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LEIA A BÍBLIA

domingo, setembro 14, 2008

A ÉTICA DE CRISTO E A ÓTICA LEGALISTA

EDIFICAÇÃO
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Jesus nos ensinou que o mais importante da lei é a justiça, a misericórdia e a fé. Tiago, como para não deixar dúvidas a respeito de qual é a finalidade essencial do viver cristão, acrescenta que a misericórdia triunfa sobre a justiça. Mas não tem sido assim na igreja cristã. É a contradição e a incoerência que têm nos caracterizado. Pregamos paz e fazemos guerra. Falamos da graça, mas vivemos sob as leis determinadas por nossas tradições, concílios, encíclicas, convenções, regulamentos, regimentos, normas e princípios que muitas vezes invertem a lógica de Tiago e fazem o juízo ser maior que a misericórdia.
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Que igreja desejamos? Que igreja estamos perpetuando? Qual o nosso real critério de avaliação? Precisamos refletir sobre que tipo de ética tem norteado a nossa tomada de decisão frente aos problemas do cotidiano que de a muito escaparam do maniqueísmo do certo ou errado, bom ou ruim, céu ou inferno, justo ou pecador. Enquanto buscamos uma santidade apenas exterior baseada em não tocar, não provar, não manusear, outros estão com rapina, ódio, preconceito, ganância, cobiça, violência, indiferença, falta de perdão e arrogância em seus corações sem serem incomodados. Coamos mosquitos e engolimos camelos. Em um diálogo do filme “Advogado do Diabo”, o personagem de Al Pacino nos deu uma profunda radiografia da santidade cristã baseada em proibições: “Pode olhar, mas não pode tocar. Pode tocar, mas não pode provar. Pode provar, mas não pode gostar...”
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O espírito farisaico e legalista sempre existiu. O profeta Isaias, setecentos anos antes de Cristo, já advertia que “este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens que maquinalmente aprenderam”. Este espírito se enraizou profundamente no imaginário religioso, mesmo a igreja cristã assume os mesmos moldes e os mesmos valores farisaicos contra os quais Jesus sempre lutou.
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Até hoje nós seguimos uma ética legalista baseada em mandamentos morais e sociais que não podem ser ultrapassados. No entanto, esta não era a ética que Jesus seguia. Sua ética era eminentemente compassiva sem perder de visa o que é essência na palavra de Deus.
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Vemos isto claramente no capítulo oito do evangelho de João. Nele a mulher adúltera, pega em pleno ato, é levada a Cristo para que ele dê o veredicto. A lei a este respeito era absolutamente clara: quem fosse pego em adultério deveria morrer apedrejado, tanto o homem quanto a mulher. Não havia espaço na lei para a misericórdia, ela apenas impunha a punição. Não havia nenhuma ressalva em relação à qualificação dos executores da pena; qualquer pessoa, por pior que fosse, tinha o direito de apedrejar aquele que fosse pego em adultério, era uma garantia da lei. Pela ótica legalista, Jesus só poderia tomar duas atitudes: ou denunciar a ausência do homem que também pecou e, portanto, também deveria ser punido, ou orientar que trouxessem também o adúltero para que ambos fossem apedrejados e mortos, cumprindo assim a justiça que havia na lei. Esta ótica legalista não está presa aos tempos passados, nós também a seguimos. Por conta da nossa ótica legalista, muitos homens e mulheres estão “orando” pela morte de seu cônjuge para por fim a um casamento infeliz, outros estão começando casamentos fadados ao fracasso para não ficarem “abrasados” e uma multidão está vivendo na hipocrisia de uma santidade de aparências, visto que nós fazemos da aparência a medida de todas as coisas.
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Jesus fez algo totalmente fora dos padrões da ética legalista. Para surpresa de todos, ele sacou, como que da manga, um argumento que nada tinha a ver com a lei do adultério e mostra que muito além dos reducionismos morais e dos maniqueísmos sociais a vida se desenvolve em uma dimensão em que todos nós necessitamos da misericórdia de Deus: “Atire a primeira pedra, aquele que não tiver pecado”.
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A ética compassiva de Cristo nada tem a ver com a ética relativista moderna, em que cada um tem a sua própria ética e o que é certo para você pode não ser para mim. Muito pelo contrário, ela leva em conta as circunstâncias individuais e o momento histórico, mas repousa nos valores absolutos da fé e do amor ao próximo, portanto, transcende à visão individualista e egocêntrica que permeia o presente século. Ela é contextualizada sem ser permissiva. Ela é contemporânea justamente por ser atemporal.
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Ela é humana, exatamente por ser divina.
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Precisamos desta ética, precisamos vivê-la, experimentá-la, não apenas para nós, e nossos erros, mas também para o outro, pois aquele que julga sem misericórdia também será julgado sem misericórdia. Precisamos entender que a vida não é apenas um amontoado de regras em que classificamos o certo e o errado, mas, antes, é surpreendente nas nuances, incongruências, contradições e ambigüidades em que estamos envolvidos.
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Sejamos éticos como Cristo foi, este é o princípio da santidade que agrada ao Senhor.
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Pr. Denilson Torres
Ministério Fruto do Espírito
Editado Por Rilvan Stutz
Catedral Presbiterianado Rio de Janeiro

COMPREENDENDO A COMPREENÇÃO

NOTÍCIA PELO MUNDO
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OPINIÃO

A COMPREENSÃO é algo que foge de cada um de nós se a buscamos de qualquer maneira. Quem quer alcançar a COMPREENSÃO, não deve correr atrás, mas sim fazer o necessário para que ela "ocorra naturalmente". A COMPREENSÃO vem a nós quando tivermos feito o que nos cabe fazer. Quem quiser COMPREENDER um defeito ou seus defeitos deve seguir um procedimento seqüencial e natural, a saber:
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1. AUTO-OBSERVAÇÃO
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2. AUTO-ANÁLISE
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3. CONTEMPLAÇÃO
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O que é auto-observação? É um estado de ver a si mesmo, sem tensões mentais de nenhuma espécie. Da mesma forma como contemplamos uma paisagem maravilhosa, assim também devemos ver a nós mesmos durante o dia. Qual é a finalidade da auto-observação? É ver a si mesmo com um propósito bem definido, qual seja: conhecer a si mesmo, mapear a si mesmo. Esse "mapa de si mesmo", resultante da tarefa de "ver a si mesmo o tempo todo", torna-se, no estágio seguinte, o objeto de estudo principal do autoconhecimento.
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O que é a auto-análise? - É o estudo criterioso e metódico do mapa ou dos mapas elaborados pela tarefa diária e permanente de auto-observação. Vale dizer: quem não se observa, quem não vê a si mesmo, jamais terá elementos para analisar ou para estudar, e, por conseguinte, jamais chegará à compreensão de coisa alguma, pelo fato de não ter sob sua vista, nenhum objeto específico de estudo. Por isso, o trabalho sobre si mesmo é um trabalho seqüenciado, organizado, lógico, simples e natural.
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Quando nos auto-analisamos, é natural que comecemos fazendo análises puramente intelectuais, tipo: porque tenho ira, o que é a ira, como me sinto quando estou irado, de onde vem, porque apareceu a ira, quando ela nasceu, quando foi que a vi pela primeira vez, com quem ela veio acompanhada, etc. etc. Pois bem! A partir desse primeiro estágio analítico, aos poucos, mediante o pensamento concentrado nesse objeto de estudo, vamos aprofundando a busca dentro de nós mesmos. Relaxamos a mente, mas seguimos buscando dentro de nós, em níveis mais profundos, as respostas a essas e outras questões...
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Dia após dia, nesse caso, focado ou concentrado nos elementos de ira, vamos aprofundando, atingindo níveis mais internos de nossa mente. Esse estado de mergulhar para nosso próprio interior é chamado de CONTEMPLAÇÃO. Contemplar é ver sem raciocinar, apenas concentrado, sem pensar, com mente relaxada, para que a CONSCIÊNCIA atue. Se tudo isso, dito até agora, for bem feito, e à medida que for sendo aperfeiçoado, e ainda sem buscar ou esperar nada, a COMPREENSÃO irromperá simples e naturalmente; sem que menos a gente espere, ocorrerá o famoso "clic" do "ah! Entendi!!"
Nunca esqueça: a COMPREENSÃO é o resultado natural de um trabalho diligente, concentrado e realizado sem pressa e sem tensões mentais de nenhuma espécie. Faça tua parte e a luz da compreensão alcançará todo o seu entendimento. Quando isso acontecer, terás compreendido o que estavas buscando.
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Robson Pinheiro
Canal Shvoong

Editado Por Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio Janeiro

Rádio Rei dos Reis