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LEIA A BÍBLIA

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

EXPRESSÃO DA CARNE

EDIFICAÇÃO




Rm 8: 5 – 7
A palavra expressão, no vernáculo, significa ato de exprimir-se; enunciação do pensamento por meio de gestos, ou palavras escritas ou faladas. Assim, os homens procuram a sua liberdade de expressão através das palavras, do semblante, dos gestos articulados para a comunicação. A coreografia da vida humana é constituída por modos como o gesto, a voz, ou a fisionomia que denotam a intensidade de um sentimento ou de um estado moral. Em suas representações e manifestações carnais, o mundo dança!


A palavra carne, na bíblia, nem sempre está ligada aos tecidos que formam nossa massa muscular, nosso corpo físico. Constantemente, está ligada à natureza carnal, isto é, ao sensualismo, à concupiscência, de modo geral à natureza pecaminosa do ser humano. Esta natureza, que constitui a roupagem do velho homem, que jaz arraigado nos seus velhos hábitos, o leva ás suas expressões de intensa carnalidade. Paulo assim nos exorta: Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; ... Porque o pendor da carne dá para a morte, ...Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Rm 8. 5– 7.

O carnaval é uma das ocasiões em que o descrente manifesta a sua completa oposição contra Deus. O sentido da palavra carnaval é festa da carne. E por incrível que nos pareça ele é de origem religiosa. No mundo cristão medieval se dava em um período de festas profanas que se iniciava, geralmente no dia de reis, que era uma epifania, isto é, aparição ou manifestação da divindade. Com as festividades religiosas celebravam essa suposta aparição. Os atos litúrgicos da epifania se estendiam até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. A epifania consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas, ou seja, forte tendência de unificação de idéias e doutrinas. Esse sincretismo ou tendência de misturas tinha as suas origens nos ritos e costumes pagãos.

As festas dionisíacas, atribuídas ao deus Dioniso, do panteão grego, deus dos ciclos vitais, da alegria e do vinho, chamado Baco entre os romanos, em cujas celebrações realizavam os bacanais. Eram festas pagãs de exagerada carnalidade, regradas ao vinho, realizadas nas grandes cidades tais como, Corinto, Éfeso, Pérgamo e outras. Em meio à indecência moral havia a presença de imperadores, nobres e cavalarianos romanos, ocasiões em que levaram alguns cristãos ao martírio. Dionisíaca é a natureza carnal semelhante à de Dioniso ou Baco, com a conotação de agitada, arrebatada, desinibida. É relativo ao entusiasmo, à inspiração criadora. É Instintiva, natural, espontânea; tumultuária, confusa e desordenada.

Também as epifanias da idade média celebravam as festividades saturnais e lupercais. As saturnais eram atribuídas a Cronos, na mitologia grega, o tempo, que era personificado pelo deus Saturno. As lupercais eram festas anuais celebradas, na Roma antiga, em 15 de fevereiro, em honra do deus Luperco ou Pã, para assegurar a fertilidade. Pâ era deus adorado pelos pastores pagãos que a ele atribuíam a fertilidade de seus rebanhos.

As festas dionisíacas, as saturnais e as lupercais se caracterizavam pela alegria desabrida, pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas. Dessas tradições nasceu o carnaval brasileiro. A cultura afra, em seu paganismo, trouxe o seu próprio panteão, cujos deuses são relativos ao do panteão grego e os santos das tradições católico-romanas, sincretismo ou mistura surgida com a fusão do cristianismo e do paganismo a partir do ponto em que a igreja cristã tornou-se a religião oficial do estado romano.

Tais tradições caracterizam o carnaval, a mais famosa festa pagã brasileira. Intensa manifestação de carnalidade, onde o paganismo e a imoralidade são as grandes armas usadas pelo diabo para a decadência da nossa querida nação. São os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicados a diferentes sortes de diversões, folias e folguedos populares, com disfarces e máscaras; É tríduo porque é realizado em três dias e momesco, consagrado a ao Rei Momo, que personifica o carnaval. Momo significa pequena farsa popular e em termos teatrais, o ator que representava nessas farsas. Assim o Rei Momo, personagem popular e central do carnaval, a quem simbolicamente são entregues as chaves das cidades é um rei de mentira. A mentira usada pelo diabo para atrair multidões à folia, ao prazer da carne, ao pecado. I Pe 5. 8.

O carnaval é completa oposição a Deus. É o culto do homem ao próprio homem, é o despejar sobre a carne de todos os seus desejos. É a sintonia com a paixão e a lascívia. Lascívia porque está relacionado com a sensualidade e a luxúria; paixão porque ligado aos desejos desenfreados e descontrolados da carne. Paulo, referindo-se ao velho homem ou à natureza carnal admite: Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum,... Rm 7. 18. Isso, contudo não pode ser torcido para apoio ao entusiasmo do carnaval. A carnalidade é condenada pela Escritura, porque ... o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Rm 8. 7. A palavra inimizade aqui usada por Paulo tem o sentido original de rebeldia completa contra Deus. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus. Rm 8.8.

O estar na carne engloba, entre outros, todos os desejos ligados à luxúria, à libertinagem e impulsos sexuais descontrolados e praticados no carnaval. As conseqüências de todo o liberar da carne são drásticas. O aumento da população marginalizada e infelicidade de jovens e adolescentes que se tornam mães prematuramente, o contágio pelas doenças sexuais transmissíveis como a gonorréia, o cancro e a AIDS que tem levado muitos à morte. Tais conseqüências, ainda que drásticas, caracterizam o juízo de Deus sobre a natureza humana, a que se entrega ao carnaval. As cláusulas da execução do juízo de Deus sobre os ímpios são claras. Paulo nos assegura que Por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Cl 3. 6. Leiam todo o texto de Cl 3. 5 – 7. O carnaval engloba amplo contexto de depravação, estando, portanto, sujeitos ao enquadramento previsto pelo apóstolo Paulo em Rm 8.7, todo vil praticante, colaborador, admirador ou simpatizante,

Assim, aconselhamos, veementemente, a todos os crentes que fujam de todo o envolvimento com o carnaval. Fujam de toda espécie de aparência a ele ligada, para que não sejam confundidos com os filhos das trevas. Nós somos filhos da luz e como tal devemos produzir um comportamento digno ao status a que somos elevados. Somos filhos de Deus. Devemos amar ao nosso Pai Celestial, buscar a santidade que ele exige de nós, andar em novidade de vida, pregar a redenção em Jesus Cristo. Sejamos instrumentos nas mãos de Deus para libertação de vidas da infelicidade, do caos moral, da morte por doenças transmissíveis e da morte eterna.

Esta pastoral foi aplicada na Escola Dominical. Desejo que todos aprendam para o seu crescimento espiritual e que levem a luz do evangelho aos que carecem de uma palavra de consolação e de salvação.
Amém.
Aviva a tua obra, ó Senhor, Hc 3.2

https://sites.google.com/a/ipb.org.br/rev-cleusonogueira/
O Rev. Cleuso Nogueira, atualmente, é Pastor Efetivo da Igreja Presbiteriana de Central de Minas – MG e membro do Presbitério Rio Doce.
Central de Minas Gerais- MG.













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Rev. Cleuso Nogueira-IPB Central de MG.
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