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quinta-feira, dezembro 13, 2012

AJUDA-ME NA MINHA INCREDUALIDADE

         EDIFICAÇÃO


 



Jesus estava no monte. Três dos seus discípulos o acompanhavam. Ali, no alto do monte, Jesus se transfigurou e “as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavadeiro na terra as poderia alvejar” (Marcos 9:3). Enquanto isto, ao pé do monte, outra cena se desenrolava. Um pai desesperado rogava pelo seu filho: Um garoto possesso por um espírito mudo desde a infância. Onde quer que este espírito se aposse do menino, este passava a rilhar os dentes, espumar e convulsionar-se. Como se isto fosse pouco, o espírito se comprazia em tentar matá-lo, ora lançando-o ao fogo, ora atirando-o na água. Por conta deste doloroso processo, o garoto estava definhando dia após dia.


Após o acontecimento no alto do monte, Jesus desceu à planície dos homens e ali encontrou uma numerosa multidão cercando dois grupos que discutiam entre si. No primeiro grupo estavam os discípulos de Jesus, à exceção, claro, daqueles que haviam subido ao monte com Ele. No segundo grupo, os escribas, líderes religiosos que julgavam ter o mais profundo conhecimento da lei e dos profetas. No centro da discussão o pobre garoto, seu pai e o gritante fracasso dos dois grupos em trazer alívio ao sofrimento.


Ao ver a chegada de Jesus a multidão ficou atônita, provavelmente por conta da glória que ainda se manifestava Nele após a transfiguração. Fez-se silêncio. O pai aflito tomou a palavra e relatou a sua triste história e toda a polêmica gerada pelo fracasso dos discípulos em expulsar o demônio que escravizava a vida de seu filho.


Jesus ouviu a tudo sem deixar de expressar sua consternação àquela geração incrédula. Pediu que lhe trouxessem o menino e quando ele viu a Jesus imediatamente o espírito imundo se manifestou e o garoto agitou-se com violência caindo por terra espumando em meio à convulsão.


Ao ver seu filho naquele estado, o pai suplicou: “se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”.


“Tudo é possível ao que crê”. Esta foi á resposta de Jesus. 


O pobre homem desabou!

Penso que naquele momento o pai fez uma retrospectiva de sua luta. Vejo-o aflito ao lado da cama do filho passando noites em claro na expectativa de uma crise que poderia surpreendê-lo na madrugada. Imagino-o tentando de todas as maneiras segurar seu filho durante uma convulsão enquanto o espírito imundo lutava para arrancá-lo da mão do pai para arremessá-lo no fogo ou na água. Imagino a dor deste pai em ver seu filho definhando, ver sua infância sendo roubada. Sinto a ansiedade tomando conta do coração do pai ao ver seu filho próximo de um lugar potencialmente perigoso, e lugar perigoso para aquela criança era praticamente qualquer lugar: uma fogueira, um rio, um tanque, uma parede, uma árvore, um terreno pedregoso. Penso nas muitas e muitas vezes em que sua esperança foi frustrada na sua “via crúcis” em busca de cura entre médicos, exorcistas, operadores de milagres e charlatões. 

Imagino a sua esperança quando ouviu falar de Jesus e sua decepção em chegar e souber que Ele não estava. Vejo seu coração sofrer mais um golpe quando os discípulos de Jesus também fracassaram miseravelmente.


O pai caiu em lágrimas e disse: “Eu creio Senhor! Ajuda a minha incredulidade”. 


É como se ele dissesse: “Eu creio, Senhor, mas a minha fé está por um fio”; “eu creio, mas as circunstâncias não me dão esperança”; “eu creio, mas as decepções se avolumam”; “eu creio, mas as minhas lutas parecem maiores que a minha fé”; “eu creio, mas me sinto pequeno e impotente diante das dificuldades”; “eu creio, mas ver meu filho se convulsionando deste jeito, depois de tantos anos de sofrimento, me mostram o fracasso de minha fé até aqui”; “eu creio, com toda a fé que este coração tão cansado e sofrido ainda pode ter, mas sinto a cada dia esta fé desfalecer e, mesmo agora, diante de Ti, tem medo de me decepcionar mais uma vez”.


Eu me identifico com este pai. Vejo-o refletido em tantos pais e mães que lutam para livrar seus filhos escravizados pelas drogas, pelo alcoolismo, pela desesperança. Vejo este pai refletido em cada esposa e esposo que luta pelo seu casamento em crise mesmo quando parece não haver esperança; em cada pai e mãe desempregado que só encontra portas fechadas e não sabe como fazer para trazer sustento para sua família; em cada pessoa que tem um ente querido em um leito de hospital consumido por uma doença que parece ser sem cura. Vejo este pai a cada dia na igreja do Senhor na face de homens e mulheres guerreiros que ainda ousam crer, mas que as lutas os levam ao limite de suas forças e de sua fé.


Identifico-me com este pai porque me sinto mais à vontade com aqueles que não têm medo de confessar suas próprias fraquezas e limitações, porque neste mundo, em que ter fé na fé parece ser caminho fácil, a sua confissão de impotência ecoa no meu coração e me traz alento de que, afinal, eu também posso ter esperança, mesmo não sendo esta coluna de fé inabalável que tantos parecem ou fingem ser.


A confissão de sua própria limitação não gerou nenhuma critica nem repreensão de Jesus. Ao contrário, aquele pai pediu a ajuda de Jesus à sua incredulidade e foi exatamente isto que Jesus fez. Repreendeu o espírito, tomou o menino pela mão e o devolveu liberto e curado, ao seu dedicado pai.


Talvez você esteja na situação deste pai. As lutas  angustias, problemas, aflições, perseguições, crises, pelas quais você tem passado tenham abalado sua fé e roubado sua esperança. Mas, assim como fez aquele pai, não desista. Mesmo que sua fé pareça pequena, mesmo que a esperança pareça um fino vapor que desvanece, mesmo que os desafios sejam como gigantes e muralhas instransponíveis.


Ouse continuar e prosseguir. O que toca o coração de Deus não é o tamanho da fé, mas a perseverança daquele que crê, até porque a fé dos homens não chega sequer ao tamanho de um grão de mostarda, pois, segundo Jesus, se houvesse alguém com uma fé deste tamanho os montes estariam sendo transpostos. Mesmo os que se mostram gigantes hoje, ainda estão muito, muito longe desta fé que move montanhas. A força da fé não reside em seu tamanho, mas na sua perseverança.


A fé perseverante é aquela que vence. É na perseverança que o fraco se faz forte diante do Senhor.


Não desista. Persevere!







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