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domingo, dezembro 28, 2014

UM TRIO DA PESADA: CENOURA, BETERRABA E LARAMJA



A cenoura é um tubérculo com um alto valor nutritivo e que traz numerosas vantagens para o organismo humano. Trata-se de um vegetal que se pode comer cru, cozido, como parte de pratos elaborados... e destaca-se pela sua brilhante cor laranja. Podemos encontrar cenouras durante todo o ano, pelo que podemos incorporá-las na nossa dieta habitual sem problemas. Se quer conhecer todas as propriedades desta hortaliça.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DESTE VEGETAL

Este vegetal destaca-se pelo seu alto teor em vitamina A, é rica em carotenoides, um micronutriente que se transforma nesta vitamina e que tem como funções principais a formação de pigmentos visuais da retina, a manutenção das células que revestem a pele, os olhos, a boca e os órgãos internos.

Além disso, os carotenoides têm propriedades antioxidantes, que ajudam a cuidar da pele, evitam que o envelhecimento e ajudam no bronzeado.

A cenoura é depurativa pelo seu conteúdo em fibra, que arrasta as toxinas do seu organismo e regula também o trânsito intestinal.

Também tem propriedades antissépticas, de normalização do sangue e ajuda em processos de distúrbios digestivos.

Além disso, a cenoura é diurética, pelo seu alto conteúdo em água, ajudando a eliminar pedras de oxalato de cálcio nos rins, e é por sua vez altamente saciam-te, pelo seu alto conteúdo em fibra e água.

Note-se também que é rica em fósforo, pelo que se torna num grande revigorante, útil para as mentes cansadas e como restauradora dos nervos.

BETERRABA

Dentre os benefícios da beterraba, o mais destacado é no combate e prevenção da anemia devido ao seu alto teor em ferro e vitamina C. Para além disso, a beterraba tem ainda os seguintes benefícios para a nossa saúde:

Ajuda no controle da hipertensão.
Previne problemas no fígado e no baço.
Ótima aliada para problemas de prisão de ventre, pois contém pectina que atua como laxante.
Ajuda a prevenir problemas cardíacos.
Fortalece o sistema imunitário.
Excelente fonte de proteínas, ferro e vitaminas.
Ajuda no combate à perda excessiva de líquidos.
Atua no controle do colesterol, por conter substâncias como flavonoides e carotenoides.
Auxilia no fortalecimento dos músculos, devido ao seu alto teor em manganês e potássio.
Ajuda no tratamento da artrite.
Pode ser útil no tratamento de problemas de origem sexual.
Auxilia no tratamento das pedras nos rins.
Beterraba na gravidez
As mulheres grávidas podem consumir beterraba sem qualquer problema. Devido ao seu alto teor em ácido fólico, a beterraba torna-se em uma excelente aliada na prevenção da má formação do bebê. Além disso, ajuda a tornar o sistema imunitário do bebê mais forte.

LARANJA

A laranja é uma fruta muito famosa por seu elevado conteúdo em vitamina C, uma vitamina que tem magníficas propriedades para o corpo humano. Mas ela também é uma fonte muito rica de vitaminas A, B e G e minerais como cálcio, fósforo, magnésio e potássio. Tudo isso faz com que o consumo de laranjas seja ideal para fortalecer o sistema imunológico, prevenir muitas doenças e gozar de um estado de saúde ótimo.

O ácido cítrico que contém converte a laranja em um poderoso desinfetante e depurativo, sendo ótima para dissolver os resíduos acumulados que se encontram nos diferentes órgãos e favorecer a digestão dos alimentos. 

É uma fruta muito boa que exerce uma ação diurética ajudando a limpar, por exemplo, o fígado e os rins e a eliminar líquidos. Também, seu conteúdo em fibra regula o trânsito intestinal e reduz a absorção de gordura.

Deste modo, outra das propriedades da laranja destacadas é a que protege o organismo perante as doenças cardiovasculares. Comer uma laranja diariamente é ótimo para melhorar a circulação sanguínea, já que favorece sua fluidez, e mantém nosso coração mais saudável. Também, se destaca sua capacidade para diminuir o colesterol e reduzir a pressão arterial alta.

Está provado que a laranja, assim como o limão, é eficiente para proteger as células do organismo e impedir o crescimento de determinados tipos de células cancerosas. Isto acontece graças ao seu conteúdo em compostos anticancerosos como o limoneno ou os aminoácidos como a serina ou a alanina. Por isso, comer esta fruta diariamente significa incorporar à nossa dieta um grande alimento antioxidante que ajuda a prevenir várias condições e, entre elas, o câncer.

De fato por ser um forte antioxidante e contar com um elevado conteúdo em vitamina C, a laranja também é considerada como uma fruta capaz de cuidar da pele. Neste sentido, destaca-se entre as propriedades da laranja, sua capacidade para atrasar o envelhecimento dos tecidos da derme e combater impurezas e imperfeições.
Uma vez conhecidas todas as propriedades da laranja, não hesite em incluí-la em sua alimentação diária para começar a aproveitar seus benefícios.



Diácono Rilvan Stutz
Portal Saúde Umcomo.com

quarta-feira, dezembro 24, 2014

AS CARETAS DO FELIPÃO



No penúltimo jogo da Seleção Brasileira de Futebol, contra a equipe do Chile, pudemos notar o técnico Luiz Felipe Scolari demonstrando certa irritação com os atletas. Quando transmitia alguma orientação aos jogadores, retornava balançando a cabeça como que desabafando: “assim não dá!”.

No entanto, os atletas não esboçavam melhoras. Bem ao contrário, e equipe se mostrava cada vez mais apática e perdida. Felizmente a cena não se repetiu na partida contra a Colômbia.

Deixando de lado uma análise técnica da partida, que não nos sentimos habilitados a fazê-lo, penso que podemos analisar as atitudes do líder e como ela influi em sua equipe. Muitos pais, diante de um defeito ou de uma atitude inadequada que se repete nos filhos também costumam se perder em lamentações do tipo “eu já falei mil vezes e você não me ouve!”, ou, pior ainda “eu desisto de você!”.

Diante de atitudes desse tipo convém indagar qual é a real intenção do líder. Será que ele espera de verdade que com essas reclamações os filhos se decidam motivadamente a mudar o comportamento? Ou, ao contrário, é uma simples atitude de desabafo de quem não está decidido a lutar com valentia para que os filhos melhorem?

A intencionalidade que está por detrás de toda ação educativa é fundamental. Isso se aplica muito especialmente aos pais e professores, mas também convém ser meditada por todos que exercem de algum modo autoridade. Assim, quando se busca o bem dos filhos, alunos e subordinados, assim como daqueles com quem eles convivem ou necessitam dos seus serviços, a ação do líder deve ser no sentido de motivar. Trata-se de expor o que se espera deles de uma maneira proativa, ao mesmo tempo em que se demonstra total confiança de que eles saberão corresponder.

Isso não significa que sempre se assumirá uma atitude de “passar a mão na cabeça”. Por vezes será necessário corrigir, inclusive com rigor, expondo claramente o comportamento inadequado e, principalmente, os motivos pelos quais devem emendar e mudar o comportamento. Mas sempre com aquele pano de fundo bem definido, qual seja, o desejo sincero e determinado que melhorem.

Não é fácil, porém, manter essa atitude permanente de motivar e demonstrar confiança. É frequente desanimarmos e nos perdermos em lamentações. Convém não ignorarmos, porém, que a mansidão está muito relacionada com a fortaleza, ao passo em que a grosseria e a irritação estão muitos relacionadas com a fraqueza. O forte, precisamente porque soube se dominar é manso, sabe mandar, sabe exigir, com energia, por vezes, mas sempre com respeito, comedimento e ponderação.

Em educação, como em quase tudo, ninguém dá o que não tem. Por isso, o líder deve ser sereno, confiante, que acredita na vida e que a felicidade é possível nesta vida. E por isso transmitem essa convicção. Sua mensagem deve sempre estar impregnada de confiança, por mais que as atitudes anteriores daquele que lidera pareçam não merecê-la.

As pessoas sempre podem mudar. Por isso, pais e professores não têm o direito de jamais desistirem dos seus filhos e alunos. Enquanto tiverem a missão de formá-los  e a dos pais não termina nunca – deverão alimentar a esperança de que vão melhorar, de que mesmo que seja nos derradeiros momentos da sua passagem por esta vida decidirão a trilhar os caminhos a que foram desde sempre convidados.

“Os homens como o vinho, melhoram com o tempo” dizia um grande homem. De fato, temos de confiar que nossos filhos, alunos e todos os que dependem de nós estão destinados a ser cada vez melhores. É certo que o vinho, para que fique cada vez mais refinado, precisa ficar muito bem acondicionado, além de já ser de boa qualidade. De certo modo – ainda que toda analogia seja imperfeita, todo ser humano é de excelente qualidade e espera que lhe demonstremos confiança, que lhes mostremos mais com o nosso exemplo do que com palavras que a vida vale a pena, que lhes aguarda uma imensa felicidade quando se decidirem de verdade a serem bons, por amor.



 
Diácono Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro
Fábio Henrique Prado de Toledo – Juiz de Direito 

sexta-feira, dezembro 19, 2014

O CLAMOR DO POVO



O povo estava cansado e foi às ruas para clamar contra o governo vigente, enviando representantes seus ao dirigente máximo para que providenciasse a reforma política do país, o qual há muito vinha sendo dirigido por um governo centralizado numa pessoa, que fazia o que bem queria, designando seu representante diante do povo. Este clamava por novos rumos para o país e por um governo que atendesse aos seus clamores, para que a nação tivesse o respeito de outros povos mais adiantados.

 Esse fato não aconteceu no Brasil, nem no Egito, nem nos nossos dias, como alguns possam pensar, mas há cerca de 3 mil anos, no meio do povo de Israel. E o governo que queriam derrubar era o teocrático, isto é, o governo de Deus. Desde que tirara o povo do Egito, Deus o vinha dirigindo, por cerca de 400 anos, através de juízes que ele mesmo escolhia. O povo agora não queria mais esse regime, mas um rei, como ocorria com outras nações. E isso foi dito a Samuel, juiz à época.

Se fosse nos dias de hoje, iriam às ruas para clamar “Abaixo a teocracia. Queremos a monarquia!”. Numa linguagem atual, diríamos que o povo estaria pedindo a renúncia de Deus. E Deus, mesmo sabendo que o povo fazia escolha desfavorável, resolveu renunciar, mandando que Samuel atendesse às pretensões do povo, como lemos e 1Samuel 8.7: “Disse o Senhor a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitaram a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre eles”. E DEUS RENUNCIOU. E por que Deus renunciou? O Senhor mesmo revela o motivo: “Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou e a outros deuses serviu, assim também o faz a ti” – v. 8. Deus renunciou porque o povo já tinha renunciado a ele.

Além disso, a corrupção dominava a liderança, como ocorre também nos dias de hoje: “Tendo Samuel envelhecido constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito” – vers1e3.

E isso tudo ocorreu no seio do povo de Deus. Eles estavam cansados de ser dirigidos por Deus e de estar sob sua soberania. Queriam outra experiência e outro rei. E Deus o permitiu para que o povo aprendesse a lição de que era melhor servir a Deus do que aos homens. A maioria dos reis de Israel realizou mau ou péssimo governo. E o povo sofreu muito nas mãos desses reis, que lhe impuseram pesados impostos e os obrigaram a atos abomináveis, chegando Israel a praticar a idolatria, a imoralidade, a corrupção e até barbaridades, como a entrega dos filhos para serem queimados em holocausto ao deus Moleque. E o povo se desviou tanto de Deus que terminou no cativeiro da Babilônia. Só então é que se lembrou de Deuseclamouaele.

Estamos observando, notadamente no Brasil, certa tendência de grupos evangélicos que estão se rebelando contra a soberania de Deus, para seguir outros reis, tenham os títulos que tiverem, a fim de buscar experiências contrárias ao verdadeiro culto a Deus, às suas leis e às sua Palavra, voltados mais para o que lhes interessa do que para os interesses de Deus. E usam o nome de Jesus, não como Salvador de suas almas, mas como salvador de suas finanças e de seus problemas imediatos. O resultado é que o povo, iludido por essas promessas, se afasta cada vez mais da verdadeira doutrina, do verdadeiro Deus e do verdadeiro Salvador. Melhor é estar sob o domínio, o governo e a proteção de Deus, do que estar subserviente aos reis deste mundo, que nos podem levar ao cativeiro do pecado por toda
A Eternidade

E a nossa igreja, que rumo está tomando? Será que, como o povo de Israel, está cansada do Deus soberano, clamando contra o seu domínio, no desejo de experiências novas, por influência dos reis deste mundo, pedindo, por seu comportamento, a renúncia de Deus? O risco que corremos é de que Deus nos possa atender, como fez com Israel. E então o que será de nós?


 
Diácono Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro
Thiago Rodrigues Rocha – Teologia Brasileira

terça-feira, dezembro 16, 2014

EUTANÁSIA E CONSENTIMENTO



O direito é moldado, com efeito, para garantir um mínimo de responsabilidade ética para a sua realização, assegurando a harmonia social. Essa responsabilidade deve evitar, por exemplo, que o direito de aceitar o consentimento do paciente, como se fosse apenas uma variável a mais sujeita a uma avaliação moral, fosse determinante para direcionar todas as demandas aí envolvidas.

A compaixão moral permissiva tem de dar lugar a uma garantia jurídica responsável. Obviamente se o suposto direito de exigir a morte fosse apenas uma solução última e desesperada, frustradas as possibilidades médicas de solução, o debate sobre as garantias essenciais tornar-se-ia central para o argumento aqui exposto.

Pode-se objetar que descriminalizar a conduta de terceiros não implicaria em legalizar no sentido próprio do termo. Tal distinção dogmático-jurídica não parece não ter muito significado prático, como a referência à objeção de consciência tem nos casos de aborto. Não se admira que este fator esteja presente nas recentes tentativas de abordagem, independentemente de qualquer apelo à transcendência, do futuro da natureza humana.

Isso se dá, por exemplo, na visão de Habermas, para quem, a sujeição da tutela daquilo que denomina pré-vida pessoal, a fins terapêuticos produziria uma perda de sensibilidade da nossa visão de natureza humana, a ponto de que um incentivo de tal prática abriria os caminhos para a eugenia liberal.

O paralelismo entre o direito e a saúde, presente já na antiguidade grega, vai mais além de sua condição de saberes práticos. Inseparável do direito é a exigência de simetria, derivada da radical exigência de tratar o outro como um ser igual. Não muito distinto é o ponto de vista moral do trato não instrumentalizado de uma segunda pessoa, perceptível na lógica da cura.

Na mentalidade eugenésica, existe uma ruptura da aludida simetria, quando os pais decidem de acordo com suas próprias (e, não raro, inconfessadas) preferências, como se o doente fosse uma coisa. A liberdade é concebida como algo natural indisponível, na qual a pessoa cria um liame com sua própria origem, de modo que, a partir de um dado momento, não dependa mais de outra.

Se o foco recai sobre a autodeterminação do enfermo, a questão da simetria seria desnecessária, ao se apresentar a eutanásia como um ato de renúncia pessoal. Surgiria um dilema entre a liberdade pessoal do doente e a imposição heterônomo de critérios despersonalizados. Novamente, o juízo moral se mostrará mais propício a assumir um enfoque de uma atitude juridicamente responsável.

O direito se vê na obrigação de resgatar a visibilidade do outro em um plano bidimensional. Como a liberdade se insere num âmbito essencial de solidariedade, na verdade, assistimos a um choque de duas liberdades. A liberdade do profissional médico, com a salvaguarda do exercício do direito de objeção de consciência. Mas ele não é o único protagonista na realidade posta.

O paciente também participa e o direito não pode reduzir a resolução do problema ético apenas garantindo a segurança do consentimento do enfermo que solicita a eutanásia, como se tudo se resumisse a tal ato. Se se amplia o espectro de visibilidade, emerge a responsabilidade jurídica de garantir a vontade de outros doentes que, em condições similares do exercício de sua liberdade, não a solicitaram.

No choque entre o exercício de um presumido direito alheio de morrer com um induvidoso direito à vida do paciente, reforça-se a importância de se assegurar juridicamente os meios para o exercício de uma lógica da cura, muito mais compatível com a citada simetria do que a almejada capacidade de dispor sobre a vida de outrem.

Não há dúvida de que uma atitude de abertura à transcendência tem privilegiado os argumentos para manter o primado da dignidade como fundamento da autonomia da vontade do paciente. Mas isso só serve para destacar o quanto o problema atual da eutanásia reside no fracasso das tentativas de estabelecê-lo para além deste ponto de apoio.





Diácono Rilvan Stutz
Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro
André Gonçalves Fernandes
Juiz de direito titular de entrância final