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Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

domingo, abril 11, 2010

O FALSO CONHECIMENTO SOBRE DEUS

EDIFICAÇÃO







“Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (v.5) Gálataa . 3.1 -5.
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Há uma diferença abismal entre conhecer a Deus e conhecer sobre Deus. Conhecer a Deus é ter um relacionamento pessoal com Ele, não é só de “ouvir falar”, é saber que Deus existe, que Deus é real, Deus é bom, é justo, é santo, puro e verdadeiro. Diz Hebreus 11.6, “Ele se torna galardoador dos que o buscam.” Deus existe, quando Deus há.
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Conhecer sobre Deus não passa de um discurso vazio, por vezes falta o envolvimento, o engajamento com a obra de Deus. Já temos dito e agora reafirmamos: “a Igreja tem muitas almas que o céu não tem; e o céu tem outras tantas que a Igreja não tem (ainda)”. Só para aduzir um temperozinho às frases do Bispo de Hipona, Agostinho. Cremos que os eleitos serão os salvos e que os salvos são eleitos. Por isso mesmo estando fora da “organização” eclesiástica, são membros do “organismo” – Corpo de Cristo. No devido tempo se “ligarão” aqui na terra, como “sinal e selo” de que estão ligados no céu. Não confunda membro de Igreja com crente convertido, nascido de novo e que dá sintomas. Há os “convertidos” e os “convencidos”: os primeiros têm novo sentimento e sentido para a sua vida, mudaram a mente, o coração e a vontade. Os últimos, “os convencidos”, têm certo assentimento apenas na cabeça, mas se comportam e agem como carnais. Pensam até que são sócios da Igreja, têm alguns sintomas da síndrome de “donos da Igreja”, não têm respeito, reverência para com os Ministros de Deus, da Palavra e dos Sacramentos: São os “Diótrefes” e os “Alexandres” Latoeiros da vida! Que Deus nos livre deles e/ou de ser um deles.
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Calvino fala dos desprezadores de Deus, como tendo consciência em conflito: quando ainda têm consciência. Há os que perdem o temor reverente de Deus, das coisas de Deus e das pessoas que servem a Deus. Uma pessoa sem o temor de Deus é o pior dos animais, por ser inteligente – isso quando é. Um ser realmente inteligente é, pelo menos, educado
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Voltemos ao mestre João Calvino: Ele cita o Imperador romano Caio Calígula como a pessoa que desprezou e ultrajou a Deus com a maior arrogância e atrevimento, no entanto tremia face algum sinal de manifestação da ira de Deus. “Ele (Calígula) tinha o maior pavor de Deus, a quem Ele queria de fato desprezar e para tanto se esforçava.” A realidade é que quanto mais atrevido for o desprezador de Deus, mais tremerá de medo ao ruído de uma simples folha que cai (leia Levítico 26 a 36 ss). A negação de Deus é uma tentativa de apagá-lo da memória.
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Crer por acreditar, pura e simplesmente, também não muda coisa alguma; crer e temer, sem confiar e obedecer, igualmente não resolve. É preciso crer e viver: crer e obedecer. Ter a fé e mostrá-la com gestos e atitudes. Ser educado é mostrar educação. A pessoa pode ser franca, leal e sincera, sem ser grossa e mal-educada – aquele tipo que não faz boa ausência nem da própria mãe, pois quase sempre ela é lembrada, juntamente com pai como alguém que não educou bem. Imagine agora e amplie o quadro em relação a um filho ou filha de Deus que até” “sabem muita coisa sobre os predicados e atributos de Deus” sabem Bíblia de cor, só não praticam”. Pode semelhante fé sem obras salvá-lo? Pergunta Tiago, irmão do Senhor e nosso irmão!
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O falso conhecimento sobre Deus é tão perigoso que a Bíblia ensina e a Igreja crê e proclama o que está em Tiago 2.19: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e temem.” Mas não obedecem.
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A religião pura e verdadeira é resultado da fé unida ao temor de Deus e à prática. Temor reverente de Deus e a Deus engloba estima por Ele e prática da Sua justiça para com os órfãos e as viúvas (realmente viúvas) como as qualificou o Apóstolo Paulo. (Leia I Tm 5.3-16). Na Epístola de hoje, Paulo chama os crentes da Galácia de insensatos. Indaga-lhes sobre os fundamentos e as origens da fé cristã que ostentavam: o Espírito Santo vem da pregação da fé ou das Obras da Lei? Sois assim, tão insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora vos aperfeiçoando na carne?”
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Há três categorias de pessoas que o Apóstolo Paulo identifica em I Coríntios: O homem natural – que não entende as coisas do Espírito, porque elas se discernem espiritualmente; o crente carnal, que é membro da Igreja, mas vive e age no impulso da carne, pouco ou quase nada sabe do Espírito Santo; e o crente espiritual, ensinado e guiado pelo Espírito Santo. Com qual desses você mais se identifica? Mostre os frutos.
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Lettie Cowman, a autora de Mananciais no Deserto, escreveu um outro Guia Devocional “Fontes no Vale”, na meditação da 5ª-feira, 11 de fevereiro, fala do poder libertador e Curt ativo do louvor. Diz ela: “Nos momentos de provação, é sempre melhor entoarmos um cântico de vitória, do que deixar que o sofrimento nos venha abater. E para o nosso coração, inclusive, é melhor extravasarmos nossas dores e tristezas em cânticos. “Para que vençamos pelo cântico.”
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Se todos nós entendêssemos plenamente a bênção que é nossa fé, e conhecêssemos toda a realidade dela, andaríamos de um lado para outro cantando. E continuaríamos cantando, cantando, e um dia iríamos subir, subir cada vez mais alto, indo além do Sol. E nunca mais desceríamos, pois ficaríamos imersos na eterna luz de Deus! Senhor ajuda-me a transformar todos os meus sofrimentos em música para o mundo! “Que todos os nossos gemidos se transformem em brados de aleluia!” – Otto Stockmayer “Ninguém pode entrar nos portões do palácio do rei vestido de pano de saco!”.
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Quando criança de 7 para 8 anos, lá em Dom Ca vate, ia caminhando para a Escola, algumas vezes na garupa de um cavalo, com meu irmão Afonso – de saudosa memória – quando passávamos pelos campos das roças de milho ou de café ouvíamos hinos, cantados em alto e bom som por um roceiro crente, empregado do “tio” Emiliano Ferreira da Cunha, roceiro chamado de “Mané canta hino.” E como era bom ouvi-lo, até ao longe! O seu louvor evangelizava e fazia dele um homem alegre.
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Chegados na Escola Primária – era assim que se chamava naquela época: Primário – Exame de Admissão ao Ginásio – Científico – Faculdade. Mais tarde, um pouco, você escolhia entre o Científico e a área de humanas. A minha primeira professora foi Gláucia Ferreira da Cunha. Ela nos ensinava fração com goiabas brancas e maduras ou em processo de amadurecimento. Lá estão as cobiçadas goiabas sobre a mesa e ela dizia e escrevia 1/2 de uma fruta inteira e cortava a goiaba ao meio e nos dava para comer: um meio mais a outra metade, é igual a 1 inteiro. Cortava em 4 partes e dizia: 1/4 , 2/4, 3/4 somados formam uma goiaba inteira. Agora unam um quarto a outro um quarto e vejam, formam 1/2 etc. Bons tempos aqueles! A aula ia longe... Conhecer é experimentar. Até hoje eu gosto de goiaba branca. Não basta conhecer sobre Deus, é preciso prová-lo e você nunca mais o esquecerá. Que Ele muito o/a abençoe. (Leia, por favor, Jô 42.1 a 6). Estou orando por você.











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Diác. Rilvan Stutz - Artigos
Rev. Guilhermino Cunha - Catedral - 14/02/2010

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