Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sexta-feira, abril 29, 2011

INC- SE DESTACA NO TRATAMENTO DA MIOCARDIOPATIA HIPETRÓFICA

CUIDANDO DA SAÚDE







A miocardiopatia hipertrófica é a doença cardíaca genética mais comum e considerada a principal causa de morte súbita em jovens atletas. A doença é caracterizada por um aumento de todo ou parte do músculo cardíaco (miocárdio). A espessura do músculo acima da normal dificulta o correto funcionamento do coração, que não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, o que causa falta de ar e cansaço. Além do tratamento clínico com medicamentos e da cirurgia, nos últimos 15 anos um tratamento inovador vem ganhando destaque na cardiologia mundial. É a chamada alcoolização septal, procedimento realizado por cateterismo que conta com 29 casos realizados no INC desde 1999, o que faz do Instituto um dos principais centros públicos do Brasil a realizá-lo.


Após criteriosa avaliação clínica, que inclui exames complementares e avaliação familiar, os médicos do Departamento de Miocardiopatias do INC, setor clínico específico para as doenças do músculo do coração, indicam qual é o tratamento mais adequado para cada paciente. O tratamento clínico da miocardiopatia hipertrófica é feito com medicamentos, atendimento psicológico e orientação sobre atividade física e hábitos alimentares. Quando não é possível controlar os sintomas da doença apenas com o tratamento clínico, o paciente é indicado a um dos procedimentos intervencionistas disponíveis: a cirurgia ou a alcoolização septal.

Existem duas cirurgias para tratar a miocardiopatia hipertrófica. Nos casos em que todo o músculo é afetado, pode ser indicado o transplante cardíaco. Quando o problema se restringe à parte do coração chamada de septo interventricular, indica-se a cirurgia de miectomia septal. Aprimorada desde os anos 1960, ela ainda é considerada o “padrão-ouro” para o tratamento da doença. Isso quer dizer que a miectomia septal obtém ótimos resultados e que os demais tratamentos têm seus resultados comparados a ela. Na cirurgia, é retirada a parte hipertrofiada no septo do coração. Depois de operada, a pessoa se vê livre de sintomas como cansaço e falta de ar. A melhora na qualidade de vida é significativa e a pessoa passa a ter uma rotina normal, evitando apenas atividades físicas intensas. Apesar de eficiente, a miectomia representa os riscos inerentes a toda cirurgia cardíaca, necessitando de abertura torácica, anestesia geral, uso de respirador e de internação em um centro de terapia intensiva (CTI).

O INFARTO DO BEM
A alcoolização septal (ou ablação septal) é um tratamento mais recente e menos agressivo que a cirurgia. Ele vem sendo utilizado com sucesso em centros de excelência em cardiologia de todo o mundo desde que foi descrito em 1994 pelo médico alemão Ulrich Sigwart. No procedimento, que não é feito no centro cirúrgico, mas na sala de cateterismo cardíaco, o médico intervencionista injeta uma pequena quantidade de álcool absoluto na artéria coronária septal do paciente através de um cateter. O objetivo, singular na cardiologia, é causar um pequeno infarto, limitado ao septo do paciente – a parte hipertrofiada do músculo cardíaco. Após o infarto, o septo atrofia, passando a ter a espessura adequada e possibilitando ao coração recuperar sua função de bombear o sangue de forma eficaz.

“No Brasil, ainda há resistência de alguns cardiologistas em implementar o procedimento, mas nossa prática vem mostrando que a alcoolização septal é segura e eficaz quando realizada de forma adequada” – afirma a Dra. Helena Martino, a chefe do Serviço de Miocardiopatias do INC.

O infarto agudo do miocárdio é a principal causa de morte no ocidente. Já o infarto septal, provocado em condições adequadas, é um tratamento considerado seguro e minimamente invasivo para a miocardiopatia hipertrófica. Como todo procedimento invasivo, a ablação septal apresenta riscos – caso do chamado bloqueio cardíaco, que deve ser corrigido com o implante de marcapasso definitivo. O procedimento é indicado principalmente para pacientes de risco elevado para a cirurgia e requer um tempo de internação menor.

“Eu não podia caminhar. Sentia falta de ar, parecia ter um sapato apertado dentro do peito, minhas pernas inchavam e eu me cansava muito.” – conta a shiatsoterapeuta Ivanize, de 45 anos, que passou pela alcoolização septal no INC em fevereiro de 2007 e hoje não apresenta mais os sintomas.

CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA
Por se dedicar especificamente à cardiologia, o INC oferece as condições ideais para tratar os portadores de miocardiopatia hipertrófica. O INC oferece atendimento clínico com os médicos do Departamento de Miocardiopatias, realiza a miectomia septal no Centro Cirúrgico e a alcoolização septal no Serviço de Hemodinâmica. Os pacientes com miocardiapatia hipertrófica e outras doenças graves são acompanhados por anos após a realização da miectomia ou da alcoolização septal. Com Serviços voltados a todas as subespecialidade da cardiologia, o INC cumpre sua missão de Instituto ao implementar no Brasil tratamentos inovadores como a alcoolização septal, um procedimento hemodinâmico delicado.

Para atingir com precisão a fina artéria septal de cada paciente com um cateter, médicos como o Dr. Paulo Sergio de Oliveira, chefe do Serviço de Hemodinâmica do INC, contam com uma vasta experiência com os mais de 300 procedimentos hemodinâmicos realizados por mês no Instituto.



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quarta-feira, abril 27, 2011

COMPUTADOR: UMA PREOCUPAÇÃO?

EDIFICAÇÃO









Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Mateus. Cap. 7. 19 e 20.

Acreditamos que este texto pode ser muito útil, um bom alerta para nossa tão querida família Presbiteriana do Brasil. Nossa sociedade de uma forma geral está contagiada com o “Computador”, digamos: resultado da modernidade que seguimos nestes tempos. Acreditamos que desta forma, vivendo a modernidade, precisamos aumentar nossos cuidados com costumes que a cada momento se oferece para a sociedade, para cada um de nós. Destacando o computador, será que poderíamos dizer que estamos diante do “Bem e do mal?” Rogamos a Deus que tenhamos sabedoria suficiente para saber fazer nossas escolhas e usá-las segundo a vontade do Pai.

Em determinada época, um País de grande porte que começava a detectar e debater o possível mal, o computador. Hoje ele faz parte do nosso viver, tem se tornado indispensável para o Comercio, Indústria e em nossos lares, em que situação o computador poderia causar danos a família? Lembro-me que o assunto foi muito vasto e polêmico em determinado momento, lembramos também que não chegamos à conclusão nenhuma, pois o progresso da informática continuou a ser surpreendente e os costumes continuaram.

Lembro-me também que falavam muito de uma geração que se formava. A geração da batata frita do hambúrguer e da coca-cola. Hoje sabemos que o costume compromete profundamente. Em uma grande Nação já existe resultados negativos e, procuram soluções imediatas. O costume deteriorou a muitos, progrediu e, hoje sabemos que em grandes Paises existem sérios problemas e preocupam as autoridades.

EDUCAÇÃO
É inquestionável a utilidade do computador, reconhecemos que já não vivemos sem ele, principalmente em trabalho, enfim é realmente de grande utilidade e somos expectadores desse magnífico progresso da informática, a cada minuto tomamos conhecimento de algo novo, este mundo cresce nesta área assustadoramente. Reconhecemos que nas Escolas, Faculdades e Empresas, já não podem faltar. É o Mundo que caminha neste modernismo, este é o lado bom do magnífico aparelho, colabora com o progresso.

IRRESPONSABILIDADE
Somos obrigados a olhar também por outro ângulo, “o excesso de injustiça”. Percebemos em Empresas, comercio em geral, grandes injustiças sem comentar o chamado excesso. Outro aspecto a se observar é nosso lar, somos invadidos por costumes indevidos, passam por nossos dedos e não percebemos.

Passamos a nos preocupar com a educação familiar, nossos filhos. Quem não pode dizer que há uma necessidade de “vigilância” diária, ali está o perigo, se torna o centro de nossa preocupação. Lamentamos, pois sabemo-lo ele está sendo mal usado. Seria muito bom que nossas famílias olhassem com preocupação e tomassem atitudes saudáveis somadas a soluções, sabemos e podemos! Temos nos preocupado com o “Quarto de nossos Filhos?”, estes ficam até altas horas da noite e quase não dormem. A luz acessa no quarto e, lá está ele fazendo sabe-se lá o que! Estamos vigiando? Impondo critérios? Acredito que muitos poucos!

CORRUPÇÃO
Não precisamos mais enumerar casos de corrupção e adultérios via computador infelizmente! O mercado de trabalho está em constante alerta. Destacamos a família também não há mais duvidas, somos testemunha da tristeza causada por este aparelho, neste caso, não podemos também generalizar, precisamos olhar os benefícios que chegam por seu uso.

SOLUÇÕES EXISTEM?
Achamos muito difícil nesta estrada, encontrarmos solução imediata. Realmente não sabemos onde iremos parar e nem como visualizar um futuro neste campo. Sabemos sim com o amparado bíblico, teremos orientação sábia. Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou em “outras palavras!” Não te espantes! O mundo jaz no maligno.

Perguntamos mais uma vez: SOLUÇÕES EXISTEM? Permanece uma grande duvida: podemos fazer algo mais, é só observar que temos falhado, temos sim! Fechamos nossos olhos para problemas, a omissão aparece, estamos nos descuidando muito, digamos: em nossa forma de pensar e o viver. O tempo tem nos mostrado que temos dado espaço para o inimigo.
Refletindo bastante, ainda acreditamos em mudança, em tudo podemos no Senhor. Para isto precisamos olhar com mais preocupação para a questão, para o meu lar. O que temos feito por nossos filhos? Minha esposa? Meu marido? Meditemos.

O QUE DEVO FAZER?
Talvez seja simples para uns, mas para outros falta orientação sábia e esperança, pois aí acreditamos existir falta de planejamento, sabedoria, confiança no Senhor. Não podemos deixar de reconhecer que o preparo de muitos vem de berço, aí tudo se torna mais fácil. Para o mundo secular existe solução? Também acreditamos que sim, pois acredit
amos no Senhor, tudo Ele pode o que falta no lar, é tão simples! “Perguntemos ao Senhor Jesus Cristo!” “Ele é a Solução!”. Assim acreditamos e oramos por um mundo melhor, depositamos nossos lares em orações aos Pés do Senhor. Gostaríamos de finalizar afirmando que testemunhos negativos de muitos são reais. Hoje, não acreditam em mal algum, somos criticados, mas não vamos nos levar por opiniões, passamos mais a vários cuidados e olhemos com carinho para as sábias orientações bíblicas, ela nos dará a solução perfeita. Amém.

















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segunda-feira, abril 25, 2011

FÉRIAS: EDUCAR A AFETIVIDADE

TEMA-EDUCAÇÃO







Aristóteles afirmava que, para educar bem uma pessoa, era preciso capacitá-la para que saiba amar o que é amável e odiar o que é aborrecível. Indicava que, para vencer este desafio, era necessário avançar em três campos no processo educacional: o incremento do conhecimento; o desenvolvimento de aptidões intelectuais e da razão prática, o que permite escolhas morais acertadas; e, por fim, o incentivo à convivência familiar e social para a consolidação de atitudes e a interiorização de valores que dão sentido à vida.

Durante o período escolar, caso se tenha o privilégio de se estudar numa escola que busque a formação integral dos pais, professores e alunos, os dois primeiros campos são, em princípio, satisfeitos. Porém, é provável que o terceiro aspecto – a convivência –fique a desejar. A obrigação dos pais de trabalhar o dia inteiro, as inúmeras tarefas escolares dos alunos e seus cursos extra-escola, a tendência dos jovens a ficar em casa “blogados” na internet 24 horas por dia são alguns dos fatores que costumam prejudicar a socialização. Por isso, quando chegam as férias escolares, pais e educadores devem sentir uma grande motivação para compensar essa carência, programando bem o tempo de férias de modo a conviverem de forma mais próxima e intensa.

Estar juntos em família é uma grande fonte de riqueza humana. Todos têm particularidades ímpares que, somadas num ambiente de união e cordialidade, são sempre construtivas. Mas também se devem fomentar momentos de contato com o mundo da natureza, das obras primas da pintura, da literatura, da música e do cinema. Estas artes ajudam a ”saber” identificar o que se passa por dentro de cada um de nós e nos mostram sentimentos em que nos reconhecemos. Educar a afetividade é hoje uma das grandes prioridades educacionais.

A afetividade é primordialmente subjetiva: o que sinto é o que me afeta em minha identidade pessoal. Quando penso ou decido algo, sempre produzo uma mudança em meu ser. Mas o que sinto não é garantia de que minhas idéias sejam verdadeiras e nem de que a decisão seja correta, porque os sentimentos são tudo, a partir do ponto de vista subjetivo, porém, em termos de objetividade, podem ter pouca relevância. Uma pessoa que se centra exclusivamente nos sentimentos, excluindo toda a conexão com o racional e com a realidade, pode acabar até adoecendo, porque não é capaz de se conectar com o real. E se tal apego ao mundo afetivo chegar a níveis elevados, pode se tornar uma doença mental, não tão incomum hoje em dia.

Por isso é fundamental educar (-se) bem na objetividade, aprendendo de modelos de vida, atraentes e positivos, a direcionar nossa subjetividade. Sempre que contemplamos um Van Gogh, discutimos um clássico do cinema de Frank Capra ou relemos um Dom Quixote, nossas fibras existenciais tendem a se ajustar ao mundo real. Portanto, é importantíssimo incentivar, principalmente em relação aos jovens e nesta época de férias, esses momentos culturais de reflexão que geram ideais altos, objetivos reais, que ajudarão a canalizar toda a afetividade para finalidades mais estáveis e a construir uma coerência interna.

Outra “escola” de educação afetiva é a escola das amizades verdadeiras, pois muitas vezes as melhores obras primas são as vidas dos amigos que nos rodeiam. Todos têm na memória pessoas que nos marcaram para sempre, pela sua generosidade, alegria, lealdade, fortaleza... Por isso, como é importante orientar com clareza a juventude para que saiba discernir os bons dos maus amigos! Infelizmente, as pessoas hoje tendem a valorizar mais as pessoas pelo que elas têm do que por aquilo que elas são. O conceito de amizade também se deteriorou com o utilitarismo. O critério de escolha beira muitas vezes a satisfação dos próprios interesses ou o preenchimento de carências materiais e afetivas. O velho ditado nunca se tornou tão evidente como nos dias atuais: “Diz-me com quem andas e te direi quem és”.

Podemos concluir que, se as férias são essenciais para adquirir ou recuperar uma boa saúde física, psíquica e espiritual, elas também poderão ser decisivas para fortalecer a saúde mental dos jovens e dos não tão jovens. O comportamento ético está cada vez mais relacionado à saúde completa. Explico por quê.

Numa sociedade que dispõe de um sistema de valores – coerente e consistente –, a saúde física e mental de seus cidadãos está significativamente bem mais protegida, porque se tem a sabedoria do bem e do mal. Por outro lado, se o que reina é a diluição dos valores ou sua tergiversação, como é hoje, os jovens ficam à deriva e os pais à mercê da sorte. Pensemos bem: o que é que costumam divulgar os meios de comunicação na época de férias para atrair as pessoas? Praias, viagens, cruzeiros, micaretas, shows, restaurantes exóticos, noitadas, fogos, festas, colônias de férias... O importante é oferecer o máximo prazer corporal e o mínimo esforço, sem pensar em nada! Parece que existe uma máxima que diz: “Férias: não pense em nada!”.

Se os pais soubessem que esta maneira de aproveitar as férias poderá estar produzindo personalidades vulneráveis com escassos recursos para enfrentar a realidade ou para se defender de tantas mazelas socais, como a depressão, ansiedade, anorexia, várias síndromes, distúrbios,..., talvez repensassem duas vezes antes de autorizar ou planejar determinados programas de férias. Torço para que as férias sejam de fato, para todos, momentos de felicidade!

João Malheiro
é doutor em Educação pela UFRJ e diretor do Centro Cultural e Universitário de Botafogo www.ccub.org.br. É autor do livro "A Alma da Escola do Século XXI", palestrante sobre o tema da educação e mantém o blog Escola de Sagres (escoladesagres.org).











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Doutor em Educação-Diretor C. Cultural
Universitário de Botafogo-CCub.org.br
Prof: João Malheiro - Portal da Família

sábado, abril 23, 2011

PREVENIR OU PROIBIR?

TEMA - EDUCAÇÃO







Recentes e dolorosos acontecimentos vividos por adolescentes, seus pais e parentes, seus professores, bem como por policiais, religiosos e políticos envolvidos nesses momentos difíceis da Cidade Maravilhosa, conduzem o povo e toda a sociedade brasileira às necessárias e inadiáveis interrogações abaixo escritas.

O que está acontecendo no meio social para que tanta violência nunca acabe? Será uma falta de maiores proibições, seja por meio de leis mais claras e exigentes, seja por ações policiais mais repressivas? Será que só campanhas de desarmamento da população, motivadas por emoções momentâneas, resolverão toda essa violência?

Essas perguntas certamente suscitarão variadas e discutíveis respostas que não cabem nessas linhas. Acreditamos que a Igreja tem uma grande missão neste momento, ir ao encontro dessas interrogações e dar a cada uma delas um giro de 180º.

O momento Espiritual é preponderante nestes momentos de dor e de questionamentos a uma posição sábia e serena, partindo de forma encorajada e firmadas na fé, firmadas na esperança em Nosso Salvador, Jesus Cristo e Nosso Deus Criador Eterno!

Diante das mortes violentas acontecidas no seu tempo Jesus não as questionou como se elas fossem castigo de Deus para os falecidos por esses serem pecadores, mas advertiu aos que lhe levavam essa questão dolorosa e misteriosa no sentido que eles e a humanidade ao longo dos tempos se convertessem, pessoal e profundamente, para que também não perecessem.

A conversão de uma sociedade onde a violência acontece dar-se-á na medida em que os homens e as mulheres que a constituem se convertam, não só dos seus pecados, mas principalmente se tornem pessoas capazes de perceberem os sinais de desordens afetivas, psíquicas e sociais dentro das famílias, das escolas e dos ambientes de trabalho e de diversão.

Geralmente, os desequilíbrios humanos são “anunciados” no tempo devido e poderiam ser preventivamente vigiados, cuidados e até mesmo curados, se nas famílias, nas escolas, nas comunidades, houvesse pessoas convertidas em cidadãos responsáveis pelo futuro da sociedade, especialmente pelo futuro da infância e da adolescência brasileira.

Dizem – nem sempre é regra geral – que os brasileiros só trocam as fechaduras das portas depois que suas casas são assaltadas, e vão a procura de “soluções-mágicas” para os problemas de sempre. Acontece que uma prevenção de desequilíbrios comportamentais pode ser uma “solução-mágica” desde que as famílias brasileiras tenham consciência de que não são simples moradias, mas lares onde se tornam realidades projetos divinos a favor dos homens, começando pelo principal projeto: ser uma família onde a única lei é a do amor gratuito, generoso, concreto e fiel.

Os desajustes sociais e os desequilíbrios mentais se desenvolvem, geralmente, em pessoas que nasceram e cresceram em lares frios, violentos, desajustados emocionalmente, onde o amor não existia ou só era reclamado e não vivido pessoal e familiarmente.

A Igreja, perita em humanidade, deseja ser mais ouvida e valorizada quando, a serviço de todas as pessoas, independentemente de suas condições sociais, anuncia que a família tem sua fundação no casamento entre um homem e uma mulher, tem seus momentos de equilíbrio e ajuste das relações humanas no amor, no perdão, na reconciliação e... na prevenção a partir da percepção de sinais significativos de desequilíbrios.

Não são suficientes as “soluções-mágicas” procedentes de segmentos políticos e de segurança pública extra-familiares, se “as portas da vida”, que é a família bem constituída e sadia, emocional e socialmente, continuarem sem as medidas políticas, econômicas e educacionais favoráveis e eficazes para um correto desenvolvimento psíquico, ético e social do ser humano, dentro da normalidade do amor dos pais, dos irmãos, dos colegas de escola, numa palavra, dentro do valor insubstituível do amor-respeito pelos diferentes ou pelos que vivem carentes de paz interior.

Será que as tragédias só são capazes de despertar emoções que são instantâneas e com pouca inteligência para resolvê-las?

A Igreja deseja que com prevenções mais racionais e vigilantes se possa despertar os corações humanos para que se criem famílias melhor assistidas, para que se desenvolvam políticas educacionais mais amplas e que incluem valores religiosos e cívicos suficientemente fortes para dar equilíbrio humano às crianças e aos jovens, para que hajam projetos de comunicação social, cada vez mais benéficos à humanidade, especialmente para essas partes do mundo tão queridas por Deus como é a infância e a adolescência.

Dramas humanos recentemente vividos no Rio de Janeiro conduzam à prevenção justa e amorosa e não só a leis repressivas projetadas e depois aprovadas pelo Congresso Nacional!

Dora Porto
Máster em Matrimônio e Família pelo ICF Instituto de Ciências para a Família. Universidade de Navarra Espanha; Representante do Programa Protege tu Corazón no Brasil Colunista da Revista Ser Família. Casada há 38 anos, 3 filhos, 4 netos, há mais de 20 dedica-se a orientacão familiar.


Texto adaptado por Rilvan Stutz









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Pensando o Nosso Dia a Dia- P. da Família

Antonio A. Dias Duarte - Dorita Porto