadores, mas infelizmente isso nem sempre acontece. Não basta conhecer a matéria para começar a lecionar. É necessário rever a formação inicial dos docentes para dar mais ênfase às competências de transposição e de gerenciamento do saber. Essa habilidade se desenvolve ao longo da vida, à medida que se defronta com os obstáculos.
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Por exemplo, quem explica frações e percebe que talvez quatro de cada cinco alunos não entendesse absolutamente nada de sua aula deverá tentar na aula seguinte ser mais concreto, achar novos exemplos. É um processo contínuo, pois os estudantes se renovam e há sempre alguns para os quais é necessário encontrar uma linguagem nova. O ideal é que um professor que de início era compreendido por três crianças em uma classe de 30 passará a ser compreendido por seis, depois por nove, etapa a etapa, até ser compreendido por todas.
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Quanto mais qualificado um profissional, maior será sua capacidade de enfrentar o imprevisível. É algo que se aprende, e não é apenas na carreira de professor que é preciso improvisar. O preparar as pessoas para isso, é trabalhar a dimensão afetiva: a angústia, o medo de improvisar ou a resistência em mudar estratégias que se tornaram ineficaz.
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Isso exige lutar contra toda espécie de perfeccionismo. É uma tarefa que demanda tempo. A experiência vai ensinando o profissional a discernir uma série de fatores, a tal ponto que seus alunos pensam que ele tem olhos nas costas! Ele escuta ruídos, percebe quando começa a agitação e quando a concentração diminui. Quanto maior sua capacidade perceptiva, maior sua habilidade em improvisar.










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