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sexta-feira, agosto 08, 2008

SER BOM PODE SER MAU

EDIFICAÇÃO

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Eu tenho imenso carinho pelas pessoas boas. Falo daquelas pessoas que são fiéis, que buscam uma vida moral correta e têm disposição e disponibilidade de abençoar outros. Claro que existem também os religiosos arrogantes que têm aparência de bondade, mas levam uma vida hipócrita e andam com o dedo em riste acusando os demais, não são a estes que me refiro neste texto, deles falarei em outro momento se o Senhor assim desejar.

O que interessa neste momento são as pessoas coerentes e corretas. Eu conheço vários que são absolutamente verdadeiros em sua busca por correção moral, compromisso espiritual e serviço ao próximo e aprecio muito sua companhia e amizade. Eu me identifico com eles, nesta busca pelo bem, na busca da prática de fé, no desejo de correção ética.

Mas, por paradoxal que pareça esta bondade também me preocupa. Isto porque o mesmo compromisso de fé que faz com que produzamos boas coisas é a mesma que nos afasta da graça do evangelho de Cristo. Sim, a bondade que nos leva a tão boas práticas é a mesma que nos deixa sutilmente distantes da necessidade de um Salvador.

Eu vivi esta situação. Sempre fui um bom pai, um filho dedicado, um esposo apaixonado, um profissional correto, a minha mão nunca esteve retida para abençoar, para ajudar pessoas em suas necessidade e me solidarizar com os sofrimentos do próximo. Além disso, me tornei membro de uma igreja evangélica, “aceitei a Jesus” e me envolvi na EBD, trabalhava no estacionamento, servia no apoio aos novos convertidos. Não existia trabalho que fosse vergonhoso ou menos nobre para mim, parafraseando Paulo eu poderia dizer que era irrepreensível quanto à justiça do viver na fé.

Dentro desta perspectiva qual a necessidade de se ter um Salvador?

Eu acreditava que Jesus morreu para nos salvar e que eu necessitava de um salvador, mas esta fé falava ao meu intelecto não às minhas entranhas. Dizia respeito à minha sensibilidade, mas não à experiência real de me confrontar com meus próprios pecados. Era algo muito bonito e com aparência de sabedoria, mas faltava substância, faltava rasgar o coração, faltava o confronto, faltava a vergonha de me enxergar nu, sem as folhas da figueira da justiça própria para esconder minha nudez.

Um dia, Deus, em sua infinita misericórdia, tirou as escamas de meus olhos e pude ver o quanto era miserável, pobre, cego e nu. Foi a partir daí que finalmente pude caminhar na dimensão do sobrenatural de Deus e pude vivenciar coisas que eram impensáveis para mim. Passei a andar em arrependimento, a viver pela misericórdia e estender esta misericórdia para outros. Perdoar se tornou muito mais fácil, pois encontrei perdão. Comunhão com o Senhor passou a ser o caminho natural de todo o dia, o dia todo.

Continuo buscando viver em bondade e cultivar este aspecto do fruto do espírito em minha vida, mas hoje tudo isto tomou uma outra dimensão. Algo indescritível, tão inefável que seria pretensioso e desonesto tentar expressar este infinito que sinto nas palavras finitas deste texto.

A minha bondade ao mesmo tempo em que me aproximou de uma vida que agradava a Deus, também me afastava do encontro com Ele. Esta mesma bondade tem afastado muitos deste encontro, sejam evangélicos, católicos ou espíritas. Talvez esteja afastando você também.

Talvez você seja como eu, alguém confiável, correto, que busca a ética e abençoar todos, que anda em humildade e em modéstia. Mas, ao mesmo tempo todas estas qualidades, podem estar lhe roubando, como roubou de mim durante muito tempo, o que há de mais valioso. O jovem rico foi muito amado por Jesus, cumpria os mandamentos, mas não conseguiu dar o salto de fé: enxergar suas próprias vilanias. E, assim como ele, com tantas qualidades, não conseguiu entregar-se totalmente a Jesus apesar de estar tão perto dele, talvez você, assim como eu um dia, também esteja perto de Cristo, mas longe de experimentar a vida abundante que ele promete.

Dê este salto de fé, deixe Deus te desnudar, confrontar e fazer com que você verdadeiramente encontre a graça que se revelou em Jesus. Sua vida nunca mais será a mesma depois deste encontro.



Pr. Denilson Torres
Ministério Fruto do Espírito
www.frutodoespirito.com.br
Por Rilvan Stutz

TU ESTÁS COMIGO!

EDIFICAÇÃO
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Há momentos em nossa vida que nos sobrevêm um sentimento profundo de depressão. É como se Deus de repente não estivesse mais preocupado conosco. Em momentos assim, quase sempre, temos a convicção de que jamais alguém passou por sofrimento e dúvida iguais. Parte desse pensamento está correto; jamais outra pessoa irá passar pelas aflições que estamos passando. Em todo o mundo duas pessoas nunca irão encarar e sentir a perda de uma pessoa amada, por exemplo, da mesma maneira. Graças a Deus não fomos fabricados em série; somos extremamente complexos em relação aos outros; temos todos sentimentos próprios. Nisto reside a beleza da obra divina que é o ser humano.

No entanto, apesar de sermos emocionalmente diferentes temos sentimentos comuns a todos. Assim, quando nos encontramos nas profundezas do desespero temos a impressão que ninguém nos compreende e que somos únicos e isolados... Mas, nunca devemos esquecer, na depressão, que tais momentos são passageiros. Por mais escuros que nos pareçam os dias, eles não duram para sempre! As nuvens movimentam-se continuamente ainda que sejam movimentos lentos, imperceptíveis. Depois de uma noite escura o sol brilha pela manhã. Após o inverno frio e gélido segue-se o renovo da primavera recriando a paisagem, renovando a vida.

Passageiros! Assim devem ser os momentos de depressão em nossas vidas. Como cristãos, devemos ter em Cristo a base para enfrentar qualquer desespero; a Palavra de Deus diz:”...Tu estás comigo... ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei...” Os vales e as depressões são passageiros; a presença do Senhor, não! Ela é constante.“Não temerei! ”.O Senhor em Sua relação de amor conosco não permite que, como filhos purificados pelo sangue de Cristo e alimentados por esse amor, tenhamos de carregar, para sempre, sofrimentos numa caminhada solitária. Em nossas dores devemos olhar para Cristo, pois n´Ele reside a nossa esperança, Ele é, afinal, o nosso Salvador! ...Jesus também é chamado, "Homem de dores", pois como ninguém soube o que é padecer ao ponto de tomar sobre Si as nossas dores e enfermidades. Por excelência, é Médico de almas, Aquele que enxuga dos olhos toda lágrima, enquanto sussurra manso e suave:
“o choro pode durar uma noite mas, a alegria vem pela manhã",
(Salmo 30.56).

Ainda que o tempo tenha colocado dois mil anos entre as pessoas desta geração e a cena da crucificação, Jesus continua vivo! Nem Roma, nem Israel conseguiram destruí-Lo; a sepultura não O deteve. Ele permanece no mais alto Altar da Glória Celeste onde é proclamado por Deus, reconhecido pelos anjos, adorado pelos fiéis e temido pelos demônios. Ele é o Cristo vivo, Senhor e Salvador da humanidade, para sempre. O Grande Companheiro que diz: “Você não está sozinho! Estou aqui para renovar sua alegria. Ânimo! ”

Aleluia!

Rev. Marcos Batista
Igreja Presbiteriana do Brasil
Por Rilvan Stutz

Rádio Rei dos Reis