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sexta-feira, agosto 19, 2011

SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA ALERTA SOBRE TOXIDADES HEPÁTICAS CAUSADAS POR CHÁS E ERVAS

CUIDANDO DA SAÚDE









Quase todos os centros de hepatologia do País relatam a crescente suspeita de hepatite tóxica provocada por chás, ervas e fitoterápicos, informa a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).
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Preocupada com esse problema, SBH realizou neste ano um encontro para discutir o assunto, e observou que não existem estudos que comprovem a eficácia e a segurança para o uso desses produtos no Brasil. Mas foram vários os relatos de toxicidade pela ingestão de chá-verde, confrei, sacaca, erva-cavalinha, unha-de-gato, cáscarasagrada, mãe-boa, entre outras.
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Para Raymundo Paraná, Presidente da SBH, "a ciência médica não comporta preconceito, portanto não é contrária aos fitoterápicos nem a outros métodos não alopáticos, mas exige um critério de avaliação."
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As conclusões foram encaminhadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ao Ministério da Saúde.
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A SBH está agora preparando um cadastro nacional de hepatoxicidade, que inclui os medicamentos alopáticos, fitoterápicos, complementos alimentares e a chamada medicina natural.
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O objetivo será oferecer às autoridades de saúde informações estratégicas. "Oxalá, autoridades de saúde despertem para esse tema", finaliza Paraná.
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O hepatologista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso, Francisco Couto, analisou 12 publicações sobre o uso de fitoterápicos no tratamento da aids e das hepatites crônicas do tipo B e C.
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Essas publicações avaliaram centenas de pessoas e abordavam, sobretudo, ensaios sobre a medicina tradicional chinesa. Segundo Couto, a maioria dos trabalhos avaliava desfechos e seleção de casos diferentes, incluindo muitas vezes até 10 plantas, o que torna difícil dizer qual princípio ativo, de fato, é eficaz.
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No entanto, a análise apontou para melhores resultados da terapia alternativa quando comparada ao Inteferon apenas ou a Ribavirana no tratamento das hepatites.
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Para o tratamento da aids, não ouve melhora do padrão imunológico, mas observou-se uma melhora na sensação do bem-estar dos pacientes analisados.
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O alerta da SBH e a análise do professor Couto sugerem que o uso de produtos fitoterápicos carece de pesquisas sobre sua efetividade e que apesar de serem naturais podem provocar toxidade.




















Igreja Presbiteriana do Brasil
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Diác. Rilvan Stutz "O Servo com Cristo!"

Sociedade Brasileira de Hepatologia
Fonte: Prontuário de Notícias - Portal

terça-feira, agosto 16, 2011

A ADVERDIDADE DOS COGUMELOS

CUIDANDO DA SAÚDE












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Pesquisador solitário cataloga espécies até desconhecidas da Ciência

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Num país de florestas, onde a variedade de árvores nobres é imensa e chega a dar vertigem observar, lá em cima, a copa de gigantes como o jequitibá, a sumaúma ou a araucária, são poucos os interessados em voltar os olhos para baixo e pesquisar a diversidade de pequenas plantas, chamadas de inferiores, porque não realizam fotossíntese. Nossos fungos ou cogumelos crescem, assim, como ilustres desconhecidos em meio a restos de folhas, no chão das matas ou sobre troncos e galhos em decomposição. Cumprem, sem alarde, o papel fundamental de reciclar e disponibilizar os nutrientes para todas as outras plantas, incluindo as árvores nobres.
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Enquanto cada espécie da flora considerada útil tem 3 ou mais nomes - indígenas, populares e científicos - a maioria dos cogumelos brasileiros é chamada por apelidos genéricos. Eles refletem apenas a associação a mitos e lendas - casinha-de-sapo, por exemplo - ou à diversidade de formas - orelha-de-pau, ninho de pássaro, estrela, taça, esponja e chapéu, com ou sem 'rendas'. Nas matas de Antonina, no Paraná, porém, um especialista em cogumelos, micólogo autodidata, anda na contramão dessa falta de interesse.
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O holandês André de Meijer mora há 25 anos no Brasil e, neste período, entre a Mata Atlântica e a Mata de Araucária, já reconheceu e ajudou a catalogar 1.000 espécies de macro fungos, cogumelos que possuem corpo frutífero e podem ser vistos a olho nu. Para apresentar pelo menos uma parte delas ao grande público, Meijer agora trabalha em um livro ilustrado, com as 100 principais espécies representadas em aquarelas, a ser editado em português e inglês, em parceria com a Embrapa Florestas. A instituição recebe todas as amostras coletadas, para análise. E Meijer também conta com apoio da entidade ambientalista Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).
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Os cogumelos já catalogados, muitos deles novos para a Ciência, variam em diâmetro de meio milímetro - tamanho da cabeça de um alfinete - até 1 metro. "As espécies do gênero Mycenae, por exemplo, são muito pequenas. Às vezes seu chapéu chega a apenas 3 mm. Quase que não dá para enxergar", observa André de Meijer. "Uma vez estava fazendo um trabalho, ajoelhei na floresta e fiquei vasculhando 1 metro quadrado, onde encontrei 8 espécies diferentes desse fungo. Demorei uma hora para encontrar o último".
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Em outubro de 2003, ao contrário, a surpresa foi topar com um cogumelo que tinha 60 cm de diâmetro em seu chapéu, uma haste de 40 cm e pesava 2 kg. O Macrocybe titans foi localizado junto à comunidade do Lageado, no município de Antonina. A biomédica Maria Angela Amazonas, parceira do holandês, estuda as propriedades do gigante. "Aqui na Embrapa, queremos ver se esse cogumelo é comestível ou não, além de avaliar seu potencial de mercado", explica a pesquisadora.
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Outra espécie de interesse, encontrada na Reserva da Cachoeira, da SPVS, de 8.700 hectares, é o Ganoderma stipitatum, um fungo de consistência dura, pé curto, chapéu aplainado, cor marrom escura meio avermelhada, brilhante e liso, como se tivesse sido envernizado. O exemplar coletado possui uma seqüência de três camadas de chapéus, num total de 35 cm de diâmetro. Ele é parecido com outra espécie do mesmo gênero - Ganoderma lucidum - nativa do hemisfério norte e cultivada comercialmente por suas propriedades medicinais contra tumores, inflamações e vírus. A expectativa é de que a espécie brasileira tenha propriedades semelhantes às da norte americana.
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"Estamos aguardando a liberação de recursos do governo, com financiamento do Banco Mundial, para iniciar um projeto na área de macro fungos, com a duração de três anos e a participação de várias instituições paranaenses", diz Maria Angela. "Meu sonho é que as pesquisas sobre cogumelos levem à descoberta de cura para várias doenças", completa Meijer. Ele mora sozinho, em uma cabana de madeira, no meio do mato, na reserva da SPVS. E lamenta a falta de interlocutores. "Na Holanda existem cerca de 2.500 espécies de fungos e uns 30 pesquisadores especializados. Só aqui no Paraná são 1.700 espécies conhecidas, mas eu sou o único pesquisador".
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Seu isolamento, associado ao fato de não ter nascido no Brasil, faz com que algumas pessoas o vejam como um estrangeiro mais interessado em biopirataria do que em pesquisas que beneficiem o país. "Às vezes até me sinto como o Holandês Voador, da lenda do século 17, capitão de um navio fantasma condenado a navegar eternamente, sem poder atracar em nenhum porto", resume. "Continuo me sentindo como um estrangeiro, mesmo com 25 anos de Brasil, mas tudo o que quero é ser tratado como colega pelos outros pesquisadores e poder trocar experiências".
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Se falta um diploma universitário a Meijer, sobram conhecimentos práticos, adquiridos em pacientes e atentas caminhadas pelas matas, e pela leitura de livros e mais livros, por horas a fio, em português, holandês ou inglês. Meijer comenta que a biodiversidade brasileira ainda o impressiona. "Em toda a Holanda, há 200 espécies de pássaros. O mesmo número que existe aqui, nesta reserva florestal", afirma.
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Além dos cogumelos, observar aves na mata é outra paixão do holandês e ele também faz um catálogo de espécies, enquanto aguarda a licença para continuar a pesquisar fungos na floresta. Sabe de cor o nome da maioria, a época em que estão na reserva e quando vão embora, pois muitas são migratórias. Apesar de as pessoas o considerarem um ermitão, ele não é avesso a conversar e receber visitas. E a boa prosa pode se estender por muitas horas, principalmente quando o assunto é cogumelo.
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Bem disposto, apesar do frio, o holandês acompanha nossa reportagem num giro pela mata de Antonina. Em cerca de uma hora, aponta e identifica uma dezena de espécies, de aspecto e uso provável bem diferenciados. O chapéu branco, cheio de texturas do Polyporus tenuiculus e a consistência firme do Armillaria, por exemplo, parecem indicar bom potencial culinário. As orelhas-de-pau dos gêneros Phellinus e Stereum remetem aos costumes dos índios ashaninka do Acre, que assam fungos semelhantes na brasa, com um pouco de sal e envoltos na palha de sororoca (nome genérico de plantas do gênero Calathea).
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Já o vermelho vivo do Higrocybe alerta para uma possível toxicidade, enquanto o contorno disforme do Tyromyces e a semelhança do Xylariaceae com um plástico colado ao tronco, que lhe serve de suporte, nos fazem pensar em aplicações farmacêuticas ou mesmo químicas. No universo dos fungos, porém, mais do que em qualquer outro, as aparências enganam. E o engano pode ser fatal. Não são poucas as histórias de acidentes, com famílias inteiras intoxicadas pelo consumo indevido de espécies perigosas, confundidas com cogumelos comestíveis. Por isso, melhor mesmo é aguardar as avaliações da Embrapa Florestas, para saber exatamente o que esperar da biodiversidade dos fungos paranaenses, aos poucos revelada pelo holandês voador.
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João Prudente - Paraná


















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Terra da Gente - João Prudente - Paraná


sexta-feira, agosto 12, 2011

MODELOS FAMILIARES: CASAMENTO GAY

TEMA EDUCAÇÃO - OPINIÃO










Na proposta de casamento gay, algumas perguntas, que correspondem a razões de ordem pública equacionáveis dentro da ética dialógica que conduz o fio do debate jurídico no seio social, devem ser respondidas antes de se chegar a uma conclusão.

O que é mais importante para a gênese do tecido social: o casamento dotado de complementaridade sexual ou as parcerias homossexuais? Em qual deles reside o princípio autoconstitutivo e “genético” da sociedade? Em qual deles, segundo suas peculiaridades intrínsecas, os valores podem ser melhor transmitidos à geração sucessiva? Em qual deles, os novos cidadãos crescerão melhor, de modo a estruturar-se e ampliar, de modo natural, as próprias personalidades?
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Em qual deles se respeita a opção natural da criança em gerar prole quando alcançar a maturidade? Que obrigações a sociedade deve assumir em relação a um e outro e em que grau? Em que medida cada um deles contribui para o incremento do bem comum? A equiparação da parceria homossexual à condição matrimonial não seria um privilégio, afetando o princípio da igualdade? A negação do status quo do matrimônio seria uma discriminação para a parceria homossexual?
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Discriminar é separar, distinguir. Continuamente separamos e distinguimos. Diferenciamos entre pessoas boas e ruins, livros agradáveis e desagradáveis, comidas palatáveis e não palatáveis. Cada vez que elegemos algo, discriminamos inconscientemente, pois, ao optar por este, descartamos aqueles. Discriminar é necessário e inevitável. Apenas é reprovável a discriminação injusta, aquela que carece de qualquer fundamento. Assim, chamar cada coisa pelo devido nome é uma justa discriminação.
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Nesta hipótese, não me parece que as atuais proibições dos homossexuais em contrair matrimônio impliquem numa discriminação estritamente falando ou mesmo numa negação de direitos a uma minoria.
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O ponderado fator de discrímen reside justamente nos elementos objetivos que o direito exige para que um fato da vida seja dotado de juridicidade familiar: a dimensão procriadora, os desimpedimentos legais para a constituição dos vínculos familiares, segundo a ordem social (artigo 1.521 do Código Civil), e a exterioridade da relação, como as declarações expressas de vontade e a filiação.

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É necessário refletir sobre a diferença entre o comportamento homossexual como fenômeno privado e como comportamento público, legalmente previsto, aprovado e convertido em uma das instituições do ordenamento jurídico. As leis civis são os princípios que estruturam a vida do homem em sociedade, para o bem ou para o mal, segundo seus fins naturais.

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As formas de vida e os modelos nelas traçados não somente configuram a vida social exteriormente, mas tendem a modificar, nas novas gerações, a correta compreensão e valoração dos comportamentos empiricamente vividos no seio social. A extensão do matrimônio para os homossexuais pela via legal estaria destinada a provocar o obscurecimento da percepção de valores fundamentais e caros para a sociedade, dado que atrelados à sua própria subsistência.
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Recordo-me de uma passagem do tresloucado príncipe da Dinamarca. Polônio, o conselheiro-chefe do rei Cláudio e símbolo da prudência naquela tragédia, certa feita, ao fim de um dos delírios de Hamlet, pronuncia que “though this be madness, yet there is method in’t”. É loucura, mas há método nela, em tradução livre. E quem é a primeira vítima, ainda que acidental, do príncipe adoidado, que produz um banho de sangue? Justamente Polônio, justamente a ponderação!
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Esta passagem literária tem uma carga simbólica muito grande neste caso. Ao se preconizar o alegado direito ao casamento gay de forma lancinante, o direito pode ser a primeira vítima da insensatez desta proposta. Justamente o direito, justamente a ponderação! E, inserindo esta idéia no âmbito do movimento homossexual, ideologicamente considerado, seguramente, pode-se dizer: é loucura, mas há método nela.
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Uma casa não é necessariamente um lar. Conferir o status do casamento para a parceria homossexual, com todos os direitos e deveres daí inerentes, não atenderá aos anseios que tanto se anunciam pelo movimento homônimo, pois, por mais paradoxal que pareça, provocará a própria autodiscriminação da homossexualidade, ao se pretender desconhecer a realidade desta condição. Em suma, misturar tudo para alegar o novo apenas serve para revelar os contornos do velho. Salvo melhor juízo, é o que penso.

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André Gonçalves Fernandes, nascido em 1974, é Juiz de Direito da 2ª Vara Cível e de Família da Comarca de Sumaré/SP. Graduado, no ensino fundamental e médio, pelo Colégio Visconde de Porto Seguro em 1991. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1996. Atua como magistrado desde 1997. Articulista do Correio Popular de Campinas e da Escola Paulista da Magistratura desde 2002. É membro da Comissão de Bioética da Arquidiocese de Campinas/SP desde 2008 e professor do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS) desde 2011. Fala inglês, francês, italiano e alemão. Casado e pai de 4 filhos. É torcedor do São Paulo Futebol Clube.























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Portal da Família - Opinião e Varidades
Dr. André Gonçalves Fernandes - PF.

sábado, agosto 06, 2011

BEBÊS SOB MEDIDA!

NOTÍCIAS PELO MUNDO










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=AVIVA - CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA-IPB
A ousadia da espécie humana é cada vez mais incrível. Com os estudos do Genoma humano e das cadeias e códigos genéticos, é muito clara a intenção distorcida de muitos cientistas de criarem uma nova ordem mundial através da seleção genética dos seus indivíduos. Com a seleção de embriões considerados perfeitos, cria-se um difícil dilema: que lugar no mundo caberá ao menos afortunado e que não possuam as características consideradas ideais.
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As pessoas se dividem. Numa pesquisa feita nos Estados Unidos, 43% das pessoas foi favorável pela melhoria genética dos bebês por meio de métodos artificiais, o que torna o assunto ainda mais polêmico. Tudo fica mais simples quando olhamos o problema somente pelo ângulo científico, por exemplo: os cientistas alegam que será possível prever doenças e tratá-las antes do nascimento do feto, o que dá ao processo um aspecto bastante humano. Infelizmente essa visão do assunto não é verdadeira e não justifica as experiências com o gene humano. Não querendo levar o assunto para o plano religioso, mas é impossível não analisar esse caso à luz de Deus.
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A vida é uma dádiva de Deus e a perfeição só a ele pertence. A vontade do homem de criar um ser perfeito além de ser uma afronta a Deus é também impossível, pois essa suposta perfeição já nasce imperfeita, afinal, todos nós temos defeitos, físicos ou de caráter, que muitas vezes não são detectados a olho nu.
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Portanto, antes que nos acostumemos a encomendar bebês como se fosse um sanduíche, continuemos a fazer bebês como fazemos os "bolos". - Nunca saberemos se vai solar ou não! A habilidade, a sensibilidade, o talento, nenhuma dessas aptidões podem ser geneticamente determinadas, se assim fosse o filho de Pelé seria um gênio do futebol, a filha de Elvis Presley a rainha do rock, e geralmente isso não acontece. Diante disso tudo entreguemos essas decisões àquele que criou a vida, pois o mesmo sabe o que faz, embora cada um de nós nem sempre entendamos.


















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Dr. Lori B. Andrews - Membro Shvoong