Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sexta-feira, julho 30, 2010

COMO DEVEMOS PROCEDER CONTRIBUINDO PARA NOSSA BOA SAÚDE

CUIDANDO DA SAÚDE




Pode prevenir doenças através de medidas preventivas adequadas.

Através de medidas preventivas adequadas, referidas na gíria da especialidade como "prevenção", podemos proteger a nossa saúde. Tal significa, em primeiro lugar, observar-se bem a si e ao seu corpo. Se as doenças forem detectadas a tempo, há maiores hipóteses de as curar. Um exemplo de medidas preventivas de saúde para a mulher são os controles ginecológicos regulares. Tomar medidas preventivas de saúde significa que nos preocupamos com a nossa saúde e nos informamos sobre o que não é saudável. É importante, por exemplo, comer muita fruta e legumes, movimentar-se bastante e realizar trabalhos pesados na posição correta, não fumar e beber pouco álcool.

Alimentar-se de forma saudável e movimentar-se de forma regular são passos importantes para a sua saúde. Isto inclui beber muito (cerca de 1–2 litros de água por dia), comer cinco vezes por dia legumes e frutas e, a cada refeição principal, ingerir alimentos que contenham cereais.

Deve comer, se possível, alimentos integrais e, por dia, uma porção alternadamente de carne, peixe, ovos, queijo ou outras fontes de proteínas, bem como leite e lacticínios. Deve utilizar pouco óleo e gordura ao cozinhar e consumir com moderação doces, salgados e bebidas energéticas (bebidas doces e alcoólicas).

Movimente-se de forma ativa (por exemplo, andar de forma rápida, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou fazer as tarefas domésticas) no mínimo meia hora por dia. A falta de movimento pode provocar dores de costas, peso excessivo, problemas de metabolismo, e circulatórios e cardíacos.

As drogas são substâncias com efeitos psicoativos, que alteram a disposição, os sentimentos, a percepção e a consciência. Alguns exemplos de drogas são: o tabaco, o álcool, medicamentos analgésicos, calmantes e soporíferos, e drogas ilegais, tais como maconha, cocaína, heroína, etc. O consumo de drogas pode levar a problemas físicos, psíquicos e sociais.

A passagem do consumo por prazer ao hábito e à dependência faz-se com muita facilidade e é um processo complexo. Vários fatores influenciam o comportamento de dependência, por exemplo, a personalidade, o ambiente social, as condições sociais bem como o potencial de dependência de uma droga.

O que pode fazer no caso de problemas de toxicodependência na família? Um problema de toxicodependência que afete uma pessoa próxima é vivido com muito sofrimento. Não é só a pessoa afetada que sofre com a situação, mas sim também as pessoas que o circundam. Não hesite em procurar apoio no exterior. Os especialistas dos centros de aconselhamento e apoio a toxicodependentes na sua região podem dar-lhe um apoio e acompanhamento valioso. O aconselhamento é gratuito e os especialistas são obrigados a guardar segredo profissional.
Pode encontrar moradas dos centros de aconselhamento e apoio a toxicodependentes na lista telefônica ou dirigir-se ao seu médico de família.

TABACO
O tabaco é prejudicial para todo o corpo, e pode ter como efeito cancro, enfarte cardíaco, doenças pulmonares ou entupimento dos vasos sanguíneos. Um terço das mortes ocorridas atualmente deve-se ao tabaco. O ar contaminado pela fumaça do tabaco é também prejudicial para os não fumadores, em especial para as crianças. As crianças afetadas têm uma probabilidade duas vezes maior de ficarem doentes que as outras crianças – devido a otites médias, bronquite, pneumonia ou asma. A quantia de tabaco fumada não é indiferente! Se conseguir fumar um cigarro a menos por dia, estará já a contribuir para a sua saúde. É também benéfico para si e para as pessoas que o rodeiam se não fumar em espaços fechados.

Se quiser deixar de fumar, fale com o seu médico de família. Deixar de fumar tem grandes vantagens para a saúde: após um dia, o sangue já terá recuperado, ao fim de três meses os pulmões, após um ano os vasos sanguíneos e após cinco anos sem fumar o perigo de cancro terá diminuído e o corpo terá recuperado por completo.

ÁLCOOL
O álcool pode ter vários efeitos negativos. Há perigos imediatos e outros em caso de consumo acentuado e regular. Basta uma pequena quantidade de álcool para reduzir a concentração, a capacidade de reação e de julgamento, o que aumenta a propensão para o risco e, por conseguinte, o perigo de acidentes. Um consumo de álcool acentuado e exagerado é prejudicial para quase todos os órgãos humanos e provoca problemas sociais e psíquicos. A violência dentro e fora da família está também muitas vezes associada a problemas de álcool.
Se quiser consumir álcool sem riscos, deve cumprir as seguintes regras gerais: para adultos saudáveis não mais de dois copos normais por dia. Um copo normal corresponde à quantidade de álcool que geralmente é servida nos restaurantes. As mulheres reagem com mais sensibilidade ao álcool e não devem beber mais que um copo normal por dia. Não deve consumir álcool se conduzir um veículo, durante o trabalho, se tomar medicamentos, sofrer de uma doença e durante a gravidez e aleitamento. Se tiver problemas de álcool, não hesite em dirigir-se a um centro de aconselhamento e apoio a alcoólatras na sua região.

O aconselhamento é gratuito e os especialistas são obrigados a guardar segredo profissional. Pode consultar morada de centros de aconselhamento e apoio a alcoólatras na lista telefônica ou falar com o seu médico de família.

A melhor forma de se proteger contra o VIH/Sida e outras doenças de transmissão sexual (como clamídia, gonorréia e hepatite) é usar preservativos. Estes podem ser comprados em qualquer supermercado, nas farmácias e drogarias. Caso tenha questões, dirija-se ao centro de apoio contra a Sida cantonal ou fale com o seu médico. Caso suspeite estar infectado com o vírus VIH, consulte o seu médico ou um centro de apoio contra a Sida (Aids-Hilfe). Estes centros vão apoiá-lo na sua decisão de efetuar ou não um teste. Pode também obter aconselhamento e fazer um teste, de forma anônima, num centro de testes.

Das medidas preventivas de saúde fazem também parte as vacinas. Com as vacinas podem evitar-se várias doenças infecciosas. O Departamento Federal da Saúde recomenda as vacinas contra a difteria, tétano, tosse convulsa, poliomielite, meningite e laringite (através de Haemophilus influenzae), sarampo, papeira, rubéola e hepatite B. Podem ser necessárias outras vacinas, por exemplo, no caso de viagens para o estrangeiro. Pode, em qualquer altura, recuperar as vacinas em falta. Na Suíça, as vacinas são geralmente dadas pelos/as pediatras e médicos/as de família. Se tiver outras questões sobre vacinas, dirija-se ao seu médico.

SAÚDE PSÍQUICA
A alegria de viver e boa disposição são partes essenciais de uma boa saúde psíquica. As boas relações na família, trabalho, tempos livres e escola podem reforçar o seu bem-estar. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um "estado de completo bem-estar físico, psíquico e social, e não apenas a inexistência de doenças e enfermidades". Para além dos aspectos físicos, são também importantes para o homem os aspectos sociais e psíquicos da saúde.

As doenças psíquicas são as doenças mais freqüentes. Uma em cada três pessoas sofre, pelo menos uma vez na vida, de doenças psíquicas. Muitas pessoas conseguem superar sozinhas essa crise. Uma em cada dez pessoas tem, no entanto, de ser tratada numa clínica psiquiátrica. Na Suíça há um sistema de cuidados alargado para o tratamento de problemas psíquicos. Se necessitar de ajuda, fale com o seu médico de família. Este pode arranjar-lhe um tratamento adequado ou, se necessário, receitar-lhe medicamentos.

DIREITOS E DEVERES DO PACIENTE
Se estiver doente, tem direito a dar a sua opinião quanto ao tratamento médico. O médico tem de informá-lo na consulta sobre o diagnóstico, o tratamento planeado, outras possibilidades de tratamento e os riscos inerentes ao tratamento da sua doença. Só desta forma pode dar a sua opinião. É importante que coloque questões para perceber tudo muito bem. É também importante que o médico entenda bem aquilo que o paciente diz e pergunta.
Os médicos estão sujeitos a guardar sigilo profissional. Todas as informações que lhes são fornecidas têm de ser tratadas com confidencialidade e só podem ser transmitidas a terceiros com o consentimento dos pacientes.

Se estiver doente e necessitar de cuidados médicos, é do seu interesse colaborar com os médicos. Só é possível tratar convenientemente uma doença se entender e for entendido pelos médicos, pessoal de enfermagem, assistentes sociais ou outro pessoal médico. Os equívocos ou barreiras lingüísticas dificultam muitas vezes o entendimento no consultório médico, no hospital, no serviço social ou noutro local.

Podem evitar-se equívocos recorrendo-se a uma mediação intercultural (tradutores). O tradutor deve ter uma formação adequada e não deve fazer parte da família do paciente.

Os familiares ou amigos não são as pessoas indicadas para servir de tradutores, pois agirão de uma forma emotiva, que pode resultar em traduções erradas. Apenas em casos excepcionais – em caso de urgência, as crianças, familiares ou o pessoal do hospital podem servir de tradutores.








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sábado, julho 24, 2010

LONGEVIDADE

CUIDANDO DA SAÚDE





Envelhecer é um processo lento, progressivo e inevitável. Hoje a expectativa de vida já utrapassa os 72 anos, o que faz aumentar a quantidade de idosos e deve ser motivo de satisfação: representa uma vitória contra o tempo. Mas não é só a quantidade que importa, mas sim a qualidade desses anos todos. Indico a seguir, algumas dicas para envelhecer bem:

Pensamento jovem - Nunca se considere limitado. Encare o envelhecimento de forma positiva.

Exercícios - O ser humano pode chegar aos 100 anos. Especialistas dizem que em poucas décadas a expectativa de vida em países desenvolvidos devem alcançar 120 anos. Sua prioridade deve ser manter peso adequado e bom preparo físico, o que evita doenças e previne a perda de massa muscular.

Cérebro ativo - mantenha sua mente em atividade. Invente jogos, brincadeiras, inicie uma nova carreira, aprenda a tocar um instrumento musical, escreva, leia, viaje.

Alimentação saudável - Coma apenas o necessário. Valorize frutas, legumes e verduras, diminua a carne vermelha, as gorduras e os doces.

Adeus, estresse - Cante, dance, medite e cultive um hobby. Tenha humor e viva em contato com a natureza.

Dedique-se ao voluntariado - Ajudar o próximo é gratificante e torna os dias mais leves.

Parar jamais - Evite a aposentadoria. Mesmo que encerre o trabalho formal, sempre faça planos para o futuro e sonhe com o dia de amanhã.

Fique perto de quem lhe ama - A convivência com filhos, netos, amigos fortalece as emoções e espanta a solidão.

Não reme contra a maré - É inevitável que envelheça e aceite a velhice com alegria. Tônia Carreiro, famosa atriz, disse ao comemorar seus oitenta e dois anos: Envelhecer é chato, mas a outra opção é pior, morrer!









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quinta-feira, julho 22, 2010

ANSIEDADE: A DOENÇA DA DESCONFIANÇA

EDIFICAÇÃO
Texto para leitura: Evangelho de Mateus 6
Jesus quase não falou de muitos temas que não saem de nossas conversas e preocupações. Por exemplo, o amor entre um homem e uma mulher não tem Nele um poema, uma fala, um discurso. Porém, por Ele, espontaneamente, tais temas não foram propostos. O mesmo não se pode dizer da ansiedade.
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A ela Jesus reserva significativo espaço no bojo de Seu ensino essencial: o Sermão do Monte. De fato, isoladamente, é o assunto tratado de modo mais ilustrado e longo em todo o sermão (Mateus 5 - 7).
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E por quê? Ora, as razões são muitas. E os básicos logo as associam às dificuldades da existência em todos os tempos; os psicólogos não resistem à tentação de associá-la ao mundo estressado no qual todos vivemos; tratando, assim, não da própria ansiedade, mas dos agentes contemporâneos de sua emulação. De fato, há muitas causas secundárias quando se pensa em ansiedade. No entanto, no curto espaço deste texto, quero apenas falar acerca de três causas essenciais.
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1. A ansiedade como perversão do olhar prospectivo. De fato, só somos ansiosos porque fomos dotados da bênção do olhar prospectivo. Fomos feitos capazes de olhar para o futuro mediante a imaginação, a lógica histórica, a acumulação de experiências e, sobretudo, em razão da necessidade humana de pensar no dia de amanhã, no qual, miticamente, estocamos o bem e o mal, dependendo de nosso estado de espírito.
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Todavia, como disse, a ansiedade é uma perversão de uma virtude: a bênção do olhar prospectivo. Na realidade, a ansiedade é a esperança vivida como experiência do pecado de ser, o qual se manifesta como incapacidade de crer no cuidado de Deus em razão de nosso descuidado para com Ele em amor. Assim, ansiedade é a expectativa de que no amanhã estaremos em perigo. O pecado perverteu todo olhar perspectivo e prospectivo.
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2. A ansiedade como a esperança da Queda. Na realidade, a ansiedade é a maligna manifestação da “esperança na Queda”. Num mundo onde o ser se sabe afastado de Deus, toda expectativa é sempre contra nós, e sua forma existencial e psicológica de se fazer desesperança é mediante a ansiedade.
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3. A ansiedade como desconfiança de Deus. Quando Jesus enfatizou a ansiedade como problema, o que Ele diagnosticou como causa foi a falta de confiança real no Deus real, no Deus que cuida, que é Pai, que está atento, que se dedica a ervas e pássaros, e, portanto, tem muito mais razão para cuidar da existência humana.
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E tudo quanto Jesus disse acerca da ansiedade se faz concluir com um convite a entrega total à confiança no reino de Deus; ou no Deus que reina sobre a vida; especialmente sobre os detalhes mais sutis. Assim, Jesus mandou que a fonte da energia espiritual e vital de cada um de nós se concentrasse apenas nas coisas que carregam o espírito do reino de Deus, pois, assim, seremos agidos por Deus, que é o que faz com que todas as coisas necessárias à vida nos sejam naturalmente acrescentadas.
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Onde há ansiedade, aí ainda não há a prevalência da confiança. Ou, então, aí se instalou “um vício de sentir contra nós”, o qual só pode ser vencido mediante a entrega em fé ao amor e aos cuidados misteriosos do Pai.












Igreja Presbiteriana do Brasil
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terça-feira, julho 20, 2010

FAZENDAS LÁ, AMBIENTALISTAS AQUI

Notícias pelo Mundo
Solicitado por vários leitores a voltar ao tema das ONGs, mostrarei a vinculação entre os "fazendeiros" americanos e a atuação de ONGs ambientalistas no Brasil. Trata-se de uma curiosa conjunção entre o agronegócio americano, ONGs ambientalistas (aqui, evidentemente), grandes empresas, governos e "movimentos sociais" no País.

A National Farmers Union (União Nacional dos Fazendeiros) e a Avoided Deforestation Partners (Parceiros pelo Desmatamento Evitado), dos EUA, encomendaram um estudo, assinado por Shari Friedman, da David Gardiner & Associates, publicado em 2010, para analisar a relação entre o desmatamento tropical e a competitividade americana na agricultura e na indústria da madeira. O seu título é altamente eloquente: Fazendas aqui, florestas lá.

O diagnóstico do estudo é que o desmatamento tropical na agricultura, pecuária e de florestas conduziu a uma "dramática expansão da produção de commodities que compete diretamente com os produtos americanos". Ou seja, é a competitividade do agronegócio brasileiro que deve ser diminuída para tornar mais competitivos os produtos americanos. O estudo é tão detalhado que chega a mostrar quanto ganhariam os Estados americanos e o país como um todo. E calcula que o ganho americano seria de US$ 190 bilhões a US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030.

As campanhas pela conservação das florestas tropicais e seu reflorestamento não seriam, nessa perspectiva, uma luta pela "humanidade". Elas respondem a interesses que não têm nada de ambientalistas. Ao contrário, o estudo chega a afirmar que os compromissos ambientalistas nos EUA poderiam até ser flexibilizados segundo as regras atuais, que não preveem nenhum reflorestamento de florestas nativas, do tipo "reserva legal", só existente em nosso país. Também denomina isso de "compensação", que poderia ser enunciada da seguinte maneira: mais preservação lá (no Brasil), menos preservação aqui (nos EUA).

Cito: "Eliminando o desmatamento por volta de 2030, limitar-se-iam os ganhos da expansão agrícola e da indústria da madeira nos países tropicais, produzindo um campo mais favorável para os produtos americanos no mercado global das commodities." Eles têm, pelo menos, o mérito da clareza, enquanto seus adeptos mascaram suas atividades.

Esse estudo reconhece o seu débito com a ONG Conservation International e com Barbara Bramble, da National Wildlife Federation, seção americana da WWF, igualmente presente em nosso país.

A Conservation International é citada duas vezes na página de agradecimentos, suponho que não por suas divergências. Mas ela publica em seu site um artigo dizendo-se contrária ao estudo. A impressão que se tem é a de que se trata de um artifício retórico para se desresponsabilizar das repercussões negativas desse estudo em nosso país e, em particular, na Câmara dos Deputados. Logicamente falando, sua posição não se sustenta, pois ao refutar as conclusões do artigo não deixa de compartilhar suas premissas. A rigor, não segue o princípio de não-contradição, condição de todo pensamento racional.

Por que não defende a "reserva legal" nos EUA e na Europa, segundo os mesmos princípios defendidos aqui? Seria porque contrariaria os interesses dos fazendeiros e agroindustriais de lá? Entre seus apoiadores se destacam Wall Mart, McDonald"s, Bank of America, Shell, Cargill, Kraft Foods Inc., Rio Tinto, Ford Motor Company, Volkswagen, WWF e Usaid. Os dados foram extraídos de seu site internacional.

Barbara Bramble é consultora sênior da National Wildlife Federation, a WWF americana. Sua seção brasileira segue os mesmos princípios e modos de atuação, tendo o mesmo nome. Se fosse coerente, deveria lutar para que os 20% de "reserva legal", a ser criada nos EUA e na Europa, fossem dedicados à wildlife, a "vida selvagem". Entre seus apoiadores e financiadores (dados extraídos de sua prestação de contas de 2009), destacam-se o Banco HSBC, Amex, Ibope, Natura, Wall Mart, Conservation Internacional, Embaixada dos Países Baixos, Greenpeace e Instituto Socioambiental (ISA). A lista não é exaustiva. Observe-se que a ONG Conservation International reaparece como parceira da WWF.

Ora, essa mesma consultora é sócia-fundadora do ISA, ONG ambientalista e indigenista. A atuação dessa ONG nacional está centrada na luta dita pelo meio ambiente e pelos "povos da floresta". Advoga claramente pela constituição de "nações indígenas" no Brasil, defendendo para elas uma clara autonomia, etapa preliminar de sua independência posterior, nos termos da Declaração dos Povos Indígenas da ONU.

Ela, junto com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), possui o mais completo mapeamento dos povos indígenas do Brasil. Sua posição é evidentemente contrária à revisão do Código Florestal. Dentre seus apoiadores e financiadores, destacam-se a Icco (Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento), a NCA (Ajuda da Igreja da Noruega), as Embaixadas da Noruega, Britânica, da Finlândia, do Canadá, a União Europeia, a Funai, a Natura e a Fundação Ford (dados foram extraídos de seu site).

O ISA compartilha as mesmas posições do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do MST. Ora, esses "movimentos sociais", verdadeiras organizações políticas de esquerda radical, por sua vez, seguem os princípios da Teologia da Libertação, advogando pelo fim do agronegócio brasileiro e da economia de mercado, contra a construção de hidrelétricas e impondo severas restrições à mineração. Junto com as demais ONGs, lutam por uma substancial redução da soberania nacional.

Dedico este artigo aos 13 deputados, de diferentes partidos, e às suas equipes de assessores que tão dignamente souberam defender os interesses do Brasil, algo nada fácil nos dias de hoje.

PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRGS.
Autor: Denis Larrer Rosenfield





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