Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sexta-feira, junho 20, 2008

DESCONTRUINDO TRIBUNAIS

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Há pessoas que são assim expansivas e alegres, gostam de contar anedotas e fazer piadas, e isso com uma graça e um brilhantismo que podemos dizes que são palhaças, no melhor sentido da palavra, aonde chegam armam um circo.

Há outras que têm o dom do ensino, são pedagogas por natureza. Sabem comunicar aquilo que conhecem com grande eficiência, aonde chegam há quem se sente ao seu redor para ouvir e receber o seu ensino. Elas vivem armando escolas.
Há, ainda, aqueles cuja presença impõe uma ordem, elas motivam as pessoas a ações, a atos de coragem e heroísmo. É impressionante como são organizadas e organizadoras. Aonde chegam armam quartéis.
Mas hoje queremos lhes falar de um quarto grupo de pessoas. O palco destas não é o picadeiro, seu material de trabalho não é a lousa, nem seguem ditando a marcha daqueles que estão ao seu redor. Hoje queremos lhes falar sobre os que armam tribunais. Sobre aqueles que vivem colocando seus semelhantes, amigos e parentes, e não raro a si mesmos, diante de cortes de justiça.
Todo mundo para eles é um réu em potencial; eles não têm relacionamentos, têm processos; estão o tempo todo formulando ou recebendo queixas, denúncias... construindo casos; não dão opiniões, emitem sentenças. Se não são juízes por ofício, o são por vício.

Faltam magistrados no Judiciário, mas eles abundam por toda parte, em casa, no trabalho, na escola e até mesmo na Igreja de Cristo Jesus.

O texto que propomos no título faz parte do Sermão da Montanha e é um imperativo no sentido de que não sejamos juízes de nossos irmãos. João já nos disse que Deus enviou o Seu Filho ao mundo não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (João 3:17). E o mesmo Jesus, que não encarnou na condição de juiz, nos diz que nós não devemos julgar aos nossos semelhantes.

E por que não devemos julgar os nossos irmãos?

1.Porque Deus não nos confiou esta autoridade. Assim, quem julga o seu irmão está usurpando um poder e um direito que o Pai reservou exclusivamente para Si na presente dispensação;
2.Porque como irmãos somos suspeitos para exercer juízo sobre eles. Nós somos sempre família do réu, e o nosso lugar não é a cátedra de juiz, mas o banco humilhante e frio, especialmente reservado para os parentes de quem está sendo julgado.

3.Porque também somos culpados de nossos próprios pecados. Como pecadores temos consciência que chegará o momento em que seremos julgados pelo bem ou mal que tivermos praticado. Somos réus no tribunal da Graça e da Misericórdia de Deus;
4.Porque o fato de sermos igualmente pecadores, impede que vejamos os pecados de nossos irmãos de forma adequada, para que possamos fazer qualquer juízo válido e competente;
5.Porque quando julgamos alimentamos o monstro das relações judicantes, que findarão apor vitimar a nós mesmos.

Alguns podem dizer que este tipo de postura estimula a impunidade no meio da Igreja e finda por favorecer um tipo daninho de permissividade. Nós cremos que não

É nossa função dizer que o adultério é pecado. E o adúltero? Entreguemo-lo ao Senhor. É nossa obrigação ensinar que o homossexualismo é pecado. E o homossexual? Entreguemo-lo a Deus. É nossa obrigação afirmar que a mentira é pecado. E o mentiroso? Entreguemo-lo a Deus.

O que torna tão difícil fazer isso, não é o zelo pela santidade e pela pureza do Corpo de Cristo, é a nossa ânsia, quase irresistível, pelo exercício judicante em desfavor de nosso semelhante.

O que fazer para se livrar do hábito de armar tribunais?

1.Reconheça que o seu pecado é maior do que o de seu irmão (argueiro e a trave);
2.Dedique-se ao seu processo de santificação e não àquele que está sendo desenvolvido pelo seu irmão (tira primeiro a trave de teu olho);
3.Aconselhe seu irmão sobre o que você entende ser certo ou errado, à luz da Palavra de Deus, se necessário faça isso com uma ou duas pessoas amigas, que lhe ajudem nesta tarefa, e depois entregue-o ao Senhor (Mat. 18:15-17);
4.Renuncie (peça demissão em caráter irrevogável) da função de juiz de seu irmão e peça perdão a Deus por durante tanto tempo ter ocupado indevidamente uma função que é só d´Ele...

O difícil não é conhecer a Jesus, é amá-Lo; o difícil não é entender a Sua mensagem, é acatá-la; o difícil não é saber qual é a Sua vontade, mas obedecê-la. É por isso que Jesus disse que “aqueles que ouvem estas minhas palavras e as pratica é semelhante ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.


Rev. Martoreli Dantas
Colaboração Pão Quente Diário
Por Rilvan Stutz


quinta-feira, junho 19, 2008

O INÍCIO DO PECADO NO MUNDO


EDIFICAÇÃO
O HOMEM NO ESTADO DE PECADO

Livre para escolher entre a obediência a Deus e a desobediência, o homem, incitado pela serpente, tomou a decisão errada: desobedeceu. Começou, assim, no mundo, o pecado com todas as terríveis conseqüências. A narrativa limita-se a registrar o fato, nada nos informando da maneira ou razão da tentação nem de como apareceu o tentador no mundo, onde tudo o que Deus fizera, inclusive a serpente, era até então “muito bom” (Gn 1:31). Há vislumbres de alguma espécie de rebelião entre seres angélicos(Gn 6:1-8), o que, porém, apenas nos leva mais um passo atrás, sem nenhuma explicação da origem do mal.

As normas reconhecidas da hermenêutica não nos permite a inclusão aqui de opiniões expendidas sobre Is 14: 12-15 ou Ez 28, pois essas passagens tratam declaradamente, uma do rei da Babilônia (Is 14:4) e a outra do rei de Tiro, não passando de conjetura a “interpretação”de que vê nestas passagens a queda de um arcanjo que na rebelião se tornou o diabo (vd Séc.,d,vi,vii).

A NATUREZA DO PECADO

O mal, conforme observou Agostinho, é essencialmente negativo: é o deixar de seguir a orientação divina; é a não obediência diante do aviso que esclarece a vontade de Deus. Desse ponto de vista, o mal não tem “origem” no sentido normal do termo.

O homem, tentado a deixar de obedecer a Deus seguindo o bem (que é positivo), simplesmente tomou a decisão de abandonar sua lealdade a seu Criador.


Diácono Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

UM ALVO QUE DEVEMOS ALCANÇAR



“Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente” ( Sl 16.11 )

Criou Deus os Céus e a terra. Tudo era perfeitamente maravilhoso, cheio de beleza de vida e vida em abundancia! Seus recursos intermináveis. Tudo conforme a vontade do Senhor. Criou tudo perfeito em condições para a vida, criou o homem segundo Sua Imagem e Semelhança e tudo foi inimitável, digamos: maravilhoso. O homem recebeu de Deus os seus limites e também a liberdade, o passaporte para a alegria plena, tudo conduzia o homem para uma alegria, hoje sentimos tão necessária, assim cumpria-se à vontade do Pai.

Sabemos a entrada do pecado no Paraíso e na vida do homem, alterou este propósito. Deus desejou e deseja uma boa condição de vida para homem. Não nos cabe pensar ou questionar, como seria bom este mundo sem a presença do pecado. É evidente que estaríamos vivendo e gozando o verdadeiro Paraíso presente até hoje. Precisamos entender e viver o que temos este presente mundo. Precisamos nos esforçar e suplicar ao Pai que nos de força para vencer, a vitória nos traz alegria, felicidade e isto, glorifica ao Pai. Sabemos o mundo nos traz muitas tristezas, mas podemos colher muita alegria, estando ao lado do Senhor, só Ele pode nos ajudar a encontrar os devidos caminhos com sabedoria, para vivermos ao lado da alegria, coloquemos o do Senhor em primeiro lugar em nossas vidas.

Uma das grandes virtudes da vida é a alegria. Considero-a como um Estado permanente de ânimo, ou um bom estado de espírito. É certo que há estímulos que impulsionam e estimulam a expressão de alegria interior. Por exemplo, quando se sabe que é amado, estimado, querido, isto soa como estímulo externo para que a alegria se expresse de modo ainda mais vivo eficaz melhorando a qualidade da vida.
Isto acontece com cada um de nós, ou melhor, deveria acontecer de forma mais expressiva em todos os momentos de nossas vidas. Em outro plano, quando uma vida é alcançada pelo espírito Santo de Deus, quando a Salvação de uma Alma se converte para Cristo, há alegria nos altos Céus! Assim sabendo vivemos em alegria por mais um motivo divino. Este momento de alegria total e irrestrito, a vida transformada, traz esta felicidade para os servos do Senhor, a mudança de vida, a iniciativa do ser humano, confirma a vontade do Pai através do Espírito Santo de Deus. A mudança, o novo homem é uma transformação preciosa aos olhos do Senhor, é pura alegria para os homens.

É necessário que os irmãos vivam em alegria! Já basta o dia o seu mal! Precisamos viver a alegria em família, no trabalho e principalmente na Igreja, nosso “ninho de crescimento”, este ninho que proporciona condição sábia para sermos exemplos. Também é certo que a perfeita união dos irmãos, transforma a tristeza em pura alegria, isto são momentos inesquecíveis em nossas vidas. Se pessoas que amam e recebem a retribuição amorosa somos amadas, sentem a presença Santa do Senhor.

Deus é o maior estímulo para o estado de alegria. O texto bíblico acima transcrito assevera que na presença de Deus há plenitude de alegria. Isto significa dizer que há em Deus, e somente nele, fatores que nos causam a alegria plena e permanente. Por exemplo, o verso cinco do Salmo 16, fala que o Senhor é a maior herança que podemos ter, no sete o salmista destaca a capacidade sublime do Senhor em dar conselho para a vida feliz versículo oito, destaca a segurança que há somente na presença do Senhor.

Tal segurança faz com que a mente e o corpo sejam afetados positivamente a ponto de terem descanso em meio às maiores tribulações desta difícil vida que enfrentamos. Outro fator considerável é estar bem com a sociedade, isto nos conforta nos sentimos melhor, é mais uma ponte para a felicidade.
Precisamos expressar da melhor forma possível a nossa alegria através do culto coletivo e individual. Precisamos como o salmista compartilhar a nossa alegria plena com as pessoas à nossa volta. Que as palavras de Paulo aos Filipenses 4.4 sejam as nossas palavras como expressão de nossa vida interior: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos!” Ainda destaco o livro de Salmos, lá no capítulo 118, versículo 24, diz assim: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Sabemos esta é à vontade do Senhor para todos os que O amam e vivem dentro da Sua verdade.

Diácono Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro – Rio

O SIGNIFICADO DA CRUZ

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EDIFICAÇÃO

A Teologia cristã é cristologia e, ainda mais especificamente no dizer de Lutero, é a teologia da Cruz. Todos o Novo Testamento testifica da verdade estarrecedora de um Messias crucificado, porém triunfante. Seu tema constante é a paixão vitoriosa do Filho de Deus.

Do princípio ao fim dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” Os
Cristãos gloriavam-se no escândalo da Cruz. “Antes de tudo (diz Paulo) vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, de acordo com as Escrituras” (1 Co 15:3).

Que significa tudo isso? Que vem ser a Redenção? O tema é sem dúvida inesgotável; vamos, contudo, salientar alguns de seus aspectos fundamentais, de acordo com a Bíblia.

NA CRUZ, DEUS SE REVELA AO HOMEM

No momento em que Jesus entregou Seu espírito, “o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo(Mt 27:51; Lc 23:45). O véu ali se acha, há longos anos, vedando ao homem os últimos mistérios da religião e impedindo, simbolicamente, a saída de Deus ao encontro do pecador. Parecia que ali houvesse de permanecer para sempre e que, portanto, o homem jamais pudesse conhecer de perto a Deus.

Agora é rasgado o véu; Deus se dá a conhecer ao homem. A Cruz traz o homem para Deus, levando Deus ao homem(cf Hb 10: 19,20).


Diácono Rilvan Stutz


Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro - Rio