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segunda-feira, setembro 14, 2009

DOS TAMBORES À WEB

INTERNET E EDUCAÇÃO


Nesta edição, autor de diversos softwares educacionais e jogos de entretenimento, canta em tom poético o ressurgimento da palavra escrita na internet.

Como nenhum outro meio de comunicação anterior (os tambores têm pouco alcance, as cartas demoram para chegar, ao telefone muitas vezes o som da voz nos seduz ou irrita mais que as palavras proferidas, a televisão é dos donos dos canais, a rádio concessão para igrejas e deputados fisiológicos), a Internet nos coloca interativamente em contato, superando barreiras de idade, sexo, cultura, preconceitos e, principalmente, distância geográfica. Aqui, cada um pode não apenas ler o que quiser quando tiver vontade, mas pode escrever, participar, ter os tais 15 minutos de fama que foram prometidos e ninguém dava…

As pessoas perdem um pouco certos referenciais, que muitas vezes até impedem que indivíduos se conheçam. Aqui, os preconceitos afloram mais que na vida real, escancarados em textos escritos na hora, sem censura, mas aqui também os preconceitos viram tigres de papel, bytes que se esvaem, pois colocam as pessoas, irremediavelmente, em íntimo contato umas com as outras. O contato delas aqui se dá através de seus cérebros, de suas almas, desprovidas de barreiras físicas. O racista pode perceber que está falando com o objeto de seu preconceito tarde demais: quando já houver feito amizade com ele. O jovem e o velho conversarão bastante até descobrirem a idade mútua. E duas pessoas carentes de calor humano e de amor, entes sensíveis que saibam traduzir em palavras suas emoções, poderão se apaixonar antes de se conhecer…

Tudo depende de saber escrever. Na vida “real”, as pessoas bonitas, bem vestidas e que saibam falar levam toda a vantagem nos primeiros contatos, ao passo que os tímidos, feios ou mal-vestidos precisam de muito valor para superar tais barreiras. Neste mundo virtual, a palavra é o “pó de pirlimpimpim” que transforma a gata borralheira em princesa – e sua meia-noite é quando a conexão fica irritantemente lenta ou cai, e então aquele computador na sua frente vira uma abóbora. Aquele que não sabe pontuar, não tem poder de síntese das idéias, não conhece um vocabulário rico, esse “dança” na mão destas tribos virtuais – que podem ser tão crueis com ele como as do outro mundo para com os quasímodos de aspecto repelente.

Esta nova valorização da palavra escrita é um fenômeno interessantíssimo. O que a humanidade criou – e nos deu de Shakespeare a Fernando Pessoa – parecia a muitos que a informática iria matar, a palavra escrita seria substituída por cliques no mouse, a literatura trocada por ícones. O que se vê não é isso, mas sim uma nova importância do escrever, essa atividade que na escola foi reduzida ao ritual sadomasoquista das provas, na sociedade aos formulários da burocracia. Agora, com a internet, quem não sabe escrever está isolado – como alguém que olha a estrada diante de si e não sabe usar os pés para andar. Claro que ainda falta muito para que os escritos na rede não sejam apenas um reflexo da enorme ingnorância do escrever, que é o que mais se vê hoje, mas, como disse o poeta, “o caminho se faz ao caminhar”…




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