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quinta-feira, junho 30, 2016

SER FELIZ




"Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar”



Todos nós sabemos que ser feliz é um dos mais antigos direitos da humanidade. E também sabemos que não há ninguém que não mereça auferi-lo. Há, no entanto, quem pense nunca poder alcançar esse dom.

E isso resulta certa insatisfação e de um conceito errado de o que é a felicidade. O homem foi criado para ser feliz e seria insensato imaginar um Deus cujo prazer consistisse em submetê-lo a contínuas desgraças.

Essa idéia seria demasiado humana para ser divina e, quando assim pensamos, estamos a fazer um Criador à imagem da nossa imbecilidade e à semelhança da nossa estupidez. Porém, a causa, é bem diferente.

Neste mundo estereotipado em que vivemos, a felicidade deixou de ser um ideal do indivíduo para ser uma aspiração das multidões. Todos querem ser felizes da mesma maneira. Convencionou-se que não há felicidade sem automóvel, sem uma casa repleta de eletrodomésticos, de eletrônica, de móveis de estilo, de livros caros (mas que nunca se lêem), de imitações de objetos e de quadros antigos (dos quais não se sabe falar), sem roupas e calçado de marcas badaladas... Enfim e para resumir, sem todos esses sinais exteriores de riqueza que por aí se veem. 

Quanto a boas maneiras, civilidade, educação ou cultura, tudo isso é secundário. O que é preciso é ter dinheiro. E como nem todos o podem ter para se fazerem passar por aquilo que não são, daí a "infelicidade" de muitos. Uma infelicidade que gera invejas, revoltas e que, infelizmente, está a transformar a sociedade num viveiro de insatisfeitos, de egoístas e de falsários.

Há na terra milhões de pessoas a sonhar a mesma coisa e a desejar os mesmos bens. E é assim que os espíritos simples se asfixiam numa atmosfera de estupidez. E são cada vez mais os que não conseguem viver fora desse esquema.

Cada vez se deseja possuir mais. Cresce dia a dia a inveja pelo vizinho. A ânsia de "também querer ser" aumenta no sentido inverso do "querer fazer". Atropelam-se os princípios mais sagrados para chegar mais depressa a um lugar que se cobiça, mas que não se merece. O que mais interessa é "parecer". 

É uma luta feroz e constante entre aquilo que se tenta aparentar e a verdadeira realidade daquilo que se é.
Parece que fica assim, mais ou menos, traçado, ainda que com pálidas pinceladas, o retrato daquele que quer ostentar coisas superiores aos seus recursos e à sua mentalidade. E é esse, de fato, o protótipo do verdadeiro infeliz.

E é tão fácil ser feliz! Contentarmo-nos com o que temos e orgulharmo-nos de sermos, apenas, como somos, é já o começo da felicidade.


Diác. Rilvan Stutz
Portal da Família - Aldeia
Igreja Presbiteriana de Realengo – Rio de Janeiro

quinta-feira, junho 23, 2016

AJUDAR OS OUTROS TEM EFEITOS POSITIVOS PARA A SAÚDE



Será que ajudar os outros pode ser um fator que beneficia a nossa saúde?  É justamente isto o que evidencia um estudo que afirma que a solidariedade faz bem para a pressão arterial, o estresse e a autoestima.

A transmissão de valores é um fato implícito na condição humana, sejam valores mais positivos ou menos positivos.   No entanto, há cada vez mais pessoas interessadas em conhecer quais são os valores que realmente devemos inculcar nas crianças e que contribuiriam para uma sociedade melhor.


Valores e saúde
Até então, poucas pesquisas tinham se concentrado em estudar a relação entre os benefícios potenciais para a saúde com base em determinados valores.

Agora, um novo estudo indica que a solidariedade e o espírito de doação (seja através do voluntariado, oferecendo apoio emocional ou pela participação em campanhas de caridade) produzem efeitos tanto naqueles que recebem quanto naqueles que fazem a doação.

O estudo, publicado na revista  International Journal of Psychophysiology , concluiu que são gerados benefícios para a saúde tanto no campo emocional como no físico.

Observou-se que os indivíduos que participaram do estudo:
 
  •  Apresentavam pressão arterial mais baixa.
  • Tinham uma maior autoestima.
  • Eram menos propensos a cair em depressão.
  • Apresentavam níveis mais baixos de estresse.
  • Atingiam mais tempo de vida (mais longevos).
  • Em geral afirmavam sentir-se mais feliz.
Para realizar a pesquisa foram comparadas pessoas que regularmente participavam de tarefas relacionadas ao apoio social com outras que não o faziam de forma habitual. O primeiro grupo teve resultados muito melhores, além de outros benefícios colaterais observados, como uma maior predisposição para recuperar-se melhor de certas complicações coronárias.

O estudo também concluiu que as pessoas que ajudaram a outros apresentavam maior autoestima, menos depressão, estresse e, em última instância, uma maior capacidade de ser feliz.

Outro resultado interessante desse estudo foi que as pessoas mais propensas a oferecer sua solidariedade seguiam hábitos mais saudáveis ​​(fumando menos, seguiam uma melhor alimentação e realizavam exercício físico regularmente). 

De acordo com uma pesquisa feita em 1999 pela  Universidade da Califórnia , as pessoas de 55 anos ou mais, que haviam participado de ações de voluntariado anos atrás, estavam, em 44% dos casos, menos propensas a morrer dentro dos próximos 5 anos.

Biologicamente, o fato de ser solidário aos outros ativa certas regiões do cérebro associadas ao prazer e à confiança. 

A ativação destas regiões também provoca a liberação de endorfinas, substância associada com o bem-estar e prazer. Os autores do estudo concluíram que o fato de ajudar os outros provoca o que eles chamaram de "um vício saudável”. 

Referência bibliográfica:
Why Giving is Good for Your Health. Cleveland Clínic. 2014


Por Diác. Rilvan Stutz
Igreja Presbiteriana de Realengo  -  Rio de Janeiro

sábado, junho 18, 2016

DESLIGUEM A TV E O CELULAR






 Na Audiência Geral do dia 11 de novembro, o Papa Francisco disse que “é necessário cuidar da comunicação com coisas simples, porém eficazes, como conversar durante o jantar”. Fazendo eco das palavras do Pontífice, penso que fazem um grande mal para si, para os filhos e para as suas famílias os pais e as mães que espalham televisões por toda a casa, como se em cada canto tivéssemos de ter esse equipamento bem disponível, talvez para que o seu ruído abafe o insuportável vazio de sentido que cada qual traz dentro de si.
O lar há de ser um local de convivência familiar. “Uma família cujos membros quase nunca fazem as refeições juntos o que não se conversa na mesa, mas assistem televisão ou usam o smartphone é uma família ‘pouco família’”, diz o Papa.

É impressionante notar como esses equipamentos eletrônicos roubam as oportunidades de convivência familiar. Basta observar, por exemplo, como se comportam as pessoas numa mesa de restaurante. Mas qual seria o motivo disso?

Um diálogo ou uma conversa entre várias pessoas, seja numa mesa de refeições, seja numa sala de estar ou mesmo ao telefone, exige esforço para ouvir e para responder num determinado momento específico, ainda que não se esteja disposto ou se desejasse fazer outra coisa.

A mensagem eletrônica, ao contrário, pode ser lida e enviada quando melhor aprouver. Não exige uma interação em tempo real. Mais ainda, não é necessário fazer boa cara (basta enviar uma carinha feliz), esforço para sorrir, falar com simpatia etc. Em suma, é muito mais fácil enviar uma mensagem do que estabelecer um diálogo em tempo real.

Algo de semelhante está por detrás da decisão de se ter um cachorro ao invés de um filho. Esse exige atenção e cuidados 24 horas por dia, esteja ou não disposto, quando se está bem ou cansado. Já o animalzinho, bem alimentado, pode ficar esperando por horas e horas até que, num dado momento, se dono se dispõe a passear ou brincar com ele. E então basta um breve aceno para que venha todo satisfeito com o rabinho abanando.

Não temos nada contra animais domésticos. Bem ao contrário, penso é muito louvável a atitude as pessoas que optam por tê-los e se dispõem a cuidar deles com desvelo e carinho. Mas é certo que é muito mais fácil cuidar de um animal doméstico do que dos filhos. Esses exigem uma luta constante contra o nosso egoísmo, uma abertura de coração para se doar mesmo quando isso custa muito esforço. Devemos considerar, porém, que o amor se prova principalmente no sacrifício. E não é feliz quem ainda não aprendeu a amar.

“Na mesa se fala e se escuta. Nada de silêncio. Não é o silêncio dos monges, é o silêncio do egoísmo. Cada um fica com as suas coisas ou com a televisão, com o computador e não se fala. Não! Nada de silêncio!” disse o Papa. E depois conclui: “Recuperai a convivência familiar!”.

Esse objetivo que o Papa nos propõe cabe principalmente às mães e aos pais. São eles que devem fomentar um saudável ambiente familiar. Para isso, deverão se esforçar para construir um ambiente ameno, prazeroso, onde todos se sintam à vontade. Do contrário, é evidente que os filhos preferirão os eletrônicos, que por certo não lhes ficam todo tempo cobrando: “já fez lição?”, “fez isso?”, “terminou aquilo?”.

Uma dica para se programar as condições que permitem a convivência familiar é estabelecer pequenas regras. Por exemplo, que durante as refeições não se liga a TV nem se usa o smartphone. E depois devem ser os pais os primeiros a dar bom exemplo. Um conselho muito oportuno, que ouvi de uma mãe que teve dezoito filhos, é pensar em algo interessante para se contar durante as refeições. 

Pouco a pouco os filhos entram na conversa, dizem o que pensam. Vez por outra será necessária uma intervenção, para que se respeitem as opiniões dos outros. Uns dias brigam, noutros sorriem. Enfim, entre euforias e tristezas, risos e lamentações, vão se construindo uma convivência sólida e feliz, apta a forjar mulheres e homens fortes, destinados e tornar cada dia melhor o mundo em que vivem.


Por Rilvan Stutz
Portal da Família

Rádio Rei dos Reis