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segunda-feira, março 30, 2009

MOZART - GENIALIDADE INCOMPREENDIDA

NOTÍCIA - OPINIÃO
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No dia 27 de Janeiro de 1756 nascia em Salzburg, actual Áustria, um bebê como qualquer outro. Durante cinco anos, o pequeno João Crisóstomo passou praticamente despercebido da restante população infantil do pequeno burgo austríaco em particular, e do mundo em geral, levando a cabo as brincadeias e traquinices habituais de qualquer criança de tenra idade.
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No entanto, naturalmente incitado pelo pai compositor (Leopoldo Mozart) depressa veio a revelar algo de diferente naquilo que seria o desenvolvimento de uma criança normal, começando a compor aos cinco anos minuetos para cravo, e revelando dotes prodigiosos na criação de melodias ao cravo e reprodução de melodias queouvia. O seu pai levou-o com apenas 7 anos e com a sua irmã Nannerl, com apenas 12, por uma digressão pela França e Inglaterra. O pequeno Mozart fez sensação por onde passou, deixando boquiabertos todos aqueles com quem contactava.
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Mas a genialidade de Mozart estava longe de se resumir a exibições de pequena criança amestrada. De amestrado, Mozart não tinha nada, e veio a prová-lo ao longo de toda a sua vida. A sua obra provocou uma ruptura importantíssima na história da música ocidental, rompendo com todos os cânones anteriormente estabelecidos pela figura mais importante do período barroco musical: Johann Sebastian Bach. A música barroca era caracterizada pela sua imponência, por uma busca das acralidade e do rebuscado. E isto é muito mais verdadeiro em Bach, que era um luterano devoto, e procurava demonstrar isso na sua música.
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A música barroca é complexa e pesada, é uma oração que se faz numa catedral imensa e feita de pedra. A música de Mozart veio trazer uma lufada de ar fresco à música, com a sua leveza e o seu riso, a música de Mozart eleva-se aos cânticos de anjos desde sempre presentes no imaginário popular. Mozart não se contentou em ser um mero criado, o banal músico por encomenda que vigorava na altura. A sua genialidade e irreverência fizeram com que procurasse criar aquilo que lhe dava prazer, muito mais do que aquilo que o público poderia aceitar.
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No entanto, no caso de Mozart, um e outro estavam intimamente ligados. Mostrou na sua música a sua verdadeira alma: a simplicidade, leveza o riso e brincadeira sempre presentes em todas as suas obras rapidamente conquistaram o coração do público, permanencendo até aos diasde hoje. Mozart provou que não eram preciso rebuscados contra pontos e melodias complexas e emaranhadas umas nas outras para que a música chegasse ao céu: com riso e leveza seria muito mais fácil. A única altura em que verificamos que Mozart revelou na sua música uma angústia profunda, uma mágoa que arrepia de tão negra, foi quando compôs o único Requiem da sua vida. Mitos defendem que este foi encomendado pela própria morte, mas sabendo como Mozart acabou a sua vida, já sem a fama dos tempos áureos da juventude, trabalhando por encomendas, doente e na miséria pela sua própria incapacidade de gerir a riqueza que ia recebendo, entendemos esta mágoa, quase ressentimento, pela sua genialidade não ser entendida por completo.




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Por Maria L. Raveras - Membro Shvoong
Diác. Rilvan Stutz - Membro Shvoong
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