Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

terça-feira, setembro 02, 2008

EM RESPEITO AOS TRISTES

EDIFICAÇÃO
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Confesso que sou introspectivo e, muitas vezes, melancólico. Quando ainda era criança, gostava de ficar debaixo de uma árvore, sozinho, para pensar na vida. Continuo assim. Prefiro o silêncio às festas, as refeições com poucas pessoas aos banquetes. E se não tomar cuidado, facilmente caio em depressão.
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Essa minha índole quieta não me importuna, mas eu percebo que ela causa alguns constrangimentos na comunidade evangélica. Poucas vezes escrevi textos cinzentos, mas logo fui docemente aconselhado a não repetir tal deslize. Avisaram-me que os crentes não estão preparados para lidar com a tristeza. E que as pessoas gostam de artigos otimistas. Realmente! O movimento evangélico se alastrou no final do século XIX, num tempo em que se respirava um clima de grande otimismo. Acreditava-se que em poucos anos, evangelistas, missionários e pastores converteriam o mundo, antecipando o iminente reino milenar de Cristo. Nosso berço foi embalado com a promessa de que seríamos a “última geração antes do arrebatamento”. Nascemos num clima de euforia. Portanto, não toleramos qualquer mensagem que revele um jeito menos bem-sucedido de encarar a vida.
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Sinto-me censurado quando exponho meus sentimentos contaminados de uma vaga e doce tristeza. Sentimentos que, a bem da verdade, me comprazem e me conduzem à meditação. Mas como explicar isso para minha geração? Fico sem saída, pois não quero só escrever textos sobre como me sinto campeão; recuso teatralizar minha solidez e não quero enganar sobre minha santidade.
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Em diversas ocasiões tenho a sensação de que estou só entre gigantes da fé. Haveria mais gente como eu? Sei que existem profetas, poetas e santos que também convivem com o desalento. Celebro a honestidade de todos os que, corajosamente, detectam sentimentos menos brilhosos e, iguais a mim, não se sentem culpados.
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Ditosos os que choram, pois reconhecem que a vida não é composta só de luzes. Quem busca apenas o riso, querendo perenizar o prazer, cairá no profundo abismo do desencanto. Só os tristes sabem os segredos das noites sem lua e que algumas dimensões nobilíssimas da nossa humanidade somente se expressam em corredores de morte. Grandes são todos os que permanecem em pé mesmo quando não há luz nenhuma.
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Ditosos os que entram em contato com suas angústias. Os que ocultam suas inquietações com frases e clichês religiosos se condenam à superficialidade. Não existe tese religiosa que consiga se impor com mais força que a própria vida. De nada vale repetir slogans que prometem um mundo cor-de-rosa. Mais cedo ou mais tarde virá a tempestade que assola a casa. Ventos contrários varrerão projetos cautelosos e, quem não edificar sua vida na verdade, ruirá implacavelmente.
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Ditosos os que não se consideram emocionalmente incólumes. Eles sabem que ninguém possui controle direto sobre suas emoções e reconhecem, inclusive, que serão traídos pelos incidentes do cotidiano. Eles vão até o fundo do poço e não se sentem fracassados, pois sabem que tanto alegrias como tristezas são passageiras.
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Ditosos os que admitem suas depressões. Eles não tentam sublimar as inquietações com ativismos. Sofrimento é a única dimensão da vida comum a todos os homens e mulheres. Quem tenta blindar-se das tristezas precisa também se proteger da alegria. Fugir do sofrimento significa amortecer a felicidade.
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Ditosos os que podem lamentar em público. Eles não precisam de sorrisos plásticos, de discursos demagógicos ou da arrogância religiosa, pois se sentem acolhidos em sua honestidade. Eles sabem que não serão apedrejados quando se mostram frágeis, porque vivem entre amigos verdadeiros.
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Ditosos os que se parecem com Jesus de Nazaré. Ele nunca mentiu sobre sua angústia ou solidão. No jardim, afirmou: “Minha alma está triste até a morte”. Na cruz bradou: “Pai, por que me desamparaste?”. Mesmo depois desses desabafos, Deus lhe deu um nome que está acima de todo nome. Se o Filho Unigênito pôde falar assim, ninguém deve temer revelar o tamanho de sua vulnerabilidade.
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Esses ditosos podem seguir tranqüilos pela vida, porque a tristeza, segundo Deus, não é para a morte. Aleluia.
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Soli Deo Gloria


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Pr. Ricardo Gondim
www.paoquentediario.com.br
Por Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

segunda-feira, setembro 01, 2008

MOSQUITOS EDUCADOS

CUIDANDO DA SAÚDE
OPINIÃO
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No Brasil segundo nossas autoridades os mosquitos são educados. Se picam no interior so picam no interior, se são da cidade so picam na cidade e se são das matas so picam nas matas e de jeito nenhum voam para fora de seus limites! E nosso país tem um enorme controle de imigrantes clandestinos, por aqui não temos colombianos, nem chilenos, nem peruanos, nem nigerianos, nem quenianos e ninguém mas ninguém que não esteja legalmente no país e também são controladas todas as doenças e bichos e insetos que essas pessoas nos trazem...
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Mas como doenças, bichos e insetos não afetam diretamente a arrecadação do governo a polícia federal nem liga! Já somos do primeiro mundo na cabeça de certos políticos e outros alienados. Eu cresci em meu país não sabendo o que era escorpião e olha que morei no interior, nas periferias e bem próximo de matas mas hoje o país esta infestado desses bichos que obvio vieram da africa.
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Não tinhamos pitbull, que é outra praga permitida e que veio de fora depois de umas notícias da globo que era um bicho violento, nossos patrícios de boa índole, correram a importar essa praga urbana que mata crianças, mulheres e outros, menos os bandidos que já lhes estouram os miolos com tiros. A febre amarela havia desaparecido daqui, mas atualmente, estamos tendo até cubanos clandestinos e, sabe se o que mais! Não me venham dizer, que essa turma não carrega suas doenças! Não há controle algum em aeroportos e nem em estrada haja vista que vão para fora milhares de toneladas de madeira e nenhuma autoridade enxerga.
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Isso não é coisa que se carregue no bolso e nem em saquinhos nos intestinos! Mas ningéum ve nada que dirá ver um mero estrangeiro que virá por aqui e aqui ficará para sempre ou trará mais doenças para nossa alegria. Parece que estamos virando a lata de lixo do mundo! Queria ver se fosse o contrário. Queria ver se terroristas brasileiros fosem sequestrar gente no Canada se teria um partido político inteiro para defende-los e conseguir que voltassem de avião para o Brasil. Aqui estamos numa sbornea só. Agora querem que acreditemos que a febre amarela não atingirá a cidade por que o mosquito é caipira!

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Fonte Shvoong
Por Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro


domingo, agosto 31, 2008

DEUS NOS TIRA DO PREJUÍZO

EDIFICAÇÃO
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Um dia Jacó estava muito triste e falou para os seus filhos: José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas coisas me sobrevêm (Gn 42.36). Essas palavras saiam de um coração que havia passado por tantas perdas e decepções que já não acreditava que algo bom pudesse acontecer. Com certeza, Jacó estava cansado de colecionar prejuízos em sua vida. José havia sido tirado de sua companhia de forma trágica, Simeão havia ficado no Egito por exigência de José. E agora ele estava com receio de colecionar mais uma perda, isto é, perder Benjamim. De fato, é complicado quando a vida não oferece muitas vitórias, quando o lucro não faz parte do balanço de nossa caminhada. Só conseguimos ver o tempo passar, os sonhos morrerem, e as esperanças acabam sendo sepultadas. Como esperar algo bom, algo positivo quando só temos experiências amargas?
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A expectativa de Jacó era perder seu terceiro filho. Ou seja, ele não confiava que o amanhã lhe trouxesse vitórias, alegrias, mas apenas perdas... Outra perda. Além disso, a terra estava sofrendo com a fome. O cenário era realmente devastador. A ida ao Egito era inevitável. Entretanto, o que Jacó não sabia era que Deus estava trabalhando a seu favor. E o que Jacó não sabia? Ele não sabia que José, seu filho amado, estava lá. Ele não sabia que Deus estava preparando dias melhores e alegres para ele. Sua visão limitava-se as circunstâncias negativas. Ele não sabia que Deus estava movendo as águas em seu favor.
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É assim também em nossas vidas. É preciso entender que Deus ainda transforma tristezas em alegria. A nossa tristeza atual não continuará indefinidamente. O problema é que não conseguimos enxergar o agir de Deus. Ele está agindo ainda que não possamos ver. Ainda que haja dor, angústia, perdas, prejuízos. Assim como Deus agiu para mudar a sorte de Jacó, restituindo-lhe tudo o que Ele havia perdido, ou seja, seus preciosos filhos, ele também está operando para restituir tudo o que você perdeu. Ele vai recompensar por cada dia que você chorou as perdas de sua vida.
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Deus está trabalhando para que seus propósitos se cumpram e os planos Dele são maravilhosos. Basta crermos que as suas promessas irão preencher cada espaço vazio de nosso coração. Como diz a canção: “o meu Deus nunca falhará, eu sei que chegará minha vez, minha sorte ele mudará diante dos meus olhos”. Que assim seja. Deus é fiel.

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Pr. Francisco Amaral
Por Rilvan Stutz

Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

sábado, agosto 30, 2008

QUERO MINHA IGREJA DE VOLTA

OPINIÃO
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Antigamente, as igrejas evangélicas eram lotadas de pessoas que conheciam a Bíblia de capa a capa, que se portavam reverentemente durante o culto e não raro, as pessoas do mundo admiravam os evangélicos por sua fé e esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. São inúmeros os testemunhos de pessoas que vieram para Cristo após conviver com um crente genuíno. Este, normalmente descrito como alguém humilde, prestativo e sempre com um versículo bíblico na ponta da língua, para usa-lo quando necessário.
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Os cultos nas igrejas evangélicas paraticavam em maior plano, hinos e os corais um momento muito esperado e profundamente inspiradores, refletindo as doutrinas fundamentais da fé cristã. O ofertório era uma demonstração de zelo e gratidão a Deus o dízimo, um ato alegre de fidelidade ao Senhor. Quando o pastor subia ao púlpito, todos atentamente recebiam a edificação através de uma pregação fundamentada Bíblicamente. A pregação da Palavra de Deus, sempre anunciada por um pastor bem preparado teologicamente. As classes dominicais estavam sempre lotadas de servos sedentos em estudar e debater temas bíblicos. Esta postura fazia parte da Igreja de um certo tempo passado, ela possuia verdadeiros servos fiéis ao Senhor. Estes, eram os "crentes" de antigamente.
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Hoje tudo mudou muito, e como mudou! O culto reverente, virou entretenimento. O momento de "louvor" (momento musical), dirigido por bandas com caros aparelhos de som, as letras dos cânticos só falam em noiva, paixão, e constantes repetições de forte apelo emocional. O dízimo virou "ato profético" e o ofertório barganha com Deus. Não se pede mais nada a Deus,” decretam!”.
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Descaracterizaram a Igreja, sob a desculpa de "quebrar a religiosidade". O "louvor" não pode ser menos de uma hora, mesmo que a pregação se reduza a 15 minutos ou menos. A doutrina é colocada em segundo plano, pois o que importa é dançar. A Bíblia já não é tão importante para a pregação, pois o novo costume é buscar "novas revelações", a Bíblia é colocada em posição de ultrapassada), tornando a hermenêutica e a exegese descartáveis, e consequentemente descartando a boa preparação teológica.
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Já chega, quero minha Igreja de volta! Quero de volta a igreja com com uma conduta real. Os cultos reverentes, o povo sedento por aprender a Palavra de Deus, o sentimento de contrição e submissão diante do Deus Soberano e Criador de todas as coisas. Gostaria muito de voltar ao tempo do passado. O tempo em que culto racionaonal era regra e não exceção! Como seria bom encontrar na Igreja a volta centralidade da Bíblia e não a busca de "revelações dos últimos dias". Bom seria voltar ao tempo em que ser pastor era ser um religioso consagrado e não um empresário eclesiástico. Por todos estes motivos, quero me sentir na Igreja de Cristo! Amém.



Francisco Belvedere
Adaptação
Por Rilvan Stutz
Catedral Presbiteria do Rio de Janeiro