Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sábado, novembro 17, 2012

CONTRIÇÃO: ARREPENDIMENTO SINCERO E COMPLETO DOS PECADOS COMETIDOS



             EDIFICAÇÃO
 

 




A exposição da Palavra de Deus, a Bíblia, após a Reforma Protestante, ganhou preeminência principalmente nos cultos das Igrejas Reformadas, ou Calvinistas. A pregação á profecia, o responsável direto do culto ganhou o seu espaço por atender aos anseios do coração, e não da visão humana.

Sabemos que a liturgia é o caminho necessário com práticas que viabiliza o conjunto em culto público, com finalidade de se “criar” ambiente favorável à adoração, prática essa explorada por denominações intermináveis nos dias de hoje. É, no entanto, pela prática denominada CONTRIÇÃO, que o pecador se achega a Deus, recolhendo-se arrependido, buscando a reconciliação através da regeneração concedida e reconhecida, isto acontece com o pecador sendo alcançado pelas obras produzidas pelo amor do Pai. 

A CONTRIÇÃO

 A Contrição é o grande momento da verdade e precisa ao pecador, Ninguém na verdade obitem uma breve preparação, podemos dizer: litúrgica para a oração de confissão de pecados. Sendo assim, devemos admitir a importância da meditação reflexiva para o perfeito culto a Deus e sua aceitação. A colocação do Salmo 139 oferece um perfeito exemplo dado pelo salmista ao colocar na parte final, dizeres confessionais: Ó DEUS, EXAMINA-ME... “VÊ SE HÁ EM MIM ALGUM PECADO E GUIA-ME PELO CAMINHO ETERNO”.

Na oração de, Davi busca efetivamente que Deus não só o capacite enxergar o seu pecado, mas dotá-lo espiritualmente de condições a deitar fora de sua vida o “seu pecado”. Mas, quê “PECADO” misterioso seria esse? Sem a menor dúvida é o “pecado que se agarra firmemente em nós” (Hb 12.1), isto é, o pecado que domina o nosso coração e dele não conseguimos deixar. Tão sutil é que não notamos a sua presença nefasta. Daí a oração: Ó Deus, examina-me... Vê se há em mim algum PECADO.

 Davi sabia o caminho pelo qual o inimigo atira suas flechas, aproveita as brechas da comporta da alma pela quebra das pequeninas coisas deixadas por nós.  “A origem dos grandes males são deixados por nós mesmos”. Imagine-se então se o coração abriga o pecado da impenitência!

Concluindo, a CONTRIÇÃO é um “sentimento que dói” que leva o penitente a se desfazer do seu PECADO, incitando a abandoná-lo para sempre! O conduzir-se pelo “caminho infinito” referido pelo salmista, faz com que o Espírito “interceda a Deus fervorosamente a favor do confessor, realmente sincero”. De outra forma, com certeza, é se mantiver impuro, resistindo á graça redentora, se manter abominável aos olhos de Deus!


É Belo e saudável o conselho de se seguir o exemplo da oração do Salmista, do coração sensível aos apelos do Espírito Santo de Deus.



  
 




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quinta-feira, novembro 15, 2012

PAI AUSENTE: FILHO SEM PÁTRIA



             EDUCAÇÃO
 

 




 Não tenho a menor dúvida de que, boa parte dos problemas que os filhos enfrentam em casa, na escola ou na sociedade é, em grande parte, reflexo da síndrome que toma conta dos processos de direito de família (e mesmo da infância e juventude): a síndrome do pai ausente.

Analisando os estudos psicossociais que são juntados nos autos dos processos de família, a síndrome do pai ausente poderia ser definida a partir de duas posições bem diversas. Pela perspectiva do filho varão, que sofre o efeito dessa falta, e pela do pai que a causa, ainda que também sofra as consequências dessa privação. 

Pelo primeiro ângulo, a síndrome compreende um rol de privações afetivas, cognitivas, físicas e espirituais que sobrevivem ao filho como consequência do vazio que existe nas relações entre o pai e o filho varão. Mas não é o foco aqui buscado. 

Pelo segundo, analisando alguns exemplos vistos nos processos ou nas audiências de instrução em matéria de família, a ausência do pai significa sua falta de empenho na educação do filho varão, qualquer que seja o tempo presencial no lar familiar, por “amor” demasiado ao ócio ou mesmo ao trabalho profissional.

Pai ausente também corresponde àquela figura paterna que, embora divida o mesmo teto do filho varão, oscila num comportamento apropriado à sua condição. Nesse caso, há muitos exemplos na sociedade atual. Pai que se veste como o filho varão, pai que fala como o filho varão e pai que participa ativamente das baladas do filho varão. Em suma, há vários tipos, mas todos têm um lugar-comum: a caricatura de pai, formada pelo vazio na relação paterno-filial. 

Pai ausente é também o pai que virou uma espécie de espectro caseiro, dado o escasso tempo que passa em casa ou pelo abandono de seus deveres familiares, quando não se vale de evasivas ou, passivamente, assiste a esposa fazendo o que lhe devia. 

Pai ausente também é aquele pai não realiza os valores tipicamente masculinos ou mesmo os rechaça, quando não acomoda sua conduta conforme os valores femininos requeridos pela esposa. Em casos mais extremos, transforma-se numa figura feminista tal é o grau de adoção de hábitos típicos das mulheres.

Pai ausente também é o pai que cria uma redoma incomunicável quando está presente em casa, é incapaz de mostrar ao filho manifestações naturais de afeto  se armam nas estritas exigências de rendimento escolar e competitividade profissional ou, em casos extremos, sobrepõe-se pelo estéril despotismo viril. 

Também é pai ausente o pai que desnatura Liza seu comportamento propositadamente e por completo, a fim de ser quisto pelo filho varão. Nesse caso, reprime sua personalidade e frustra a possibilidade de identidade do filho, pois impede o fato de poder ser imitado no lar. 

Esses e outros exemplos tirados de minha experiência profissional, como magistrado na área de direito de família, demonstram que tais pais não têm nada para oferecer ao filho varão e, em todo caso, oferecem uma masculinidade dês vertebrada, multiplicando e estendendo uma série de modelos úteis apenas para o desamparo filial, já que nenhum deles consegue transmitir uma imagem positiva de virilidade, pela qual espera e precisa o filho varão.

O pai que falta em casa gera filho falto de pai. Diante da figura ausente do pai, o filho vai buscar um substituto. Surge a imagem indireta da paternidade. O filho apátrida vai buscar o modelo paterno numa figura masculina frequente em sua vida: o tio, o professor, o avô e mesmo a mãe que, por melhores que sejam não transmitem uma identidade paterna consolidada.

Inconscientemente, tais figuras substitutas são heróis varonis provisórios, pois apenas lhe oferecem um apoio transitório muitas vezes ambíguo e sempre circunstancial, já que serviram de somente de bálsamo para aliviar a dolorosa ferida gerada pela revelia paterna, para a qual a melhor solução seria a cura. Uma cura que passa pela figura de um pai presente: um pai que devolva o filho varão à sua verdadeira pátria filial. Com respeito à divergência, é o que penso. 





 
 



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terça-feira, novembro 13, 2012

PAI AUSENTE: DESINTEGRAÇÃO FAMILIAR



           MENSAGEM
 

 




Nos processos de matéria de família, principalmente nas ações em que se disputa a guarda dos filhos, a síndrome do pai ausente, com perdão do trocadilho, faz-se muito presente. Entre seus inúmeros fatores concorrentes e que colaboram para dar uma magnitude social ao problema, podemos destacar a desintegração familiar, o novo fim da função reprodutiva, a alteração dos papéis da paternidade e da maternidade e as mudanças na imagem social da masculinidade. Hoje, falaremos sobre o primeiro.

Uma das principais causas do esfacelamento do tecido familiar é o divórcio, trivializado, por aqui, com a EC 66/10. Como os efeitos serão sentidos em longo prazo, podemos analisar a experiência americana: os divórcios, desde que a moda pegou há três décadas, aumentaram duzentos por cento e o número de mulheres casadas caiu numa taxa semelhante. O resumo da ópera é que o número de famílias monoparentais, aquelas em que o pai é ausente, aumentou vertiginosamente.

Segundo dados do IFFD, um quarto da população infantil americana vive em famílias constituídas por um só genitor, a maioria do carente de pai. Inclusive, o atual presidente americano cresceu num ambiente assim e, em seu discurso de posse, acentuou que não desejaria isso para suas filhas e que, por isso, procuraria ser um pai presente na educação delas. Vindo de um presidente democrata, é uma afirmação bastante imparcial, porque, se ele fosse republicano, bem, alguém diria que seria proselitismo religioso... 

Minha experiência como magistrado ensina que o divórcio importa, na maioria dos casos, no empobrecimento familiar: muitos casais pensam que terão a mesma vida e os confortos materiais anteriores. Mas, como não existe almoço grátis, alguém tem que pagar a conta e dinheiro não dá em árvore. Então, é razoável supor que boa parte daquelas famílias viva próximo do limite da pobreza ou em condições econômicas precárias. 

É o custo social e financeiro do divórcio. Quando esse universo for ainda maior, uma grande parte dessas famílias certamente será agraciada, mais cedo ou mais tarde, com alguma espécie de bolsa isso ou bolsa aquilo e, ao final, quem paga a conta do divórcio é o contribuinte, ou seja, você e eu. 

Durante muito tempo, o pai especializou-se em sua profissão, em razão do nível de competitividade do mercado. Isso toma tempo familiar e aprimoramento constante, somado ao trajeto laboral, viagens e o trânsito urbano, de maneira que sua permanência no lar fica muito comprometida. Mas, permanência comprometida não é sinônima de ausência.

Muitos pais, então, justificam-se de várias maneiras. Em muitos divórcios, é comum notar que muitos pais, quando criam um conflito doméstico com a mulher, encastelam-se no serviço profissional para não ter que enfrentar o problema, que pode ser também com os filhos. Ficam mais tarde no local de trabalho, porque passaram boa parte do dia perdendo tempo. Ou, em casos mais extremos, não ficaram por lá: a desculpa serviu para uma saída num happy hour com os amigos ou, quem sabe, com a secretária... 

A família nuclear (mãe, pai e filhos) sempre atravessou a história e a cultura permanecendo como referência de base para permitir o desenvolvimento não só de seus membros, mas de toda uma coletividade. Eis porque a família é um projeto pleno de expectativas que envolvem tanto os destinos do indivíduo como o da sociedade.

A opção divorcista destrói o sentido da família, desintegra-a por completo e cria um exército de filhos de pai ausente. É uma crise maior que qualquer bancarrota bancária sistêmica: é uma crise da sociedade. Com respeito à divergência, é o que penso. 



 
 


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