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LEIA A BÍBLIA

sábado, abril 28, 2012

MINHA ÚNICA ESPERANÇA

=EDIFICAÇÃO






============================Rede de Divulgação


Se tivéssemos plena consciência do nível de santidade que Jesus exige, veríamos que é impossível alguém se salvar através de obras de justiça. Se tivéssemos coragem de encarar os mandamentos de Jesus em suas consequências mais profundas, veríamos que não há outra saída a não ser nos refugiar debaixo da cruz. Se a salvação for conquistada apenas pela obediência aos mandamentos santos todos nós estamos irremediavelmente condenados.

Jesus ensina que devemos amar até mesmo nossos inimigos; que devemos dar a outra face quando somos esbofeteados; prega que devemos abrir mão de nossos confortos e levar uma vida modesta para que o que sobrar distribua com os pobres. Fala que o ódio é homicídio e um olhar mais insinuante já é adultério. Ele ensina que divórcio só tem um motivo, a dureza de nossos corações, o que nos leva a ver que para o crente perdão e reconciliação sempre será o único caminho que agrada a Deus, mesmo quando acontece a maior das ofensas. Se não perdoarmos aqueles que nos agridem, tampouco seremos dignos do perdão do Pai.

Para Jesus perdão não é este que cobra preço e que nos coloca sempre com um pé atrás em relação ao outro. Ele fala de perdão mesmo, perdão igual ao de Deus que se doa por inteiro, mesmo após todas as ofensas que diariamente fazemos contra Ele e contra Sua santidade.

Você conhece alguém que viva isso? Veja bem, não estou falando de quem tenta, estou falando de quem efetivamente vive estas verdades. E isto é apenas uma amostra! Pois mesmo que alguém cumpra qualquer mandamento, se o fizer por sentimento de obrigação, de constrangimento, de barganha, de autopromoção, de medo, ou qualquer outra motivação que não seja o amor, de nada vale, pois qualquer mandamento se não tiver amor nada serve.

Mas acontece que somos tendenciosos à justiça própria. Como não podemos alcançar este padrão de santidade determinado por Cristo, tentamos abrandar a dureza do seu discurso. Para satisfazer os nossos anseios de ser, de alguma forma, dignos da salvação ou da atenção especial de Deus, nós nos satisfazemos em caminhar na periferia dos mandamentos. Por isso consideramos que quem foi ofendido e não guarda ódio ou amargura no coração já pode dizer que perdoou; se ajudarmos algumas pessoas já podemos colocar na conta de nosso amor ao próximo; vamos à igreja aos domingos e chamamos isto de fidelidade; se somos dizimista podemos considerar como consagração... Andamos em conformidade com o que achamos possível ou desejoso para nós e chamamos isto de santificação e, à semelhança de Adão e Eva, tentamos esconder com as folhas de figueira da nossa santidade rasa a vergonha da nossa nudez ante o Senhor.

Assim vamos enganando a nós mesmos, crendo que nossa “santidade” acomodada e burguesa, fortemente calcada nas questões sexuais é o que nos recomenda perante o Deus Santo. Valorizamos como ápice de santidade o celibato para os solteiros, a fidelidade conjugal para os casados e a heterossexualidade para todos. Ao mesmo tempo em que somos lenientes com outros pecados tão ou mais graves. Mas Jesus não fala de “esforço bem intencionado”, como se bastasse tentarmos “fazer o nosso melhor” para com isto alcançarmos o favor de Deus. Em todas as passagens bíblicas em que se coloca como juiz Ele separa aqueles que cumprem daqueles não cumprem os mandamentos, simples assim.

Por viver este engano de que nossas obras valem alguma coisa além de serem trapos de imundícia é que vivemos esta santidade mentirosa baseada em não toque, não prove, não manipule que até possuem aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e disciplina do corpo, mas que não tem valor algum, a não ser para a satisfação da carne, como Paulo denuncia em sua epístola aos Colossenses 2:20-23.

É muito mais fácil determinarmos que roupa vestir, quais palavras são proibidas ou quais comportamentos sexuais são aceitos. É mais simples conhecer a hierarquia dos demônios, fazer cultos festivos e tomar posse das bênçãos. Por outro lado, é muito mais difícil e complicado amar ao próximo como a nós mesmos, perdoar setenta vezes sete, amar nossos inimigos, caminhar a segunda milha, dar a outra face, nos doar aos necessitados e encararmos a nós mesmos e nossas contradições, ambiguidade e hipocrisias sabendo que, mesmo se cumpríssemos tudo isto, ainda assim seríamos servos inúteis que não teriam feito nada além do que aquilo que lhes foi ordenado.

Analisando todas as implicações, com o coração aberto e sem máscaras, só podemos chegar a uma conclusão: é impossível cumprir todos os mandamentos de Jesus na plenitude que Ele exige. Precisamos nos ver como somos. E a verdade é que perante Deus todos nós somos miseráveis, pobres e nus. A diferença é que muitos além de miseráveis, pobres e nus, ainda por cima não se enxergam.

Só quando nos vemos com os olhos santos de Deus, sem justificativas, sem desculpas, sem vestes da mentira, é que percebemos que estamos irremediavelmente condenados, todos nós, seja pela lei de Moisés, seja pelos mandamentos de Jesus que são ainda mais profundos e exigentes que a própria lei.

Quando eu me enxerguei como sou, percebi que não há esperança que não seja a graça de Deus que se entregou na cruz em Cristo. Não há caminho que não seja me entregar, depor meu orgulho espiritual e entender que o único caminho é confiar, sem méritos, sem obras, apenas crendo em um Deus misericordioso que se fez homem apenas para que a minha injustiça fosse feita justiça perante Ele.









Igreja Presbiteriana do Brasil
Blog " A Serviço do Senhor "
Diác. Rilvan Stutz " O Servo com Cristo "
Fruto do Espírito - Pr.Denilson Torres

domingo, abril 22, 2012

LIDERANÇA NA BÍBLIA

=EDIFICAÇÃO







============================Rede de Divulgação


A Bíblia não é só um repositório de orientação espiritual e de visão religiosa, mas também é a maior coleção de estudos de caso de liderança já escrita e disponível para todos. As histórias de profetas, reis, guerreiros, estrategistas e visionários no Velho Testamento revelam qualidades de liderança surpreendentemente aplicáveis a profissionais, executivos, homens de negócios e empreendedores de hoje. Estudando e analisando a Bíblia por este prisma, pudemos identificar dez traços essenciais que caracterizam a atuação e a personalidade de seus personagens e que são identificados em líderes da atualidade.

Honestidade e Integridade - Samuel, Paulo e Isaias estão entre muitos líderes bíblicos que demonstram estas qualidades. Por outro lado, no mundo de hoje, James Burke, Warren Buffet e Herb Kelleher oferecem modelos de liderança em que honestidade e integridade são praticadas e valorizadas.

Propósito - Heróis bíblicos incluem Moisés que guiou seu povo com segurança e firmeza até a Terra Prometida e entre os líderes atuais pode citar Steve Jobs, criador do primeiro micro computador pessoal, a Apple. A história de Jobs está intimamente ligada à história da microinformática. Após o sucesso do Apple e enfrentando a concorrência dos IBM-PC, inova novamente lançando Macintosh, revolucionando outra vez a tecnologia do PC. Afasta-se da empresa por alguns anos e é requisitado para voltar com um propósito de recolocar a Apple, então decadente no lugar merecido. Ele então surpreende o mundo criando e lançando o IPod. Steve Jobs não é um herói bíblico, mas poderia sê-lo pela perseverança e determinação que têm sempre conduzido suas ações de liderança.

Bondade e Compaixão - Jesus Cristo, que nos deu a Regra de Ouro, disse: "Aja com os outros como gostaria que os outros agissem com você". Não se deve afirmar que com bondade e compaixão somente, você possa liderar pessoas, principalmente quando se tem objetivos de curto prazo, mas muitos líderes atuais descobriram que com compaixão e bondade, você melhora o relacionamento com subordinados, clientes e fornecedores. Neste item destacamos líderes como Howard Schultz, Aaron Feuerstein e Roy Vagelos.

Humildade - Uma das figuras bíblicas que nunca perdeu de vista sua própria falibilidade foi Pedro, o Apóstolo. Por diversas vezes teve a oportunidade de manifestar publicamente suas fraquezas e praticar a humildade. É forte o exemplo de Jó, e significativo a humildade muitas vezes praticada pelo Rei David. No mundo moderno um exemplo forte é de Larry Brossidy, ex-CEO da Allied Sinal, que dizia: "ser CEO significa que devíamos saber tudo, e que, no entanto devia-se ter humildade para reconhecer que em muitas ocasiões era preciso aprender para depois tomar decisões".

Comunicação - O sermão da montanha, de Jesus Cristo, a exortação de Moisés aos Israelitas ao guiá-los pelo deserto, os Dez Mandamentos, as trombetas e as palavras de Josué e o evangelista Lucas foram exemplos de comunicação e comunicadores da Bíblia. Aliás, esta característica tem sido fundamental na preservação da história, da cultura e da religiosidade através dos tempos. No mundo moderno, a comunicação deve também ser uma das maiores características do líder, Andy Grove, Sam Walton e Mary Kay Ash representam muito bem os exemplos no mundo dos negócios de hoje.

Gerenciamento de Desempenho - A Bíblia relata que Noé, Salomão e Jeremias foram exemplos excepcionais no que tange a gerenciar desempenho. Noé, por exemplo, só pode cumprir sua missão à medida que seu desempenho e de seus subordinados obtivessem os resultados objetivados. Salomão, além de ser lembrado por sua extrema sabedoria, é reconhecido por sua capacidade de cumprir e fazer cumprir objetivos. Lou Gerstner, Gordon Bethune e Jack Stack são exemplos de líderes que se destacam por sua firmeza, mas sempre muito justos com seus subordinados.

Desenvolvimento de Equipe - Na Bíblia, o termo equipe não é utilizado, mas sempre foram valorizadas as pessoas por sua capacidade de trabalhar em grupo. Apesar dos textos bíblicos apresentarem citações de atuações individuais, a valorização de liderar e conduzir grupos merece um tratamento especial e citações específicas. Jesus Cristo formou, liderou e motivou um grupo de pessoas que deram continuidade a seus ensinamentos. Neemias, no Velho Testamento, é um dos líderes que mais compreendeu o poder e a força de trabalhar em grupo. No mundo de hoje, Phil Jackson, atual treinador dos Lakers de Los Angeles, campeão da NBA em 2009, com mais nove títulos ganhos anteriormente, é um exemplo forte e atual de capacidade de formação e condução de equipes. Foi ele que há alguns anos formou e conduziu ao sucesso o grande Chicago Bulls, de Michael Jordan.

Coragem - A coragem talvez seja umas das características mais notáveis dos líderes bíblicos. Daniel na cova dos leões foi um exemplo de coragem que extrapola o mundo real e ganha contornos de milagre. Sua força e coragem fizeram dele um exemplo e uma comprovação da participação espiritual. Muitos outros líderes citados na Bíblia são exemplos de coragem ao defender uma causa, mesmo em risco e exposição da própria vida. Rudolph Giuliani, então prefeito de New York, mostrou coragem e liderança ao conduzir toda uma comunidade a reagir de maneira positiva e produtiva aos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, quando dois aviões foram atirados contra as Torres Gêmeas, destruindo e matando milhares de pessoas. Coragem é uma característica fundamental e decisiva na condução de pessoas.

Justiça e Equidade - Um líder verdadeiro deve tratar seus subordinados com respeito a seus direitos básicos, e sem favoritismo. Uma empresa não é uma democracia plena, mas os gerentes que não lideram com justiça e eqüidade terão sempre muito mais dificuldades de conduzir seus subordinados e logo perderão a confiança e a lealdade de seus seguidores. Tiago e José acreditaram profundamente em dar aos outros sua "parte justa". O Levi-Strauss foi uma força poderosa para a justiça social e econômica. Eles foram uma das primeiras empresas a adotarem a agenda de responsabilidade social. Quando do terremoto em São Francisco, mesmo não podendo produzir e vender nenhuma peça continuou a pagar regularmente o salário dos funcionários. Este é um exemplo de justiça e equidade.

Desenvolvimento da Liderança - Li recentemente o livro "O Seu Legado de Liderança", dos autores Robert Galford e Regina Maruca, que afirmam da importância dos líderes em se preocuparem com seus legados, e em decorrência tornarem-se melhores líderes. O compromisso com a liderança está muito mais no compromisso de criar e desenvolver novas lideranças para que haja continuidade e preservação do negócio. Jesus foi o líder dos líderes. Formou e desenvolveu lideranças que deram continuidade, preservaram e difundiram seus ensinamentos. Moisés foi outro exemplo na formação de lideranças. Jack Welch, nos tempos modernos, assegurou que as organizações continuassem e prosperassem depois dele.

Não deve ser entendido como uma "revelação" que os traços e as habilidades dos líderes na Bíblia também sejam exibidos pelos líderes no mundo de hoje. Ao contrário, os líderes atuais podem e devem se espelhar nos exemplos de vida, postura, comportamento, objetividade, comprometimento, perseverança e fé, para tornarem-se realmente bem-sucedidos. A história nos mostra que o grande desafio do líder é tomar a decisão. A história nos mostra ainda que os grandes erros e acertos sejam frutos da tomada de decisão. À medida que você tem exemplos e casos de sucesso para utilizar como referência, a possibilidade de acerto é maximizada.

Sustentando as decisões dos líderes na Bíblia, existe sempre a figura de Deus transmitindo segurança e confiança. Seria um contrassenso para eu deixar de lado esta interferência divina. Eu diria ainda mais, que o fato de saber e pensar que Deus está nos apoiando nos dão força, confiança e segurança. No entanto, ainda afirmo que independentemente de uma crença religiosa, a atuação dos líderes relatados na Bíblia por si só serve de exemplo e inspiração para os líderes de hoje.











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Membro Acadenia Brasileira de Marketing
Editor Milton Mira - Pres. M.Books


quinta-feira, abril 19, 2012

O DIREITO À VIDA MESMO QUE POR UM DIA – O ABORTO DE ANENCÉFALO

=MENSAGEM







=============================Rede de Divulgação




A vida de um filho não vale pelo número de dias em que ele esteve presente na vida dos pais, mas pelo simples fato de ter estado presente. Mesmo que por um só dia.

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Primeiramente entendo que a ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) não deveria ter sido acolhida pelo STF. Cabe à Suprema Corte, dentre outros, declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato que fira preceito fundamental da Constituição Federal ( art. 102, parágrafo 1º desta Carta). Todavia o que se busca com a ação ajuizada pelo CNTS ( Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde) é assegurar o direito da mãe de decidir sobre a antecipação da morte do seu filho, portador de deficiência congênita, em detrimento do direito fundamental à vida assegurado pelo artigo 5º da Lei Maior. Impõe-se com a referida ação que o STF assegure uma nova modalidade de aborto eugênico, contrariando a própria Lei.
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O direito à vida, conforme reza a Constituição Federal, antecede todos os outros não podendo ser minimizado por um direito subjetivo da mãe que enseja abortar. Vale lembrar ainda que o artigo 4º do Pacto de São José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário, assegura o direito à vida desde a concepção e tem força de emenda constitucional imutável, cláusula pétrea. Também o artigo 2º do Código Civil dispõe que “a lei põe a salvo dos direitos do nascituro desde a concepção”.
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Não obstante alguns juízes tenham autorizado o aborto de fetos mal formados, no Brasil este tipo de aborto é considerado criminoso, não incorrendo em excludente de ilicitude como quando há risco de vida para a mãe. Há entendimentos importantes, inclusive, sobre a inconstitucionalidade do aborto em razão do estupro, outra hipótese prevista pelo Código Penal que exclui o crime. Isso porque nesse caso, de estupro, não há conflito de direitos iguais, quais sejam, a vida da mãe e a da criança, como na hipótese em que o aborto é permitido por haver risco de morte da gestante configurando o estado de necessidade.
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A anencefalia é definida como anomalia resultante da má formação fetal congênita caracterizada como defeito do fechamento do tubo neural durante a gestação, de modo que o feto não apresenta os hemisférios cerebrais e o córtex havendo apenas parte do tronco encefálico, o que lhe impõe vida curta ou o nascimento com morte. Nos casos em que essa anomalia acarreta risco de vida para a mãe admite-se o aborto, pois trata-se da modalidade terapêutica perfeitamente aplicável a este caso.Todavia, não havendo risco, não se pode permitir aborto. E esse risco, segundo a grande maioria dos médicos, não é muito maior do que numa gestação normal. Atenta-se também para a possibilidade significativa de erro no diagnóstico, como se observa em alguns casos recentes.
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A questão da anencefalia desdobra-se também sobre a hipótese de não haver expectativa de vida da criança, ou seja, vida em potencial. Ora, expectativa ou probabilidade de vida há, curta, mas há. Outra questão se depreende do fato de que há entendimentos no sentido de que o feto portador de anencefalia não é considerado vivo por não ter o cérebro totalmente formado o que não configuraria ilícito penal a prática do aborto, um vez que este consiste na cessação da gravidez de um ser humano vivo. Mas seria correto afirmar que um bebê apesar de anencéfalo, mas cujo coração e respiração funcionam independentemente de meios artificiais, esteja morto?
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Outro argumento é o de que o bebê com a referida anomalia mantém-se vivo somente às custas do organismo materno. Mas o corpo da mãe é essencial até mesmo para fetos sadios e perfeitos manterem-se vivos até o nascimento. E a anencefalia não é impedimento para que outras funções vitais, como a respiração e o batimento cardíaco, permaneçam ativas ainda que por pouco tempo após o parto.
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Outra questão que se aborda é a da morte cerebral, que não se confunde com a anencefalia. Equiparando-as, como tem sido feito neste caso, peca-se por desconhecimento, já que na primeira as funções vitais não se prorrogam a não ser por meios artificiais. Na segunda, aquelas funções podem ser mantidas ainda que por pouco tempo depois do nascimento ou mesmo por dias e meses. Há estudos que tratam de casos menos críticos que possibilitam ao anencéfalo de condições primárias sensoriais e de consciência. Isso seria possível devido à neuroplasticidade do tronco cerebral.
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Em se tratando do preceito constitucional da dignidade da pessoa humana este nada mais é do que o direito à assistência para manter uma vida digna até a morte inevitável. Este princípio não está sujeito à concepções subjetivas. Portanto, qualquer outro conceito de dignidade que não seja aquele mencionado consistirá em ardilosa tentativa de adaptar o princípio fundamental às conveniências pessoais.
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Em que pese o sofrimento dos pais que sabem da curta sobrevida do seu filho, não se pode ignorar que o direito à vida inerente à criança não está condicionado à vontade de seus genitores. E amar um filho independe de sua perfeição física ou do tempo em que ele viverá.
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Ainda que o feto tenha vida curta, ainda que os pais sofram por isso, viver é um direito inviolável. Cabe a pergunta: quando se sofre mais? Quando se gera um filho defeituoso cuja morte será natural ou quando se mata esse filho por sua própria vontade trazendo consigo além da dor da perda a dor do remorso?










Igreja Presbiteriana do Brasil
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Diác. Rilvan Stutz " O Servo com Cristo "
Dra. Simone Marcussi de Almeida Prado

segunda-feira, abril 16, 2012

O PODER DA BANANA

CUIDANDO DA SAÚDE






==================================Rede de Divulgação



O PODER DA BANANA
Nunca coloque sua banana na geladeira! Isso é interessante. Depois de ler isto, você nunca vai olhar para uma banana da mesma maneira novamente.

A banana contém três açúcares naturais - sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra. A banana dá uma instantânea e substancial elevação da energia.

Pesquisas provam que apenas duas bananas fornecem energia suficiente para um treino de 90 minutos extenuantes. Não é à toa que a banana é a fruta número um dos maiores atletas do mundo.

Mas energia não é a única forma de uma banana poder nos ajudar a manter a forma. Pode também nos ajudar a curar ou prevenir um grande número de doenças.Tornando-se uma obrigação adicionar a banana à nossa dieta diária.

Depressão: De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, as pessoas se sentiam melhores após ter comido uma banana. Isto porque a banana contém triptofano, um tipo de proteína que o corpo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o seu humor e, geralmente, fazem você se sentir mais feliz.

TPM Esqueça as pílulas: coma uma banana. A vitamina B6 regula os níveis de glicose no sangue, que podem afetar seu humor.

Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue e ajudam nos casos de anemia.

Pressão Arterial: Este fruto tropical é muito rico em potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto é assim, que a Food and Drug Administration nos Estados Unidos, permitiu que a indústria da banana oficialmente informasse ao publico, que ao comer essa fruta, ela poderá reduzir o risco de pressão alta e infarto.

Cérebro: 200 estudantes da escola Twickenham na Inglaterra tiveram ajuda nos exames este ano, comendo bananas no café da manhã, lanche e almoço em uma tentativa de elevar sua capacidade mental. A pesquisa mostrou que o elevado teor de potássio na banana, pode ajudar a aprendizagem, tornando os alunos mais alertas.

Constipação: com elevado teor de fibra, incluir bananas na dieta pode ajudar a normalizar as funções intestinais, ajudando a superar o problema sem recorrer a laxantes.

Ressaca: uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma vitamina de banana, adoçado com mel. A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel aumenta os níveis de açúcar no sangue, enquanto o leite suaviza e reidrata o sistema.
Azia: elas têm efeito antiácido natural no organismo, por isso, se você sofre de azia, experimente comer uma banana para aliviar.

Enjoo matinal: comer uma banana entre as refeições ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevado e evita as náuseas.

Picadas de mosquito: antes do creme para picada de inseto, experimente esfregar a zona afetada com a parte interna da casca da banana. Muitas pessoas acham excelentes para reduzir o inchaço e a irritação.

Nervos: Bananas são ricas em vitaminas do complexo B que ajuda a acalmar o sistema nervoso.

Excesso de peso e no trabalho? Estudos do Instituto de Psicologia na Áustria mostram que a pressão no trabalho leva à excessiva ingestão de alimentos como chocolate e biscoitos. Estudando 5000 pacientes em hospitais, pesquisadores concluíram que os mais obesos eram os que mais sofriam de pressão alta e ataques de ansiedade. O relatório desse estudo, concluiu que: para evitar que comamos biscoitos e doces quando estamos ansiosos, então é necessário que se coma alimentos ricos em carboidratos a cada duas horas para manter níveis estáveis de açúcar no sangue, e é aí que entra a nossa querida banana.

Úlceras: A banana é usada na dieta diária contra desordens intestinais pela sua textura macia e suavidade. É a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago.

Controle de temperatura: Muitas culturas veem a banana como fruta 'refrescante', que pode reduzir tanto a temperatura física como emocional de mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebês nascerem com temperatura baixa.

Seasonal Affective Disorder (SAD): a banana auxilia os que sofrem SAD, porque contêm a vitamina B6 e Triptofano, que nos acalma e nos faz ficar bem humorados.
Fumar e Uso do Tabaco: As bananas podem ajudar as pessoas que tentam deixar de fumar. Vitaminas - A, B6 e B12, assim como o potássio e magnésio, ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.

Stress: O potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigênio ao cérebro e regula o equilíbrio de água no corpo. Quando estamos estressados, nossa taxa metabólica se eleva, reduzindo os níveis de potássio que podem ser reequilibrado com a ajuda da banana, que é rica em potássio.

Enfarto: de acordo com pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, comer bananas como parte de uma dieta regular, pode reduzir o risco de morte por enfarto em até 40%!

Verrugas: os interessados em alternativas naturais juram que se quiser eliminar verrugas, pegar um pedaço de casca de banana e colocá-lo sobre a verruga, com o lado amarelo para fora. Segure cuidadosamente a casca no local com esparadrapo!

Assim, a banana é um remédio natural para muitos males. Quando você compará-lo com uma maçã, tem quatro vezes mais proteínas, duas vezes mais carboidratos, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e o dobro das outras vitaminas e minerais. Também é rica em potássio e é um dos alimentos mais valiosos para nossa saúde. Então talvez seja hora de mudar essa frase em inglês, tão conhecida: um apple a day,keep the doctor away, e que nós traduzindo deveríamos usar: "Uma banana por dia mantém o “Dr”. Sem freguesia!"










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Diác. Rilvan Stutz " O Servo com Cristo "
Cuidando da Saúde - Rei dos Reis

quinta-feira, abril 12, 2012

VOLUNTARIADO CONTA PONTOS

=EDUCAÇÃO






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Desde adolescente sempre procurei desenvolver atividades voluntárias, seja na Igreja, na escola, em hospitais. Além de fazer um bem para alma, amplia seu círculo de relacionamento e conta pontos no currículo.

Muitos dirão que não tem tempo, pois tem faculdade, filhos, trabalho, descansar, as desculpas são imensas para não ajudar o próximo. Mas tem uma frase bíblica que diz: “Você tem que dar aquilo que deseja receber”, parece estranho, mas fiz a experiência e funcionou perfeitamente.

Isso também funciona para empresas, ou seja, empresas que incentivam trabalho voluntário entre seus funcionários, têm resultados diferenciados. O que tenho notado em tantas outras empresas, que ficam dias e dias sem movimento ou com movimento muito baixo, por que não fecham as portas 1 tarde por mês e vão realizar trabalho voluntário, todo mundo, das secretárias até os diretores. Vai ajudar um hospital, uma creche, um centro comunitário, enfim, existem tantas opções. Mas preferem ficar fazendo reuniões e perder tempo com outras bobagens.

Outra vantagem no voluntariado é que você desenvolve habilidades importantes como liderança, que tanto é discutida em rodas de negócios e nos meios acadêmicos.

Temos diversas ONGs que precisam de pessoas para desenvolver suas atividades. Mas antes de associar em qualquer uma delas, verifique suas intenções, seu passado, se ela não tem nenhum processo, converse com membros e ex-membros, e perguntei por que eles estão e por que os outros saíram, participe de grupos de discussão. Pois existem muitas dessas entidades que surgem apenas para recolher fundos que não são aplicados nos seus determinados fins.

Espero ter lhe auxiliado nesse importante tema, espero que não fique mais em casa sem fazer nada, ajuda alguma instituição e espero que as empresas adotem isso como prática, ou seja, uma vez por mês, todos os colaboradores auxiliar alguma escola ou outra entidade.










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Prof. Klaibson Ribeiro-Membro Shvoong

terça-feira, abril 10, 2012

MITOS E VERDADES -TUDO SOBRE DIABETES

CUIDANDO DA SAÚDE







=============================Rede de Divulgação


1. MITO:
As pessoas com diabetes não podem comer beterraba
VERDADE: As pessoas com diabetes podem consumir beterraba, pois é classificado como vegetal contendo boa fonte de fibras, vitaminas e minerais e poderá fazer parte da dieta, elaborada pelo nutricionista.

Dra. Daniela de Almeida
Nutricionista funcional
Membro Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

2. MITO: As frutas como banana, uva, caqui, manga e melancia, devem ser excluídas da alimentação das pessoas com diabetes pois aumentam muito o açúcar no sangue.
VERDADE: As frutas são ricas em vitaminas, minerais e fibras e contêm o açúcar natural (frutose e glicose). Quando consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo de um dia de alimentação, não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, entretanto se consumidas em excesso qualquer fruta poderá aumentar a glicemia.

Dra. Tarcila Beatriz Ferraz de Campos – CRN3 15157
Nutricionista Mestre em Ciências com Ênfase em Fisiologia Endócrina – USP
Centro de Diabetes Hospital Alemão Oswaldo cruz.

3. MITO: Fruta faz bem a saúde e por isso pode comer a vontade
VERDADE: A fruta possui diversos nutrientes, incluindo a frutose e glicose que em excesso poderão aumentar a glicemia.

Prof. Dra. Marlene Merino Alvarez
Doutora em Ciências Nutricionais;
Nutricionista da Universidade Federal Fluminense e FMS Niterói
Membro do Departamento de Nutrição da SBD - 2010/2011

4. MITO: As pessoas com diabetes devem comer pão somente dormido ou amanhecido ou torrado porque não faz mal para o diabetes.
VERDADE: O pão francês é um alimento que faz parte da dieta do brasileiro, constituindo uma importante fonte de carboidrato na alimentação. O carboidrato é o nutriente que mais afeta sua glicemia, pois quase 100% é convertido em glicose (açúcar). Assim não importa a forma de preparo ou de consumo do pão, um pão francês de aproximadamente 50g terá sempre 28g de carboidrato, estando ele torrado ou dormido. Portanto consuma a quantidade orientada pelo seu nutricionista e da forma que mais gostar.

Dr Rafael Teixeira de Mattos
Nutricionista da Clínica Metabolizar
Educador em Diabetes

6. MITO: Para diminuir o carboidrato do arroz, basta lavá-lo continuamente.
VERDADE:Lavar o arroz ou qualquer outro alimento não diminui o conteúdo de carboidrato do mesmo.

Dra. Luciana Bruno
Nutricionista Clínica com treinamento na Joslin Diabetes Center
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

7. MITO: A pipoca é um alimento perigoso para as pessoas com diabetes
VERDADE: A pipoca é um alimento de baixo custo, rico em fibras, contribuindo com a saciedade e melhores níveis de glicemia e colesterol. Alimento rico em fibra, logo um ponto positivo para redução de glicemia e de colesterol. Por ser fonte de carboidrato deve ser substituido pelo pão, onde: 01 xícara de pipoca espoucada equivale a ½ Pão francês ou 01 fatia de Pão forma.

Dra. Wilma Rodrigues de Amorim
Nutricionista do Instituto estadual de diabetes e endocrinologia - IEDE
Educadora em diabetes.

8. MITO: A pessoa com diabetes não pode comer pão frances, cuscuz ou tapioca, tem que trocar tudo por biscoitos tipo água e sal ou cream cracker.
VERDADE: As pessoas com diabetes podem comer pão frances, cuscuz e tapioca, devendo estes alimentos ser inseridos em um plano alimentar saudável. Nao é recomendável utilizar apenas um tipo de alimento pois haverá menor proporcao de nutrientes e risco de monotonia.

Dra. Anelena Seyffarth
Nutricionisata da Secretaria de Estado de Saude - DF.
Membro do Departamento de Nutricão da SBD 2010-2011.

9. MITO: Para reduzir o carboidrato do pão basta deixá-lo fora da geladeira por de 1-2 dias e assim a pessoa com diabetes poderá comer á vontade sem que a glicemia se altere.
VERDADE: O pão ou qualquer outro cereal fermentado na geladeira ou fora desta, não tem seu teor carboidrato reduzido. Portanto procure seguir as recomendações do seu nutricionista em relação a quantidade e forma de consumo dos alimentos.

Prof. Dra. Maria Goretti Burgos
Doutora e Mestre em nutrição pela UFPE
Nutricionista do serviço de diabetes do HC – Universidade Federal de Pernambuco
Membro do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD 2010/2011.

10. MITO: Todas as pessoas com diabetes devem seguir uma dieta para “diabetes” com restrição de calorias, para atingir melhor controle glicêmico.
VERDADE: Não existe uma dieta específica para quem tem diabetes, pois as necessidades nutricionais destas pessoas são semelhantes a da população em geral. O plano alimentar, elaborado pelo nutricionista especialista deve considerar a avaliação do estado nutricional para definição das calorias, macro e micro nutrientes, baseados nas necessidades individuais e objetivos de tratamento, utilizando parâmetros semelhantes aos do público em geral.

Dra.Gisele Rossi Goveia
Nutricionista Clínica da Preventa Consultoria em Saúde – SP
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

11.MITO: Comer antes de dormir engorda, principalmente se for carboidrato.
VERDADE: A quantidade de calorias ingeridas que faz com que o peso se eleve. Se o consumo de energia for maior que o gasto, haverá ganho de peso.

Dra. Deise Regina Baptista
Professora do Departamento de Nutrição/UFPR
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

12. MITO: Diabético não pode comer arroz e feijão
VERDADE: “Diabético pode comer arroz e feijão.”
Durante muitos anos, algumas crenças foram criadas sobre a ingestão de arroz e feijão. Alguns diziam “engorda”, outros que “diabético não pode comer”, porém, sabemos hoje que principalmente o feijão é um dos alimentos mais ricos em fibras solúveis, além do amido resistente (outro tipo de fibra) e faz parte do hábito alimentar do brasileiro. A presença desse tipo de fibra torna a digestão mais lenta, importantíssimo para menor elevação da glicose no sangue. Outro aspecto relevante é a saciedade que o feijão proporciona, resultado desse mesmo processo de digestão.

Dra. Maura Marcia Boccato Corá Gomes
Especialista em Saúde Pública
Membro do Grupo de Estudos em Nutrição para Idosos – GENUTI
Nutricionista no Centro de Convivência e Cooperativa Mooca – PMSP
Nutricionista no Centro de Saúde Ocupacional Hospital Israelita Albert Einstein

13. MITO: Produtos “Diet” são feitos para diabéticos e podem ser consumidos a vontade.
VERDADE: De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser chamado de alimento diet aquele que é isento de algum nutriente, nem sempre ele é isento de carboidrato, pode ser em gordura ou sódio por exemplo. Podemos citar como exemplo o chocolate, algumas marcas apresentam maior teor de gorduras e pouca ou nenhuma diferença em carboidrato, ou seja, nem sempre o chocolate diet é a melhor escolha.
Para boas escolhas sempre devemos comparar os rótulos dos alimentos, em caso de dúvidas sempre consulte um nutricionista.

Dra. Bruna Martins Lima

Nutricionista do Grupo de crianças e adolescentes portadoras de Diabetes
Mellitus de São Caetano do Sul.











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Diác. Rilvan Stutz "O Servo com Cristo"
Nutrição e Atividade Física
Sociedade Brasileira de Diabetes

domingo, abril 08, 2012

JUVENTUDE SEQUESTRADA

==EDUCAÇÃO







=============================Rede de Comunicação


O crescimento da aids, o aumento da violência e a escalada das drogas castigam a juventude aqui na velha Europa. A crise econômica, dramática e visível a olho nu, exacerba o clima de desesperança. Para muitos jovens os anos da adolescência serão os mais perigosos da vida.

Desemprego, gravidez precoce, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, aids e drogas compõem a trágica equação que ameaça destruir o sonho juvenil e escancarar as portas para uma explosão de violência. A juventude não foi preparada para a adversidade. E a delinquência é, frequentemente, a manifestação visível da frustração.

A situação é reflexo de uma cachoeira de equívocos e de uma montanha de omissões. O novo perfil da delinquência é o resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e do bombardeio de setores do mundo do entretenimento que se empenham em apagar qualquer vestígio de valores. Tudo isso, obviamente, agravado e exacerbado pela crise econômica e a ausência de expectativas.

Os pais da geração transgressora têm grande parte da culpa. Choram os desvios que cresceram no terreno fertilizado pela omissão. O delito não é apenas reflexo da falência da autoridade familiar. É, frequentemente, um grito de revolta e carência. A pobreza material agride o corpo, mas a falta de amor castiga a alma. Os adolescentes necessitam de pais morais, e não de pais materiais.

Reféns da cultura da autorrealização, alguns pais não suportam ser incomodados pelas necessidades dos filhos. O vazio afetivo, imaginam na insanidade do seu egoísmo, pode ser preenchido com carros, boas mesadas e um celular para casos de emergência. Acuados pela desenvoltura antissocial dos seus filhos, recorrem ao salva-vidas da psicoterapia. E é aí que a coisa pode complicar. Como dizia Otto Lara Rezende, com ironia e certa dose de injusta generalização, “a psicanálise é a maneira mais rápida e objetiva de ensinar a odiar o pai, a mãe e os melhores amigos”. Na verdade, a demissão do exercício da paternidade está na raiz do problema.

Se a crescente falange de adolescentes criminosos deixa algo claro, é o fato de que cada vez mais pais não conhecem os próprios filhos. Não é difícil imaginar em que ambiente afetivo se desenvolvem os integrantes das gangues juvenis. As análises dos especialistas em políticas públicas esgrimem inúmeros argumentos politicamente corretos. Fala-se de tudo. Menos da crise da família. Mas o nó está aí. Se não tivermos a firmeza de desatá-lo, assistiremos, acovardados e paralisados, a uma espiral de violência sem precedentes. É uma questão de tempo. Infelizmente.

Certas teorias no campo da educação, cultivadas em escolas que fizeram uma opção preferencial pela permissividade, também estão apresentando um amargo resultado. Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não traumatizante, está mostrando a sua face criminosa. Ao traçar o perfil de alguns desvios da sociedade norte-americana, o sociólogo Christopher Lach (autor do livro A Rebelião das Elites) sublinha as dramáticas consequências que estão ocultas sob a aparência da tolerância: “Gastamos a maior parte da nossa energia no combate à vergonha e à culpa, pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas.” O saldo é uma geração desorientada e vazia. A despersonalização da culpa e a certeza da impunidade têm gerado uma onda de superpredadores.

O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na origem de inúmeras patologias. A forja do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio.

O pragmatismo e a irresponsabilidade de alguns setores do mundo do entretenimento estão na outra ponta do problema. A era do mundo do espetáculo, rigorosamente medida pelas oscilações do Ibope, tem na violência um de suas alavancas. A transgressão passou a ser a diversão mais rotineira de todas. A valorização do sucesso sem limites éticos, a apresentação de desvios comportamentais num clima de normalidade e a consagração da impunidade têm colaborado para o aparecimento de mauricinhos do crime.

Apoiados numa manipulação do conceito de liberdade artística e de expressão, alguns programas de TV crescem à sombra da exploração das paixões humanas. Ao subestimar a influência perniciosa da violência ficcional, levam adolescentes ao delírio em shows de auditório que promovem uma grotesca sucessão de quadros desumanizadores e humilhantes. A guerra pela conquista de mercados passa por cima de quaisquer balizas éticas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o marketing do entretenimento com conteúdo violento está apontando as baterias na direção do público infantil.

A onipresença de uma televisão pouco responsável e a transformação da internet num descontrolado espaço para a manifestação de atividades criminosas (a pedofilia, o racismo e a oferta de drogas, frequentemente presentes na clandestinidade de alguns sites, desconhecem fronteiras, ironizam legislações e ameaçam o Estado de Direito democrático) estão na origem de inúmeros comportamentos patológicos.

É preciso ir às causas profundas da delinquência. Ou encaramos tudo isso com coragem ou seremos tragados por uma onda de violência jamais vista. O resultado final da pedagogia da concessão, da desestruturação familiar e da crise da autoridade está apresentando consequências dramáticas aqui na Europa. Escarmentemos em cabeça alheia. Chegou para todos a hora de falar claro. É preciso pôr o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os seus efeitos antissociais.










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Dr. em Comunicação - UF - Navarra Espanha
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