Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

quarta-feira, abril 04, 2012

A MULHER DE JÓ: UMA INJUSTIÇADA!

EDIFICAÇÃO







===============================Rede de Divulgação

O livro de Jó, considerado o mais antigo livro das escrituras, inicia falando da prosperidade de Jó e de seu relacionamento com Deus que, conversando com Satanás, cobre Jó de elogios. O Acusador não perde a oportunidade de alfinetar o Altíssimo e põe em dúvida se tal fidelidade não é mais fruto de uma barganha do que de intimidade verdadeira. Ao ser provocado, Deus permite que Satanás tenha poder para atormentar a vida de Jó e assim provar qual a origem da sua fidelidade. Começa aí o seu infortúnio.

Neste grande drama há alguns personagens que vão buscar durante o decorrer da história encontrar respostas para o sofrimento de Jó e, por extensão, debater sobre a origem do sofrimento humano em um mundo governado por um Deus justo e bom. Zofar, Bildade e Elifaz se revezam em discursos que ora insinua, ora afirma que deve existir algum pecado em Jó, nem que seja oculto, e que seu sofrimento é justo, pois de Deus não se pode esperar outra coisa. Tais discursos são rebatidos por Jó que reafirma reiteradamente sua inocência e continua a se perguntar sobre o porquê de seu sofrimento.
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O jovem Eliú faz um apanhado geral enfatizando a soberania e sabedoria de Deus condenando todos os demais, tanto os am
igos, quanto o próprio Jó. Por último o próprio Soberano do universo se revela a Jó e não lhe dá resposta alguma, a não ser reafirmar sua soberania o que, paradoxalmente, é resposta mais que suficiente para Jó que ao final responde “antes te conhecia só por ouvir falar, mas agora meus olhos te vêem”.

A mulher de Jó, esta mulher sem nome, como tantas outras mulheres da Bíblia – lembremos que até mesmo aquela que ungiu Jesus com alabastro e da qual Cristo disse que jamais seria esquecida por causa do seu gesto, também permanece anônima – era apenas uma coadjuvante.

De todos os personagens da narrativa, ela é quem tem a menor fala e menor espaço para se expressar. Não foi dado a ela o mesmo destaque dado aos discursos eloqüentes e vazios de Zofar, Bildade, Elifaz, nem teve a honra de ser a última a discursar, como o jovem Eliú. Sua participação foi um átimo, um único versículo que serviu para encerrá-la para sempre no panteão das mulheres vilãs da Bíblia com a companhia nada honrosa de Jezabel, Safira, a mulher de Ló – mais uma anônima - e outras menos cotadas.

No imaginário judeu/cristão a mulher de Jó sempre foi considerada como o protótipo da mulher insana, afetada, sem juízo, e antagônica a seu marido. Tudo por causa de sua única fala.

Como eu não estou aqui para ser mais um a jogar pedras, gostariam de mais uma vez, como sempre fazemos aqui no nosso espaço, convidar você a me acompanhar em mais uma viagem para além da tradição e dar a esta mulher o benefício da dúvida, nos permitindo entrever algo de belo em seu gesto e nos surpreender com uma inesperada lição da graça de Deus, mesmo quando Ele permite algo que para muitos de nós soa contraditório.

“Amaldiçoa seu Deus e morre”. Esta foi a frase que fez com que ela caísse em desgraça aos nossos olhos. Uma única frase, perdida lá no versículo nove do capítulo dois do livro, mas que serviu de argumento para o seu linchamento moral. Linchamento moral é algo que fazemos com enorme facilidade, mas que tal irmos para além da frase? Que tal buscarmos as motivações que a levaram a esta atitude extrema? Que tal averiguarmos se esta mulher é tão indigna e condenável para Deus quanto os nossos julgamentos determinam?

A mulher de Jó não é alguém que aparece do nada na história, não é uma transeunte que passa aleatoriamente e resolve dar sua opinião, não é sequer como os amigos de Jó que se compadeceram dele e lhe fizeram companhia, mas que depois disso iriam para suas casas e suas vidas. Não, ela era a pessoa mais próxima de Jó. E se Jó sofreu com os infortúnios que caíram sobre ele, ela também sofreu junto e amargou todas as perdas.
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Difere
nte dos amigos de Jó, ela estava padecendo conjuntamente do mesmo mal que se abateu sobre seu marido. Ela perdera seus filhos, sua casa, seus bens, sua dignidade e, naquele momento, via o homem a quem havia devotado uma vida ali, sobre um monturo, cheio de chagas malignas que iam da cabeça aos pés, coçando-se com um caco para aliviar sua agonia.

Nada mais injusto! Pensava ela.

Mais do que ninguém ela sabia da injustiça daquela punição. Era ela quem presenciava quando Jó chamava seus dez filhos para os santificarem, mesmo já sendo adultos. Era ela quem acordava à noite, tocava na cama procurando seu marido e não o encontrava, ia achá-lo na madrugada fazendo sacrifícios a Deus por amor à vida de seus filhos, que foram mortos todos de uma vez sem razão aparente. Era ela quem presenciava dia a dia a integridade e retidão de Jó em todas as coisas. Nos negócios, na família, entre os mais necessitados e na vida conjugal.

A mulher de Jó foi o único personagem que lhe reconheceu a inocência. E exatamente por não ver em seu marido falha alguma a ponto de receber tão grande punição é que ela revolta-se em um desabafo desesperado, sim desabafo de quem vê sua vida ruir da noite para o dia, de quem tinha uma vida em paz e temor a Deus e que se vê saqueada, sem seus filhos, sem ter como se sustentar e vendo o homem a quem amava em agonia de morte.

“Assim como fala um louca, falas tu” é a repreensão que ela ouve de Jó e, após ouvir estas palavras, cala-se, não contra-argumenta, nem rebate, apenas cala-se, como a reconhecer seu erro, ao contrário dos amigos que em nenhum momento deram descanso e só foram reconhecer o mal que fizeram depois que o próprio Deus ordenou.

A mulher de Jó representa este grito angustiado que eu e você temos no peito todas as vezes que sofremos as injustas peças pregadas pela vida. É a voz que clama por um mundo em que haja algum tipo de lógica, em que os maus sejam efetivamente punidos e os bons recebam de Deus benevolência. Ela é a porta-voz que nos mostra que nem sempre as coisas fazem sentido, que injustiças acontecem com pessoas boas e a nossa teologia nem sempre consegue responder. É a testemunha de que todos nós, em algum momento da vida, também nos revoltamos contra Deus.

Enfim, ela é muito parecida conosco, talvez por isso nós a repudiamos. Pois somos tão envolvidos e contaminados por idealizações que não reconhecemos quando vemos nossa própria face no espelho.

Mas, apesar de todos os nossos preconceitos e condenações. Apesar de todo o estigma que ela sofreu posteriormente. Deus, que é quem verdadeiramente sonda e conhece os corações e as motivações, honrou-a ainda em vida. Sim, pois Deus devolveu-lhe a saúde do marido, restituiu-lhe os bens e, suprema honra para as mulheres da antiguidade, deu-lhe mais dez filhos.

E, para confirmar que Ele entende nossas angústias e dúvidas mais do que nós mesmos gostamos de reconhecer e que Sua graça alcança até mesmo àqueles que para nós são execráveis, Ele, o Único a quem cabe estabelecer justiça, não lançou nenhuma palavra de crítica ou de condenação a esta louca mulher que teve a coragem de expressar livremente sua dor.

Pense nisso,









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Fruto do Espírito - Mensagem

segunda-feira, abril 02, 2012

UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE A INFÂNCIA, JUVENTUDE E A FAMÍLIA

=MENSAGEM







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Rede de Divulgação


Hoje é moda, literalmente dizendo, a utilização de uma terminologia tão atraente e sofisticada quanto pedante e ineficaz, por parte das autoridades e estudiosos que pretendem solucionar a questão do abandono da infância e o processo de desintegração moral que caracteriza a formação da juventude brasileira, onde valores como honestidade, respeito, palavra, fidelidade, limites, deveres, verdade e outros são tido como elementos ultrapassados, não modernos que impedem a evolução e opõe-se às novidades.

Termos como leituras da sociedade, políticas afirmativas e outras pérolas soam doce aos ouvidos da intelectualidade. Aí está o problema, esse devaneio vaidoso e sofisticado, que tem a máxima de que tudo o que é novo é bom, quando novidade é apenas novidade podendo ser boa ou ruim, e em se tratando de relações humanas deve-se ter muito cuidado e prudência com os novos conceitos.

O centro do problema é este: a destruição sutil e sistemática da família monogâmica tradicional é o principal problema da infância e do desenvolvimento da juventude, acompanhada da destruição dos valores acima citados, tomados por retrógrados, substituídos por uma liberdade total e lasciva, sem limites, anárquica, o prazer pelo prazer, mas que têm nos mostrado seus resultados práticos atuais, que são desastrosos.

Há a questão das diferentes condições econômicas dos indivíduos que são imperativas, mas o eixo do problema é o futuro da família e seu resgate como núcleo e base sólida da formação do indivíduo, e todas as políticas de afirmação e leituras da sociedade devem ser dirigidas nesse sentido. A mídia ou imprensa, como queiram, tem um papel fundamental nesse processo, hoje mais destruidora do que redentora, alardeando a esperança da criança e pregando o adultério, desencentivando o casamento, incentivando o erotismo frenético e vulgar, em nome da liberdade, ou seja, apagando o fogo com gasolina.
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A solução é um choque ético, uma campanha nacional de moralização e restauração de valores e princípios, dirigindo sob este aspecto todos os investimentos sociais, e a educação será uma excelente ferramenta para isso. É um tema crucial, que deve começar a ser debatido e tratado, principalmente por quem amo sua própria família.









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Prof. Marcio de Assis - Portal da Família

sábado, março 31, 2012

GERAÇÃO DDD

=MENSAGEM







================================Rede de Divulgação



Estamos vivendo no meio da geração mais egoísta, individualista e ganancios
a que o cristianismo já produziu ao longo de sua história. Infelizmente, hoje há um inimaginável apego ao sucesso terreno como fruto da verdadeira fé. E este sucesso, além de terreno é mundano, pois pouco importa os meios, o que interessa são os resultados.
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Há um pragmatismo que impera no meio cristão e faz com que só se entenda fé através de vida próspera, saúde inabalável e
repreensão de demônios. É a geração DDD que nada tem a ver com “Discagem Direta à Distância”, mas com o trinômio “Demônios, Dinheiro e Doença” que norteiam boa parte dos nossos cultos.
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Boa parte das experiências religiosas visa a cartase coletiva, na busca do espetaculoso. Nos cultos que fazem da expulsão de demônio um show, alguns pregadores chegam mesmo a convidar pessoas supostamente endemoninhadas para serem “entrevistadas” antes de terem o tal espírito maligno expulso. Outros fincam suas bandeiras na cura física, e é relativamente comum vermos aglomerações de pessoas tentando tocar o líder a fim de receber a bênção da cura. Outros, ainda, centram sua teologia na prosperidade financeira como pedra angular da fé. Recentemente, foi exibida a casa de um desses líderes repleta de sinais de ostentação e esnobismos.
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Este é o mundo onde eu e vocês estão inseridos. Um mundo de sentimentos superficiais, de adoração que pouco tem a ver com transformação de vida, de amor interesseiro nas bênçãos e nos supostos direitos adquiridos. Uma geração preguiçosa que detesta EBD e só se mobiliza quando há cultos festivos; que tem ojeriza aos cultos de oração, mas que não perde um “louvorzão”; que se entedia com as pregações que não sejam repletas de palavras de ordem, garantias de vitória e gritos de guerra.
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O resultado disso tudo é que, apesar de já sermos mais de quinze por cento da população do país, a triste verdade é que fazemos muito pouca diferença. Para nossa geração o que importa é o eu. O nosso ego satisfeito é o que resume a nossa fé. Se eu estou bem financeiramente, se minha família não encontra problemas de relacionamento ou de vícios, se a saúde dos meus está boa pouco importam as necessidades dos outros. Posso quando muito orar, se lembrar, entre um pedido e outro que faço a fim de satisfazer meus próprios interesses.
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Esta é a geração DDD. Este é o cristianismo atual. Mas você não precisa estar incluso nele. A Palavra do Senhor nos fala de um homem chamado Elias que um dia, vendo a corrupção da sua geração, pediu a morte como alívio. Mas o Senhor o lembrou de que ainda havia um remanescente fiel que não havia dobrado seus joelhos ante Baal.
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Sempre houve e sempre haverá um remanescente fiel. E agora, neste momento há uma geração de verdadeiros adoradores que não necessitam da benção para crer, que não buscam barganhas com Deus para servi-Lo, que têm na presença Dele o motivo de sua fé. Uma geração de homens e mulheres que experimentaram o arrependimento e andam em santidade, não por medo, não por interesse, mas unicamente por um coração transformado que simplesmente não sente prazer em obras mortas.
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A esta geração de Cristo, que nunca será vencida e que avança contra todo o tipo de opressão maligna e liberta os cativos arrebentando as portas do inferno. A esta geração cabe a missão de se posicionar com mansidão e amor para proclamar o verdadeiro evangelho que não se baseia na prosperidade, nem na cura, nem nas intermináveis campanhas de exorcismos, nem em festividades vazias, mas na presença do Senhor Jesus, na graça, no arrependimento e na cruz.










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Pr. Denilson Torres - Fruto do Espírito


terça-feira, março 27, 2012

A SOCIEDADE EM REDE

==MENSAGEM








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Rede de Divulgação


Em 1999, Manoel Castells cunhou o conceito de sociedade informacional, global e em rede para identificar uma nova forma de economia que, segundo ele, surgiu em escala global no último quartel do século XX, após a revolução da tecnologia da informação fornecer a base material indispensável para sua criação. Para o autor, estamos testemunhando um ponto de descontinuidade histórica, pois “a emergência de um novo paradigma tecnológico organizado em torno de novas tecnologias da informação, mais flexíveis e poderosas, possibilita que a própria informação se torne o produto do processo produtivo”.

O autor tenta, segundo suas próprias palavras, estimar a especificidade histórica da nova economia, delinear suas principais características e explorar a estrutura e a dinâmica de um sistema econômico mundial.

Ele inicia como se dá a relação entre produtividade, competitividade e a economia informacional, ressaltando que os caminhos específicos do aumento de produtividade definem a estrutura e a dinâmica de um determinado sistema econômico.

Seleciona e apresenta dados sobre a evolução da produtividade em vários países em diversos períodos, como também informações sobre os EUA, para responder ao questionamento se a produtividade baseada em conhecimento é específica da economia informacional. Outro tema estudado pelo autor é a relação entre e informacionalismo e capitalismo, produtividade e lucratividade.

Para ele, “as empresas estarão motivadas não pela produtividade, e sim pela lucratividade e pelo aumento do valor de suas ações”, acrescentando que uma nova economia global foi criada e moldada a partir da busca da lucratividade pelas empresas e a mobilização das nações a favor da competitividade, introduzindo novos arranjos variáveis na nova equação histórica entre a tecnologia e a produtividade.

O autor ressalta a especificidade histórica do informacionalismo, assegurando que a mesma não é baseada apenas na informação, pois possui também atributos culturais e institucionais.

Analisa a estrutura, dinâmica e gênese da economia global, que também é informacional, a partir de tópicos como mercados financeiros globais, cada dia mais interdependentes, e o crescimento e transformação do comércio internacional, acarretando uma verdadeira globalização dos mercados de bens e serviços.

Outro assunto que Castells traz para o debate é a aparente contradição existente entre globalização e regionalização, com o surgimento dos blocos de comércio, como NAFTA, União Européia e MERCOSUL, afirmando que isso demonstra o papel dos governos e das instituições internacionais no processo de globalização. De acordo com Castells, outro aspecto que mostra a complexidade político-econômica da globalização é a internacionalização da produção, com os grupos empresariais multinacionais e redes internacionais de produção. Ele apresenta dados sobre investimentos estrangeiros e fusões e aquisições internacionais, além de informações sobre sedes de grupos empresariais e filiais estrangeiras em vários países.

Castells assegura também que a produtividade e a competitividade na produção informacional baseiam-se na geração de conhecimentos e no processamento de dados e, a partir daí, discute a produção informacional e globalização seletiva da ciência e da tecnologia.

O autor discorre ainda sobre o surgimento de uma mão-de-obra global especializadíssima, que vem sendo requisitada no mundo inteiro e, portanto, não segue regras normais das leis de imigração, do salário e das condições de trabalho. Por outro lado, ressalta, existem multidões do mundo sem habilidades específicas, que se - tornam imigrantes ilegalmente.

O autor diz que a economia global não é uma economia planetária, pois não abarca todos os processos econômicos do planeta, não abrange todos os territórios.











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Prof. Manuel Castells - Membro Shvoong