Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

terça-feira, maio 01, 2012

RECONSTRUINDO O EQUILÍBRIO

=Edificação







=============================Rede de Divulgação


Por mais que as evidências e a situações criticas nos digam o contrário, não estamos sozinhos quando o nosso mundo parece desmoronar aos nossos pés, quando estamos em um beco sem saída, quando a vida se apresenta sem perspectivas e sem horizontes a vislumbrar.
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Nesses momentos, se soubermos olhar a nossa volta, perceberemos que existem meios e pessoas que podem sim, nos ajudar.
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Uma corrente, que unem a cada ser humano e que nos faz participantes diretos da vida uns dos outros.
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“Estar em queda”, talvez não signifique estar derrotado, mas sim, “queda” pode significar uma lição a ser aprendida e compreendida. Muitas vezes temos que chegar ao fundo do poço para compreendermos o quanto estávamos errados em nossa maneira de viver e agir, seja no pessoal, nos negócios que administramos, enfim, com as relações que estabelecemos no nosso cotidiano.
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Nesses momentos temos a chance de repensar, de nos reorganizar como pessoas, como profissionais e como seres humanos. É o momento propício de refazer o EQUILÍBRIO que falta para termos uma vida melhor. Isso se aplica não somente na vida particular de cada um, mas, como também, no nosso ambiente de trabalho, nos nossos negócios e em nossa vida emocional.
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Sabemos que, enfrentar essa missão sozinha é quase impossível e realmente poderá ser se não temos uma estrutura emocional, um apoio para nos firmar e nos fortalecer, um ombro amigo para chorarmos, um ouvido que nos ouça ou um exemplo de vida que nos mostre, que todo o problema, por mais difícil que seja, pode ser superado.
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Precisamos estar em Equilíbrio para colocarmos a nossa casa em ordem, precisamos de ordem para encontrar o ponto de partida. Para entrarmos por esse ponto de partida, precisamos de uma mão estendida para nos impulsionar, e assim, recomeçar um novo projeto de vida, mesmo que isso signifique começar tudo do zero, sendo assim entreguemos nossa vida a Jesus Cristo! Nosso Equilíbrio.

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Em busca do equilíbrio.
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Estejam, pois, atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; também eu e a casa de meu pai temos pecado. Neemias 1:6.
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Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. João 17:9.








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sábado, abril 28, 2012

MINHA ÚNICA ESPERANÇA

=EDIFICAÇÃO






============================Rede de Divulgação


Se tivéssemos plena consciência do nível de santidade que Jesus exige, veríamos que é impossível alguém se salvar através de obras de justiça. Se tivéssemos coragem de encarar os mandamentos de Jesus em suas consequências mais profundas, veríamos que não há outra saída a não ser nos refugiar debaixo da cruz. Se a salvação for conquistada apenas pela obediência aos mandamentos santos todos nós estamos irremediavelmente condenados.

Jesus ensina que devemos amar até mesmo nossos inimigos; que devemos dar a outra face quando somos esbofeteados; prega que devemos abrir mão de nossos confortos e levar uma vida modesta para que o que sobrar distribua com os pobres. Fala que o ódio é homicídio e um olhar mais insinuante já é adultério. Ele ensina que divórcio só tem um motivo, a dureza de nossos corações, o que nos leva a ver que para o crente perdão e reconciliação sempre será o único caminho que agrada a Deus, mesmo quando acontece a maior das ofensas. Se não perdoarmos aqueles que nos agridem, tampouco seremos dignos do perdão do Pai.

Para Jesus perdão não é este que cobra preço e que nos coloca sempre com um pé atrás em relação ao outro. Ele fala de perdão mesmo, perdão igual ao de Deus que se doa por inteiro, mesmo após todas as ofensas que diariamente fazemos contra Ele e contra Sua santidade.

Você conhece alguém que viva isso? Veja bem, não estou falando de quem tenta, estou falando de quem efetivamente vive estas verdades. E isto é apenas uma amostra! Pois mesmo que alguém cumpra qualquer mandamento, se o fizer por sentimento de obrigação, de constrangimento, de barganha, de autopromoção, de medo, ou qualquer outra motivação que não seja o amor, de nada vale, pois qualquer mandamento se não tiver amor nada serve.

Mas acontece que somos tendenciosos à justiça própria. Como não podemos alcançar este padrão de santidade determinado por Cristo, tentamos abrandar a dureza do seu discurso. Para satisfazer os nossos anseios de ser, de alguma forma, dignos da salvação ou da atenção especial de Deus, nós nos satisfazemos em caminhar na periferia dos mandamentos. Por isso consideramos que quem foi ofendido e não guarda ódio ou amargura no coração já pode dizer que perdoou; se ajudarmos algumas pessoas já podemos colocar na conta de nosso amor ao próximo; vamos à igreja aos domingos e chamamos isto de fidelidade; se somos dizimista podemos considerar como consagração... Andamos em conformidade com o que achamos possível ou desejoso para nós e chamamos isto de santificação e, à semelhança de Adão e Eva, tentamos esconder com as folhas de figueira da nossa santidade rasa a vergonha da nossa nudez ante o Senhor.

Assim vamos enganando a nós mesmos, crendo que nossa “santidade” acomodada e burguesa, fortemente calcada nas questões sexuais é o que nos recomenda perante o Deus Santo. Valorizamos como ápice de santidade o celibato para os solteiros, a fidelidade conjugal para os casados e a heterossexualidade para todos. Ao mesmo tempo em que somos lenientes com outros pecados tão ou mais graves. Mas Jesus não fala de “esforço bem intencionado”, como se bastasse tentarmos “fazer o nosso melhor” para com isto alcançarmos o favor de Deus. Em todas as passagens bíblicas em que se coloca como juiz Ele separa aqueles que cumprem daqueles não cumprem os mandamentos, simples assim.

Por viver este engano de que nossas obras valem alguma coisa além de serem trapos de imundícia é que vivemos esta santidade mentirosa baseada em não toque, não prove, não manipule que até possuem aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e disciplina do corpo, mas que não tem valor algum, a não ser para a satisfação da carne, como Paulo denuncia em sua epístola aos Colossenses 2:20-23.

É muito mais fácil determinarmos que roupa vestir, quais palavras são proibidas ou quais comportamentos sexuais são aceitos. É mais simples conhecer a hierarquia dos demônios, fazer cultos festivos e tomar posse das bênçãos. Por outro lado, é muito mais difícil e complicado amar ao próximo como a nós mesmos, perdoar setenta vezes sete, amar nossos inimigos, caminhar a segunda milha, dar a outra face, nos doar aos necessitados e encararmos a nós mesmos e nossas contradições, ambiguidade e hipocrisias sabendo que, mesmo se cumpríssemos tudo isto, ainda assim seríamos servos inúteis que não teriam feito nada além do que aquilo que lhes foi ordenado.

Analisando todas as implicações, com o coração aberto e sem máscaras, só podemos chegar a uma conclusão: é impossível cumprir todos os mandamentos de Jesus na plenitude que Ele exige. Precisamos nos ver como somos. E a verdade é que perante Deus todos nós somos miseráveis, pobres e nus. A diferença é que muitos além de miseráveis, pobres e nus, ainda por cima não se enxergam.

Só quando nos vemos com os olhos santos de Deus, sem justificativas, sem desculpas, sem vestes da mentira, é que percebemos que estamos irremediavelmente condenados, todos nós, seja pela lei de Moisés, seja pelos mandamentos de Jesus que são ainda mais profundos e exigentes que a própria lei.

Quando eu me enxerguei como sou, percebi que não há esperança que não seja a graça de Deus que se entregou na cruz em Cristo. Não há caminho que não seja me entregar, depor meu orgulho espiritual e entender que o único caminho é confiar, sem méritos, sem obras, apenas crendo em um Deus misericordioso que se fez homem apenas para que a minha injustiça fosse feita justiça perante Ele.









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Fruto do Espírito - Pr.Denilson Torres

domingo, abril 22, 2012

LIDERANÇA NA BÍBLIA

=EDIFICAÇÃO







============================Rede de Divulgação


A Bíblia não é só um repositório de orientação espiritual e de visão religiosa, mas também é a maior coleção de estudos de caso de liderança já escrita e disponível para todos. As histórias de profetas, reis, guerreiros, estrategistas e visionários no Velho Testamento revelam qualidades de liderança surpreendentemente aplicáveis a profissionais, executivos, homens de negócios e empreendedores de hoje. Estudando e analisando a Bíblia por este prisma, pudemos identificar dez traços essenciais que caracterizam a atuação e a personalidade de seus personagens e que são identificados em líderes da atualidade.

Honestidade e Integridade - Samuel, Paulo e Isaias estão entre muitos líderes bíblicos que demonstram estas qualidades. Por outro lado, no mundo de hoje, James Burke, Warren Buffet e Herb Kelleher oferecem modelos de liderança em que honestidade e integridade são praticadas e valorizadas.

Propósito - Heróis bíblicos incluem Moisés que guiou seu povo com segurança e firmeza até a Terra Prometida e entre os líderes atuais pode citar Steve Jobs, criador do primeiro micro computador pessoal, a Apple. A história de Jobs está intimamente ligada à história da microinformática. Após o sucesso do Apple e enfrentando a concorrência dos IBM-PC, inova novamente lançando Macintosh, revolucionando outra vez a tecnologia do PC. Afasta-se da empresa por alguns anos e é requisitado para voltar com um propósito de recolocar a Apple, então decadente no lugar merecido. Ele então surpreende o mundo criando e lançando o IPod. Steve Jobs não é um herói bíblico, mas poderia sê-lo pela perseverança e determinação que têm sempre conduzido suas ações de liderança.

Bondade e Compaixão - Jesus Cristo, que nos deu a Regra de Ouro, disse: "Aja com os outros como gostaria que os outros agissem com você". Não se deve afirmar que com bondade e compaixão somente, você possa liderar pessoas, principalmente quando se tem objetivos de curto prazo, mas muitos líderes atuais descobriram que com compaixão e bondade, você melhora o relacionamento com subordinados, clientes e fornecedores. Neste item destacamos líderes como Howard Schultz, Aaron Feuerstein e Roy Vagelos.

Humildade - Uma das figuras bíblicas que nunca perdeu de vista sua própria falibilidade foi Pedro, o Apóstolo. Por diversas vezes teve a oportunidade de manifestar publicamente suas fraquezas e praticar a humildade. É forte o exemplo de Jó, e significativo a humildade muitas vezes praticada pelo Rei David. No mundo moderno um exemplo forte é de Larry Brossidy, ex-CEO da Allied Sinal, que dizia: "ser CEO significa que devíamos saber tudo, e que, no entanto devia-se ter humildade para reconhecer que em muitas ocasiões era preciso aprender para depois tomar decisões".

Comunicação - O sermão da montanha, de Jesus Cristo, a exortação de Moisés aos Israelitas ao guiá-los pelo deserto, os Dez Mandamentos, as trombetas e as palavras de Josué e o evangelista Lucas foram exemplos de comunicação e comunicadores da Bíblia. Aliás, esta característica tem sido fundamental na preservação da história, da cultura e da religiosidade através dos tempos. No mundo moderno, a comunicação deve também ser uma das maiores características do líder, Andy Grove, Sam Walton e Mary Kay Ash representam muito bem os exemplos no mundo dos negócios de hoje.

Gerenciamento de Desempenho - A Bíblia relata que Noé, Salomão e Jeremias foram exemplos excepcionais no que tange a gerenciar desempenho. Noé, por exemplo, só pode cumprir sua missão à medida que seu desempenho e de seus subordinados obtivessem os resultados objetivados. Salomão, além de ser lembrado por sua extrema sabedoria, é reconhecido por sua capacidade de cumprir e fazer cumprir objetivos. Lou Gerstner, Gordon Bethune e Jack Stack são exemplos de líderes que se destacam por sua firmeza, mas sempre muito justos com seus subordinados.

Desenvolvimento de Equipe - Na Bíblia, o termo equipe não é utilizado, mas sempre foram valorizadas as pessoas por sua capacidade de trabalhar em grupo. Apesar dos textos bíblicos apresentarem citações de atuações individuais, a valorização de liderar e conduzir grupos merece um tratamento especial e citações específicas. Jesus Cristo formou, liderou e motivou um grupo de pessoas que deram continuidade a seus ensinamentos. Neemias, no Velho Testamento, é um dos líderes que mais compreendeu o poder e a força de trabalhar em grupo. No mundo de hoje, Phil Jackson, atual treinador dos Lakers de Los Angeles, campeão da NBA em 2009, com mais nove títulos ganhos anteriormente, é um exemplo forte e atual de capacidade de formação e condução de equipes. Foi ele que há alguns anos formou e conduziu ao sucesso o grande Chicago Bulls, de Michael Jordan.

Coragem - A coragem talvez seja umas das características mais notáveis dos líderes bíblicos. Daniel na cova dos leões foi um exemplo de coragem que extrapola o mundo real e ganha contornos de milagre. Sua força e coragem fizeram dele um exemplo e uma comprovação da participação espiritual. Muitos outros líderes citados na Bíblia são exemplos de coragem ao defender uma causa, mesmo em risco e exposição da própria vida. Rudolph Giuliani, então prefeito de New York, mostrou coragem e liderança ao conduzir toda uma comunidade a reagir de maneira positiva e produtiva aos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, quando dois aviões foram atirados contra as Torres Gêmeas, destruindo e matando milhares de pessoas. Coragem é uma característica fundamental e decisiva na condução de pessoas.

Justiça e Equidade - Um líder verdadeiro deve tratar seus subordinados com respeito a seus direitos básicos, e sem favoritismo. Uma empresa não é uma democracia plena, mas os gerentes que não lideram com justiça e eqüidade terão sempre muito mais dificuldades de conduzir seus subordinados e logo perderão a confiança e a lealdade de seus seguidores. Tiago e José acreditaram profundamente em dar aos outros sua "parte justa". O Levi-Strauss foi uma força poderosa para a justiça social e econômica. Eles foram uma das primeiras empresas a adotarem a agenda de responsabilidade social. Quando do terremoto em São Francisco, mesmo não podendo produzir e vender nenhuma peça continuou a pagar regularmente o salário dos funcionários. Este é um exemplo de justiça e equidade.

Desenvolvimento da Liderança - Li recentemente o livro "O Seu Legado de Liderança", dos autores Robert Galford e Regina Maruca, que afirmam da importância dos líderes em se preocuparem com seus legados, e em decorrência tornarem-se melhores líderes. O compromisso com a liderança está muito mais no compromisso de criar e desenvolver novas lideranças para que haja continuidade e preservação do negócio. Jesus foi o líder dos líderes. Formou e desenvolveu lideranças que deram continuidade, preservaram e difundiram seus ensinamentos. Moisés foi outro exemplo na formação de lideranças. Jack Welch, nos tempos modernos, assegurou que as organizações continuassem e prosperassem depois dele.

Não deve ser entendido como uma "revelação" que os traços e as habilidades dos líderes na Bíblia também sejam exibidos pelos líderes no mundo de hoje. Ao contrário, os líderes atuais podem e devem se espelhar nos exemplos de vida, postura, comportamento, objetividade, comprometimento, perseverança e fé, para tornarem-se realmente bem-sucedidos. A história nos mostra que o grande desafio do líder é tomar a decisão. A história nos mostra ainda que os grandes erros e acertos sejam frutos da tomada de decisão. À medida que você tem exemplos e casos de sucesso para utilizar como referência, a possibilidade de acerto é maximizada.

Sustentando as decisões dos líderes na Bíblia, existe sempre a figura de Deus transmitindo segurança e confiança. Seria um contrassenso para eu deixar de lado esta interferência divina. Eu diria ainda mais, que o fato de saber e pensar que Deus está nos apoiando nos dão força, confiança e segurança. No entanto, ainda afirmo que independentemente de uma crença religiosa, a atuação dos líderes relatados na Bíblia por si só serve de exemplo e inspiração para os líderes de hoje.











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quinta-feira, abril 19, 2012

O DIREITO À VIDA MESMO QUE POR UM DIA – O ABORTO DE ANENCÉFALO

=MENSAGEM







=============================Rede de Divulgação




A vida de um filho não vale pelo número de dias em que ele esteve presente na vida dos pais, mas pelo simples fato de ter estado presente. Mesmo que por um só dia.

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Primeiramente entendo que a ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) não deveria ter sido acolhida pelo STF. Cabe à Suprema Corte, dentre outros, declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato que fira preceito fundamental da Constituição Federal ( art. 102, parágrafo 1º desta Carta). Todavia o que se busca com a ação ajuizada pelo CNTS ( Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde) é assegurar o direito da mãe de decidir sobre a antecipação da morte do seu filho, portador de deficiência congênita, em detrimento do direito fundamental à vida assegurado pelo artigo 5º da Lei Maior. Impõe-se com a referida ação que o STF assegure uma nova modalidade de aborto eugênico, contrariando a própria Lei.
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O direito à vida, conforme reza a Constituição Federal, antecede todos os outros não podendo ser minimizado por um direito subjetivo da mãe que enseja abortar. Vale lembrar ainda que o artigo 4º do Pacto de São José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário, assegura o direito à vida desde a concepção e tem força de emenda constitucional imutável, cláusula pétrea. Também o artigo 2º do Código Civil dispõe que “a lei põe a salvo dos direitos do nascituro desde a concepção”.
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Não obstante alguns juízes tenham autorizado o aborto de fetos mal formados, no Brasil este tipo de aborto é considerado criminoso, não incorrendo em excludente de ilicitude como quando há risco de vida para a mãe. Há entendimentos importantes, inclusive, sobre a inconstitucionalidade do aborto em razão do estupro, outra hipótese prevista pelo Código Penal que exclui o crime. Isso porque nesse caso, de estupro, não há conflito de direitos iguais, quais sejam, a vida da mãe e a da criança, como na hipótese em que o aborto é permitido por haver risco de morte da gestante configurando o estado de necessidade.
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A anencefalia é definida como anomalia resultante da má formação fetal congênita caracterizada como defeito do fechamento do tubo neural durante a gestação, de modo que o feto não apresenta os hemisférios cerebrais e o córtex havendo apenas parte do tronco encefálico, o que lhe impõe vida curta ou o nascimento com morte. Nos casos em que essa anomalia acarreta risco de vida para a mãe admite-se o aborto, pois trata-se da modalidade terapêutica perfeitamente aplicável a este caso.Todavia, não havendo risco, não se pode permitir aborto. E esse risco, segundo a grande maioria dos médicos, não é muito maior do que numa gestação normal. Atenta-se também para a possibilidade significativa de erro no diagnóstico, como se observa em alguns casos recentes.
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A questão da anencefalia desdobra-se também sobre a hipótese de não haver expectativa de vida da criança, ou seja, vida em potencial. Ora, expectativa ou probabilidade de vida há, curta, mas há. Outra questão se depreende do fato de que há entendimentos no sentido de que o feto portador de anencefalia não é considerado vivo por não ter o cérebro totalmente formado o que não configuraria ilícito penal a prática do aborto, um vez que este consiste na cessação da gravidez de um ser humano vivo. Mas seria correto afirmar que um bebê apesar de anencéfalo, mas cujo coração e respiração funcionam independentemente de meios artificiais, esteja morto?
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Outro argumento é o de que o bebê com a referida anomalia mantém-se vivo somente às custas do organismo materno. Mas o corpo da mãe é essencial até mesmo para fetos sadios e perfeitos manterem-se vivos até o nascimento. E a anencefalia não é impedimento para que outras funções vitais, como a respiração e o batimento cardíaco, permaneçam ativas ainda que por pouco tempo após o parto.
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Outra questão que se aborda é a da morte cerebral, que não se confunde com a anencefalia. Equiparando-as, como tem sido feito neste caso, peca-se por desconhecimento, já que na primeira as funções vitais não se prorrogam a não ser por meios artificiais. Na segunda, aquelas funções podem ser mantidas ainda que por pouco tempo depois do nascimento ou mesmo por dias e meses. Há estudos que tratam de casos menos críticos que possibilitam ao anencéfalo de condições primárias sensoriais e de consciência. Isso seria possível devido à neuroplasticidade do tronco cerebral.
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Em se tratando do preceito constitucional da dignidade da pessoa humana este nada mais é do que o direito à assistência para manter uma vida digna até a morte inevitável. Este princípio não está sujeito à concepções subjetivas. Portanto, qualquer outro conceito de dignidade que não seja aquele mencionado consistirá em ardilosa tentativa de adaptar o princípio fundamental às conveniências pessoais.
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Em que pese o sofrimento dos pais que sabem da curta sobrevida do seu filho, não se pode ignorar que o direito à vida inerente à criança não está condicionado à vontade de seus genitores. E amar um filho independe de sua perfeição física ou do tempo em que ele viverá.
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Ainda que o feto tenha vida curta, ainda que os pais sofram por isso, viver é um direito inviolável. Cabe a pergunta: quando se sofre mais? Quando se gera um filho defeituoso cuja morte será natural ou quando se mata esse filho por sua própria vontade trazendo consigo além da dor da perda a dor do remorso?










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Dra. Simone Marcussi de Almeida Prado