Versículo do Momento

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quarta-feira, dezembro 07, 2011

CRER EM UM DEUS PUNITIVO FAZ AS PESSOAS SEREM MAIS HONESTAS, REVELA PESQUISA

EDIFICAÇÃO







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Rede Divulgação


Um novo estudo, mostrando a relação intrínseca entre religião e moralidade, foi divulgado em abril mostrando que a maneira como vemos a Deus influencia nossa honestidade.
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O estudo, intitulado Mean Gods Make Good People: Different Views of God Predict Cheating Behavior [Deuses maus geram pessoas boas: diferentes visões sobre Deus ajudam a prever comportamento e trapaças] foi publicado mês passado na Revista Internacional de Psicologia da Religião. O levantamento foi cooordenado pelo psicólogo americano Azim Shariff, da Universidade do Oregon, e a canadense Ara Norenzayan, da Universidade da Columbia Britânica, que já publicaram pesquisas semelhantes no passado.
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“A questão mais importante do que acreditar ou não em Deus, é o tipo de deus que uma pessoa crê”, explica Azim Shariff.
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Acreditar em Deus não impede as pessoas de trapacearem, a menos que ele seja visto como alguém capaz de punir. A pesquisa foi conduzida entre estudante universitário submetidos a um teste simples de matemática em um computador. Todos foram avisados que uma falha no sistema poderia mostrar as respostas na tela a menos que eles apertassem a barra de espaço antes. O computador calculava quanto tempo depois de ver a resposta na tela os alunos digitavam a ou a mudavam após saber o resultado esperado. Esses alunos foram entrevistados individualmente sobre suas crenças religiosas e, aqueles que criam, tiveram de explicar qual o seu conceito de Deus.
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Os resultados demonstram que há uma relação entre a crença religiosa e a honestidade, mas não se trata de simplesmente afirmar que “os mais religiosos trapaceiam menos”.
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“Na comparação entre crentes e descrentes, não encontramos nenhuma diferença significativa… Mas entre os que acredita, a visão de um Deus irado e punitivo parece levá-los a um índice menor de trapaça. Por outro lado, os que crêem em um Deus que perdoa e conforta, tendem a trapacear mais. Esses efeitos permaneceram após termos feito o controle estatístico, retirando outras variáveis como raça e classe social”, explica Shariff.
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Essa relação entre a visão de um Deus punitivo e o grau de honestidade não surpreendeu os pesquisadores, pois o resultado parece acompanhar a teoria conhecida como “a hipótese da punição super natural”. A surpresa está no outro lado da questão.
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“O aumento no nível de trapaça associado a idéia de um Deus amoroso surpreende, pois não tínhamos como prever que isto aconteceria. No entanto a pesquisa corroborou a descoberta de que um acreditar em um Deus que perdoa e é amoroso parece levar a um aumento nos níveis de trapaça”, afirmou Shariff.
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O trabalho deve agora se expandir para outros tipos de comportamento moral. “Uma questão importante a ser investigada é se a diferença entre Deus punitivo e bondoso se estende para outros tipos de comportamento moral como caridade e generosidade ou se é específico para o caso da trapaça. É bem possível que um Deus punitivo seja efetivo apenas para impedir as pessoas de fazer coisas ruins [...]. Nos outros casos (generosidade e caridade) é possível que um Deus bondoso tenha um efeito positivo, pois pode servir de exemplo de benevolência e estimular as pessoas a copiá-lo”, afirmou Shariff. E completou: “O fato é que, neste momento, não temos esta resposta, mas esperamos descobri-la”
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Shariff acredita ainda que tenha havido um onda recente de pesquisas acadêmicas sobre o comportamento relacionado a religião, especialmente desde os ataques de 11 de setembro, e à luz do conflito “evolução versus criacionismo”.
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“É importante estudar a ciência nesses debates. Ele fornece uma ferramenta poderosa para estudar a religião, que é uma força poderosa no mundo”, disse Shariff. ”O melhor da psicologia é visto quando se estuda as coisas pelas quais as pessoas são apaixonadas”.
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Por exemplo, o Fórum Pew sobre Religião e Política Pública foi lançado em 2001 para atender a necessidade de mais pesquisas sobre os efeitos da religião na sociedade. Só a conceituada Universidade Baylor, do Texas, hoje tem seis professores especializados em sociologia da religião e um programa de doutorado nesta área.
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Um livro lançado no final do ano passado pelos sociólogos Paul Froese e Christopher Bader, America’s Four Gods — What We Say About God and What That Says About Us [Os quatro deuses da América - O que podemos dizer sobre Deus e que isso diz sobre nós, analisa como os diversos conceitos de Deus afetam a nossa visão de mundo. O livro foi baseado em diferentes pesquisas com mais de 4.000 pessoas.
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Os autores constataram que 95% das pessoas entrevistadas acreditam em Deus, mas têm visões muito diferentes sobre como ele seria. Cerca de 30% acreditam em um Deus “autoritário” (que se envolve com o mundo e julga). Perto de 24% acreditam em um Deus “benevolente” (que se envolve com o mundo, mas não o julga). Quase o mesmo percentual acredita em um Deus “distante” (que não julga nem se envolve com o mundo). Cerca de 20% acreditam em um Deus “crítico” (que julga, mas não se envolve) na vida diária das pessoas. Apenas 5% responderam que não acreditam em Deus.
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Para Frose, a moralidade já é um termo difícil de ser definidos, por isso os sociólogos preferem usar “normas de comportamento.” A trapaça pode não pode ser vista como algo ruim em certos grupos, e mesmo o conceito de Deus evoca uma imagem diferente, para grupos distintos de pessoas.
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O sociólogo da Universidade Baylor explica que, entre 1950 e 1990, os pesquisadores acreditavam religião estava morrendo e perderam o interesse pelo tema. Mas ultimamente isso mudou. Ele compartilha da posição de Shariff: há espaço para mais investigações acadêmicas imparciais sobre a ligação entre religião e comportamento.











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Eleitos de Deus - Artigos - Palestra
Dr: Cornelis Van Dame - Palestra - Recife

terça-feira, dezembro 06, 2011

A SANTIDADE É O PRINCÍPIO-CHAVE

EDIFICAÇÃO






==========================Rede de Divulgação


João Calvino


O plano das Escrituras para a vida de um cristão é duplo: primeiro, que sejamos instruídos na lei para amar a retidão, porque por natureza não estamos inclinados a fazê-lo; segundo, que aprendamos umas regras simples mas importantes, de modo a não desfalecermos nem nos debilitarmos em nosso caminho.

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Das muitas recomendações excelentes que as Escrituras fazem, não há nenhuma melhor que este princípio: “Sede santos porque eu sou santo”.
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Quando andávamos espalhados como ovelhas sem pastor e perdidos no labirinto do mundo, Cristo nos chamou e nos reuniu para que pudéssemos voltar-nos a para Ele.
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Ao ouvirmos qualquer menção de nossa união mística com Cristo, deveríamos recordar que o único meio dele desfrutá-la é a santidade.
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A santidade não é um mérito por meio do qual podemos obter a comunhão com Deus sem um dom de Cristo, pois é Ele quem nos capacita para estarmos unidos à Sua pessoa e a segui-lo.
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É a própria glória de Deus que não pode ter nada a ver com a iniqüidade e a impureza; portanto, se queremos prestar atenção à sua exortação, é imprescindível que tenhamos sempre presente esse princípio.
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Se no transcurso de nossa vida cristã queremos permanecer vinculados aos princípios mundanos, para que então fomos resgatados da iniqüidade e da contaminação deste mundo?
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Se desejamos pertencer a seu povo, a santidade do Senhor nos admoesta a que vivamos na Jerusalém santa de Deus.
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Jerusalém é urna terra santa; logo, não pode ser profanada por habitantes de conduta impura.
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O salmista disse: “Jeová, quem habitará em teu tabernácu-lo? Quem morará em teu monte santo? O que anda em integridade, faz justiça e fala a verdade em seu coração”.
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O santuário do altíssimo deve manter-se imaculado (ver Lv 19.2; I Pd 1.16; Is 35.10; SI 15.1,2 e 24.3,4).









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Eleitos de Deus - João Calvino

O PROGRESSO ESPIRITUAL É NECESSÁRIO

EDIFICAÇÃO






======================Rede de Divulgação


JOÃO CALVINO


Não devemos insistir em uma perfeição absoluta em nossos companheiros cristãos, por mais que lutemos por consegui-la nós mesmos.

Seria injusto exigirmos uma perfeição evangélica antes de constatarmos se uma pessoa é verdadeiramente cristã. Se instituíssemos uma norma de perfeição total para os cristãos, não existiria nenhuma igreja, posto que todos nós estamos muito longe de serem cristãos de fato ideais Afinal, teríamos que recusar muitos que só podem fazer um progresso lento.
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A perfeição deve ser a meta final para a qual devemos dirigir-nos e o propósito supremo em nossas vidas. Não é justo fazermos um compromisso com Deus e tratemos de cumprir parte de nossas obrigações omitindo outras, segundo nosso gosto e capricho. Antes de tudo, o Senhor deseja sinceridade em Seu serviço e simplicidade de coração, sem engano nem falsidade.
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Uma mente dividida está em conflito com a vida espiritual, posto que esta implica uma devoção sincera a Deus em busca de santidade e retidão.
Ninguém, nesta prisão terrena do corpo, tem suficiente força própria para seguir adiante com uma constante vigilância e cuidado. Ademais, a grande maioria dos cristãos padece de uma debilidade tal que se desviam ou se detêm em seu progresso espiritual, tendo como conseqüência avanços muito lentos e escassos.
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Deixemos que cada um proceda de acordo com a habilidade que lhe foi dada e continue assim a peregrinação em que se tem empenhado.
Não há homem tão infeliz e inapto que, pouco a pouco, não tenha conseguido um pequeno progresso. Não cessemos de fazer todo o possível para ir os incessantemente mais adiante no caminho do Senhor; e não nos desesperemos por causa de nossas escassas conquistas. Ainda que não cheguemos ao nível espiritual que esperamos ou desejamos, nossa labuta não está perdida se é que o dia de hoje ultrapassa em qualidade espiritual o dia de ontem.
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A única condição para o verdadeiro progresso espiritual é a de que permaneçamos sinceros e humildes.
Mantenhamos em mente nossa meta final e avancemos sobre ela com toda a nossa vontade. Não caiamos no orgulho nem nos entreguemos às paixões pecaminosas. Exercitemos com diligência para alcançarmos uma norma mais alta de santidade, até que tenhamos chegado ao melhor de nossa qualidade espiritual, na qual devemos persistir ao longo da nossa vida. Somente chegaremos à perfeição absoluta quando, libertados deste corpo corruptível, formos admitidos por Deus em Sua presença.










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Eleitos de Deus - A Verdadeira Vida Cristã
Fonte: João Calvino - Fonte Editorial

segunda-feira, dezembro 05, 2011

SÓ NOS ELEITOS É A FÉ REAL E EFICAZ; NOS REPROBOS, ELA É APENAS APARENTE E INEFICAZ

=EDIFICAÇÃO






=========================Rede de Divulgação


Além disso, ainda que a fé seja o conhecimento da divina benevolência para conosco e a segura convicção de sua verdade, contudo não é de admirar que nos chamados justos, temporariamente, se desvaneça o senso do amor divino, o qual, embora seja afim à fé, entretanto difere muito dela.
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Declaro que a vontade de Deus é imutável e sua verdade é sempre consistente com a mesma. Contudo nego que os réprobos avancem até o ponto de penetrar essa secreta revelação que a Escritura reivindica só para os eleitos. Nego, porém, que eles ou apreendam a vontade de Deus, como é imutável, ou com real constância lhe abracem a verdade; por isso é que se detêm em um sentimento evanescente, como uma árvore, plantada não bastante funda para produzir raízes vivas, seca-se no decurso do tempo, ainda que por alguns anos simule não só flores e folhas, mas até mesmo frutos.
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Enfim, assim como pela queda do primeiro homem pôde-se apagar de sua mente e de sua alma a imagem de Deus, assim também não é de admirar se a algum réprobos Deus ilumine com os raios de sua graça, os quais, mais tarde, permite que se extingam. Tampouco coisa alguma impede que Deus a uns tinja levemente de conhecimento de seu evangelho, a outros infunda profundamente. Isto, contudo, deve se manter: por mais exígua e débil que a fé seja nos eleitos, entretanto, uma vez que o Espírito de Deus lhes é o seguro penhor e selo de sua adoção [Ef 1.14], jamais se pode apagar de seus corações o que ele neles gravou.
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Quanto à iluminação dos réprobos, finalmente se dissipa e perece, sem que possamos dizer por isso que o Espírito engana a alguém, pelo fato de que não vivifica a semente que jaz em seu coração, de sorte que permaneça sempre incorruptível como nos eleitos.
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Portanto, vou mais longe: uma vez que do ensino da Escritura e da experiência diária se faça patente que os réprobos são, por vezes, tocados pelo senso da graça divina, necessariamente se lhes desperta no coração certo desejo de amor mútuo. Assim, por certo tempo vicejou em Saul um afeto piedoso para que amasse a Deus, de quem, reconhecendo ser tratado paternalmente, era tomado de algum dulçor de sua bondade.
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Mas, uma vez que nos réprobos não se arraiga profundamente a convicção do paterno amor de Deus, não o amam plenamente como filhos; pelo contrário, são conduzidos por certa disposição mercenária. Ora, só a Cristo foi dado esse Espírito de amor, com esta condição: que o instile em seus membros; na verdade esta afirmação de Paulo não se estende para além dos eleitos: “Porquanto o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” [Rm 5.5]; isto é, esse amor que gera aquela confiança de invocação que abordei acima [Gl 4.6].
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Assim vemos, por outro lado, que Deus se ira paradoxalmente com seus filhos a quem não deixa de amar; não que em si os deteste, mas porque os quer aturdir com o senso de sua ira, para que lhes humilhe a soberba da carne, sacuda-lhes o torpor e os provoque ao arrependimento. E assim concebem-no ao mesmo tempo não só irado contra eles, ou contra seus pecados, mas também propício para com eles; pois eles não fingidamente suplicam que lhes seja desviada sua ira, enquanto nele se refugiam com serena confiança. Com estas considerações, de fato fica evidente que alguns não estão a simular fé, os quais, no entanto, carecem da verdadeira fé. Ao contrário, enquanto são levados de súbito impulso de zelo, enganam-se a si próprios com uma opinião falsa.
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Nem há dúvida de que deles se assenhoreie a displicência, de sorte que não examinam devidamente o próprio coração, como seria de esperar. É provável que tais tenham sido aqueles em quem, conforme o testifica João, “Nem mesmo Jesus confiava neles, porque conhecia a todos; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” [Jo 2.24, 25].
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Pois, se muitos não decaíssem da fé comum (chamo-a comum pela grande semelhança e afinidade da fé temporária com a fé viva e permanente), Cristo não teria dito aos discípulos: “Se permanecerdes em minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livre” [Jo 8.31, 32]. Pois estava dirigindo a palavra àqueles que haviam abraçado seu ensino e os exorta ao progresso da fé, para que não viessem, por seu torpor, a extinguir a luz que lhes fora dada. Por isso Paulo reivindica a fé real exclusivamente para os eleitos [Tt 1.1], significando que muitos fenecem, porque não têm exibido a raiz viva. Assim também fala Cristo em Mateus [15.13]: “Toda árvore que meu Pai não plantou será desarraigada.”
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Em outros, sua zombaria é ainda mais crassa, os quais não se acanham de querer enganar a Deus e aos homens. Contra essa espécie de homens, que profanam impiamente a fé com falaz pretexto, Tiago investe resoluto [Tg 2.14-26]. Tampouco Paulo requereria dos filhos de Deus “uma fé não fingida” [1Tm 1.5], a não ser pelo fato de que muitos arrogam para si ousadamente o que não têm, e com vã aparência enganam ou a outros, ou por vezes a si próprios. E assim ele compara a boa consciência a uma arca em que se guarda a fé, porquanto muitos, ao desviar-se daquela, tornaram-se náufragos no tocante a esta [1Tm 1.19].











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