Versículo do Momento

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sábado, novembro 09, 2013

UMA LIÇÃO SOBRE O PERDÃO AOS INIMIGOS









Em um dos cultos no domingo à noite, o pastor começa sua pregação sobre perdão de pecados e, ao final de toda a argumentação, pergunta aos fieis:
Quantos de vocês estão dispostos a perdoar seus inimigos?

A maioria levantou a mão. Para reforçar a visão do grupo, ele voltou a repetir a pergunta e então todos levantaram a mão, menos uma pequena e frágil velhinha que estava na segunda fileira, apoiada por sua enfermeira particular. Responde: Não!
Dona Mariazinha? A senhora não está disposta a perdoar seus inimigos ou suas inimigas?

Eu não tenho inimigos! Respondeu ela, docemente.

Senhora Mariazinha, isto é muito raro! Disse o sacerdote. E perguntou: quantos anos têm a senhora?

E ela respondeu: – 98 anos!

A turma presente na igreja se levantou e aplaudiu a idosa, entusiasticamente.
Doce senhora Mariazinha, será que poderia vir contar para todos nós como se vive 98 anos e não se tem inimigos? Dê seu belo testemunho aqui na frente!

Com prazer, disse ela.

Aí, aquela gracinha de velhinha se dirigiu lentamente ao altar, amparada pela sua acompanhante e ocupou o púlpito. Virou-se de frente para os fiéis, ajustou o microfone com suas mãozinhas trêmulas e então disse em tom solene, olhando para os presentes, todos visivelmente emocionados:

Porque já morreram todos, aqueles ‘miserentos’, ‘mal acabados’!








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sexta-feira, novembro 08, 2013

NUNCA HOUVE E NUNCA HAVERÁ ALGUÉM IGUAL A JESUS









Pai é chegada a hora; glorifica a teu filho, para que o Filhote glorifique a ti. João. 17. 1 – 13 ao 16.

Diante do quadro do mais profundo sofrimento, reservado para Jesus Cristo a morte de cruz, mesmo assim Ele tem um momento de alegria, o cuidado com os seus, apresenta um amor sem igual, amor incondicional.

Ele faz promessas divinas. Ele amou todos sem distinção, completou toda Sua missão, pregou o perdão, falou do presente do futuro, deixou claro o cuidado amoroso do Pai para conosco. 
Este foi Jesus O único, sem igual! Não houve nem haverá alguém igual a Jesus Cristo o Rei dos Reis. No versículo em destaque, Jesus Cristo intercede por Si e pelos discípulos.

A oração sacerdotal de Jesus se divide em três partes: 1-5, Jesus ora por Si mesmo: 6-19, pede pelos discípulos: 20-26, suplica pelos futuros crentes. Glorifica.

Por este imperativo de súplica Jesus roga baseado na Sua autoridade de conceder a vida eterna a todos os eleitos. Visa diretamente a paixão. Pai é chegada a hora. Ponto central no plano redentor de Deus. Junto aos seus discípulos, Ele os amou demais para deixa-los sozinhos. Então, promete-lhes o Espírito Santo que os acompanharia e instruiria em toda a verdade.

Em convivência com seus discípulos, Jesus aproveita também a oportunidade para motivar a credulidade dos discípulos.  Lendo João 14.5-14, vemos que Jesus, diante da fé ainda imatura dos seus amigos, apresenta desafios motivadores através de afirmativas contundentes.

Por exemplo: assevera que aquele que nele crer de todo coração fará as coisas que ele faz e as fará maiores ainda (v.12). Jesus diz que aqueles homens humildes em sua maioria absoluta fariam coisas tremendas caso depositassem nele a sua fé.


A leitura de todo este texto, principalmente a partir do cap. 13. 36 até 14.4 Jesus responde ao questionamento de Pedro, e acha espaço para encorajar e confortar os discípulos diante da possibilidade real de sua partida.  Ele ensina que se deve ter controle sobre as pressões externas ao dizer, “não se turbe o seu coração”. Aliado a isso Jesus à crença incondicional, dizendo “creiam em Deus creiam também em mim”.

Portanto, “depois de falar assim“ revela verdades tremendas para nossa fé. Tal expressão nos remete ao final de João 13, indo até ao capitulo 16. A leitura deste texto revela uma beleza singular.  Jesus estava próximo de um martírio aterrorizante até o último grau. Ele sabia a extensão do sofrimento que o aguardava. Mesmo assim, manteve a serenidade e achou espaço para abençoar a vida dos seus amigos ao redor.

O amor de Jesus Cristo é tão abrangente, preocupante no  17.v24, Jesus mostra ao Pai Sua grande preocupação, diz assim: Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha “gloria” que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. O versículo 25 é descrito assim: Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Pai Justo. Os atributos divinos de justiça e santidade separam o mundo de Deus (Hb 7:26).

Conhecer a Deus pela experiência da fé real em Cristo (25b) traz junto o privilégio de clamar o nome divino. “Pai” (Rm 8: 15s; Gl 4: 6) e sentir o amor divino.  Cristo roga ao Pai que os crentes possam compartilhar a alegria do céu. Ali perceberão o grande privilégio de terem sido amigos de Cristo.

Que a fé real em Cristo encha nossos corações, clamemos o nome divino, Pai! Estamos aqui, tenha misericórdia de nós, fortifique nossa fé e que possamos participar das alegrias dos altos céus.
Amém.

Por Rilvan Stutz






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Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro




quinta-feira, novembro 07, 2013

COZINHA NO BRASIL: HISTÓRIA, RECEITA E POESIA










Em nossa cozinha a presença indígena, africana e portuguesa, destaca-se tanto quanto na cultura popular, dança  música e religiosidade. Na mesa Brasileira é mais que evidente essa tradição. Quando Cabral, aportou  já encontrou, cultivado pelos nativos, a mandioca e o milho. Diversas frutas, entre elas o caju, base para uma bebida alucinógena, o Cauim, além de caças e pesca.

A mandioca é sem dúvida a maior contribuição, adaptou-se aos pratos africanos, e aos portugueses que não a conheciam. A farinha  de mandioca,  era feita com ela ainda fresca, ralada numa prancha de madeira encravadas de pedrinhas, e levada a um recipiente de palha para secar. O primeiro resultado é o tucupi, até hoje, um ingrediente essencial na cozinha típica regional do Norte.

O ameríndio nos deixou a farinha de mandioca e tudo o que dela deriva, incluindo a farofa e também o milho, junto com a pipoca, nos ensinou a tomar guaraná e o mate. Os portugueses vieram com frutas, figo, laranja, limão melão. Especiarias: coentro, cebolinha, hortelã, alho e gengibre, além de arroz e cana de açúcar.

Mas gostaram muito das bananas que apelidaram de palmito, e louvaram os camarões que já conheciam, mas não tão grandes. Trouxeram também o sal, até então desconhecido, ensinaram os nativos a salgarem a carne, da maneira correta, o que significava “ter boa mão no sal”. Trouxeram também cravo, alecrim, erva doce, canela. O milho foi o primeiro produto da terra a fazer sucesso na Europa, o rei Dom Manuel, o considerou, quando verde “muito superior ás ervilhas mais finas”.

Os africanos trouxeram inhame, melancia, açafrão, gergelim, amendoim e vários tipos de banana e coco, além da pimenta malagueta. Sua cozinha pequena, mas forte, fez valer os temperos verdes e seu modo de cozinhar, modificou os pratos, substituindo os ingredientes e criou a verdadeira cozinha brasileira misturando chuchu com camarão, pratos com camarão seco e usando panelas de barro e colheres de pau. A  necessidade de utilizar poucos ingredientes e misturá-los para cozimento, os africanos criaram o que hoje é nosso prato mais tradicional a feijoada.

O arroz se firmou como o alimento mais presente para acompanhar, carne e peixes. Do açúcar e das frutas surgiram ás compotas e também do açúcar a aguardente que por ser de fácil produção desde essa época já era consumida por todas as camadas da sociedade, tornando-se efetivamente a bebida nacional.

Com a vinda de D. João chegaram o abacate, a nos moscada, a manga e chuchu. Conta um conto, que ele se foi chorando, por deixar sua preta cozinheira, excelente na feijoada e nos frangos assados, uma receita, como era preparada na época do descobrimento do Brasil.

Galinha alardeada:  limpe e tempere uma galinha, em seguida com o auxílio de linha e agulha, envolva toda a galinha em fatias de toucinho de fumeiro bem fininhas, leve ao forno brando.

O Brasil, imenso em sua extensão, tem infindáveis receitas típicas de todas as regiões, ensinar de uma só vez impossível, mas não podemos deixar de citar uma em prosa e verso – Glória ao Tutu – Na minha qualidade de mineiro, e acostumado as coisas do meu lar, três meses andei pelo estrangeiro. Vendo muita relíquia... e a jejuar. Dormia como muito, mas à mesa.

Quantas vezes senti um calafrio, o coração bater-me com tristeza e o estômago bater-me de vazio... Mas um dia, na Bélgica, ditoso, pousou na casa de um patrício amigo: que refeição e que café cheiroso, tive eu naquele abençoado abrigo! Que almoço e que jantar! E a pena leve, se emperra as pautas do papel arranham: e a pena tem razão, ninguém descreve. Um tutu de feijão em terra estranha. Maravilha!






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domingo, novembro 03, 2013

DOR E EMOÇÃO










Tensão muscular e atividade psíquica representam dois aspectos de uma mesma concepção de unidade de função fundamental psicossomática. Dito de outro modo, o que se passa á nível psicológico tem repercussão física, ou seja, no conjunto osteo muscular.

Podemos afirmar que a expressão do corpo é  um registro, uma tradução de reações emocionais. A variação do  tônus postural indica o nível de tensão interna do indivíduo. Quem, depois de um dia de contrariedades, de aumento de stress não se sentiu como que “travado, tenso, rígido, dolorido ou cansado”?

Entre as abordagens no trato desse tema podemos sugerir, em primeiro lugar, a percepção do estado corporal e a relação que há entre pensamentos e emoções associados. É extremamente útil quando o paciente pode, durante movimentos corporais  ou massagens, por exemplo, verbalizar os estado emocionais que estão associados. As psicoterapias que levam em consideração os estados físicos, que auxiliam nessa percepção são fundamentais.

Existem dores físicas que são exclusivamente emocionais.  A grande maioria de pacientes com relato de dor crônica diária sofre de fadiga e contraturas posturais tanto por atividades ergonômicas insatisfatórias como também estados emocionais de sofrimento crônico.

Gerar e fortalecer a conscientização das percepções corporais e emocionais de um paciente, como por exemplo dar-se conta da posição da cabeça no espaço ou uma coluna encurvada, abdômen flácido, entre outras, pode auxiliar a recuperação desses quadros dolorosos que geralmente são mascarados com uso de medicação analgésica sem tomada de consciência dos dois níveis, o físico e o emocional. Eles são inseparáveis e o resultado de abordar apenas um ou outro sempre será insuficiente no que toca ao resultado final ou à estabilidade desses resultados.

A dor existe para algo: sinalizar um ou mais níveis de um problema. Não percebê-la ou simplesmente anestesiá-la só fará com que piore, terminando por torná-la crônica. Entender a dor, como se instalou, que a mantém  são importantes passos para que se chegue às origens como também as soluções.


É necessário “educar” o paciente sensibilizando-o para auto percepções, associando a psicoterapia e atividades físicas como pi lates e Yoga, as quais em conjunto proporcionarão resultado duradouro à obtenção da saúde integrada do indivíduo.






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Dra. Ryta Cytyn – Fruto do Espirito