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sábado, agosto 17, 2013

AMIGDALITE




CUIDANDO DA SAÚDE







 A amidalite é a inflamação das amídalas, ou seja, das estruturas localizadas na parte posterior da garganta, que têm a função de proteger o corpo, produzindo anticorpos e impedindo que infecções na cavidade oral e nas regiões vizinhas se alastrem por todo o organismo.

Justamente por funcionarem como uma barreira, essas estruturas são muito suscetíveis a processos infecciosos. Quando isso ocorre, as amídalas se inflamam, ficam inchadas, doloridas e dificultam a passagem dos alimentos para o aparelho digestivo.

Estima-se que ocorram 10 milhões de casos de amidalite a cada ano no Brasil. Apesar de ser um problema corriqueiro na infância, a amidalite não pode prescindir de um bom diagnóstico e de um tratamento adequado. Isso porque uma infecção bacteriana inadequadamente tratada pode evoluir para febre reumática, com consequentes complicações cardíacas no futuro, ou mesmo ser precursora de uma doença renal, a nefrite.

A inflamação cursa com febre, calafrios, dor de garganta, falta de apetite, mau-hálito, dificuldade para engolir e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço e da mandíbula, muitas vezes de modo bem semelhante a uma virose, como a mononucleose. Nos quadros causados por bactérias, costuma haver acúmulo de pus nas amídalas. Nos bebês, além da febre, o único sinal evidente muitas vezes é a recusa à alimentação.

As amidalites são causadas principalmente por vírus e bactérias, mas podem ocorrer processos mistos e, às vezes, associações com fungos. Os vírus estão implicados com cerca de 50% a 70% das inflamações, especialmente os que causam também gripes e resfriados, como o adenovírus.

Entre as bactérias, os principais agentes envolvidos são os estafilococos e o estreptococo, que também provoca escarlatina e está associado à evolução da doença para febre reumática. Esses microrganismos costumam ser transmitidos de uma pessoa para outra, através da tosse, espirro e contaminação das mãos e objetos por secreções respiratórias.

Alguns fatores como mudanças bruscas de temperatura, convivência com fumantes, exposição continuada ao ar condicionado e, sobretudo, situações de queda na imunidade podem predispor o indivíduo à desenvolver uma amidalite. O refluxo gastroesofágico, igualmente, é uma causa importante de amidalites de repetição. O retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago atinge a laringe, altera suas características e as bactérias naturalmente presentes na região se aproveitam da situação para proliferar.

O diagnóstico é clínico e depende basicamente da história do paciente e do exame da garganta. Em geral, a infecção viral atinge mais a orofaringe e a faringe, com comprometimento maior dos gânglios. Já a bacteriana se caracteriza pelo aumento acentuado das amídalas, frequentemente com a presença de placas de pus.

Na dúvida, alguns exames podem ser necessários, como o teste rápido para a pesquisa do estreptococo na secreção da garganta e mesmo a cultura, na qual o material biológico colhido é posto em meios próprios para o desenvolvimento de bactérias.

As amidalites virais são tratadas apenas com analgésicos e anti inflamatórios, mas as bacterianas não prescindem de antibióticos, em geral derivados da penicilina, como a penicilina benza tina e a amoxicilina. Qualquer que seja a opção de anti microbiano, a administração do medicamento não pode ser interrompida com a melhora dos sintomas, pois existe o risco de a bactéria permanecer no organismo e dar origem a complicações importantes, como a febre reumática.

Durante episódio de amidalite, a alimentação deve ser baseada em alimentos mornos, líquidos e macios para facilitar a deglutição. A ausência de resposta ao tratamento de uma amidalite com características virais indica um possível envolvimento bacteriano. Por isso, muitas vezes os médicos começam a terapêutica com um anti inflamatório e, na persistência da febre de um a dois dias depois, prescrevem um antibiótico. A remoção cirúrgica das amídalas, utilizada de forma indiscriminada há algumas décadas, está indicada apenas quando a pessoa apresenta amidalites bacterianas complicadas ou que se repetem várias vezes em um mesmo ano.

Pode ser realmente difícil evitar a aquisição de microrganismos causadores de infecções das vias respiratórias, especialmente nas crianças em idade escolar, mas alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de adquirir amidalites, como observar bem os hábitos de higiene, lavando sempre muito bem as mãos e o rosto ao chegar em casa e antes das refeições, além de evitar ambientes com ar condicionado, ficar longe do cigarro e ingerir muito líquido para manter as mucosas da boca, do nariz e da garganta sempre bem hidratadas – quanto mais secas e irritadas, mais predispostas à ação dos microrganismos.

Na presença de amidalites de repetição, é importante afastar a hipótese de refluxo gastroesofágico com um especialista. Por fim, em qualquer situação, é fundamental evitar a automedicação com anti inflamatórios e antibióticos, que, se incorretamente usados, podem dificultar o tratamento e agravar o quadro. A combinação de dor de garganta com febre sempre pede consulta médica, em qualquer idade.







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sexta-feira, agosto 16, 2013

AFTA




CUIDANDO DA SAÚDE







A afta é uma ferida, tecnicamente chamada de úlcera, que aparece na mucosa interna da boca, em geral nos lábios, nas gengivas, no céu da boca, na língua e, mais raramente, na garganta. Costuma surgir de forma isolada ou múltipla e tem formato arredondado, com coloração branco-amarelada no centro e contorno avermelhado.

Muito comum, a lesão regride espontaneamente em cerca de 7 a 14 dias, se for pequena, sem resultar em complicações. Contudo, essa condição também se apresenta como sintoma de outras doenças, razão pela qual sua recorrência ou mesmo sua persistência merecem avaliação médica e/ou odontológica.

Causas e sintomas
As lesões provocam dor, mais acentuada na hora da alimentação, sobretudo se a comida estiver quente e condimentada. Esse sintoma pode ser mais ou menos intenso, conforme o tamanho e o número das úlceras. No ápice da evolução de cada afta, a manifestação dolorosa chega a ficar constante, independentemente do contato da ferida com alimentos ou bebidas, sendo, portanto, bastante incômoda.

Estas úlceras estão particularmente associadas a traumas locais, como machucar a gengiva na hora de escovar os dentes ou pelo uso de prótese (dentadura). A presença de múltiplas aftas pode sugerir que um vírus, como o do herpes, esteja causando o quadro ou uma doença auto-imune, como a Doença de Behçet.

Outros fatores de menor importância implicados com a condição incluem estresse, deficiências nutricionais, predisposição genética, alergia a alimentos, alguns medicamentos e, nas mulheres, alterações hormonais. As lesões também podem ser um sintoma de doenças sistêmicas, que afetam todo o organismo, e de infecções como a aids. Não há evidências científicas que comprovem a relação entre o consumo de alimentos ácidos e condimentados e o desenvolvimento de aftas.

Exames e diagnósticos
O diagnóstico se baseia na história do indivíduo e na identificação visual da afta, durante o exame clínico, por meio do qual o médico ou o dentista pode distinguir essas feridas de lesões mais importantes.

Eventualmente, podem ser necessários testes laboratoriais complementares, tanto para avaliar o estado geral da pessoa quanto para investigar a presença de infecções.

Tratamento e prevenções
O tratamento da afta comum visa a atenuar os sintomas até que a lesão se cure de maneira espontânea. Os quadros clínicos mais leves requerem apenas a aplicação local de anti-sépticos, antiinflamatórios, anestésicos ou ainda de revestimentos protetores de mucosa. Já os mais complicados podem exigir o uso de medicamentos antiinflamatórios potentes, como os corticóides.

Com ou sem medicação, é importante tomar alguns cuidados para não piorar os sintomas, como manter uma alimentação suave, com pouco sal e temperatura morna, já que os alimentos condimentados, quentes e ácidos acentuam a dor, e fazer uma higiene bucal adequada.



Como os traumas parecem ser fatores frequentemente envolvidos no surgimento das lesões, convém evitar traumas na mucosa da boca, tanto no momento da higiene bucal quanto na hora de mastigar os alimentos. Além de não favorecer uma boa digestão, uma mastigação muito rápida duplica a chance de ferir o interior das bochechas e dos lábios.





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quinta-feira, agosto 15, 2013

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL



CUIDANDO DA SAÚDE







O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, consiste na diminuição da função neurológica decorrente de um distúrbio na circulação do sangue no cérebro.

Em 85% dos casos, resulta da obstrução de um ou mais vasos sangüíneos, de forma bastante semelhante ao que acontece no infarto agudo do miocárdio – trata-se do AVC isquêmico. No restante dos casos, o acidente tem, como causa, o rompimento de um vaso, com consequente sangramento cerebral – é o AVC hemorrágico, do qual, aliás, deriva a alcunha de derrame. Nas duas situações, a ocorrência destrói células nervosas nas áreas que ficam privadas da circulação do sangue, afetando as funções comandadas por elas, desde a comunicação oral, passando pela locomoção, até a capacidade de julgamento.

Independentemente do tipo, o AVC constitui um problema grave de saúde, sendo a primeira causa mundial de incapacidade e redução da qualidade de vida e a terceira causa de morte em todo o globo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Contudo, um dos fatores determinantes para agravar ou amenizar as consequências é o tempo que transcorre entre o começo dos sintomas e o recebimento dos primeiros cuidados médicos. Afinal, quanto menos durar a falta de irrigação, menor será a perda de tecido cerebral. A regra, portanto, é jamais deixar para ir ao pronto-socorro no dia seguinte.

Causas e Sintomas

Os sintomas dependem do tipo de AVC. No acidente vascular cerebral sistêmico, que geralmente afeta pessoas de mais idade, há perda repentina da força muscular e/ou da visão, dificuldade para falar, tonturas, formigamento em um dos lados do corpo e alterações de memória. Esses sinais clínicos podem ser transitórios, mas, ainda assim, demandam cuidados médicos emergenciais. Já no acidente hemorrágico, que ocorre em pessoas mais jovens, além desses mesmos sintomas, o quadro costuma ser marcado por dor de cabeça, inchaço cerebral, náuseas, vômitos e até convulsões.

Os mesmos fatores de risco que predispõem uma pessoa a ter um infarto agudo do miocárdio também se aplicam ao acidente vascular cerebral. Estamos falando de hipertensão arterial, colesterol elevado, tabagismo, alcoolismo, diabetes, sedentarismo, obesidade, estresse e história familiar de doenças cardiovasculares. Quando combinados em um mesmo indivíduo – como um fumante hipertenso e obeso, com altas taxas de colesterol –, tais aspectos elevam o risco de ocorrência de um acidente vascular com o passar do tempo, uma vez que a idade igualmente contribui para o enfraquecimento dos vasos.

Quem já teve uma obstrução em artérias do coração também está mais propenso a sofrer um AVC, assim como pessoas portadoras de distúrbios da coagulação, nas quais o sangue coagula com muita facilidade e forma trombos que podem obstruir artérias e vasos. Uma outra causa de AVC é o desprendimento de um coágulo em alguma parte do corpo, em geral do coração, e que vai se alojar no cérebro, levando à oclusão de um vaso.

Exames e diagnósticos

O diagnóstico de AVC costuma ser feito por serviços de saúde de emergência, com base no conjunto de sintomas e nos resultados de estudos de imagem, tais como tomografia computadorizada e ressonância magnética do encéfalo, ultra-sono-grafia das artérias vertebrais e das carótidas – que levam sangue até o cérebro – e angiografia, um método radiológico que estuda o interior dos vasos sanguíneos.

O objetivo desses recursos é identificar a causa – obstrução ou hemorragia –, o local, a extensão e a gravidade da lesão para a instituição imediata do tratamento.

Nessa fase inicial, também costumam ser usados outros exames diagnósticos para avaliar o pulmão e o coração e, assim, descartar a possibilidade de os sintomas estarem envolvidos com uma obstrução em artérias desses órgãos.

Tratamentos e prevenções

Como as células cerebrais não se regeneram e, infelizmente, não há tratamento capaz de recuperá-las, o grande objetivo do tratamento é restabelecer a circulação local quanto antes para evitar mais perda de tecido cerebral.

Para tratar o AVC isquêmico que ocorreu há menos de 3 horas, podem ser usados medicamentos antitrombóticos que desfazem os coágulos e permitem a passagem do fluxo sanguíneo. No hemorrágico, por sua vez, os medicamentos são voltados a combater a inflamação decorrente do rompimento do vaso. Caso o coágulo seja muito grande, pode ser necessária a realização de uma cirurgia para retirá-lo.

Parte importante do tratamento dos AVC s é o trabalho de reabilitação, feito por profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, para que o indivíduo possa reconquistar ou melhorar as habilidades comprometidas pelo AVC. Paralelamente, deve haver também um controle rigoroso dos fatores de risco.

Prevenir acidentes vasculares exige intervenção nos fatores de risco, o que se consegue com mudanças importantes no estilo de vida. A lista de medidas preventivas inclui parar de fumar, reduzir o estresse, adotar uma dieta equilibrada, com menos gordura, açúcar, sal e bebidas alcoólicas, e praticar exercícios físicos regularmente, ainda que seja uma caminhada diária de 30 minutos.

O controle da pressão arterial e das taxas de colesterol e glicose no sangue igualmente se mostra fundamental para a saúde dos vasos sanguíneos. Para tanto, o mais recomendado é visitar um cardiologista regularmente a partir dos 40 anos. Quem tem história familiar de doenças cardiovasculares precisa ficar ainda mais atento a esses fatores de risco, devendo começar o check-up cardiovascular mais cedo. A periodicidade da avaliação, em tais casos, será definida pelo médico com base no estado do indivíduo.





 


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quarta-feira, agosto 14, 2013

IMOBILIZAÇÃO DE FRATURAS





CUIDANDO DA SAÚDE







As fraturas são imobilizadas com talas rígidas que abrangem as articulações situadas imediatamente acima e abaixo da lesão.

Fraturas de pescoço e coluna

No caso de fraturas de pescoço ou de coluna vertebral, convém proceder a imobilização, total da vitima, para evitar possíveis lesões da medula.

Em todo o caso, se existir suspeita de uma lesão deste tipo, o melhor é proteger a vitima do frio e esperar até que chegue ajuda médica. Não se deve mover a vitima, exceto se for para assegurar a sua sobrevivência.

1. Coloca-se a vitima sobre uma superfície rígida procurando, move-la o menos possível.

2. Prende-se a vitima à superfície com ligaduras, ou material similar, desde que garanta o conforto e segurança da mesma.

Outras fraturas

Os diferentes tipos de imobilização ideal, para algumas das fraturas mais típicas são os seguintes:

Fratura da omoplata, clavícula ou do úmero: Chapa de Valpeau, braço junto ao corpo, cotovelo a 90º, pulso esticado, dedos descobertos.

Fratura do antebraço: cotovelo a 90º e pulso esticado.

Fratura de pulso: desde a base dos dedos até ao cotovelo, pulso esticado.

Fratura de dedos da mão: desde a ponta dos dedos até ao pulso, dedos em semi flexão.

Fratura do fêmur e pélvis: desde a base dos dedos do pé até ás costelas, anca e joelho estendido, tornozelo a 90º.

Fratura da tíbia e perônio: desde a base dos dedos do pé até a virilha, joelho estendido, tornozelo a 90º.


Fratura de tornozelo e pé: desde a base dos dedos até ao joelho, tornozelo em ângulo de 90º.







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