Versículo do Momento

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terça-feira, dezembro 18, 2012

MÃE-GANGURU: O AMOR QUE SALVA

          MENSAGEM

      




É mais comum do que imaginamos a frequência do nascimento precoce em todo o mundo. Anualmente nascem vinte milhões de crianças com menos de dois quilos e meio; um terço delas morre antes de completar um ano de vida.


Como alternativa e forma de agregar o melhor cuidado para o RNBP (Recém-nascido de baixo peso), foi proposto o uso do método mãe-canguru, iniciado na Colômbia e atualmente adotado em vários países do mundo. O objetivo deste método era solucionar a pouca disponibilidade de equipamentos, que muitas vezes obrigava a equipe de saúde a colocar mais de um recém-nascido na mesma incubadora, o que aumentava a taxa de mortalidade por infecções cruzadas.



O método exige preparo de equipe multidisciplinar, protocolos adaptados às condições locais, preparo da mãe (ou outra pessoa que irá colocar em prática a posição canguru), acomodações confortáveis para a mãe e estrutura para o seguimento ambulatorial, onde haverá acompanhamento após a alta hospitalar.


Estudos comprovam que esse método possui várias vantagens como:


1º- Aumento da duração do aleitamento materno exclusivo.

 2º- Crescimento adequado.

 3º- Controle térmico efetivo.

 4º- Bom controle de frequência respiratória e oxigenação.

 5º- Controle adequado da glicemia.

 6º- Bom padrão de sono.

 7º- Melhor condição de vínculo mãe-bebê e maior integração da família.

 8º- Melhor padrão de desenvolvimento motor e cognitivo.

 9º- Condições de segurança quanto à utilização do método.

 10º- Aceitabilidade e praticidade do método.

 11º- Benefícios sociais

 12º- Redução de custos na assistência.

 13º- Redução da morbidade e mortalidade.

Não se contesta o benefício trazido no reforço do vínculo da mãe e família com o bebê nesse método, aproximando cada vez mais, sentindo o toque, o calor e tendo participação ativa na recuperação do recém-nascido. 


Na utilização da mãe-canguru, o bebê é colocado só de fralda em contato com o seio materno ou de outro familiar (pai, avô, avó), reproduzindo a bolsa que os cangurus utilizam para terminar a formação dos seus filhotes. Essa posição faz a mãe se sentir mais responsável ainda pelo filho, pois depende totalmente dela e está protegido ali. 


Dessa maneira, o apego e consciência de sua importância no desenvolvimento do bebê aumentam e fazem com que a mãe tenha mais segurança para realizar todos os cuidados que seu filho precisa. O recém-nascido, principalmente quando nasce antes do previsto, necessita muito do contato e do calor da mãe para se desenvolver saudável.


Foi comprovado que o método mãe-canguru, no maior tempo possível, fortalece esse contato, reduz tempo de choro, sensações dolorosas, melhora o sono, e faz com que o bebê se sinta emocionalmente tranquilo para terminar seu crescimento. A mãe, por sua vez, se sente útil nos cuidados ao filho, fazendo-se parte integrante desse desenvolvimento e cada vez mais querendo dar afeto e carinho ao seu bebê.
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Rebeca Batista da Silva é enfermeira intensivista (Coren-SP 171720), graduada em enfermagem pela Universidade de Pernambuco-UPE e pós-graduada (Especialista) em UTI neonatal e pediátrica.







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domingo, dezembro 16, 2012

PAI AUSENTE: FILHO SEM PÁTRIA

             MENSAGEM

    




Não tenho a menor dúvida de que, boa parte dos problemas que os filhos enfrentam em casa, na escola ou na sociedade é, em grande parte, reflexo da síndrome que toma conta dos processos de direito de família (e mesmo da infância e juventude): a síndrome do pai ausente.

Analisando os estudos psicossociais que são juntados nos autos dos processos de família, a síndrome do pai ausente poderia ser definida a partir de duas posições bem diversas. Pela perspectiva do filho varão, que sofre o efeito dessa falta, e pela do pai que a causa, ainda que também sofra as consequências dessa privação. 

Pelo primeiro ângulo, a síndrome compreende um rol de privações afetivas, cognitivas, físicas e espirituais que sobrevivem ao filho como consequência do vazio que existe nas relações entre o pai e o filho varão. Mas não é o foco aqui buscado.

Pelo segundo, analisando alguns exemplos vistos nos processos ou nas audiências de instrução em matéria de família, a ausência do pai significa sua falta de empenho na educação do filho varão, qualquer que seja o tempo presencial no lar familiar, por “amor” demasiado ao ócio ou mesmo ao trabalho profissional.

Pai ausente também corresponde àquela figura paterna que, embora divida o mesmo teto do filho varão, oscila num comportamento apropriado à sua condição. Nesse caso, há muitos exemplos na sociedade atual. Pai que se veste como o filho varão, pai que fala como o filho varão e pai que participa ativamente das baladas do filho varão. Em suma, há vários tipos, mas todos têm um lugar-comum: a caricatura de pai, formada pelo vazio na relação paterno-filial. 

Pai ausente é também o pai que virou uma espécie de espectro caseiro, dado o escasso tempo que passa em casa ou pelo abandono de seus deveres familiares, quando não se vale de evasivas ou, passivamente, assiste a esposa fazendo o que lhe devia. 

Pai ausente também é aquele pai não realiza os valores tipicamente masculinos ou mesmo os rechaça, quando não acomoda sua conduta conforme os valores femininos requeridos pela esposa. Em casos mais extremos, transforma-se numa figura feminilizada, tal é o grau de adoção de hábitos típicos das mulheres.

Pai ausente também é o pai que cria uma redoma incomunicável quando está presente em casa, é incapaz de mostrar aos filhos manifestações naturais de afeto, encouraça-se nas estritas exigências de rendimento escolar e competitividade profissional ou, em casos extremos, sobrepõe-se pelo estéril despotismo viril.
Também é pai ausente o pai que desnaturaliza seu comportamento propositadamente e por completo, a fim de ser quisto pelo filho varão. Nesse caso, reprime sua personalidade e frustra a possibilidade de identidade do filho, pois impede o fato de poder ser imitado no lar.

Esses e outros exemplos tirados de minha experiência profissional, como magistrado na área de direito de família, demonstram que tais pais não têm nada para oferecer ao filho varão e, em todo caso, oferecem uma masculinidade desvertebrada, multiplicando e estendendo uma série de modelos úteis apenas para o desamparo filial, já que nenhum deles consegue transmitir uma imagem positiva de virilidade, pela qual espera e precisa o filho varão.

O pai que falta em casa gera filho falto de pai. Diante da figura ausente do pai, o filho vai buscar um substituto. Surge a imagem indireta da paternidade. O filho apátrida vai buscar o modelo paterno numa figura masculina frequente em sua vida: o tio, o professor, o avô e mesmo a mãe que, por melhores que seja não transmitem uma identidade paterna consolidada. 

Inconscientemente, tais figuras substitutas são heróis varonis provisórios, pois apenas lhe oferecem um apoio transitório muitas vezes ambíguo e sempre circunstancial, já que serviram de somente de bálsamo para aliviar a dolorosa ferida gerada pela revelia paterna, para a qual a melhor solução seria a cura. Uma cura que passa pela figura de um pai presente: um pai que devolva o filho varão à sua verdadeira pátria filial. Com respeito à divergência, é o que penso. 








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sexta-feira, dezembro 14, 2012

É GRAVE, DR. GOOGLE?

             MENSAGEM

             


 



O Google foi promovido a Doutor. O grupo dos cibercondríacos, pessoas que costumam buscar na internet informações sobre os sintomas que apresentam, existe desde o aparecimento das primeiras páginas de busca, e não para de crescer. Segundo dados da empresa Harris Interative, em 1998, 54 milhões de americanos usaram a internet para encontrar dados sobre doenças.

No começo de 2009, esse número era de 154 milhões de pessoas, o equivalente a 67% da população americana. Diante de tanta procura, o Google estuda criar o Google Health ("Google Saúde"), ferramenta que promete agregar todo tipo de informação ligada à área de saúde. Um dos maiores desafios enfrentados pela empresa é reunir todo o material sem promover a automedicação. Afinal, pessoas não treinadas em medicina podem interpretar de forma errada os sintomas e achar que têm problemas muito mais graves do que na verdade têm.


Mas, em alguns casos, a pesquisa virtual anterior a uma consulta com o médico pode ser uma aliada. É o caso do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno neurológico que causa desatenção e inquietude. Como a doença é pouco conhecida mesmo entre os profissionais da psicologia, os pacientes que têm os sintomas acabam fazendo o próprio diagnóstico ao ler uma reportagem ou pesquisar sobre o tema.



Dependendo do tipo de doença, fazer parte de uma comunidade ou grupo de discussão na internet pode até mesmo ajudar os pacientes a se manterem mais firmes no tratamento.









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quinta-feira, dezembro 13, 2012

AJUDA-ME NA MINHA INCREDUALIDADE

         EDIFICAÇÃO


 



Jesus estava no monte. Três dos seus discípulos o acompanhavam. Ali, no alto do monte, Jesus se transfigurou e “as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavadeiro na terra as poderia alvejar” (Marcos 9:3). Enquanto isto, ao pé do monte, outra cena se desenrolava. Um pai desesperado rogava pelo seu filho: Um garoto possesso por um espírito mudo desde a infância. Onde quer que este espírito se aposse do menino, este passava a rilhar os dentes, espumar e convulsionar-se. Como se isto fosse pouco, o espírito se comprazia em tentar matá-lo, ora lançando-o ao fogo, ora atirando-o na água. Por conta deste doloroso processo, o garoto estava definhando dia após dia.


Após o acontecimento no alto do monte, Jesus desceu à planície dos homens e ali encontrou uma numerosa multidão cercando dois grupos que discutiam entre si. No primeiro grupo estavam os discípulos de Jesus, à exceção, claro, daqueles que haviam subido ao monte com Ele. No segundo grupo, os escribas, líderes religiosos que julgavam ter o mais profundo conhecimento da lei e dos profetas. No centro da discussão o pobre garoto, seu pai e o gritante fracasso dos dois grupos em trazer alívio ao sofrimento.


Ao ver a chegada de Jesus a multidão ficou atônita, provavelmente por conta da glória que ainda se manifestava Nele após a transfiguração. Fez-se silêncio. O pai aflito tomou a palavra e relatou a sua triste história e toda a polêmica gerada pelo fracasso dos discípulos em expulsar o demônio que escravizava a vida de seu filho.


Jesus ouviu a tudo sem deixar de expressar sua consternação àquela geração incrédula. Pediu que lhe trouxessem o menino e quando ele viu a Jesus imediatamente o espírito imundo se manifestou e o garoto agitou-se com violência caindo por terra espumando em meio à convulsão.


Ao ver seu filho naquele estado, o pai suplicou: “se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”.


“Tudo é possível ao que crê”. Esta foi á resposta de Jesus. 


O pobre homem desabou!

Penso que naquele momento o pai fez uma retrospectiva de sua luta. Vejo-o aflito ao lado da cama do filho passando noites em claro na expectativa de uma crise que poderia surpreendê-lo na madrugada. Imagino-o tentando de todas as maneiras segurar seu filho durante uma convulsão enquanto o espírito imundo lutava para arrancá-lo da mão do pai para arremessá-lo no fogo ou na água. Imagino a dor deste pai em ver seu filho definhando, ver sua infância sendo roubada. Sinto a ansiedade tomando conta do coração do pai ao ver seu filho próximo de um lugar potencialmente perigoso, e lugar perigoso para aquela criança era praticamente qualquer lugar: uma fogueira, um rio, um tanque, uma parede, uma árvore, um terreno pedregoso. Penso nas muitas e muitas vezes em que sua esperança foi frustrada na sua “via crúcis” em busca de cura entre médicos, exorcistas, operadores de milagres e charlatões. 

Imagino a sua esperança quando ouviu falar de Jesus e sua decepção em chegar e souber que Ele não estava. Vejo seu coração sofrer mais um golpe quando os discípulos de Jesus também fracassaram miseravelmente.


O pai caiu em lágrimas e disse: “Eu creio Senhor! Ajuda a minha incredulidade”. 


É como se ele dissesse: “Eu creio, Senhor, mas a minha fé está por um fio”; “eu creio, mas as circunstâncias não me dão esperança”; “eu creio, mas as decepções se avolumam”; “eu creio, mas as minhas lutas parecem maiores que a minha fé”; “eu creio, mas me sinto pequeno e impotente diante das dificuldades”; “eu creio, mas ver meu filho se convulsionando deste jeito, depois de tantos anos de sofrimento, me mostram o fracasso de minha fé até aqui”; “eu creio, com toda a fé que este coração tão cansado e sofrido ainda pode ter, mas sinto a cada dia esta fé desfalecer e, mesmo agora, diante de Ti, tem medo de me decepcionar mais uma vez”.


Eu me identifico com este pai. Vejo-o refletido em tantos pais e mães que lutam para livrar seus filhos escravizados pelas drogas, pelo alcoolismo, pela desesperança. Vejo este pai refletido em cada esposa e esposo que luta pelo seu casamento em crise mesmo quando parece não haver esperança; em cada pai e mãe desempregado que só encontra portas fechadas e não sabe como fazer para trazer sustento para sua família; em cada pessoa que tem um ente querido em um leito de hospital consumido por uma doença que parece ser sem cura. Vejo este pai a cada dia na igreja do Senhor na face de homens e mulheres guerreiros que ainda ousam crer, mas que as lutas os levam ao limite de suas forças e de sua fé.


Identifico-me com este pai porque me sinto mais à vontade com aqueles que não têm medo de confessar suas próprias fraquezas e limitações, porque neste mundo, em que ter fé na fé parece ser caminho fácil, a sua confissão de impotência ecoa no meu coração e me traz alento de que, afinal, eu também posso ter esperança, mesmo não sendo esta coluna de fé inabalável que tantos parecem ou fingem ser.


A confissão de sua própria limitação não gerou nenhuma critica nem repreensão de Jesus. Ao contrário, aquele pai pediu a ajuda de Jesus à sua incredulidade e foi exatamente isto que Jesus fez. Repreendeu o espírito, tomou o menino pela mão e o devolveu liberto e curado, ao seu dedicado pai.


Talvez você esteja na situação deste pai. As lutas  angustias, problemas, aflições, perseguições, crises, pelas quais você tem passado tenham abalado sua fé e roubado sua esperança. Mas, assim como fez aquele pai, não desista. Mesmo que sua fé pareça pequena, mesmo que a esperança pareça um fino vapor que desvanece, mesmo que os desafios sejam como gigantes e muralhas instransponíveis.


Ouse continuar e prosseguir. O que toca o coração de Deus não é o tamanho da fé, mas a perseverança daquele que crê, até porque a fé dos homens não chega sequer ao tamanho de um grão de mostarda, pois, segundo Jesus, se houvesse alguém com uma fé deste tamanho os montes estariam sendo transpostos. Mesmo os que se mostram gigantes hoje, ainda estão muito, muito longe desta fé que move montanhas. A força da fé não reside em seu tamanho, mas na sua perseverança.


A fé perseverante é aquela que vence. É na perseverança que o fraco se faz forte diante do Senhor.


Não desista. Persevere!







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Pr. Denilson Torres - C.GospelPrime