Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sexta-feira, abril 16, 2010

OS FILHOS E A SEPARAÇÃO DOS PAIS

TEMA - EDUCAÇÃO




Certa vez, ouvi de um filho cujos pais estavam na iminência de se separarem, o seguinte desabafo: “sinto como se eu estivesse sendo rasgado ao meio, ou melhor, talvez se isso me ocorresse, penso que isso doeria menos que a separação deles”. A separação é algo muito comum hoje em dia, porém, não se pode esquecer dos sofrimentos e traumas que causa nos filhos.

Seria muito bom que os casais, em especial os que têm filhos, decidissem de verdade a levar mais a sério o compromisso que assumiram. A instituição do divórcio pela legislação não quer dizer que o casamento passou a ser uma espécie de contrato por prazo determinado, algo semelhante a uma locação em que se fixa, de antemão, um período de trinta meses. Também não pode ser tido como uma aventura totalmente incerta, na qual cada um se reserva ao direito de “pular fora do barco” logo que vier o primeiro ventinho contrário.

O Código Civil brasileiro, muito sabiamente, consagra em seu artigo 1.511 que o casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. Ora não é possível se estabelecer tal união de vida em plenitude se cada um assume uma postura de cair fora quando vier a primeira dificuldade.

Mas há situações em que a separação, por motivos que não cabe aqui elencar, torna-se uma realidade irreversível. Exemplo disso é a situação do homem ou da mulher cuja esposa ou marido abandona o lar e se nega a tentar qualquer reconciliação. Nesse caso, o primeiro passo é não deixar que as próprias frustrações, ou mesmo um certo complexo de culpa atrapalhe a educação dos filhos.

É comum nesses casos que se acabem sendo fracos na educação, não impondo limites pensando em algo do tipo “coitadinho, já sofreu demais com a separação”. Fazendo isso, porém, acaba-se por desrespeitar outro direito dos filhos, que é a educação, e não há educação sem limites.

Mas um dos aspectos mais importantes é a postura que se assume diante do filho em relação ao ex-marido ou ex-esposa. Há estudos que apontam que a morte de um dos pais é evidentemente mais dolorosa que a separação, mas costuma fazer menos mal para a educação. E o motivo provável é que, após a morte, é freqüente que o cônjuge sobrevivente fale bem do outro, e que nutra recordações saudáveis, de modo que os filhos, ainda que sofram muito, mantêm a segurança de que seus pais se amavam, mas algo inevitável os separou.

Entre casais separados, porém, é muitíssimo comum cada qual fazer comentários negativos sobre o outro diante dos filhos. E não há atitude mais insana e nefasta para os filhos do que isso. Na verdade, o pai ou a mãe que critica o outro diante do filho, no fundo denota uma postura egoísta, que não sabe amar o filho de verdade. É que, salvo raras exceções, o filho mantém vínculos afetivos muito fortes com o pai e com a mãe. Assim, quando se critica o outro, quem sofre é o filho, que apesar de tudo ama a ambos.

Penso que seja possível manter uma educação saudável, apesar da separação. Mas isso depende de que o pai e a mãe se esforcem por lembrar das qualidades do outro e ressaltem isso diante dos filhos. Afinal, duvido que seja possível encontrar alguém que somente tenha virtudes e outra que só tenha defeitos. Qualquer pessoa, por pior que seja, tem sempre qualidades que podem ser reconhecidas. E essas podem ser elogiadas e ressaltadas diante dos filhos, que com isso sentirão a segurança de que tanto precisam. Terão então olhos para enxergar que os pais, apesar de tudo, os amam de verdade. E, repita-se, não demonstra que ama de verdade o filho o pai ou a mãe que não respeita o outro, seja qual for o motivo da separação.



Fábio Henrique Prado de Toledo é Juiz de Direito em Campinas. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Articulista do Correio Popular de Campinas e de alguns outros jornais. Casado, pai de 8 filhos e Membro do Conselho de Administração do Colégio Nautas.

e-mail: fabiotoledo@apamagis.com.br












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quarta-feira, abril 14, 2010

DIREITOS HUMANOS, ESQUERDAS E DIREITAS

DIREITOS HUMANOS



Parece normal pensar que os políticos se dividem em dois grandes grupos: os da direita e os da esquerda. Entre os dois grupos, entretanto, encontramos políticos de centro, de centro-direita, de centro-esquerda etc.

Existe, todavia, uma classificação mais profunda e radical para dividir os políticos: aqueles que defendem e promovem o respeito a todos os direitos humanos, e aqueles que não defendem a dignidade de alguns direitos humanos.

A classificação dos direitos humanos, tal como a encontramos na Declaração Universal aprovada pelas Nações Unidas em 1948, pode parecer-nos extensa. Por isso mesmo, é possível que um grupo político não defenda plenamente um ou vários direitos humanos, ao passo que outro grupo político defenda mais um determinado grupo de direitos e menos outros direitos.

Existe um direito humano fundamental que não deveria ser esquecido em nenhum programa político (de direita, de esquerda ou de centro): o direito à vida.

A qualquer ser humano, só é possível ter participação na sociedade se a sua vida é respeitada, defendida, assistida, garantida e protegida em face de possíveis agressões. Os seres humanos se vêem privados de muitos direitos fundamentais quando não contam, ao longo da vida, com uma segura proteção de sua integridade física.

Na hora de dar valor a qualquer programa político, o foco principal deve incidir sempre sobre os direitos humanos e, de modo particular, sobre o direito à vida.

Uma vez que a vida se inicia com a fecundação e termina com a morte, qualquer grupo político que pretenda garantir um mínimo de justiça é chamado a defender, em seus programas, o respeito a essa vida, sem discriminações que surjam por questões de raça, saúde, herança genética, nacionalidade ou situação econômica.

Antes de averiguar se um candidato ou um partido é de direita, de centro ou de esquerda, devemos nos perguntar se, de fato, ele estará disposto a promover, por meio de medidas concretas, os direitos humanos fundamentais, especialmente o direito à vida. Só assim merece ser escutado, votado e mantido. Só assim poderemos esperar que cumpra, no caso de uma vitória eleitoral, com os seus deveres básicos em relação a cada um dos seres humanos que integram parte de um estado, o qual terá dado um passo imprescindível para chegar a ser autenticamente democrático e justo.












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Prof: Fernando Pascual - P. da Família

domingo, abril 11, 2010

O FALSO CONHECIMENTO SOBRE DEUS

EDIFICAÇÃO







“Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (v.5) Gálataa . 3.1 -5.
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Há uma diferença abismal entre conhecer a Deus e conhecer sobre Deus. Conhecer a Deus é ter um relacionamento pessoal com Ele, não é só de “ouvir falar”, é saber que Deus existe, que Deus é real, Deus é bom, é justo, é santo, puro e verdadeiro. Diz Hebreus 11.6, “Ele se torna galardoador dos que o buscam.” Deus existe, quando Deus há.
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Conhecer sobre Deus não passa de um discurso vazio, por vezes falta o envolvimento, o engajamento com a obra de Deus. Já temos dito e agora reafirmamos: “a Igreja tem muitas almas que o céu não tem; e o céu tem outras tantas que a Igreja não tem (ainda)”. Só para aduzir um temperozinho às frases do Bispo de Hipona, Agostinho. Cremos que os eleitos serão os salvos e que os salvos são eleitos. Por isso mesmo estando fora da “organização” eclesiástica, são membros do “organismo” – Corpo de Cristo. No devido tempo se “ligarão” aqui na terra, como “sinal e selo” de que estão ligados no céu. Não confunda membro de Igreja com crente convertido, nascido de novo e que dá sintomas. Há os “convertidos” e os “convencidos”: os primeiros têm novo sentimento e sentido para a sua vida, mudaram a mente, o coração e a vontade. Os últimos, “os convencidos”, têm certo assentimento apenas na cabeça, mas se comportam e agem como carnais. Pensam até que são sócios da Igreja, têm alguns sintomas da síndrome de “donos da Igreja”, não têm respeito, reverência para com os Ministros de Deus, da Palavra e dos Sacramentos: São os “Diótrefes” e os “Alexandres” Latoeiros da vida! Que Deus nos livre deles e/ou de ser um deles.
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Calvino fala dos desprezadores de Deus, como tendo consciência em conflito: quando ainda têm consciência. Há os que perdem o temor reverente de Deus, das coisas de Deus e das pessoas que servem a Deus. Uma pessoa sem o temor de Deus é o pior dos animais, por ser inteligente – isso quando é. Um ser realmente inteligente é, pelo menos, educado
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Voltemos ao mestre João Calvino: Ele cita o Imperador romano Caio Calígula como a pessoa que desprezou e ultrajou a Deus com a maior arrogância e atrevimento, no entanto tremia face algum sinal de manifestação da ira de Deus. “Ele (Calígula) tinha o maior pavor de Deus, a quem Ele queria de fato desprezar e para tanto se esforçava.” A realidade é que quanto mais atrevido for o desprezador de Deus, mais tremerá de medo ao ruído de uma simples folha que cai (leia Levítico 26 a 36 ss). A negação de Deus é uma tentativa de apagá-lo da memória.
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Crer por acreditar, pura e simplesmente, também não muda coisa alguma; crer e temer, sem confiar e obedecer, igualmente não resolve. É preciso crer e viver: crer e obedecer. Ter a fé e mostrá-la com gestos e atitudes. Ser educado é mostrar educação. A pessoa pode ser franca, leal e sincera, sem ser grossa e mal-educada – aquele tipo que não faz boa ausência nem da própria mãe, pois quase sempre ela é lembrada, juntamente com pai como alguém que não educou bem. Imagine agora e amplie o quadro em relação a um filho ou filha de Deus que até” “sabem muita coisa sobre os predicados e atributos de Deus” sabem Bíblia de cor, só não praticam”. Pode semelhante fé sem obras salvá-lo? Pergunta Tiago, irmão do Senhor e nosso irmão!
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O falso conhecimento sobre Deus é tão perigoso que a Bíblia ensina e a Igreja crê e proclama o que está em Tiago 2.19: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e temem.” Mas não obedecem.
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A religião pura e verdadeira é resultado da fé unida ao temor de Deus e à prática. Temor reverente de Deus e a Deus engloba estima por Ele e prática da Sua justiça para com os órfãos e as viúvas (realmente viúvas) como as qualificou o Apóstolo Paulo. (Leia I Tm 5.3-16). Na Epístola de hoje, Paulo chama os crentes da Galácia de insensatos. Indaga-lhes sobre os fundamentos e as origens da fé cristã que ostentavam: o Espírito Santo vem da pregação da fé ou das Obras da Lei? Sois assim, tão insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora vos aperfeiçoando na carne?”
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Há três categorias de pessoas que o Apóstolo Paulo identifica em I Coríntios: O homem natural – que não entende as coisas do Espírito, porque elas se discernem espiritualmente; o crente carnal, que é membro da Igreja, mas vive e age no impulso da carne, pouco ou quase nada sabe do Espírito Santo; e o crente espiritual, ensinado e guiado pelo Espírito Santo. Com qual desses você mais se identifica? Mostre os frutos.
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Lettie Cowman, a autora de Mananciais no Deserto, escreveu um outro Guia Devocional “Fontes no Vale”, na meditação da 5ª-feira, 11 de fevereiro, fala do poder libertador e Curt ativo do louvor. Diz ela: “Nos momentos de provação, é sempre melhor entoarmos um cântico de vitória, do que deixar que o sofrimento nos venha abater. E para o nosso coração, inclusive, é melhor extravasarmos nossas dores e tristezas em cânticos. “Para que vençamos pelo cântico.”
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Se todos nós entendêssemos plenamente a bênção que é nossa fé, e conhecêssemos toda a realidade dela, andaríamos de um lado para outro cantando. E continuaríamos cantando, cantando, e um dia iríamos subir, subir cada vez mais alto, indo além do Sol. E nunca mais desceríamos, pois ficaríamos imersos na eterna luz de Deus! Senhor ajuda-me a transformar todos os meus sofrimentos em música para o mundo! “Que todos os nossos gemidos se transformem em brados de aleluia!” – Otto Stockmayer “Ninguém pode entrar nos portões do palácio do rei vestido de pano de saco!”.
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Quando criança de 7 para 8 anos, lá em Dom Ca vate, ia caminhando para a Escola, algumas vezes na garupa de um cavalo, com meu irmão Afonso – de saudosa memória – quando passávamos pelos campos das roças de milho ou de café ouvíamos hinos, cantados em alto e bom som por um roceiro crente, empregado do “tio” Emiliano Ferreira da Cunha, roceiro chamado de “Mané canta hino.” E como era bom ouvi-lo, até ao longe! O seu louvor evangelizava e fazia dele um homem alegre.
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Chegados na Escola Primária – era assim que se chamava naquela época: Primário – Exame de Admissão ao Ginásio – Científico – Faculdade. Mais tarde, um pouco, você escolhia entre o Científico e a área de humanas. A minha primeira professora foi Gláucia Ferreira da Cunha. Ela nos ensinava fração com goiabas brancas e maduras ou em processo de amadurecimento. Lá estão as cobiçadas goiabas sobre a mesa e ela dizia e escrevia 1/2 de uma fruta inteira e cortava a goiaba ao meio e nos dava para comer: um meio mais a outra metade, é igual a 1 inteiro. Cortava em 4 partes e dizia: 1/4 , 2/4, 3/4 somados formam uma goiaba inteira. Agora unam um quarto a outro um quarto e vejam, formam 1/2 etc. Bons tempos aqueles! A aula ia longe... Conhecer é experimentar. Até hoje eu gosto de goiaba branca. Não basta conhecer sobre Deus, é preciso prová-lo e você nunca mais o esquecerá. Que Ele muito o/a abençoe. (Leia, por favor, Jô 42.1 a 6). Estou orando por você.











Igreja Presbiteriana do Brasil
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Rev. Guilhermino Cunha - Catedral - 14/02/2010

sábado, abril 10, 2010

TEMPESTADES E ESPERANÇAS

EDIFICAÇÃO




"E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-Lo, clamando: Senhor,salva-nos, porque perecemos!". ( Evangelho de Mateus, 8.23 a 27).
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Devemos reconhecer que temos enfrentado em nosso viver diário inúmeras tribulações e desafios. Negar nossa realidade poderá favorecer a alienação e o afastamento daquilo que Deus quer nos ensinar através das tempestades. É só olhar para a Bíblia e descobrir a história de homens e mulheres que viveram em meio aos temporais e ventanias da vida. Pessoas que experimentaram mais do Altíssimo em tempos de tristezas, lutas e decepções. Talvez seja este o nosso grande desafio: cultivar a esperança, quando o coração parece desistir.
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Se os ventos continuam a soprar e a chuva a cair, somos convidados a perceber que os céus se aproximam de nós. Esta santa interação proporciona paz e equilíbrio (fruto do Espírito), gerando em nós a certeza que não naufragaremos, pois o Senhor permanece conosco (evangelho de Mateus 8.23-27). É desse modo que devemos encarar as adversidades que surgem ao longo da jornada. Não há outra escolha. É preciso atravessar mares e saber que o Todo Poderoso está ao lado daqueles que nEle confiam, caso contrário naufragaremos.
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Continue firme na Igreja do Senhor. Saiba que somos gente reunida para proclamar e viver as esperanças de Deus nesta geração. Em meio as tribulações aprenderemos, cada vez mais, a prática do encontro e da construção de uma comunidade de serviço, reafirmando nosso compromisso com o acolhimento das pessoas, o diálogo humilde e o exercício constante do amor em Cristo Jesus. Embarcação de muitos que buscam portos seguros.
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Que venham as tempestades! Que brotem as esperanças!








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Rev. Sérgio Andrade
Ministério Pão Quente Diário
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