Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

terça-feira, abril 10, 2012

MITOS E VERDADES -TUDO SOBRE DIABETES

CUIDANDO DA SAÚDE







=============================Rede de Divulgação


1. MITO:
As pessoas com diabetes não podem comer beterraba
VERDADE: As pessoas com diabetes podem consumir beterraba, pois é classificado como vegetal contendo boa fonte de fibras, vitaminas e minerais e poderá fazer parte da dieta, elaborada pelo nutricionista.

Dra. Daniela de Almeida
Nutricionista funcional
Membro Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

2. MITO: As frutas como banana, uva, caqui, manga e melancia, devem ser excluídas da alimentação das pessoas com diabetes pois aumentam muito o açúcar no sangue.
VERDADE: As frutas são ricas em vitaminas, minerais e fibras e contêm o açúcar natural (frutose e glicose). Quando consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo de um dia de alimentação, não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, entretanto se consumidas em excesso qualquer fruta poderá aumentar a glicemia.

Dra. Tarcila Beatriz Ferraz de Campos – CRN3 15157
Nutricionista Mestre em Ciências com Ênfase em Fisiologia Endócrina – USP
Centro de Diabetes Hospital Alemão Oswaldo cruz.

3. MITO: Fruta faz bem a saúde e por isso pode comer a vontade
VERDADE: A fruta possui diversos nutrientes, incluindo a frutose e glicose que em excesso poderão aumentar a glicemia.

Prof. Dra. Marlene Merino Alvarez
Doutora em Ciências Nutricionais;
Nutricionista da Universidade Federal Fluminense e FMS Niterói
Membro do Departamento de Nutrição da SBD - 2010/2011

4. MITO: As pessoas com diabetes devem comer pão somente dormido ou amanhecido ou torrado porque não faz mal para o diabetes.
VERDADE: O pão francês é um alimento que faz parte da dieta do brasileiro, constituindo uma importante fonte de carboidrato na alimentação. O carboidrato é o nutriente que mais afeta sua glicemia, pois quase 100% é convertido em glicose (açúcar). Assim não importa a forma de preparo ou de consumo do pão, um pão francês de aproximadamente 50g terá sempre 28g de carboidrato, estando ele torrado ou dormido. Portanto consuma a quantidade orientada pelo seu nutricionista e da forma que mais gostar.

Dr Rafael Teixeira de Mattos
Nutricionista da Clínica Metabolizar
Educador em Diabetes

6. MITO: Para diminuir o carboidrato do arroz, basta lavá-lo continuamente.
VERDADE:Lavar o arroz ou qualquer outro alimento não diminui o conteúdo de carboidrato do mesmo.

Dra. Luciana Bruno
Nutricionista Clínica com treinamento na Joslin Diabetes Center
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

7. MITO: A pipoca é um alimento perigoso para as pessoas com diabetes
VERDADE: A pipoca é um alimento de baixo custo, rico em fibras, contribuindo com a saciedade e melhores níveis de glicemia e colesterol. Alimento rico em fibra, logo um ponto positivo para redução de glicemia e de colesterol. Por ser fonte de carboidrato deve ser substituido pelo pão, onde: 01 xícara de pipoca espoucada equivale a ½ Pão francês ou 01 fatia de Pão forma.

Dra. Wilma Rodrigues de Amorim
Nutricionista do Instituto estadual de diabetes e endocrinologia - IEDE
Educadora em diabetes.

8. MITO: A pessoa com diabetes não pode comer pão frances, cuscuz ou tapioca, tem que trocar tudo por biscoitos tipo água e sal ou cream cracker.
VERDADE: As pessoas com diabetes podem comer pão frances, cuscuz e tapioca, devendo estes alimentos ser inseridos em um plano alimentar saudável. Nao é recomendável utilizar apenas um tipo de alimento pois haverá menor proporcao de nutrientes e risco de monotonia.

Dra. Anelena Seyffarth
Nutricionisata da Secretaria de Estado de Saude - DF.
Membro do Departamento de Nutricão da SBD 2010-2011.

9. MITO: Para reduzir o carboidrato do pão basta deixá-lo fora da geladeira por de 1-2 dias e assim a pessoa com diabetes poderá comer á vontade sem que a glicemia se altere.
VERDADE: O pão ou qualquer outro cereal fermentado na geladeira ou fora desta, não tem seu teor carboidrato reduzido. Portanto procure seguir as recomendações do seu nutricionista em relação a quantidade e forma de consumo dos alimentos.

Prof. Dra. Maria Goretti Burgos
Doutora e Mestre em nutrição pela UFPE
Nutricionista do serviço de diabetes do HC – Universidade Federal de Pernambuco
Membro do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD 2010/2011.

10. MITO: Todas as pessoas com diabetes devem seguir uma dieta para “diabetes” com restrição de calorias, para atingir melhor controle glicêmico.
VERDADE: Não existe uma dieta específica para quem tem diabetes, pois as necessidades nutricionais destas pessoas são semelhantes a da população em geral. O plano alimentar, elaborado pelo nutricionista especialista deve considerar a avaliação do estado nutricional para definição das calorias, macro e micro nutrientes, baseados nas necessidades individuais e objetivos de tratamento, utilizando parâmetros semelhantes aos do público em geral.

Dra.Gisele Rossi Goveia
Nutricionista Clínica da Preventa Consultoria em Saúde – SP
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

11.MITO: Comer antes de dormir engorda, principalmente se for carboidrato.
VERDADE: A quantidade de calorias ingeridas que faz com que o peso se eleve. Se o consumo de energia for maior que o gasto, haverá ganho de peso.

Dra. Deise Regina Baptista
Professora do Departamento de Nutrição/UFPR
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

12. MITO: Diabético não pode comer arroz e feijão
VERDADE: “Diabético pode comer arroz e feijão.”
Durante muitos anos, algumas crenças foram criadas sobre a ingestão de arroz e feijão. Alguns diziam “engorda”, outros que “diabético não pode comer”, porém, sabemos hoje que principalmente o feijão é um dos alimentos mais ricos em fibras solúveis, além do amido resistente (outro tipo de fibra) e faz parte do hábito alimentar do brasileiro. A presença desse tipo de fibra torna a digestão mais lenta, importantíssimo para menor elevação da glicose no sangue. Outro aspecto relevante é a saciedade que o feijão proporciona, resultado desse mesmo processo de digestão.

Dra. Maura Marcia Boccato Corá Gomes
Especialista em Saúde Pública
Membro do Grupo de Estudos em Nutrição para Idosos – GENUTI
Nutricionista no Centro de Convivência e Cooperativa Mooca – PMSP
Nutricionista no Centro de Saúde Ocupacional Hospital Israelita Albert Einstein

13. MITO: Produtos “Diet” são feitos para diabéticos e podem ser consumidos a vontade.
VERDADE: De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser chamado de alimento diet aquele que é isento de algum nutriente, nem sempre ele é isento de carboidrato, pode ser em gordura ou sódio por exemplo. Podemos citar como exemplo o chocolate, algumas marcas apresentam maior teor de gorduras e pouca ou nenhuma diferença em carboidrato, ou seja, nem sempre o chocolate diet é a melhor escolha.
Para boas escolhas sempre devemos comparar os rótulos dos alimentos, em caso de dúvidas sempre consulte um nutricionista.

Dra. Bruna Martins Lima

Nutricionista do Grupo de crianças e adolescentes portadoras de Diabetes
Mellitus de São Caetano do Sul.











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domingo, abril 08, 2012

JUVENTUDE SEQUESTRADA

==EDUCAÇÃO







=============================Rede de Comunicação


O crescimento da aids, o aumento da violência e a escalada das drogas castigam a juventude aqui na velha Europa. A crise econômica, dramática e visível a olho nu, exacerba o clima de desesperança. Para muitos jovens os anos da adolescência serão os mais perigosos da vida.

Desemprego, gravidez precoce, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, aids e drogas compõem a trágica equação que ameaça destruir o sonho juvenil e escancarar as portas para uma explosão de violência. A juventude não foi preparada para a adversidade. E a delinquência é, frequentemente, a manifestação visível da frustração.

A situação é reflexo de uma cachoeira de equívocos e de uma montanha de omissões. O novo perfil da delinquência é o resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e do bombardeio de setores do mundo do entretenimento que se empenham em apagar qualquer vestígio de valores. Tudo isso, obviamente, agravado e exacerbado pela crise econômica e a ausência de expectativas.

Os pais da geração transgressora têm grande parte da culpa. Choram os desvios que cresceram no terreno fertilizado pela omissão. O delito não é apenas reflexo da falência da autoridade familiar. É, frequentemente, um grito de revolta e carência. A pobreza material agride o corpo, mas a falta de amor castiga a alma. Os adolescentes necessitam de pais morais, e não de pais materiais.

Reféns da cultura da autorrealização, alguns pais não suportam ser incomodados pelas necessidades dos filhos. O vazio afetivo, imaginam na insanidade do seu egoísmo, pode ser preenchido com carros, boas mesadas e um celular para casos de emergência. Acuados pela desenvoltura antissocial dos seus filhos, recorrem ao salva-vidas da psicoterapia. E é aí que a coisa pode complicar. Como dizia Otto Lara Rezende, com ironia e certa dose de injusta generalização, “a psicanálise é a maneira mais rápida e objetiva de ensinar a odiar o pai, a mãe e os melhores amigos”. Na verdade, a demissão do exercício da paternidade está na raiz do problema.

Se a crescente falange de adolescentes criminosos deixa algo claro, é o fato de que cada vez mais pais não conhecem os próprios filhos. Não é difícil imaginar em que ambiente afetivo se desenvolvem os integrantes das gangues juvenis. As análises dos especialistas em políticas públicas esgrimem inúmeros argumentos politicamente corretos. Fala-se de tudo. Menos da crise da família. Mas o nó está aí. Se não tivermos a firmeza de desatá-lo, assistiremos, acovardados e paralisados, a uma espiral de violência sem precedentes. É uma questão de tempo. Infelizmente.

Certas teorias no campo da educação, cultivadas em escolas que fizeram uma opção preferencial pela permissividade, também estão apresentando um amargo resultado. Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não traumatizante, está mostrando a sua face criminosa. Ao traçar o perfil de alguns desvios da sociedade norte-americana, o sociólogo Christopher Lach (autor do livro A Rebelião das Elites) sublinha as dramáticas consequências que estão ocultas sob a aparência da tolerância: “Gastamos a maior parte da nossa energia no combate à vergonha e à culpa, pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas.” O saldo é uma geração desorientada e vazia. A despersonalização da culpa e a certeza da impunidade têm gerado uma onda de superpredadores.

O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na origem de inúmeras patologias. A forja do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio.

O pragmatismo e a irresponsabilidade de alguns setores do mundo do entretenimento estão na outra ponta do problema. A era do mundo do espetáculo, rigorosamente medida pelas oscilações do Ibope, tem na violência um de suas alavancas. A transgressão passou a ser a diversão mais rotineira de todas. A valorização do sucesso sem limites éticos, a apresentação de desvios comportamentais num clima de normalidade e a consagração da impunidade têm colaborado para o aparecimento de mauricinhos do crime.

Apoiados numa manipulação do conceito de liberdade artística e de expressão, alguns programas de TV crescem à sombra da exploração das paixões humanas. Ao subestimar a influência perniciosa da violência ficcional, levam adolescentes ao delírio em shows de auditório que promovem uma grotesca sucessão de quadros desumanizadores e humilhantes. A guerra pela conquista de mercados passa por cima de quaisquer balizas éticas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o marketing do entretenimento com conteúdo violento está apontando as baterias na direção do público infantil.

A onipresença de uma televisão pouco responsável e a transformação da internet num descontrolado espaço para a manifestação de atividades criminosas (a pedofilia, o racismo e a oferta de drogas, frequentemente presentes na clandestinidade de alguns sites, desconhecem fronteiras, ironizam legislações e ameaçam o Estado de Direito democrático) estão na origem de inúmeros comportamentos patológicos.

É preciso ir às causas profundas da delinquência. Ou encaramos tudo isso com coragem ou seremos tragados por uma onda de violência jamais vista. O resultado final da pedagogia da concessão, da desestruturação familiar e da crise da autoridade está apresentando consequências dramáticas aqui na Europa. Escarmentemos em cabeça alheia. Chegou para todos a hora de falar claro. É preciso pôr o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os seus efeitos antissociais.










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quarta-feira, abril 04, 2012

A MULHER DE JÓ: UMA INJUSTIÇADA!

EDIFICAÇÃO







===============================Rede de Divulgação

O livro de Jó, considerado o mais antigo livro das escrituras, inicia falando da prosperidade de Jó e de seu relacionamento com Deus que, conversando com Satanás, cobre Jó de elogios. O Acusador não perde a oportunidade de alfinetar o Altíssimo e põe em dúvida se tal fidelidade não é mais fruto de uma barganha do que de intimidade verdadeira. Ao ser provocado, Deus permite que Satanás tenha poder para atormentar a vida de Jó e assim provar qual a origem da sua fidelidade. Começa aí o seu infortúnio.

Neste grande drama há alguns personagens que vão buscar durante o decorrer da história encontrar respostas para o sofrimento de Jó e, por extensão, debater sobre a origem do sofrimento humano em um mundo governado por um Deus justo e bom. Zofar, Bildade e Elifaz se revezam em discursos que ora insinua, ora afirma que deve existir algum pecado em Jó, nem que seja oculto, e que seu sofrimento é justo, pois de Deus não se pode esperar outra coisa. Tais discursos são rebatidos por Jó que reafirma reiteradamente sua inocência e continua a se perguntar sobre o porquê de seu sofrimento.
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O jovem Eliú faz um apanhado geral enfatizando a soberania e sabedoria de Deus condenando todos os demais, tanto os am
igos, quanto o próprio Jó. Por último o próprio Soberano do universo se revela a Jó e não lhe dá resposta alguma, a não ser reafirmar sua soberania o que, paradoxalmente, é resposta mais que suficiente para Jó que ao final responde “antes te conhecia só por ouvir falar, mas agora meus olhos te vêem”.

A mulher de Jó, esta mulher sem nome, como tantas outras mulheres da Bíblia – lembremos que até mesmo aquela que ungiu Jesus com alabastro e da qual Cristo disse que jamais seria esquecida por causa do seu gesto, também permanece anônima – era apenas uma coadjuvante.

De todos os personagens da narrativa, ela é quem tem a menor fala e menor espaço para se expressar. Não foi dado a ela o mesmo destaque dado aos discursos eloqüentes e vazios de Zofar, Bildade, Elifaz, nem teve a honra de ser a última a discursar, como o jovem Eliú. Sua participação foi um átimo, um único versículo que serviu para encerrá-la para sempre no panteão das mulheres vilãs da Bíblia com a companhia nada honrosa de Jezabel, Safira, a mulher de Ló – mais uma anônima - e outras menos cotadas.

No imaginário judeu/cristão a mulher de Jó sempre foi considerada como o protótipo da mulher insana, afetada, sem juízo, e antagônica a seu marido. Tudo por causa de sua única fala.

Como eu não estou aqui para ser mais um a jogar pedras, gostariam de mais uma vez, como sempre fazemos aqui no nosso espaço, convidar você a me acompanhar em mais uma viagem para além da tradição e dar a esta mulher o benefício da dúvida, nos permitindo entrever algo de belo em seu gesto e nos surpreender com uma inesperada lição da graça de Deus, mesmo quando Ele permite algo que para muitos de nós soa contraditório.

“Amaldiçoa seu Deus e morre”. Esta foi a frase que fez com que ela caísse em desgraça aos nossos olhos. Uma única frase, perdida lá no versículo nove do capítulo dois do livro, mas que serviu de argumento para o seu linchamento moral. Linchamento moral é algo que fazemos com enorme facilidade, mas que tal irmos para além da frase? Que tal buscarmos as motivações que a levaram a esta atitude extrema? Que tal averiguarmos se esta mulher é tão indigna e condenável para Deus quanto os nossos julgamentos determinam?

A mulher de Jó não é alguém que aparece do nada na história, não é uma transeunte que passa aleatoriamente e resolve dar sua opinião, não é sequer como os amigos de Jó que se compadeceram dele e lhe fizeram companhia, mas que depois disso iriam para suas casas e suas vidas. Não, ela era a pessoa mais próxima de Jó. E se Jó sofreu com os infortúnios que caíram sobre ele, ela também sofreu junto e amargou todas as perdas.
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Difere
nte dos amigos de Jó, ela estava padecendo conjuntamente do mesmo mal que se abateu sobre seu marido. Ela perdera seus filhos, sua casa, seus bens, sua dignidade e, naquele momento, via o homem a quem havia devotado uma vida ali, sobre um monturo, cheio de chagas malignas que iam da cabeça aos pés, coçando-se com um caco para aliviar sua agonia.

Nada mais injusto! Pensava ela.

Mais do que ninguém ela sabia da injustiça daquela punição. Era ela quem presenciava quando Jó chamava seus dez filhos para os santificarem, mesmo já sendo adultos. Era ela quem acordava à noite, tocava na cama procurando seu marido e não o encontrava, ia achá-lo na madrugada fazendo sacrifícios a Deus por amor à vida de seus filhos, que foram mortos todos de uma vez sem razão aparente. Era ela quem presenciava dia a dia a integridade e retidão de Jó em todas as coisas. Nos negócios, na família, entre os mais necessitados e na vida conjugal.

A mulher de Jó foi o único personagem que lhe reconheceu a inocência. E exatamente por não ver em seu marido falha alguma a ponto de receber tão grande punição é que ela revolta-se em um desabafo desesperado, sim desabafo de quem vê sua vida ruir da noite para o dia, de quem tinha uma vida em paz e temor a Deus e que se vê saqueada, sem seus filhos, sem ter como se sustentar e vendo o homem a quem amava em agonia de morte.

“Assim como fala um louca, falas tu” é a repreensão que ela ouve de Jó e, após ouvir estas palavras, cala-se, não contra-argumenta, nem rebate, apenas cala-se, como a reconhecer seu erro, ao contrário dos amigos que em nenhum momento deram descanso e só foram reconhecer o mal que fizeram depois que o próprio Deus ordenou.

A mulher de Jó representa este grito angustiado que eu e você temos no peito todas as vezes que sofremos as injustas peças pregadas pela vida. É a voz que clama por um mundo em que haja algum tipo de lógica, em que os maus sejam efetivamente punidos e os bons recebam de Deus benevolência. Ela é a porta-voz que nos mostra que nem sempre as coisas fazem sentido, que injustiças acontecem com pessoas boas e a nossa teologia nem sempre consegue responder. É a testemunha de que todos nós, em algum momento da vida, também nos revoltamos contra Deus.

Enfim, ela é muito parecida conosco, talvez por isso nós a repudiamos. Pois somos tão envolvidos e contaminados por idealizações que não reconhecemos quando vemos nossa própria face no espelho.

Mas, apesar de todos os nossos preconceitos e condenações. Apesar de todo o estigma que ela sofreu posteriormente. Deus, que é quem verdadeiramente sonda e conhece os corações e as motivações, honrou-a ainda em vida. Sim, pois Deus devolveu-lhe a saúde do marido, restituiu-lhe os bens e, suprema honra para as mulheres da antiguidade, deu-lhe mais dez filhos.

E, para confirmar que Ele entende nossas angústias e dúvidas mais do que nós mesmos gostamos de reconhecer e que Sua graça alcança até mesmo àqueles que para nós são execráveis, Ele, o Único a quem cabe estabelecer justiça, não lançou nenhuma palavra de crítica ou de condenação a esta louca mulher que teve a coragem de expressar livremente sua dor.

Pense nisso,









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segunda-feira, abril 02, 2012

UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE A INFÂNCIA, JUVENTUDE E A FAMÍLIA

=MENSAGEM







===============================
Rede de Divulgação


Hoje é moda, literalmente dizendo, a utilização de uma terminologia tão atraente e sofisticada quanto pedante e ineficaz, por parte das autoridades e estudiosos que pretendem solucionar a questão do abandono da infância e o processo de desintegração moral que caracteriza a formação da juventude brasileira, onde valores como honestidade, respeito, palavra, fidelidade, limites, deveres, verdade e outros são tido como elementos ultrapassados, não modernos que impedem a evolução e opõe-se às novidades.

Termos como leituras da sociedade, políticas afirmativas e outras pérolas soam doce aos ouvidos da intelectualidade. Aí está o problema, esse devaneio vaidoso e sofisticado, que tem a máxima de que tudo o que é novo é bom, quando novidade é apenas novidade podendo ser boa ou ruim, e em se tratando de relações humanas deve-se ter muito cuidado e prudência com os novos conceitos.

O centro do problema é este: a destruição sutil e sistemática da família monogâmica tradicional é o principal problema da infância e do desenvolvimento da juventude, acompanhada da destruição dos valores acima citados, tomados por retrógrados, substituídos por uma liberdade total e lasciva, sem limites, anárquica, o prazer pelo prazer, mas que têm nos mostrado seus resultados práticos atuais, que são desastrosos.

Há a questão das diferentes condições econômicas dos indivíduos que são imperativas, mas o eixo do problema é o futuro da família e seu resgate como núcleo e base sólida da formação do indivíduo, e todas as políticas de afirmação e leituras da sociedade devem ser dirigidas nesse sentido. A mídia ou imprensa, como queiram, tem um papel fundamental nesse processo, hoje mais destruidora do que redentora, alardeando a esperança da criança e pregando o adultério, desencentivando o casamento, incentivando o erotismo frenético e vulgar, em nome da liberdade, ou seja, apagando o fogo com gasolina.
=
A solução é um choque ético, uma campanha nacional de moralização e restauração de valores e princípios, dirigindo sob este aspecto todos os investimentos sociais, e a educação será uma excelente ferramenta para isso. É um tema crucial, que deve começar a ser debatido e tratado, principalmente por quem amo sua própria família.









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