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Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sexta-feira, março 31, 2017

EU TE AMO!






 O maior “Eu Te Amo” da história foi dito em silêncio em uma cruz,
Para provar que o amor é verdadeiro e vivido
E não falado.  Ame com atitudes!
Não existe nada mais poderoso que a oração.
Não existe nada mais forte que a fé.

Por Diácono Rilvan Stutz
Autor: Desconhecido
Igreja Presbiteriana do Brasil

quinta-feira, março 23, 2017

MALDITO HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM!






Recuperação de texto

Jeremias 17:5
Observamos que este versículo bíblico tão comentado virou ditado popular. Está  na boca do Povo. Usa parte deste versículo do Profeta Jeremias, como uma autodefesa, vemos por todos os lados e escutamos a população dizer “MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM”. Esta é uma forma errônea em se expressar, sem respeito algum, muitos nem se preocupam em saber o verdadeiro significado do versículo, o que quis dizer o Profeta Jeremias Cap.17:5.

Não podemos deixar de concordar, que chega ser assustador o comentário do Povo usando parte do versículo.  Na verdade é uma frase forte, para muitos aparece o resultado, surte efeito, pois o Homem passa acreditar ser verídica a expressão, não confiar no Homem seja qual for a situação. Logo afirmam: isto é bíblico! Confiar em alguém hoje em dia dizem “é coisa pouca”, assim afirmam muitos! Não podemos negar,  a sociedade passa por situações que parecem não haver, mas solução, vivemos assustados no que diz respeito a confiança, mesmo nós os Cristãos também passamos por esta situação, de vez em quando desconfiamos, precisamos colocar que realmente em certas situações “fica difícil confiar”. Também é verdade que esta frase, até define alguns negócios entre os homens, outros ficam preocupados e deixam de fechar bons negócios. Nós os Cristãos, vivemos em plena confiança, entregando nossas decisões ao Senhor.

Quando o Profeta Jeremias em oração recebe esta Revelação, relata a vontade do Senhor.  Assim o Profeta escreve e exorta de forma e nos moldes da época.  O Profeta exorta o Povo com toda instrução divina.  O versículo diz assim na sua primeira parte, Diz o Senhor: Maldito Homem que confia no Homem! Se nos aprofundarmos um pouco, observamos que o profeta com muita sabedoria nos instrui. Todo o capitulo nos leva a meditar, como entender em primeiro lugar, que para a época era uma exortação na hora certa e necessária.  O Povo foi exortado pois vivia em situação pecaminosa. Deus nos faz entender que  a medida veio na hora para a época.  Em segundo plano como entender para os dias de hoje tal exortação. Eu digo que ela vem sempre em boa hora e, ainda mais, precisamos entender que é “uma frase de duplo sentido”.

Entendemos que “O homem não deve confiar nele mesmo”, pois é falho e pecador, não anda em vida exemplar! Desta forma o homem não é confiável, ele mesmo é afetado pelo seu próprio pecado que destrói vidas, e muda o rumo da Sociedade.  A experiência do Profeta é grande demais para nos ensinar, ele instrui o Povo da época em precioso sermão.  Somos beneficiados por esta exortação! Edifica  o Povo até os dias de hoje.

Como a maioria da sociedade está envolvida com o pecado de forma tão contundente, que muitos até perdem a esperança, eles perdem totalmente a confiança no próximo e isto cria um mal estar principalmente em nosso meio.

Observem logo a seguir vem a promessa a esperança no versículo a seguir, diz assim: “bendito o homem que confia no Senhor” (v7 parte). Ele se refere ao homem preparado, com plena sabedoria do Alto. Confirmam nosso entendimento que o pecado nos traz estas consequências.  Hoje, o futuro, sabe que até podemos aplicar tal situação, mas em porção bem menor, pois hoje temos os decretos de nosso Senhor Jesus Cristo, viveu o tempo do amor e perdão pela Graça do Pai Altíssimo.  Hoje entendemos, estamos nos moldes que nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou. Cristo.  Enfim, não podemos afirmar que o Povo vivia sob tal entendimento. Tal  Nos dias de hoje o versículo e mal interpretado infelizmente.

Saudável e maravilhosa é a Revelação do Senhor. Entretanto, não há dúvidas criam-se “distorções” até aos dias de hoje, acredito até que em nossa sociedade com maior incidência ela existe. O Profeta recebeu, escreveu e exortou.  Agora como usam a “frase”, sabemos tem muito haver com o despreparo do Homem.   Jeremias revelou para a época e ainda hoje nos é útil perante nossa tão querida bíblia.

Repetimos! Quando Deus Revela em oração ao Profeta Jeremias, o ensinamento se estende para cada um de nós. “Muitos não percebem que é o Poderoso Deus falando para ”o homem e seu estado de pecado“, não faz referencias do Homem contra o Homem”, mais repito é grande lição para os dias de hoje.  Assim compreendemos a Revelação, exortação do Profeta Jeremias.

A grande verdade está na Ordem do Senhor Jesus. Uma ordem divina no Novo Testamento! Repito em tempo do Mestre  Jesus Cristo em Sua Graça Redentor  Nosso Deus resume todo O Seu poder no versículo 10 e somos levados a  uma compreensão lógica, O profeta sabia o que estava pregando e, que a vinda do Filho estava próxima.  Sua colocação foi clara no passado. Precisamos tirar alguns proveitos do passado bíblico e suas Revelações para por em prática no hoje. O pleno crescimento, tirar proveito bíblico para nosso crescimento Espiritual, é importantíssimo.  Não devemos mais usar o sistema do viver passado, seria ir contra a clara evidencia do atual e do Profeta. Jeremias cumpriu sua missão, “O Profeta chorão”, como é conotado por parte de alguns.  Não seria fraqueza, mas a emoção que vivia e o levava a tal situação o tempo passado era muito difícil, deveria sofrer muito. Quando o Profeta Jeremias coloca o homem dentro desta frase, é por motivo necessário segundo o Senhor!  Nas Escrituras observamos uma época dificílima, tal era o comportamento do Povo em relação ao nosso Deus. Jeremias sabia também que o homem, não podia remir-se com suas próprias forças.

Coloca Sua própria autoridade em paralelo com a autoridade de Deus e propõe à humanidade, anunciando a vinda do Salvador, onde o “AMOR” estaria acima de todas as coisas. Desta forma não precisamos mais viver sob o jugo da lei, os Dez Mandamentos. E, sim, Amar ao Próximo em qualquer condição. Sim, assume a autoridade de pronunciar o Juízo final dos Homens, confiando nas promessas de Jesus Cristo.  (Mt. 7: 21-23).

Com esta autoridade dizemos: “Bendito o homem que confia no homem!”. Sabemos este é o ensinamento do Nosso Senhor Jesus Cristo Jesus Cristo! O homem precisa do homem! O homem não vive sem o homem! O homem é Criação de Deus! Todas são Palavras do Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Diácono Rilvan Stutz 
Igreja do Presbiteriana do Brasil

sábado, março 18, 2017

Eu, o Outro e a Linguagem






Uns versos de uma canção popular, que já começa a ter a pátina do tempo, exaltam, com a simplicidade e a dignidade de uma antologia literária, o outro e a linguagem: “Palavra não foi feita para dividir ninguém/ Palavra é a ponte onde o amor vai e vem”.
A alma exprime-se pelo corpo e, especialmente, pela linguagem, até porque o homem, como ser social, precisa de sinais e símbolos para se corresponder com os outros. Eis mais duas dimensões da pessoa: a transcendência e a comunicação.

Nós falamos. Alguns falam além da conta, o ébrio ou não. Outros falam sozinhos. Outros dormindo. Há quem fale com as paredes. Minha filha de cinco anos deve sofrer de Gonorreia: ela fala ininterruptamente de um crepúsculo ao outro. Shakespeare saiu-se com esta pérola, a de que “sua fala é um banquete fantástico em que abundam os pratos esquisitos” (Muito barulho por nada, II/3).

Comunicamo-nos com os outros de várias formas. Quanto não diz um singelo olhar entre esposos, um sorriso maroto levemente esboçado pelo filho travesso, um silêncio rotundo num velório, um gesto apaixonado de um namorado ou mesmo um aceno afetuoso ou ofensivo. 

Inúmeras são as sendas da linguagem: as “pontes” que alcançam os outros, uma via de mão dupla onde trafegam as alegrias e as dores, os ódios e os amores, as certezas e hesitações, as esperanças e ilusões.
A linguagem tem sido objeto de uma progressiva atenção por vários ramos do saber desde o começo do século passado.
Alguns chegam a definir o homem exclusivamente como um ente que fala, com a tendência a unir pensamento e linguagem, estudando a dimensão intelectual humana a partir desta relação. 

A razão abstrata e a lógica científica, tidas como as linguagens humanas por excelência, passaram a ter a companhia das linguagens cotidianas do “mundo da vida” (Husserl e Habermas), pois a fala é mais ampla que a ciência, já que abrange os âmbitos do trabalho e da convivência social e cultural.

Assim, a linguagem é um método humano, não instintivo, de comunicar ideias, emoções e desejos por meio de símbolos convencionados. E sua forma é o pensamento, porque um falar sem pensamento não comunicado nada, como algumas obras de arte pós-moderna. Falar e pensar acontece ao mesmo tempo, mesmo naquelas situações em que falamos sem “pensar” antes...

O homem não é uma pedra. Possui uma interioridade a transmitir e tem o conveniente de que alguém recebe aquilo que é expresso. Aqui entra o outro. Por ser pessoa, o eu necessita do encontro com o tu. Os filmes infantis comprovam isso. Os selvagens de ficção, como o Tarzan e o Mogli, só sobrevivem em seus contos porque eles falam com os animais personificados.

A pessoa, sem o próximo, acabaria por se frustrar radicalmente, porque não teria um destinatário. Aquela interioridade não seria transmitida. Seria uma vida estéril, convertida numa sombra entre os viventes. No mundo grego, isso era a pena de desterro: perder a pátria, ir para outro lugar, com outra língua e outros costumes, era pior que morrer, porque era, de certa forma, uma morte em vida. Hoje, o desterro, em muitas sociedades, é composto por uma multidão de solitários...

A pessoa, ao longo da vida, precisa de outras para aprender a reconhecer-se a si mesma, desenvolver sua vida e alcançar sua plenitude. Originariamente, a expressão “pessoa” significava a máscara do ator no teatro, o rosto do representado. O outro é sempre um rosto que se mostra para nós.

Como uma criança que aprende a conhecer o rosto da mãe antes de seu próprio rosto. O sorriso materno é o seu primeiro contato com a realidade. “Dos nossos planos é que tenho mais saudade/ Quando olhávamos juntos na mesma direção/ Aonde está você agora além de aqui dentro de mim”, já cantava o poeta de minha geração.

Muitos estudiosos sérios, como John Rawls, concebem uma sociedade ideal como aquela na quais todos dialogam livremente. Todos, isto é, o eu e o tu. Dialogam, ou seja, falam. Quando uma estrutura, como a família ou a sociedade, tem problemas, muitas conversas são necessárias para que as pessoas entrem num consenso. Porém, não basta reunir-se. Dialogar é compartilhar a interioridade, abrir-se ao semelhante, estar disposto a escutá-lo. Com respeito à divergência (outro), é o que (eu) penso (falo).

Rilvan Stutz – Apecom
IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

André Gonçalves Fernandes é Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP). Mestre e Doutorando em Filosofia e em História da Educação pela UNICAMP. Juiz de direito titular de rentrância final.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

REVIGORAR OS JORNAIS



Os jornais perdem leitores em todo o mundo. Multiplicam-se as tentativas de interpretação do fenômeno. Seminários, encontros e relatórios, no exterior e aqui, procuram, incessantemente, bodes expiatórios. Televisão e internet são, de longe, os principais vilões. Será? É evidente que a juventude de hoje lê muito menos. No entanto, como explicar o estrondoso sucesso editorial do épico “O Senhor dos Anéis” e das aventuras de Harry Potter?

Os jovens não consomem jornais, mas não se privam da leitura de obras alentadas. O recado é muito claro: a juventude não se entusiasma com o produto que estamos oferecendo. O problema, portanto, está em nós, na nossa incapacidade de dialogar com o jovem real. Mas não é só a juventude que foge dos jornais. A chamada elite, classe A e B, também têm aumentado a fileira dos desencantados. Será inviável conquistar toda essa gente para o fascinante mundo da cultura impressa? Creio que não. O que falta, estou certo, é realismo e qualidade.

Os jornais, equivocadamente, pensam que são meio de comunicação de massa. E não são. Daí deriva erros fatais: a inútil imitação da televisão, a incapacidade para dialogar com a geração dos blogs e dos videogames e o alinhamento acrítico com os modismos politicamente corretos. Esqueceram que os diários de sucesso são aqueles que sabem que o seu público, independentemente da faixa etária, é constituído por uma elite numerosa, mas cada vez mais órfã de produtos de qualidade. Num momento de ênfase no didatismo e na prestação de serviços - estratégias úteis e necessárias-, defendo a urgente necessidade de complicar as pautas. O leitor que precisamos conquistar não quer o que pode conseguir na TV ou na internet. Ele quer qualidade informativa: o texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões.

Um amigo gozador costuma dizer-me que a expressão “jornalismo de qualidade” é, hoje em dia, contraditória em si mesma. Outro dia, quis exemplificar-me essa sua opinião. “Veja”, dizia, “boa parte do noticiário de política não tem informação. Está dominado pela fofoca e pelo espetáculo. Não tem o menor interesse para os leitores.” A cobertura eleitoral, por exemplo, não trata de discutir políticas públicas, mas fica refém do marketing dos candidatos. E o leitor, por óbvio, passa batido. Não encontra reflexão, análise, interpretação, profundidade. O uso de grampos como material jornalístico, por outro lado, virou ferramenta de trabalho. A velha e boa reportagem foi sendo substituída por dossiê. De uns tempos para cá, o leitor passou a receber dossiês que, muitas vezes, não se sustentam em pé. Curiosamente, quem os publica não se sente obrigado a dar nenhuma satisfação ao leitor.

O leitor que confia na integridade dos jornais é o mesmo que em inúmeras pesquisas qualitativas nos envia alguns recados: quer, por exemplo, menos frivolidade e mais profundidade. Tradicionalmente fortes no tratamento da informação, alguns diários têm sucumbido às regras ditadas pelo mundo do espetáculo.

Ao atribuírem à televisão a responsabilidade pela perda de leitores, partiram, num erro estratégico, para um perigoso empenho de imitação. A força da imagem, indiscutível e evidente, gerou um perverso complexo de inferioridade em algumas redações. Perdemos a capacidade de sonhar e a coragem de investir em pautas criativas. É hora de proceder às oportunas retificações de rumo. Há espaço, e muito, para o jornalismo de qualidade. Basta cuidar do conteúdo.

Só uma séria retomada na qualidade informativa garantirá a fidelidade dos antigos leitores e a conquista de novos. Precisamos mostrar, com fatos e com obras, que os jornais continuam sendo úteis, importantes, um guia insubstituível para a navegação na vida real.


Carlos Alberto Di Franco
Diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Social.
Por Rilvan Stutz - Escritor - Apecom

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