Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

domingo, novembro 06, 2016

A INFLUÊNCIA DA MÚSICA NA SAÚDE MENTAL


 

A música se destaca dentre as expressões artísticas, desde os primórdios da narrativa bíblica. No século VI a.C, Pitágoras afirmava: “A música e a dieta são os dois principais meios de limpar a alma e o corpo e manter a harmonia e a saúde de todo organismo”.

Nada no planeta escapa aos efeitos da música. Ela interfere em tudo: na digestão, na produção de secreções, na circulação sanguínea, nas batidas cardíacas, na respiração, na nutrição e nas inteligências.

O alemão Tartchanoff, especialista nos fenômenos cerebrais, provou que “A música exerce poderosa influência sobre a atividade muscular, que aumenta ou diminui, de acordo com o ritmo, o volume, o estilo”. Os sons são dinamogênicos, isto é, aumentam a energia muscular em função de sua intensidade e ritmo. Ou o inverso: a música pode paralisar.

O uso errado da música encurta a vida e, corretamente usada, ajuda a preservá-la. As batidas cardíacas podem ser reguladas ou transtornadas pelos sons musicais. O rock, por exemplo, faz mal à saúde física e mental, e vicia tanto quanto qualquer droga química. Um rock-dependente submetido a um tratamento de desintoxicação mental demora muito para curar a desarmonia no seu metabolismo.

Já os ritmos harmoniosos são estimulantes, sedativos, ajudam a recuperar o sono e fixam a memória. A medicina usa a música na terapia de partos, cirurgias, tratamentos dentários etc. Empresas de saúde entretêm pacientes em sala de espera com música suave, neutralizando a ansiedade

Médicos de Los Angeles, EUA, selecionam músicas para relaxar no tratamento de pacientes com dores. No Brasil a música é usada na assistência a doentes terminais.

Há muito se sabe que a música estimula a produção no trabalho. Em restaurantes, se inteligentemente usada, ela estimula o apetite, o romantismo, a confraternização, as comemorações. Nos quartéis, desperta o espírito cívico. A Bíblia conta, por exemplo, que o rei Jeosafá usou um grandioso coral e uma banda de música para intimidar o inimigo (II Cr 20). Ganhou a batalha!

Shakespeare dizia que a música: “Presta auxílio a mentes enfermas, arranca da memória uma tristeza arraigada, arrasa as ansiedades escritas no cérebro e, com seu doce e esquecedor antídoto, limpa o seio de todas as matérias perigosas que pesam sobre o coração”.

Para cada ambiente há ritmos, sons e volumes apropriados. Porém, o volume acima de 60 decibéis, segundo órgãos internacionais de saúde, pode causar espasmos e lesões cerebrais irreversíveis. Mais de 90 decibéis, e o excesso sonoro e rítmico calcificam parcialmente o cérebro, bloqueando a memória. A mensagem externa não pode ser gravada, porque a química está alterada pelo excesso de adrenalina.

A epilepsia musicogênica resulta do excesso de ruídos musicais, incluindo convulsões. A lesão produzida pelo mau uso do som pode até matar, se a vítima não for adequadamente tratada. Desde o quarto mês de gestação, os bebês já podem perceber a agressão externa pela inteligência corporal. A ansiedade de uma grávida onde o som ultrapassa os limites humanos de segurança é percebida e registrada pelo feto.

Hoje, muitos jovens têm problemas de audição comuns em idosos, o que explica o volume exagerado de músicas em festas e cultos. Isso leva a sons cada vez mais altos. Outros efeitos negativos são irritabilidade, memória confusa, baixa aprendizagem, baixa autoestima, insônia, cefaleia, vômitos, impotência, morte etc.

Na Alemanha, um estudo revelou que 70 decibéis sistemáticos de “música” causam constrição vascular – mortal, se as artérias coronárias já estiverem estreitadas pela arteriosclerose. Quem usa marca-passo deve fugir desses ambientes! É comum o mal-estar súbito em pessoas durante festas em que a música, ao invés de ser um bem passou a ser arma. É uma questão de saúde pública!

Se usada com equilíbrio, a música sensibiliza, entusiasma, fortalece a memória, consola tranquiliza, desperta a atenção, mobiliza inteligências…

A música deve ser usada inteligentemente, como recomenda um dos maiores músicos da antiguidade, Rei David: “Pois Deus é o Rei de toda a Terra; cantai louvores com inteligência.” Sl 47:7.

Nos céus de Belém, anjos cantaram naquela noite em que a Internet de Deus se abriu à humanidade, em sons harmoniosos e o data-show celestial revelou “… novas de grande alegria…” Lc 2:10.
 
             
Ejesus – Ivone Boechat
Por Diácono Rilvan Stutz  - Escritor Apecom
Igreja Presbiteriana do Brasil

HINOS, LOUVORES E BARULHO






Antigamente, quando alguém passava na rua poderia ser alcançado pelo poder de Deus, ao ouvir a Igreja cantando um hino inspirado, com letra simples e profunda. Sempre a Igreja usou instrumentos musicais: violino, órgão, piano, ou acordeom… Quantas pessoas se converteram… ouvindo um hino, um coral, a música inspirativa?


Hoje, quem passa pela rua ou por fora do templo, não consegue ouvir nem a igreja cantando, coitada, ela até se esforça, grita, fica na ponta do pé, se esgoela, mas não vence o som altíssimo da bateria, estrondando e balançando lustres e vidraças, com 90 decibéis. Quem sabe até despencando o telhado.

Os educadores andam sobressaltados com tanta coisa que se esbarra na formação da futura igreja. Ela está aí e não venham dar a desculpa que não convence: “para conquistar os jovens é preciso liberar tudo, heresia na letra, barulho ensurdecedor, dança, som de danceteria, coreografia, porque o mundo está perdido e é preciso ceder”. A educação tem recursos para ajudar a pôr as coisas em ordem. Não precisa se contaminar com o mundo nem adoecer todo mundo com tanto barulho.

Os evangélicos têm hinos perfeitos, lindíssimos e inigualáveis e alguns “cristãos modernos” ficam esnobando esse acervo, chegando ao cúmulo de discriminarem e até substituírem os maravilhosos e inspirados hinários por “louvores” mal feitos, sem pé nem cabeça. Acham que louvar é fazer muito, mas muito barulho…!

Quando se usa o som acima da capacidade auditiva, desequilibra, irrita e…pode até matar. Quem usa marca passo não pode ir à igreja. Os idosos estão sendo expulsos, as crianças, coitadas, sofrem…, e haja tímpano. Os cultos ultrapassam a 80 decibéis! Muitos irmãos não aguentaram e desapareceram dos barulhões que antecedem ao culto. Chegam mais tarde! Ou nem chegam.

“A minha casa será chamada casa de oração”. Mt 21:13.

O ambiente na igreja deve ser próprio para a comunhão, para a oração, sim, para o louvor e não para um show que desarmoniza, incomoda, desprepara o cérebro para receber a mensagem. O cérebro desorganizado não está apto para gravar nada.

Por onde andam os corais infantis?

Cadê os quartetos que cantavam nas Igrejas? Cadê os hinos lindos tradicionais? Há igrejas que nem evangélicas são que estão tomando posse dos hinos do cantor cristão, da harpa e outros nossos hinários tradicionais, e afirmando que são hinos deles. Que eles cantem, tudo bem, cantemos juntos ao redor da terra, mas nunca, porque nós os desprezamos ou substituímos o belo pelo desarranjo.
 
“Parece-vos pouco o fatigares e provares a paciência dos homens? Agora quereis também abusar da paciência do meu Deus?” Isaías 7.



Ejesus
Diácono Rilvan Stutz – Escritor Apecom
Igreja Presbiteriana do Brasil






domingo, outubro 30, 2016

CONTRATO DE NAMORO




Tem-se verificado uma grande disseminação da chamada união estável. Essa, por definição, dispensa um compromisso escrito e solene para que se instaure. Bem ao contrário, trata-se de uma situação de fato à qual a Lei confere consequências jurídicas: “É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família” (artigo 1.723 do Código Civil).

 Por isso, uma dificuldade que se apresenta é delimitar o momento em que a convivência passa a ser pública contínua e duradoura, ou mesmo que se tenha subjetivamente a intenção de constituir uma família. E, outro problema, por consequência, é deixar claro quando um relacionamento ainda não pode ser qualificado como tal.

Nesse contexto, surge o contrato de namoro. Trata-se de uma manifestação da vontade, por escrito, na qual os namorados qualificam a natureza e alcance da relação. No mais das vezes, porém, faz-se esse acordo com o propósito de afastar a configuração da união estável. É discutível a validade desse negócio jurídico, pois, se a qualquer momento vierem a surgir os elementos que qualificam a união estável, com ou sem esse documento, a Lei imporá a esse relacionamento os seus efeitos.

Penso que o contrato de namoro pode até conter um elemento positivo no relacionamento, que é o fato de ficarem bem claras as expectativas que cada qual mantém quanto ao outro. E em toda a existência da união conjugal é fundamental que tais expectativas sejam comunicadas e bem alinhadas. Isso se dá, porém, com um diálogo aberto e sincero e não simplesmente com a subscrição de um documento.

Mas há um fator no mínimo preocupante por detrás disso. É que uma união autenticamente conjugal está fundada numa doação sem reservas que visa precipuamente o bem e a felicidade do outro. E o namoro é, na essência, um tempo de maturação do sentimento recíproco destinado a aferir se a outra pessoa merece que se doe a ela de maneira total e por toda uma vida.

O problema é que muitas relacionamentos intitulados como namoro, união estável ou mesmo muitos casamentos estão fundados numa postura egoísta de buscar no outro apenas a satisfação de uma necessidade sexual, afetiva, econômica, social etc. E, como dito, na essência não é isso uma relação conjugal. Nesse cenário, o contrato de namoro pode surgir como uma institucionalização do uso do outro, sem compromisso, apenas enquanto apetecer a um deles esse uso (ou abuso) consentido. Há nessa postura não apenas muitos tons de cinza. Bem pior, trata-se de um sombrio ofuscamento do amor autenticamente conjugal.

O namoro tem uma espontaneidade, mas também um risco de rompimento, que implica esmero e tenacidade na conquista e que culmina com um compromisso, esse sim comprometedor de toda a dimensão conjugal da pessoa. Com o devido respeito, é uma terrível contradição selar um compromisso que tem por objeto não se comprometer. Algo semelhante a alguns avisos – sem efeito jurídico – existentes em estabelecimentos, que bem poderíamos adaptar para o caso: “não nos responsabilizamos pelas consequências de dormir juntos sob o mesmo teto”.

Talvez o maior desejo e a maior necessidade de toda mulher e de todo homem do nosso tempo é o resgate do verdadeiro sentido do amor, ainda que ignorem. Esse não comporta reservas, restrições nem muito menos temor de assumir as suas consequências com toda a sua radicalidade.

É verdade que tanto mais se ama tanto mais suscetível se está a sofrer por esse amor. Mas alguém tem a ilusão de passar por essa existência sem sofrimento? Mais ainda, o sofrimento vivido por amor é a maior fonte de uma autêntica e perene felicidade, tal como o vemos na Cruz, por exemplo.



Fabio H. P. de Toledo – Juiz de Direito - Educação Familiar pela Universitat Internacional de Catalunya – UIC.

Por Diácono Rilvan Stutz – Escritor Apecom
Igreja Presbiteriana do Brasil