Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

quinta-feira, novembro 15, 2012

PAI AUSENTE: FILHO SEM PÁTRIA



             EDUCAÇÃO
 

 




 Não tenho a menor dúvida de que, boa parte dos problemas que os filhos enfrentam em casa, na escola ou na sociedade é, em grande parte, reflexo da síndrome que toma conta dos processos de direito de família (e mesmo da infância e juventude): a síndrome do pai ausente.

Analisando os estudos psicossociais que são juntados nos autos dos processos de família, a síndrome do pai ausente poderia ser definida a partir de duas posições bem diversas. Pela perspectiva do filho varão, que sofre o efeito dessa falta, e pela do pai que a causa, ainda que também sofra as consequências dessa privação. 

Pelo primeiro ângulo, a síndrome compreende um rol de privações afetivas, cognitivas, físicas e espirituais que sobrevivem ao filho como consequência do vazio que existe nas relações entre o pai e o filho varão. Mas não é o foco aqui buscado. 

Pelo segundo, analisando alguns exemplos vistos nos processos ou nas audiências de instrução em matéria de família, a ausência do pai significa sua falta de empenho na educação do filho varão, qualquer que seja o tempo presencial no lar familiar, por “amor” demasiado ao ócio ou mesmo ao trabalho profissional.

Pai ausente também corresponde àquela figura paterna que, embora divida o mesmo teto do filho varão, oscila num comportamento apropriado à sua condição. Nesse caso, há muitos exemplos na sociedade atual. Pai que se veste como o filho varão, pai que fala como o filho varão e pai que participa ativamente das baladas do filho varão. Em suma, há vários tipos, mas todos têm um lugar-comum: a caricatura de pai, formada pelo vazio na relação paterno-filial. 

Pai ausente é também o pai que virou uma espécie de espectro caseiro, dado o escasso tempo que passa em casa ou pelo abandono de seus deveres familiares, quando não se vale de evasivas ou, passivamente, assiste a esposa fazendo o que lhe devia. 

Pai ausente também é aquele pai não realiza os valores tipicamente masculinos ou mesmo os rechaça, quando não acomoda sua conduta conforme os valores femininos requeridos pela esposa. Em casos mais extremos, transforma-se numa figura feminista tal é o grau de adoção de hábitos típicos das mulheres.

Pai ausente também é o pai que cria uma redoma incomunicável quando está presente em casa, é incapaz de mostrar ao filho manifestações naturais de afeto  se armam nas estritas exigências de rendimento escolar e competitividade profissional ou, em casos extremos, sobrepõe-se pelo estéril despotismo viril. 

Também é pai ausente o pai que desnatura Liza seu comportamento propositadamente e por completo, a fim de ser quisto pelo filho varão. Nesse caso, reprime sua personalidade e frustra a possibilidade de identidade do filho, pois impede o fato de poder ser imitado no lar. 

Esses e outros exemplos tirados de minha experiência profissional, como magistrado na área de direito de família, demonstram que tais pais não têm nada para oferecer ao filho varão e, em todo caso, oferecem uma masculinidade dês vertebrada, multiplicando e estendendo uma série de modelos úteis apenas para o desamparo filial, já que nenhum deles consegue transmitir uma imagem positiva de virilidade, pela qual espera e precisa o filho varão.

O pai que falta em casa gera filho falto de pai. Diante da figura ausente do pai, o filho vai buscar um substituto. Surge a imagem indireta da paternidade. O filho apátrida vai buscar o modelo paterno numa figura masculina frequente em sua vida: o tio, o professor, o avô e mesmo a mãe que, por melhores que sejam não transmitem uma identidade paterna consolidada.

Inconscientemente, tais figuras substitutas são heróis varonis provisórios, pois apenas lhe oferecem um apoio transitório muitas vezes ambíguo e sempre circunstancial, já que serviram de somente de bálsamo para aliviar a dolorosa ferida gerada pela revelia paterna, para a qual a melhor solução seria a cura. Uma cura que passa pela figura de um pai presente: um pai que devolva o filho varão à sua verdadeira pátria filial. Com respeito à divergência, é o que penso. 





 
 



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terça-feira, novembro 13, 2012

PAI AUSENTE: DESINTEGRAÇÃO FAMILIAR



           MENSAGEM
 

 




Nos processos de matéria de família, principalmente nas ações em que se disputa a guarda dos filhos, a síndrome do pai ausente, com perdão do trocadilho, faz-se muito presente. Entre seus inúmeros fatores concorrentes e que colaboram para dar uma magnitude social ao problema, podemos destacar a desintegração familiar, o novo fim da função reprodutiva, a alteração dos papéis da paternidade e da maternidade e as mudanças na imagem social da masculinidade. Hoje, falaremos sobre o primeiro.

Uma das principais causas do esfacelamento do tecido familiar é o divórcio, trivializado, por aqui, com a EC 66/10. Como os efeitos serão sentidos em longo prazo, podemos analisar a experiência americana: os divórcios, desde que a moda pegou há três décadas, aumentaram duzentos por cento e o número de mulheres casadas caiu numa taxa semelhante. O resumo da ópera é que o número de famílias monoparentais, aquelas em que o pai é ausente, aumentou vertiginosamente.

Segundo dados do IFFD, um quarto da população infantil americana vive em famílias constituídas por um só genitor, a maioria do carente de pai. Inclusive, o atual presidente americano cresceu num ambiente assim e, em seu discurso de posse, acentuou que não desejaria isso para suas filhas e que, por isso, procuraria ser um pai presente na educação delas. Vindo de um presidente democrata, é uma afirmação bastante imparcial, porque, se ele fosse republicano, bem, alguém diria que seria proselitismo religioso... 

Minha experiência como magistrado ensina que o divórcio importa, na maioria dos casos, no empobrecimento familiar: muitos casais pensam que terão a mesma vida e os confortos materiais anteriores. Mas, como não existe almoço grátis, alguém tem que pagar a conta e dinheiro não dá em árvore. Então, é razoável supor que boa parte daquelas famílias viva próximo do limite da pobreza ou em condições econômicas precárias. 

É o custo social e financeiro do divórcio. Quando esse universo for ainda maior, uma grande parte dessas famílias certamente será agraciada, mais cedo ou mais tarde, com alguma espécie de bolsa isso ou bolsa aquilo e, ao final, quem paga a conta do divórcio é o contribuinte, ou seja, você e eu. 

Durante muito tempo, o pai especializou-se em sua profissão, em razão do nível de competitividade do mercado. Isso toma tempo familiar e aprimoramento constante, somado ao trajeto laboral, viagens e o trânsito urbano, de maneira que sua permanência no lar fica muito comprometida. Mas, permanência comprometida não é sinônima de ausência.

Muitos pais, então, justificam-se de várias maneiras. Em muitos divórcios, é comum notar que muitos pais, quando criam um conflito doméstico com a mulher, encastelam-se no serviço profissional para não ter que enfrentar o problema, que pode ser também com os filhos. Ficam mais tarde no local de trabalho, porque passaram boa parte do dia perdendo tempo. Ou, em casos mais extremos, não ficaram por lá: a desculpa serviu para uma saída num happy hour com os amigos ou, quem sabe, com a secretária... 

A família nuclear (mãe, pai e filhos) sempre atravessou a história e a cultura permanecendo como referência de base para permitir o desenvolvimento não só de seus membros, mas de toda uma coletividade. Eis porque a família é um projeto pleno de expectativas que envolvem tanto os destinos do indivíduo como o da sociedade.

A opção divorcista destrói o sentido da família, desintegra-a por completo e cria um exército de filhos de pai ausente. É uma crise maior que qualquer bancarrota bancária sistêmica: é uma crise da sociedade. Com respeito à divergência, é o que penso. 



 
 


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sábado, novembro 10, 2012

LEILÃO DE VIRGINDADE E DE ALMAS

              MENSAGEM

            

 



Nos últimos dias ganhou espaço na mídia brasileira a história da jovem que resolveu vender sua virgindade pela internet. Este leilão seria parte de um documentário produzido na Austrália onde um rapaz russo também estaria vendendo sua virgindade. Qual o objetivo do tal documentário, além de ser uma boa fachada para o mau caráter autor da ideia, eu ainda não consigo me situar em tal situação.

A menina diz que além de participar desta obra, digamos “sociológica”, ela pretende com o dinheiro viabilizar um projeto pessoal e também fazer uma obra social, tudo politicamente correto como manda o figurino da nossa época. Já se sabe até que um japonês supostamente arrematou a virgindade da brasileira por algo em torno de um milhão e meio de reais.

Não sei o que se passa na cabeça de um homem disposto a pagar um milhão e meio de reais para romper um hímen, pois de virgem esta menina não tem mais nada além deste pedaço de pele. Certamente este japonês, se existir, tem muito pouco de saudável. Já se noticiou que a jovem supostamente já tentou vender sua virgindade a um conhecido mau caráter da noite paulista por modestos cem mil reais, uma bagatela se compararmos ao valor alcançado no leilão. Além de ter uma saúde sexual para lá de suspeita, o tal japonês mostrou ser muito ruim de negócio...

Ironias à parte, fato é que estamos na era onde do relativismo dos valores é a tônica. “Pagando bem que mal tem” parece ser a frase que identifica esta geração, assim como a lei de Gerson identificou os valores da geração anterior. Se bem pago nada há de errado. As prostitutas que recebem vinte reais se tornam “garotas de programa” quando o “cachê” ultrapassa as centenas de reais. As amantes tornam-se “namoradas” ou “affair” quando o adultério é cometido pelos ricos e/ou famosos. A arrogância se torna autenticidade.

Mas por mais que se tente tapar o sol com a peneira, a realidade é que esta jovem apenas está exercendo a chamada “profissão mais antiga do mundo”, está se prostituindo, não importam os valores financeiros, nem o nível social dos envolvidos. Assim também como nossa sociedade que se prostitui cada vez mais no lamaçal da falta de valores onde ser celebridade, ser famoso não importa como, parece ser o ápice da felicidade e da realização humana.

Nos dias de hoje privacidade e discrição são palavras fora de moda. O bom é expor-se. Na briga pela fama vale tudo: Vídeos de encontros íntimos são publicados à velocidade espantosa gerando celebridades instantâneas, intimidades são expostas sem o mínimo pudor, gente sem um pingo de senso de ridículo são os “memes” da vez.

Neste "admirável mundo novo" o ser humano continua o mesmo, explorando a miséria dos outros, se vendendo a qualquer preço e andando em um vazio existencial que só denúncia o quanto estamos ficando longe de Deus.


 


 



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sexta-feira, novembro 09, 2012

MANIPULADORES!

           EDIFICAÇÃO

 







Continuo tendo contato no consultório com tragédias que ocorrem nas igrejas. Até a mim comparecem pessoas destroçadas pelas ações de homens, travestidos de pastores e/ou líderes, que com um discurso manipulador e cruel, envolvem as suas ingênuas ovelhas para roubar-lhes as poucas economias ou para conseguirem algum intento sórdido.
 
As duas últimas ocorrências tem cerca de três meses uma e a outra esta semana. Na primeira a 'líder' se apossou de uma pequena quantia de uma paciente minha que trabalha como doméstica, era o dinheiro que inicialmente ela pretendia usar para dar a entrada para financiar sua casinha. Algo como três mil reais. Você pode imaginar o estado depressivo da mesma, a confusão em que estava.

A que estou atendendo na última semana, desenvolveu um problema depressivo ainda mais grave. Vendeu um apartamento no valor de doze mil reais e doou para a igreja. Confusa e deprimida, não para de chorar e de culpar-se, porque esse apartamento iria ser a morada de sua filha, atualmente gestante no sétimo mês. As pessoas de sua igreja disseram: ”Você tem provas que nos doou?”, “Pode provar isso?”. Ora, muitos ali sabem! Mas mantêm o pacto de silêncio e rejeitam sua presença no âmbito da igreja.

Eu escreveria muitos outros relatos semelhantes, com pessoas arrasadas por terem sofrido abuso financeiro, abuso psíquico e abuso espiritual.

Esses estragos me atingem também. Fica difícil, para mim, crer em comunhão dos irmãos. Temo, por exemplo, indicar uma igreja a um novo convertido. Eu simplesmente não confio.

Apesar de tudo, apesar da decepção e das perdas, das quais não se pode avaliar a extensão, eu nunca deixo de dizer que Jesus merece todo crédito. Ele é puro e bom. Ainda que todos falhem, Jesus jamais nos decepcionará.

Talvez eu só esteja desabafando, talvez não haja solução para isso. Talvez o assunto deva ser mais bem combatido: enfrentando os monstros e o lado podre que se oculta, ao invés de estimular a ingenuidade. Talvez os membros de uma igreja devam aprender a questionar, a não aceitar o que é empurrado pelas lideranças, seja quem for sob o pretexto que for. Talvez a culpa de tudo isso seja esse estímulo à passividade que é entendido por muitos como dons de paciência, amor e como meta a ser atingida, esquecendo-nos dos servos combativos de todas as épocas que deram sua contribuição com sinceridade.

Minha formação exige espírito crítico. Meu caráter é combativo e não pretendo modificá-lo, pois o considero uma de minhas melhores características, não me importando o que pensem os demais a respeito. Já ultrapassei há muito tempo a necessidade de aprovação das pessoas ou o aval delas para isso ou aquilo. Necessito sim, mudar os defeitos que reconheço como defeitos e para os quais necessito da Graça de Deus.

O que sei é que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.



 







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