Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sexta-feira, agosto 22, 2008

DISTÚRBIO EMOCIONAL E INCERTEZAS EM NOSSO MUNDO

OPINIÃO

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O homem moderno parece realmente convencido de ser o dono do seu destino. Hoje há um novo modo de se pôr e viver o problema da salvação. Ao homem de hoje oferece-se uma nova esperança terrena. A visão do homem passa de teocêntrica a geocêntrica e antropológica. Isto é, enquanto o homem bíblico e do passado via Deus como o Senhor, o homem moderno sente-se ele como senhor do mundo, como a medida de todas as coisas.
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Operou-se um radical deslocamento de interesses, uma autêntica revolução copernicana no universo espiritual do homem. Não se considera mais um peregrino que percorre apressadamente o vale de lágrimas deste mundo, todo voltado para a terra prometida da eternidade. Torna-se cada vez mais sedentário; substituiu a tenda movediça pela sólida casa de pedra. As únicas fronteiras que conhece são as terrestres e temporais. Uma esperança humana e terrena tomou o lugar da esperança teologal, da esperança em Deus.
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Uma nova missão e uma nova acção dão um sentido novo à sua vida: o da conquista gradual e irreversível do mundo. A fidelidade à terra e a preocupação com a construção da cidade terrena ultrapassaram as esperanças e preocupações do mais além. O homem moderno não espera nada mais para além desta vida. Uma nova confiança no homem é a base desta luta gigantesca. O homem não espera mais a salvação de fora, mas constrói-a com as suas próprias mãos.
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Mas talvez o homem esteja percebendo que foi apressado demais ao proclamar a sua completa autonomia e ao pregar a morte de Deus, considerando-O supérfluo (alguém que está a mais neste mundo). A embriaguez do progresso tornou-o, por pouco tempo, cego diante dos permanentes desequilíbrios que existem no mundo e dos novos fenómenos, que, por sua própria novidade, preocupam. O mundo apresenta-se ainda cheio de problemas não resolvidos. Solucionados alguns, permanecem outros cuja solução parece distante ou mesmo impossível, enquanto surgem sempre novos problemas, criados pelo próprio progresso, pela ciência e pela técnica.
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Aliás, a ciência e a actividade técnica, embora buscando a salvação do homem, são apenas um dos modos de se dispor a ela, ou melhor, apresentam somente o aspecto mais primitivo, mais rudimentar e superficial da solução dos problemas humanos; restam outros problemas sobre os quais a técnica e a ciência positiva nada ou pouco têm a dizer. Além disso, o homem percebeu à própria custa, infelizmente, que o progresso técnico é fundamentalmente ambíguo, isto é, aberto tanto ao bem como ao mal, à salvação como à perdição do homem.
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A dura experiência de duas guerras mundiais, os campos de concentração, as terríveis devastações da primeira bomba atómica, o desequilíbrio produzido na ecologia, a poluição atmosférica, a ameaça da guerra química , os focos de guerra civil nos países recentemente independentes, a onda de xenofobismo e de racismo que renasce na velha Europa, o flagelo da droga que destrói a vida de milhares de jovens, o problema da fome e da miséria nos países do Terceiro Mundo, o desemprego gerado pela máquina que substitui com vantagem um grande número de operários, as obscuras e apocalípticas visões dos futurólogos... tudo isto propõe novamente ao homem o problema de uma "salvação" de dimensões mais vastas e profundas.
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Tudo isto revela ao homem que a salvação e o futuro não depende apenas dele, do progresso da ciência e da técnica, mas que a salvação é também e acima de tudo... dom de Deus. Tudo isto revela que não haverá progresso autêntico enquanto o homem viver de costas voltadas para Deus. Tudo isto mostra que não haverá progresso verdadeiro enquanto o homem quiser
construir a cidade sem Deus...
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Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro.


quinta-feira, agosto 21, 2008

RESSURREIÇÃO: 3º. DIA

EDIFICAÇÃO
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“COMO ENTENDER O “ TERCEIRO DIA” EM QUE JESUS RESSUSCITOU?”
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O amável consulente enviou-me um enorme capítulo em que se discute detalhadamente, e se constesta, a interpretação clássica do terceiro como terceiro dia mesmo. Lamento que modernamente essa questão tome tempo de irmãos, quando quando há importantes aspctos da verdade cristã que estão sendo, não só ignorados por muitos, mas enxovalhados por modernos intérpretes movidos por diferente formas de cobiça pessoal.
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Nos quatro volumes das Institutas de Calvino, que teve o previlegio de traduzir, na estupenda Enciclopédia Bíblica editada por James Orr e na obra clássica sobre os tempos e a vida de Jesus Cristo, de autoria de Edersheim (The Life and Times of Jesus the Messiah), não encontrei nada que se refira à preocupação de que estqamos falando. ( Não afirmo que não há; digo não encontrei..) Encontrei algo no exelente comentário de Mateus de Broadus. Vou tentar sintetizar o que ele diz.
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Sobre Mateus 16.21, ele diz: “ Ao terceiro dia, assim também em Lucas; o ‘depois de três dias’ de Marcos, é equivalente; veja-se sobre 27.62. Esta predição de ressurgir ao terceiro dia tinha sido dada obscuramente [por Jesus Cristo] aos seus inimigos (Jo 2.19; Mt 12.40); e é agora dada distintamente aos discípulos, e repetida subseqüentemente em duas ocasiões (17.23) também Mc [9.31]; 20.19)”.
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Comentando Mateus 27.62, Broadus afirma que “o único meio natural de entender ‘depois de três dias’ dita por um judeu” (da Palestina ou de fora) é “contar tanto o primeiro como o último dia, de modo que signifique qualquer tempo no terceiro dia”. Esse entendimento do modo de pensar dos judeus é suavemente importante. Broadus acrescenta: “A frase ‘no terceiro dia’ é empregada em sete declarações independentes acerca da ressurreição de nosso Senhor” e cita (I) Mt 16.21 (e Lc 9.22); (2) 17.23 (e Mc 9.3, “texto comum”); (3) 20.19 (e Lc 18.33); (4) Lc 24.7; (5) Lc 24.21; (6) Lc 24.46; (7) 1 Co 15.4.
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Broadus explica o “aparente conflito” entre “ao terceiro dia” e “depois de três dias”. Ele estabelece que, primeiro, “o terceiro dia “ não pode significar após 72 horas, ao passo que a frase “três dias e três noites ‘pode ser entendida como significando três onahs ou períodos de noite-dia, de vinte quatro horas, sendo contada uma parte de tal período, de acordo com o Talmude como um onah inteiro”.
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Comentando Mt 12.40, Broadus, apud Lightfoot, cita o Talmude de Jerusalém [Interpretação rabínica da Torá], que registra estas palavras de dois rabinos: “Um dia e uma noite fazem um Onah, e uma parte de um Onah é como um todo”.
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Concluindo sua exposição de Mt 27.62, Broadus conclui: “Não há, pois, razão sólida, para afirmar que nosso Senhor permaneceu no sepulcro setenta e duas horas. E as narrativas mostram que ele esteve de fato uma pequena parte de um dia, todo o dia segundo, e menos da metade do terceiro”.
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Rev. Odayr Olivetti
Escritor, Tradutor. Professor de Teologia Sistemática
Seminário Presbiteriano de Campinas.
Igreja Prebiteriana do Brasil
Por Rilvan Stutz

quarta-feira, agosto 20, 2008

ESTATUTO DO IDOSO E OS PLANOS DE SAÚDE

DIREITOS HUMANOS
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O presente tema não é de simples análise, haja vista envolver diversos interesses, sobremaneira pelo interesse econômico das empresas e por outro lado o interesse social, representado pela necessidade de se prestar uma assistência efetiva aos idosos. E a grande questão é: como oferecer um produto, no caso, o plano de saúde, capaz de gerar lucros às empresas e ao mesmo tempo atingir a finalidade de garantir à população o efetivo benefício.
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A Lei é um produto genuinamente humano, ou seja, ela é feita por seres humanos, voltada a atender uma necessidade igualmente humana e que tem por objetivo maior regular a vida social. Ou seja, a lei é feita para servir ao ser humano e deve seguir as necessidades que aparecem à civilização, e não o contrário, como muitas vezes parece ficar demonstrado, onde a vida humana parece ser obrigada a se adaptar a uma lei anacrônica e despregada das reais necessidades humanas.
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Parece estar claro que o novo Estatuto do Idoso vem exatamente nesse sentido, ou seja, busca regular uma necessidade de se criar mecanismos para a proteção de uma parcela da população que dá sinais de debilidade, principalmente física, e que acabou, em alguns casos, sendo abandonada, mesmo depois de muitos préstimos prestados. Aliás, foi basicamente nesse mesmo ideal de proteção a uma parcela da população que apresenta menos discernimento que veio o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1.990.
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E para os idosos, um dos maiores clamores refere-se exatamente à saúde. E novamente devemos buscar na Constituição Federal que regulamentam essa questão. Nos art. 196/200 da Constituição Federal o constituinte mostrou a grande importância dessa questão, pois dividiu com a sociedade civil a responsabilidade da execução de atividades ligadas à saúde, permitindo a exploração às entidades privadas e não relegou apenas ao Estado esse papel. E abrindo a possibilidade aos grupos privados, surgiria a necessidade da regulamentação, o que acontece atualmente com a Lei 9.656/98. Ocorre que essas empresas, e não poderia ser diferente, trabalham visando o lucro, entrando em choque algumas vezes com o interesse social.
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Mas na legislação nacional encontramos o Código de Defesa do Consumidor que vem exatamente regulamentar a prestação de serviços e lá está descrito alguns dos mecanismos de defesa que a população possui quando se sente violada em seus direitos. Outra questão de grande importância, os planos de saúde são classificados como interesses individuais homogêneos e, diante da grande relevância social, cabe a toda sociedade civil zelar por sua efetiva prestação e, em especial, ao Ministério Público, observar os preceitos constitucionais e legais para que a população não sofra ataques naquilo que já conquistou.
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Esse dispositivo, bem como outros tantos de proteção a grupos sociais, não seriam necessários se a Constituição fosse observada e respeitada. Ou mais ainda, se existisse no meio da sociedade princípios de respeito ao semelhante e a valorização da dignidade humana, não se faria necessário esse tipo de lei. Enquanto ainda existam pessoas desrespeitando outras, far-se-ão necessárias leis nesse sentido, que visam regulamentar a vida social. Agora estamos diante dessa realidade e precisamos refletir sobre o que estamos fazendo com aqueles que construíram nossa sociedade.

Giuliano D’Ambozo
SHVOONG
Por Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio

segunda-feira, agosto 18, 2008

SAÚDE EM PLENA HARMONIA

CUIDANDO DA SAÚDE
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Levei algum tempo para descobrir que a “ fome” da alma é mais importante que a fome do corpo físico. A primeira é difícil de ser detectada, enquanto que na segunda somos exigidos pelo menos três vezes ao dia. Fica fácil identificarmos que nosso corpo físico precisa de alimento, de energia para poder continuar vivendo. Basta comer e tudo está resolvido.
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A fome da alma de nossos outros corpos, etérico, emocional, mental e astral que acompanham o corpo físico só descobrimos as suas necessidades, depois de muito penarmos. Ficamos doentes, estressados, depressivos e dificilmente nos damos conta de que tudo não passa de um desequilíbrio entre o que gostaríamos de ser e o que realmente somos.
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O alimento dos corpos não físicos é exclusivamente energia e ela nasce em nosso cérebro, em nossos padrões acumulados nesta e em outras existências.
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Os ciclos emocionais e os padrões de hábitos são difíceis de serem quebrados. Nossa confusão mental dificulta a identificação entre o que é saudável e o que é nocivo. Importa, portanto, reconhecer o poder de nossas emoções. São elas que definem a nossa vida. É importante conhecermos e sermos responsáveis por elas.
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O correto domínio das emoções cria uma atmosfera leve e positiva em nossa volta. Somos nós que criamos o sentido de desalento, de que não existe saída e que não há outra alternativa. É o primeiro passo para a nossa doença. Antes de ser física ela é mental.
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Nossas emoções são contagiosas. Quando alguém está rindo, sentimos vontade de rir. Quando alguém chora, ficamos tristes. É igual quando chegamos perto de uma pessoa que está deprimida. A negatividade atua como uma doença infecciosa. Ela contamina o local. Quando uma pessoa é negegativa, as que estão à sua volta também se tornam agitadas e negativas. Isso é energia
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Certamente você já participou de uma reunião que começou bem até que uma pessoa que acumulava energia negativa usou da palavra... O local mudou, as pessoas ficaram inseguras e tudo parecia sem solução. É nas dificuldades que precisamos manter a serenidade e demonstrarmos a nossa verdadeira evolução.
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Conhecemos verdadeiramente uma pessoa quando distribuímos prejuízo. Falar é fácil, o complicado é aplicar o que se sabe. Não é necessário saber muito. Ser uma enciclopédia ambulante. Basta amar e respeitar o
ser humano.

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Fonte Shvoong
Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro