Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

quinta-feira, maio 20, 2010

QUANDO O AMOR É MAIOR

EDIFICAÇÃO




“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro”
(I João 4.19).

Pedro está deprimido após ter negado conhecer Jesus. Ele chorou amargamente. Estava decepcionado consigo mesmo e envergonhado perante Aquele que em nenhum momento o decepcionou. O que salta aos meus olhos quando leio este texto é que o Senhor Jesus, Ressurreto dentre o mortos, ao reencontrar-se com Pedro, não o interroga sobre o que ele fez, mas sobre o que nele há de mais profundo e de mais verdadeiro: o seu amor. Depois de cada pergunta, Jesus confia a Pedro uma responsabilidade.

É precisamente este homem, debilitado pela culpa e enfraquecido pelo sentimento de ter fracassado, que é amado e chamado a responder. Cada um dos que assumem uma responsabilidade na comunhão com o Senhor Jesus deve descobrir isto. Aceitar responsabilidades não significa mostrar-se forte ou perfeito. A questão à qual devemos responder não é: “Você é forte? Conseguirá fazer isto?”, mas sim: “Ama-me?”. Por três vezes, Pedro responde: “Tu o sabes…”. O que teríamos dito no seu lugar? Pedro sabia bem o quanto o seu comportamento fora imperfeito.

Contudo não diz: “Sim, amo-te um pouco” ou “Vou tentar amar-te um pouco mais”. Se tivesse respondido assim, Pedro teria sido ele próprio a medida do amor. Pelo contrário, deixa para trás qualquer tentativa de se medir e de se analisar, assim como tempos antes tinha saltado do barco (v.7). Confia em Jesus, e confia completamente! A partir de então é o amor de Jesus que o conduz. Pedro não diz: “Eu posso…” ou “Eu quero…” mas “Tu...”. Assim já não é a nossa capacidade de amar, não são simples sentimentos, que estão no centro. Jesus, o Senhor, torna-se a fonte do nosso amor, vem completar o nosso amor e os nossos atos imperfeitos. Como escreveu o Apostolo João: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (I João 4.19).

A nossa fraqueza, e até o nosso pecado, não são obstáculos ao seu amor. O amor de Jesus é poderoso! Envolve-nos de tal maneira que por ele somos curados, perdoados e transformados. A partir de então posso confiar a minha fraqueza a Jesus. Ele pode transformá-la em algo que me leva para um novo estágio, bem além das minhas expectativas fundadas no fracasso e na culpa. E ele pode fazer de mim uma testemunha do seu amor, mesmo que eu nem mesmo saiba como...
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As perguntas de Jesus são sobre o amor. Onde é que eu vejo que o amor está no âmago das minhas responsabilidades? No amor dAquele que nos amou primeiro.









Diác. Rilvan Stutz - Membro Shvoong
Rev.Ézio Martins de Lima - Presbiteriana
Central de Brasília - Ministério Pão Quente
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

terça-feira, maio 18, 2010

CONCEITO DE TRANSDISCIPLINARIDADE

TEMA - EDUCAÇÃO

Talvez a o mundo acadêmico e científico seja perpassado por uma compulsão classificatória. O termo “transdisciplinaridade” pode ser um exemplo dessa postura de se dar nomes ao que já se vinha fazendo há muito na história humana.
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Por outro lado, conceitos também visam a sintetizar e suscitar reflexões no campo em que existem. É assim que transdisciplinaridade é colocada como descrição para a articulação de novas compreensões da realidade entre e para além das disciplinas especializadas tradicionais. Ou seja, trata-se de uma abordagem que passeia por, além e através dos campos disciplinares, em busca do entendimento das complexas teias epistemológicas e práticas que perpassam os fenômenos humanos e do mundo circundante.

Foi Jean Piaget quem primeiramente utilizou o termo transdisciplinaridade no I seminário Internacional sobre pluri- e interdisciplinaridade, na Universidade de Nice, em 1970. Esse pensador estimulou a reflexão acerca de uma interação otimizada entre as diversas disciplinas, sem que estas perdessem suas especificidades. Isso implica uma colaboração para uma saber comum, o mais completo possível, sem que necessariamente se crie ou se refira a uma disciplina única.
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A conseqüência de uma postura metodológica transdisciplinar é a diminuição do aspecto negativo da individualidade e fechamento das disciplinas em campos estanques. É uma visão condizente com a contemporaneidade, em que a pluralidade e a diferença são a tônica dos encontros culturais. Aqui se trata de encontros disciplinares. Quando se refere a esse termo, já é praxe citar a Carta da transdisciplinaridade, confeccionada pela UNESCO no I Congresso Mundial de Transdisciplinaridade, em 1994: Art. 3° - "(...) a transdisciplinaridade não procura o domínio sobre várias outras disciplinas, mas a abertura de todas elas àquilo que as atravessa e as ultrapassa (...)" e Art. °7 - A transdisciplinaridade não constitui nem uma nova religião, nem uma nova filosofia, nem uma nova metafísica, nem uma ciência das ciências".

Por fim, cabe uma breve referência à distinção entre transdisciplinaridade e outro termo derivado de disciplina e ainda mais conhecido: interdisciplinaridade. A transdisciplinaridade não implica simplesmente que as várias disciplinas cooperam entre si, mas implica que há um entendimento que organiza e ultrapassa as disciplinas mesmas. É distinta de interdisciplinaridade, que se trata de referências entre as várias disciplinas, mas sem necessariamente integrá-las em um pensamento direcionador e organizador. Para que haja transdisciplinaridade, é necessário que haja o denominado “pensamento complexo”, que implica a delimitação de um ponto de vista metadisciplinar e não de um ponto de vista único. Finalmente, o intuito não é meramente adicionar saberes, mas organizá-los e integrá-los na compreensão de fenômenos de toda sorte.








Holdings. Tel - Aviv - Jafra - Isarael
Diác. Rilvan Stutz - Membro Shvoong
Prof: Isaias Carvalho - Membro Shvoong
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

sábado, maio 15, 2010

VIOLÊNCIA VERSUS AGENDA POSITIVA

NOTÍCIAS PELO MUNDO

Impressiona-me o crescente espaço destinado à violência nos meios de comunicação, sobretudo no telejornalismo. Catástrofes, tragédias e agressões, recorrentes como chuvaradas de verão, compõem uma pauta sombria e perturbadora.
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A violência não é uma invenção da mídia. Mas sua espetacularização é um efeito colateral que deve ser evitado. Não se trata, por óbvio, de sonegar informação. Mas é preciso contextualizá-la. A overdose de violência na mídia pode gerar fatalismo e uma perigosa resignação. Não há o que fazer, imaginam inúmeros leitores, ouvintes, telespectadores e internautas. Acabamos, todos, paralisados sob o impacto de uma violência que se afirma como algo irrefreável e invencível. E não é verdade. Podemos, todos, jornalistas, formadores de opinião, estudantes, cidadãos, enfim, dar pequenos passos rumo à cidadania e à paz.

Os que estamos do lado de cá, os profissionais da mídia, carregamos nossas idiossincrasias. Sobressai, entre elas, certa tendência ao catastrofismo. O rabo abana o cachorro. O mote, frequentemente usado para justificar o alarmismo de certas matérias, denota, no fundo, a nossa incapacidade para informar em tempos de normalidade. Mas, mesmo em épocas de crise (e estamos vivendo uma gravíssima crise de segurança pública), é preciso não aumentar desnecessariamente a temperatura. O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos. Caso contrário, a crise real pode ser amplificada pelos megafones do sensacionalismo. À gravidade da situação, inegável e evidente, acrescenta-se uma dose de espetáculo. O resultado final é a potencialização da crise. Alguns setores da mídia têm feito, de fato, uma opção preferencial pelo negativismo. O problema não está no noticiário da violência, mas na miopia, na obsessão pelos aspectos sombrios da realidade. É cômodo e relativamente fácil provocar emoções. Informar com profundidade é outra conversa. Exige trabalho, competência e talento.

O que eu quero dizer é que a complexidade da violência não se combate com espetáculo, atitudes simplórias e reducionistas, mas com ações firmes das autoridades e, sobretudo, com mudanças de comportamento.
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Como salientou certa vez o antropólogo Roberto da Matta, “se a discussão da onda de criminalidade que vivemos se reduzir à burrice de um cabo de guerra entre os bons, que reduzem tudo à educação e ao ‘social’; e aos maus, que enxergam a partir do mundo real: o mundo da dor e dos menores e maiores assassinos, e sabem que todo ato criminoso é também um caso de polícia, então estaremos fazendo como as aranhas do velho Machado de Assis, querendo acabar com a fraude eleitoral mudando a forma das urnas.” O que critico não é a denúncia da violência, mas o culto ao noticiário violento em detrimento de uma análise mais séria e profunda.

Precisamos, ademais, valorizar editorial e informativamente inúmeras iniciativas que tentam construir avenidas ou ruelas de paz nas cidades sem alma. É preciso investir numa agenda positiva. A bandeira a meio pau sinalizando a violência sem-fim não pode ocultar o esforço de entidades, universidades e pessoas isoladas que, diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas. Embriões de grandes reportagens. Denunciar o avanço da violência e a falência do Estado no seu combate é um dever ético. Mas não é menos ético iluminar a cena de ações construtivas, freqüentemente desconhecidas do grande público, que, sem alarde ou pirotecnias do marketing, colaboram, e muito, na construção da cidadania.

A juventude, por exemplo, ao contrário do que fica pairando em algumas reportagens, não está tão à deriva. A delinquência bem-nascida, denunciada muitas vezes neste espaço opinativo, está longe de representar a maioria esmagadora da população estudantil. A juventude real, perfilada em várias pesquisas e na eloquência dos fatos, está identificando valores como amizade, família, trabalho. Há uma demanda reprimida de normalidade. Superadas as fases do fundamentalismo ideológico, marca registrada dos anos 60 e 70, e o oba-oba produzido pela liberação dos anos 80 e 90, estamos entrando num período mais realista e consistente.

A juventude batalhadora sabe que não se constrói um país na base do quebra-galho e do jogo de cintura. O futuro depende de esforços pessoais que se somam e começam a mudar pequenas coisas. É preciso fazer o que é correto, e não o que pega bem. Mudar os rumos exige, sobretudo, a coragem de assumir mudanças pessoais.

A nova tendência tem raízes profundas. Os filhos da permissividade e do jeitinho sentem intensa necessidade de consistência profissional e de âncoras éticas. O Brasil do corporativismo, da impunidade do dinheiro e da força do sobrenome vai, aos poucos, abrindo espaço para a cultura do trabalho, da competência e do talento. O auê vai sendo substituído pela transpiração e o cartório vai sendo superado pela realidade do mercado. A juventude real, não a de proveta, imaginada por certa indústria cultural, manifesta crescente desejo de firmeza moral. Não quer a covarde concessão da velhice assanhada. Espera, sim, a palavra que orienta.

A violência está aí. E é brutal. Mas também é preciso dar o outro lado: o lado do bem. Não devemos ocultar as trevas. Mas temos o dever de mostrar as luzes que brilham no fim do túnel. A boa notícia também é informação. E, além disso, é uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura da violência.







Diác. Rilvan Stutz - Membro Catedral
Jornalista Carlos A. Di Franco - P. Família
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

sexta-feira, maio 14, 2010

SOMOS INDESCULPÁVEIS

EDIFICAÇÃO






"Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que seja; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Rm 2.1 e 3.23)

Para um tão grande pecador, uma tão grande e maravilhosa graça, graça de Jesus! O tema de hoje nos leva a reconhecer as consequências da Queda: Depravação total e falta de forças para autoajuda, sem a ajuda do Alto. Somos o que somos pela Graça de Deus, quando regenerados; e somos o que somos sem a Graça de Deus, em virtude da nossa natureza carnal, adâmica, terrena e pervertida. A única saída é a da Graça, o único caminho é Cristo.

Estamos aprendendo de fonte limpa que “a sabedoria integral está no conhecimento de Deus e do homem” – Conhece-te a ti mesmo e busca a Deus e a Sua Palavra: não existe outra saída.


CONHECE-TE A TI MESMO.
Não é sem motivo que o antigo sábio provérbio, “conhece-te a ti mesmo”, seja tão recomendado ao homem. Temos a tendência natural de nos justificar e de acusar ou censurar os outros. Uma fábula muito antiga diz que Júpiter, o pai dos deuses da mitologia greco-romana, colocou sobre os ombros dos mortais duas aljavas: a primeira, em nossa frente, bem em cima do nosso peito e debaixo dos nossos olhos, cheia dos defeitos alheios; a outra, nas nossas costas, cheia dos nossos próprios defeitos. É por isso que quando alguém erra, somos logo os censuradores dele.

O desconhecimento de nós mesmos é muito prejudicial. Quando buscamos a afirmação pessoal nas observações dos outros, gostamos da lisonja, só que elas são em extremo perigosas. Não devemos andar pela cabeça dos outros, é preciso pensar com a própria cabeça.

Ao examinarmo-nos a nós mesmos devemos ter uma autoestima equilibrada: saber do que somos capazes e estar conscientes das nossas limitações. Quem não se ama, não está em condições de amar a mais ninguém. Afinal a Bíblia é clara: “Amarás o teu próximo, como a ti mesmo.” Todavia, devemos evitar toda presunção de virtude pessoal, esvaziarmo-nos de nós próprios para sermos cheios do Espírito Santo e de sabedoria do Alto. Aí e só então chegar perto “do bem sentir e do bem fazer.”


CUIDADO COM A LÍNGUA LISONJEIRA!
Conscientes das consequências da Queda e da “depravação total” do se humano seremos mais humildes, dependeremos mais da Graça de Deus e nos tornaremos imunes aos que querem nos passar mel na boca com palavras doces e lisonjas, ainda que gostemos disso. A fome por lisonjas causa seus estragos e tem consequências. Diz Calvino, “Os seres humanos têm um amor desordenado e cego por si mesmos. São tão inclinados a gabar-se, que não há nada que possa agradar mais do que quando os afagam com vãs lisonjas.” Talvez seja por isso que aquele que mais exalta a excelência da natureza humana do outro – com lisonja ou massageando o ego do outro, o bajulador, para não usar um termo mais forte – aparentemente é o que se dá bem.

DE QUE SE ORGULHA O SER HUMANO?
A verdadeira sabedoria, a de Deus, que vem do Alto, é boa, pacífica e ordeira. O conhecimento de Deus, o conhecimento do homem com seu potencial, mas também com suas fraquezas e limitações e o livre arbítrio são caminhos para a sabedoria integral.

João Calvino, nas Institutas, Livro I, Capítulo II, pág. 82, afirma: “O homem se conhece muito bem quando, confiante em seu entendimento e em sua virtude e poder, anima-se a dedicar-se ao cumprimento do seu dever, e, renunciando a todos os seus vícios e más disposições, esforça-se para fazer o que é bom e honesto.” E isto é ser ético, e ética é um princípio inegociável e que não pode ter fim.

Nada temos que não tenhamos recebido de alguém, em algum tempo e lugar: somos um produto inacabado, resultante das influências positivas e negativas sobre nós exercidas desde sempre. Não temos de que nos orgulhar, pelo contrário. Em primeiro lugar, devemos considerar o fim para o qual fomos criados por Deus e dotados de dons singulares. Em segundo plano, mas não menos importante, reconhecer a nossa indigência. A nossa condição primeira é a de criaturas. Conhecemos o bem e o mal, mas nem sempre sabemos optar pelo bem. Consequência da nossa desobediência a Deus e pelo fato de ter dado ouvidos à serpente e não a Deus. Herdamos uma natureza carnal, adâmica, terrena e pecaminosa. É uma herança maldita cultural e humana dos nossos pais. Diz Calvino, “tendo sido (a nossa natureza humana) maculada pelo pecado, essa infecção tenha se propagado sobre todos nós... o princípio da corrupção esteve de tal modo em Adão que ela se expandiu como que por uma torrente perpétua dos pais aos filhos.” (Pág. 87)

Todo novo ser humano que nasce já vem com defeito de fábrica. Em linha com o que o Espírito Santo nos diz no Salmo 51, na oração pessoal de confissão de pecados, feita por Davi: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sl 51.5)


O QUE VEM A SER PECADO DE ORIGEM OU PECADO ORIGINAL?
O conceito está ligado à natureza adâmica, carnal e pecaminosa. Trazemos em nós as marcas do primeiro Adão, ser vivente; e precisamos trazer também as marcas do Senhor Jesus, na certeza que fomos batizados e inseridos nele, no seu Corpo, a Igreja. Ele é o segundo Adão, feito espírito vivificante e restaurador. É por isso mesmo que a Bíblia ensina e a Igreja crê e professa: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura (nova criação); as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (II Co 5.17).

“O pecado original é uma corrupção e perversidade na nossa natureza, que nos faz culpados, primeiramente, da ira de Deus, tendo a seguir produzido em nós as obras que a Escritura chama “obras da carne.” (Rm 5.6 e 7; e Gl 5. 19 a 21) Definição do Grande Reformador João Calvino, Institutas, Vol. I, Pág. 87)


CONCEITUAÇÃO DE “LIVRE ARBÍTRIO”
Em linha com Matthieu Verneuil, Jean Bourdell, Pierre Bourdon e André de Lafon, Huguenotes-calvinistas, leigos – subscritores da “Confessio Fluminensis”, a Confissão de Fé dos Mártires da Baía de Guanabara, que afirmaram ter sido “o livre arbítrio” prerrogativa dos nossos primeiros pais, antes da Queda, na idade da inocência da humanidade. Com a Queda e à luz da Depravação Total do ser humano, perdeu-se o livre arbítrio. Jesus mesmo ensinou: “Todo o que comete pecado é escravo do pecado.” Rm 8.34 B. O texto de Efésios 2.1 também confirma a perda do Livre arbítrio pelo não regenerado: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” Morto não fala, não escolhe, não decide; não tem livre arbítrio, é escravo do pecado.

O regenerado reconquista o livre arbítrio porque nasceu de novo, foi libertado por Jesus Cristo. Em João 8.36 ele declara: “Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

Os Huguenotes, na Confessio Fluminensis”, Artigo X, disseram: “Quanto ao livre arbítrio, cremos que, se o primeiro homem, criado à imagem de Deus, teve liberdade e vontade, tanto para o bem como para o mal, só ele conheceu o que era livre arbítrio, estando em sua integridade. Ora, ele nem apenas guardou este dom de Deus, assim como dele foi privado por seu pecado, e todos os que descendem dele, de sorte que nenhum da semente de Adão tem uma centelha do bem.

Por esta causa, diz Paulo, “o homem natural não entende as coisas que são de Deus.” E Oséias clama aos filhos de Israel: “Tua perdição é de ti, ó Israel”. Ora isto entendemos do homem que não é regenerado pelo Santo Espírito.

Quanto ao homem cristão, batizado no sangue de Jesus Cristo, o qual caminha em novidade de vida, nosso Senhor Jesus Cristo restitui nele o livre arbítrio e reforma a vontade para todas as boas obras, não todavia em perfeição, porque a execução de boa vontade não está em seu poder, mas vem de Deus, como amplamente este santo apóstolo declara, no sétimo capítulo aos Romanos, dizendo: “Tenho o querer, mas em mim não acho o realizar”.

O homem predestinado para a vida eterna, embora peque por fragilidade humana, todavia não pode cair em impenitência. A este propósito, João diz que ele não peca, porque a unção permanece nele.”

Orígenes, um dos Pais da Igreja, definiu assim: “o livre arbítrio é uma faculdade da razão pela qual se pode discernir o bem e o mal, e da vontade, pela qual se pode escolher um ou o outro.” Já Agostinho, bispo de Hipona e também um dos Pais da Igreja, assim se expressa: “É uma faculdade da razão e da vontade pelo qual se escolhe o bem, quando se tem a assistência da graça de Deus; ou o mal, quando não se tem essa assistência.”

Amados irmãos, “Somos indesculpáveis” por todos os títulos, principalmente, nós os regenerados, porque a Palavra é clara, quando diz: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Guarde este estudo dentro de sua Bíblia.
Em oração.











Diác. Rilvan Stutz - Membro Catedral
Rev. Guilhermino Cunha - Catedral
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro