Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sexta-feira, julho 08, 2011

A LUTA PELO DIREITO

EDUCAÇÃO - OPINIÃO







A luta pelo direito nos informa que direito não se restringe a pressupostos teóricos, mas na batalha incessante em nome da defesa do direito como meio para alcançar a justiça e a paz social, que não se conquistam espontaneamente. A ‘luta’ neste contexto significa a relevância da tarefa do indivíduo na busca por seu direito, pois é o direito absoluto o que se tem corrompido e negado no direito pessoal ‘direito subjetivo’, é esse direito que se deve defender e restaurar. Assim, o direito adquire status de uma força viva.

Rudolf von Ihering aponta, entretanto, que há indivíduos colocados em situações nas quais a exigência de uma luta incessante pelo direito é posta, mas que tomam uma decisão completamente oposta ao natural combate, escolhem a postura pacífica a um direito conquistado tão arduamente por gerações inteiras que lhe antecederam.

De fato, o autor profere essa conferência com um tom de combate polêmico à doutrina determinista de Savigny e Puchta, conforme quem o direito desenvolve-se insensivelmente sem dificuldade, como a linguagem.

Para Ihering, as maiores conquistas que se podem recordar na história do direito não foram alcançadas sem uma luta das mais violentas e que geralmente duraram séculos, e quase sempre regadas a banhos de sangue. Portanto, a defesa do direito é um dever da própria conservação moral do indivíduo e de sua comunidade.

Porém, para realizar sua defesa, o homem não necessita usar meios violentos, sejam verbais ou físicos, pois, na maioria das situações, pode-se recorrer a instituições públicas, uma vez que somente a lei, ou seja, a atividade voluntária e firme do poder público, é que tem esta força: está na natureza própria da direito essa necessidade, daí que todas as reformas feitas no processo e no direito positivo se originam das leis. Finalmente, após fazer incursões pertinentes e ilustrativas no âmbito da literatura e da história, Ihering conclui seu opúsculo antológico no campo do direito com uma frase que bem poderia ser o título de todo o trabalho: “a luta é o trabalho eterno do direito”.






















Igreja Presbiteriana do Brasil
O Blog - "A Serviço do Senhor"
Diác. Rilvan Stutz "O Servo com Cristo!"
Rudolf Von Ihering - Membro Shvoong

segunda-feira, julho 04, 2011

O PRINCÍPIO DO SER HUMANO

EDUCAÇÃO - OPINIÃO







A CÉLULA ORIGINAL E O GRAVADOR

A transmissão da vida é um fato paradoxal.
Por um lado, sabemos com certeza que o laço que une os pais aos filhos é material, já que o novo ser surgirá do encontro de duas células, o óvulo da mãe e o espermatozóide do pai.

Mas, por outro, sabemos com igual certeza que nenhuma das moléculas, nenhum dos átomos que constituem a célula originária tem a menor possibilidade de ser transmitido, tal qual é, à geração seguinte. Torna-se óbvio, portanto, que o que se transmite não é a matéria dos pais, mas uma determinada modificação desta; ou, mais exatamente, uma forma.

Mesmo sem evocarmos o complexo mecanismo das macromoléculas codificadas que são os vetores da herança, este paradoxo desaparece se observarmos que é comum a todos os processos de reprodução, naturais ou inventados.

Uma estátua, por exemplo, requer um substrato material, de bronze, mármore ou barro. Durante a reprodução, existe em cada instante uma contigüidade de matéria entre a estátua e o molde, ou entre o molde e a réplica. O que se reproduz, porém, não é o material, que pode variar segundo a vontade do fundidor, mas exatamente a forma dada à matéria pelo gênio do escultor.


A reprodução dos seres vivos é, certamente, muito mais delicada que a de uma forma inanimada, mas segue o mesmo caminho, como no-lo demonstra um exemplo corrente.


Na fita cassete é possível gravar, por meio de minúsculas modificações de imantação, uma série de sinais que correspondem, por exemplo, à execução de uma sinfonia. Essa fita, colocada num aparelho, reproduzirá a sinfonia, embora nem o gravador nem a fita contenham os instrumentos ou mesmo a partitura.


É de uma maneira semelhante que se reproduz o organismo vivo. A fita de gravação é incrivelmente tênue, pois está representada pela molécula de DNA, cuja pequenez confunde a inteligência. Para fazermos uma idéia, se reunisse num mesmo ponto o conjunto das moléculas de DNA que especificassem todas e cada uma das qualidades físicas dos seis bilhões de homens que existem neste planeta, essa quantidade de matéria caberia facilmente dentro de um dedal.


A célula original do ser humano é semelhante ao gravador com a fita. Mal o mecanismo se põe em funcionamento, a vida humana desenvolve-se de acordo com o seu próprio programa, e se o nosso organismo é efetivamente um aglomerado de matéria animado por uma natureza humana, isso se deve a esta informação primitiva, e somente a ela. O fato de o ser humano deve desenvolver-se no seio do organismo materno durante os seus nove primeiros meses não modifica em nada este fato.

Para a mais estrita análise biológica, o princípio do ser remonta à fecundação, e toda a existência, desde as primeiras divisões celulares até a morte, não é senão a ampliação do tema originário.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PEQUENO POLEGAR
A primeira célula que se divide ativamente, esse primeiro conglomerado celular em incessante organização, a pequena mórula que vai aninhar-se na parede uterina - será já um ser humano diferente da sua mãe?

Sim. Não somente a sua individualidade genética já está estabelecida, como acabamos de ver, mas este minúsculo embrião, no sexto ou sétimo dia da sua vida, com um tamanho de um milímetro e meio apenas, é já capaz de presidir ao seu próprio destino. É ele, e somente ele, quem por uma mensagem química estimula o funcionamento do corpo amarelo do ovário e suspende o ciclo menstrual da sua mãe. Obriga assim a mãe a protegê-lo; faz já dela o que quer, e continuará a fazê-lo daí por diante.

Quinze dias após a suspensão das regras, quer dizer, na idade real de um mês (já que a fecundação não pode ocorrer senão no 15º dia do ciclo), o ser humano mede quatro milímetros e meio. O seu minúsculo coração palpita já há uma semana, e estão esboçados os seus braços, pés, cabeça e cérebro.

Sessenta dias depois, medem da cabeça às nádegas, uns três centímetros. Caberia, dobrado, numa casca de noz. No interior de um punho fechado seria invisível, e este punho poderia esmagá-lo, num descuido, sem sequer o perceber.

Mas abri a mão, e vereis que está quase terminado: mãos, pés, cabeça, órgãos, tudo está no seu lugar e só tem que desenvolver-se. Olhai mais de perto, e podereis ler-lhe as linhas da mão e dizer-lhe a sina. E mais de perto ainda, com um microscópio comum, podereis decifrar as suas impressões digitais. Ali está tudo o que é necessário para estabelecer a sua carteira de identidade. O sexo parece ainda mal definido, mas olhai muito de perto a glândula genital: evolui já como um testículo, se é um menino, ou como um ovário, se é uma menina.

O incrível Pequeno Polegar, o homem menor que o polegar, existe realmente; não o da lenda, mas aquele que foi cada um de nós.


Mas após dois meses funciona já o sistema nervoso? Sim. Se lhe roçarmos o lábio superior com um cabelo, o feto mexe os braços, o corpo e a cabeça com um movimento de fuga.

Aos três meses, se lhe tocarmos o lábio superior, volta a cabeça, pestaneja, franze as sobrancelhas, aperta os punhos e os lábios; depois sorri, abre a boca e consola-se com um trago de líquido amniótico. Às vezes, nada vigorosamente na sua bolsa amniótica e revira-se num segundo!


Aos quatro meses, mexe-se com tanta vivacidade que a mãe sente os seus movimentos. Graças à ausência quase total de gravidade na sua cápsula de cosmonauta, dão numerosas voltas, atos que demorará anos a realizar de novo ao ar livre.

Aos cinco meses, agarra fortemente o minúsculo bastonete que se lhe põe na mão e começa a chupar o polegar esperando a libertação. É verdade que a maior parte das crianças nasce aos nove meses. Mas está já perfeitamente desenvolvida aos cinco.


A cada dia a ciência nos descobre um pouco mais acerca desta maravilha da existência oculta, deste mundo formigante de vida dos homens minúsculos, mais encantador ainda que o dos contos de fadas. Pois os contos foram inventados com base nesta história verdadeira, e se as aventuras do Pequeno Polegar encantaram sempre a infância, é porque todas as crianças, e todos os adultos em que elas se converteram, foram um dia um Pequeno Polegar no seio de sua mãe.


QUANDO ESTÁ TERMINADO O HOMEM?

Resta ver a qualidade mais especificamente humana, aquela que distingue o homem de todos os animais, a inteligência. Quando aparece? Aos seis dias, aos seis meses, aos seis anos ou mais tarde?

Responder com uma só palavra não teria sentido algum; mas podemos, sim, distinguir as etapas do órgão da inteligência, que é acessível à observação.

O cérebro está no seu lugar passado dois meses, mas serão necessários os nove meses completos para que se constituam totalmente os seus dez milhões de células. Na criança que nasce, está então acabado o cérebro? Não. As inúmeras conexões que unem cada célula, por milhares de contactos, a todas as outras, não se estabelecerão totalmente senão aos seis ou sete anos de idade - o que corresponde à idade da razão.

E esta complicada teia de circuitos não poderá desenvolver a sua plena potência senão quando o seu mecanismo químico e elétrico estiver suficientemente rodado, isto é, aos quinze ou dezesseis anos, idade da plenitude da inteligência abstrata. Isto é tão certo que, passada essa idade, os especialistas em psicometria começam a preocupar-se com os estudantes, já que o inevitável envelhecimento começa aos vinte.


E que dizer das inexplicáveis modificações que, em cada dia, o próprio exercício do pensamento necessariamente acarreta? Quantas destas minúsculas retificações químicas ou anatômicas nesta imensa rede pensante são necessárias para definir finalmente o caráter, a experiência, ou o prêmio de consolação que nos outorga o tempo passado? Quanto tempo é necessário para fazer um homem?

Napoleão dizia que são precisos vinte anos. Um filósofo diria: pelo menos uma vida inteira... E depois a eternidade, acrescenta o cristão, unindo-se desta forma ao tempo do biólogo.

Através do longo rodeio de uma paciente observação, o médico volta a descobrir uma verdade evidente que a linguagem comum reconheceu sempre: o homem nunca está terminado.


Terminado o Pequeno Polegar que se faz criança de peito? Terminado o escolar que se faz adulto? E o próprio adulto estará terminado, quando persiste ainda no seu próprio devir? Dizer que um homem está "terminado" não é a condenação mais grave? Quando recebe o golpe de graça, não se diz que o "acabaram"?


Só se pode julgar aquilo que já se realizou, com base nas provas produzidas; e o julgamento conduz à sanção: recompensa ou castigo, conforme o exija a justiça. Mas quem pode arrogar-se o direito de julgar a própria inocência?

Condenar um feto pelo futuro é deixar de ver que o homem está já aí, e que só lhe falta acordar. No coma profundo ou sob anestesia geral, o acidentado não pensa; está inerte e insensível. Por que motivo, durante esta suspensão de toda a atividade mental, a sua vida é sagrada? Porque esperamos o seu despertar.

Pretender que o sono da existência obscura no seio da mãe não é o sono de um homem é um erro de método. Pois se todos os raciocínios não podem comover, se toda a biologia moderna parece insuficiente, se até se rejeitassem átomos e moléculas, e se mesmo tudo isso não pudesse convencer-nos, um só fato o poderia. Basta que esperemos algum tempo.

Isso que tomais por uma mórula informe dir-vos-á um dia o que era, convertendo-se, como vós mesmos, num homem.


E a experiência é fiel. Nada de parecido aconteceria se tivéssemos predito um acontecimento semelhante a propósito de uma célula de um tumor ou mesmo de um óvulo de chimpanzé. [...]

_____________________________________________________________________________________
Prof. Jerôme Lejeune (pesquisador francês que identificou a origem genética da chamada Síndrome de Down) publicado sob este título em Laissez-les vivre, Éd. Pierre Lethielleux, Paris.


















Igreja Presbiteriana do Brasil
Prof: Jerôme Lejeune - Membro Shvoong
O Blog - "A Serviço do Senhor"
Diác. Rilvan Stutz " O Servo com Cristo!"

quarta-feira, junho 29, 2011

ACREDITAR NA REALIDADE QUE AINDA NÃO PODEMOS VER

EDIFICAÇÃO








Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Eclesiastes. 3, 1.

Um precioso Livro, bem antigo de grande valor, conhecido por milhões e milhões de pessoas que o conhece bem e, outros o ignoram. Alguns ainda nem o conhecem e isto é lamentavel. Este é um Livro bem idoso, pode não estar entre os seus atuais.

Sabe-se, ele pode estar perdido, na estante, na mala, no sótão ou em qualquer outro lugar de sua casa, possuir este Livro é ter um grande amigo. Cuidar dele é uma obrigação, pois ele nos da prova de grande amizade e sabedoria, ele é nosso amigo verdadeiro, precisamos tirar exemplos de seus ensinamentos. É provável também que talvez nem possua tal Livro, o que é lamentável e triste.

Este precioso Livro é a energia, o combustível para manutenção da nossa vida. Consideramos uma verdadeira caixa de surpresas. Dele extraímos ensinamentos maravilhosos. Conta uma história Real, nos fala tudo sobre Um Criador, Intitulado Rei dos Reis. Promete felicidade, vida em abundância e mostra um caminho para outra vida que milhares ainda não ouviram falar.
Dentro deste Livro, só existe a “Palavra de vida”. Como poderia ser tão importante, contendo só palavra? Por enquanto, só uma pequena geração de pessoas do passado e presente, conheceu o conteúdo desta história.

Quase todos ou parte, abriram-no em leitura e, com certeza foram presenteados das mais diversas formas, outros foram mudados, viram novos horizontes de vida, estão em estado de pura alegria. Afirmamos! Todos que se alimentaram do conteúdo de sua história, simples, grátis e de fácil entendimento, nos sugere mudar o rumo da vida atual e, isto por iniciativa própria, ou um momento de necessidade, ou por simples curiosidade, ele nos mostra soluções, nos mostra uma estrada que milhares de milhares já caminham por ela com toda felicidade possível de se imaginar.
Podemos dizer com absoluta certeza, ser este Livro, muito antigo, completo e perfeito. Ali existem soluções, ensina o caminho que devemos escolher e andar, ele comenta sobre dois, é necessário falar sobre os dois caminhos, nós indicamos e aconselhamos, apenas um! Somente um!

Este Livro, também nos mostra um momento triste. Mas a tristeza muita das vezes nos traz abundante felicidade, Alguém sofreu muito para que eu e você possamos estar beneficiados para sempre por tal acontecimento. O Livro conta também esta história de Amor. Sim de puro Amor, muito Amor!
Para descobrirmos este “tesouro”, precisamos querer. É certo que compreender este livro, você receberá em seu ser, em sua vida, o que de melhor existe, ele pode oferecer e modificar qualquer situação.

Precisamos abrir este Livro, ler e coloca-lo dentro do seu coração, assim recebera o poder, a graça. Vivera Eternamente uma vida diferenciada e com o Amor em primeiro plano.
A decisão é de cada pessoa particularmente, cada um tem sua oportunidade, seu momento de abrir este precioso Livro, observar a maravilhosa história. Este Livro pode ainda nos mostrar o mais importante de tudo, a capacidade de “ACREDITAR NA REALIDADE QUE AINDA NÃO PODEMOS VER!”.

Falamos de forma como a fé! A certeza de acreditar naquilo que não se vê, mas sentimos!
Deixamos para você descobrir, por ventura não conhece? Ficamos tristes, mas estaremos oramos por ti da mesma forma. Todos nós temos tempo para tudo nesta vida. Muitas vezes não temos tempo para ler tão linda história. Com certeza ela tem ensinamentos de grande importância e só você perceber, poderá transformar o impossível para o possível! Há tempo para tudo!

Dê um pouco de tempo para você, sempre há uma oportunidade para mudar alguma coisa em nossa vida, em nosso ambiente.
Tomar conhecimento de tão bela fonte é “Impar” é obter uma proposta de mudança, algo dentro de você mudara, será diferente, podemos conhecer novos rumos. O ensinamento nos fará crescer junto com O Salvador, você viverá feliz, será outra pessoa! Encontre esta história, não é difícil, “ABRA A SUA BÍBLIA E LEIA COM MUITA VONTADE, ELA CONTÉM ENSINAMENTOS MAGNÍFICOS, ESTAS SÃO REALIDADES QUE VOCÊ PODERA SENTIR!

Procedendo assim, você sentira um futuro promissor, uma verdadeira mudança de atitudes na sua vida diária acontecera, está é uma promessa do Pai Celeste! REALIDADES COM PROMESSAS FUTURAS, AINDA NÃO PODEREMOS VER! MAIS ABRA A SUA BÍBLIA! E LEIA TODA A HISTÓRIA!



















Igreja Presbiteriana do Brasil
O Blog - "A Serviço do Senhor"

Diác. Rilvan Stutz "O Servo com Cristo!"
www.reierei.blogspot.com - "Rei dos Reis"

terça-feira, junho 28, 2011

A OBRA DE ARTE NA ÉPOCA DE SUAS TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO

NOTÍCIAS PELO MUNDO








Walter Benjamin também fala de uma desumanização na arte. Essa, porém, é causada pela perda da natureza aurática das obras, resultado da quantidade imensa de reproduções existentes na atualidade. Embora hoje em dia tenha-se um contato maior com as obras, por meio de cópias reproduzidas em livros, pôster e na Internet, entre outras fontes, perde-se o contato com a obra de arte propriamente dita.

Em seu texto, a obra de arte na época de suas técnicas de reprodução, Benjamin compara dois momentos distintos da arte, um religioso e o outro autônomo. O primeiro é identificado como aquele que possui o que o autor chama de “valor de culto”. O segundo refere-se ao momento em que a arte adquire “valor de exposição”. Partindo dessa análise, o autor introduz o conceito de aura, que seria a singularidade absoluta de um ser, natural ou artístico, sua condição de ser único, que tem sua autenticidade validada por um hic et nunca, ou aqui e agora que jamais poderi-se-a repetir.

Inicialmente, no momento religioso da arte, citado acima, as obras tinham por objetivo sacralizar e divinizar o mundo, mostrando-o de forma transcendente, ao mesmo tempo em que tornava os deuses próximos dos homens, humanizando-os.

Essa origem religiosa fez com que as obras de arte adquirissem uma qualidade aurática que permaneceu no segundo momento referido, em que deixaram de ter um vínculo com a religião. Assim sendo, o culto aos deuses foi substituído pelo culto ao belo, conservando o caráter aurático da obra de arte.

Entretanto, segundo Benjamin, na sociedade contemporânea, a aura da obra de arte foi destruída pelo desejo de quebrar a transcendência dos objetos artísticos, advinda do fato de serem, esses objetos, únicos e de encontrar-se em locais onde poucos podiam contemplá-los. Por meio da reprodução técnica dos objetos artísticos, essa transcendência é rompida, já que as obras passam a ser produzidas em série.


Em alguns casos, como na fotografia ou no cinema, por exemplo, até mesmo a idéia de original é rompida. De acordo com essa teoria, a destruição já preexiste na essência da obra de arte como algo possível, pois toda obra possui o valor de culto e o de exposição, sendo que este último estimula a reprodutibilidade.

Benjamim encerra seu texto concluindo que na época de Homero, a humanidade oferecia-se em espetáculo aos deuses do Olimpio: agora, ela faz de si mesma o seu próprio espetáculo. Tornou-se suficientemente estranha a si mesma, a fim de conseguir viver a sua própria destruição, como um gozo estético de primeira ordem. O autor defende uma saída através da politização da arte, alcançada pelo comunismo.


















Igreja Presbiteriana do Brasil
O Blog - "A Serviço do Senhor"
Diác. Rilvan Stutz "O Servo com Cristo!"

Shvoong - Escritores, Resumos de textos
Prof. Walter Benjamin - Membro Shvoong