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terça-feira, novembro 15, 2011

UM BEM-AVENTURADO TORTURADO NA CRUZ

= EDIFICAÇÃO






====================Rede de Divulgação



“E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração; porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.” Mateus 5:1-11
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Esta passagem que você acabou de ler são as bem-aventuranças, nelas Jesus ousadamente afirma que bem-aventurados, ou seja, felizes, são os pobres, os que choram, os mansos, os pacificadores, os que têm fome e sede de justiça e os perseguidos. Em uma sociedade que hiper-valoriza a arrogância, a justiça feita à força, o poder a qualquer custo e o acúmulo de bens, tais valores pregados por Jesus são uma subversão chocante.
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Naquela época acreditava-se que a pobreza, a exclusão e a opressão ocorriam como castigo de Deus sobre pessoas infiéis, mas em seu discurso Jesus fala que Deus se volta justamente em favor desses oprimidos e excluídos.
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No evangelho de Lucas as bem-aventuranças são seguidas pelas lamentações sobre aqueles que a sociedade considera bem-aventurados. Para Jesus os valores do Reino Celestial são diametralmente opostos aos valores dos reinos humanos. Bem-Aventurados são os pobres, mas ai daqueles que são ricos; bem-aventurados são os famintos, mas ai dos que estão fartos; bem-aventurados os que choram, mas ai daqueles que agora riem; bem-aventurados os perseguidos, mas ai daqueles que são louvados por todos.
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Na cruz esta subversão de valores, paradigmas e expectativas humanas ganham a força do símbolo. Ali, o Filho de Deus, o Messias escolhido, o Cristo das Nações, torna-se um pária, crucificado de maneira humilhante entre dois ladrões. Não há nada que indique a glória da qual Jesus se diz detentor, não nenhuma evidência da majestade que ele diz possuir, não há nem sombra do poder que ele afirmava deter.
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Pelo contrário, em sua nudez, em sua sede, em seu sofrimento, em sua injusta pena, Jesus é mais um dos que são torturados pela vida e que, em suas dores, se sentem rejeitados até por Deus. “Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?”, clama Cristo sem respostas...
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Na cruz não há o rebuliço das multidões que se acotovelam apenas para tocar-lhe, vemos apenas um homem solitário em seu sofrimento. Há a dor do abandono, a violência da tortura e a humilhação do escárnio. Na cruz, aquilo que é teorizado nas bem-aventuranças, torna-se prática. É o próprio Jesus que está desprovido de tudo, é ele quem tem fome e sede, o que sofre e chora; o que é perseguido e injuriado. Ele é a encarnação do seu próprio sermão.
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Nada há de beleza, em um homem seminu e ensangüentado morrendo aos poucos pela tortura de uma cruz. Se existia alguém que poderia ser considerado como infeliz era aquele homem abandonado, que lamentava, passava fome, sede, calor e frio pendurado em uma cruz aguardando a morte.
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Mas é na cruz do calvário que as bem-aventuranças do sermão do monte ganham a sua plenitude e cumprem-se de maneira cabal. Jesus é o pobre que herda a terra; é o aflito que é consolado; é o humilhado e perseguido que herda o reino dos céus; é aquele que é farto em sua fome e sede de justiça, pois cumpre na cruz toda a justiça de Deus.

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Na cruz Jesus se identifica radicalmente com o sofrimento humano, com as dores da vida, com os excluídos da sociedade, com os explorados, com os que sofrem preconceitos.
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A cruz e o sermão do monte são, portanto, realidades complementares
. Uma fala da teoria, outra da prática; uma fala da lei do reino dos céus, a outra fal
a do cumprimento desta lei; uma fala do ideal humano, a outra fala do homem ideal. Só a cruz é capaz de legitimar o discurso das bem-aventuranças. É ali, no calvário, que Jesus nos mostra que mais do que serem exaltadas, admiradas e romantizadas como um ideal utópico e inatingível, as bem-aventuranças devem ser metas a serem incansavelmente perseguidas por todos nós que nos dizemos discípulos e que devemos ser a resposta de Deus para alimentar o faminto, saciar o sedento e consolar o aflito.










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