Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

terça-feira, novembro 01, 2011

SUNDAE, LIBERDADE E CRISTO

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Uma das coisas que mais me fascinam na vida é perceber como tudo que nos cerca, todos os acontecimentos, por mais inexpressivos que possam parecer, nos levam a uma reflexão. Desde que o Senhor me resgatou tenho tido o imenso prazer de extrair significados de cada acontecimento em minha vida e tornar o viver uma experiência muito mais rica.
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Muitas vezes tenho visto dores e perdas, mas também humor e alegria. Seja de uma forma ou de outra, ser cristão tem me trazido riquezas antes apenas sonhadas e me feito caminhar em um caminho estreito e desafiador com coisas boas e outras nem tanto.


Um exemplo disto aconteceu dia desses quando fui ao shopping e resolvi fazer uma visitinha àquela conhecidíssima rede de fast-food. Lá solicitei um lanche e recebi junto com ele uma cartela com algumas curiosidades sobre “comida através do mundo”, ou algo assim. Como sou um leitor compulsivo, não resisti ao acompanhamento e comecei a ler as tais curiosidades. A maioria falava sobre origem de alguns lanches, ou algum record.
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Coisas que chamamos de cultura inútil. Mas uma história me chamou a atenção; falava do surgimento do sorvete tipo sundae. Segundo o texto, nos Estados Unidos se aprovou uma lei que proibia a venda de sorvetes aos domingos porque os jovens estavam deixando de freqüentar as igrejas para se deliciarem com o lanche no verão. Eles pensavam que sem a possibilidade de comprar sorvetes não haveria mais nada que justificasse a ausência dos jovens e com isto eles se afastariam do “pecado”, já que junto com o sorvete vinham as amizades, as conversas juvenis, os namoros...
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Em uma sociedade capitalista, como é a sociedade americana, é claro que os donos das lanchonetes não iriam assistir passivamente a diminuição de sua clientela. Deste modo, alguém teve a brilhante idéia de criar uma nova guloseima, algo que não fosse sorvete, já que este estava proibido por lei, mas que fosse tão gostoso, cremoso e gelado quanto ele. Foi assim que criaram aquele que seria batizado de “sunday” (domingo em inglês) porque, suprema ironia, só era servido aos domingos em resposta à lei. O sunday se tornou, é claro, um grande sucesso e os jovens continuaram sem ir às igrejas...

Esta história me levou a pensar sobre como muitas vezes nós, com o propósito de “defender o evangelho” acabamos na inútil busca de cercear pessoas e atitudes, como se a partir de uma imposição conseguíssemos levar pessoas a Cristo. Muitas vezes agimos como aqueles legisladores americanos, sem saber que sempre haverão medidas alternativas para aqueles que preferirem outros caminhos.

O verdadeiro cristianismo preza a liberdade de cada indivíduo buscar seu próprio caminho e chegar às suas próprias conclusões. A decadência cristã começou exatamente quando se tornou fé oficial através da “conversão” do imperador Constantino. Com isso, perdemos paulatinamente a humildade de nos submeter ao Espírito Santo e deixar que ele faça a obra de convencer o homem, ao invés disso, passamos cada vez mais a querer nós mesmos convencê-lo, nem que seja à base da espada ou da lei.










Igreja Presbiteriana do Brasil
O Blog - "A Serviço do Senhor"
Diác. Rilvan Stutz "O Servo com Cristo"
Pr. Denilson Torres - M.Fruto do Espirito

domingo, outubro 30, 2011

QUEM É O MEU PRÓXIMO?

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“Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?” (Lucas 10:29).
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Amados irmãos a Palavra de Deus está cheia de chamadas que nos direcionam como agir e qual caminho que devemos tomar. Mas nós, em nossa pequenês, teimamos muitas vezes em ir de encontro a estes avisos e então transgredimos indo contra àquilo que pregamos. O Senhor Jesus disse que semelhante a amarmos a Deus sobre todas as coisas, é amar nosso próximo como nós mesmos. O apóstolo Paulo na carta aos Efésios nos confirma esta verdade mostrando-nos que fé sem obras é morta.

E nós irmãos?

Será que estamos agindo de acordo com essas verdades que sempre estamos confirmando com nossos lábios? Mostremos nossa fé através também das boas obras, amando sem distinção. Será que quando aquele irmãozinho que ainda não está na “posição” (hoje em dia esta palavra ta na moda) chega-se a nós com algum problema em que necessita de ajuda estamos tendo a devida benevolência que pedimos a Deus que tenha conosco quando pecamos? Ou será que não mais pecamos? “Perdoa nossos pecados assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” Será que quando o mundo lá fora se levanta contra as coisas do evangelho eu compreendo que eles ainda não tiveram a oportunidade de conhecer a Deus como nós um dia tivemos? Temos a devida paciência de outra vez levar a mensagem de salvação, pois Deus não faz acepção de pessoas? Queridos, esta reflexão tem estado presente no meu dia a dia, quando penso em deixar pra lá, não dar importância, chutar o balde, lembro-me do discípulo perguntando ao Senhor:

“Quantas vezes devo perdoar meu irmão? Sete?” E o Senhor respondendo: “Não digo sete, mas setenta vezes sete”.

Imaginem amados se a pergunta fosse quantas vezes devo perdoar aqueles que ainda não conhecem a Deus verdadeiramente? Quantas vezes o Senhor responderia que deveríamos perdoar?

Assim queridos, concluímos com outra questão:

“Quem é o nosso próximo?”

Normalmente considera-se como meu próximo aquele que eu escolho para ser meu próximo e não aquele que se apresenta. Pois não estou disposto a sair da minha zona de conforto e meter-me em mazelas da vida dos outros.

Será que essa seria a atitude do Senhor ?

Com certeza que não! Mas agradeço a Deus que tem levantado uma igreja no coração de alguns servos e espero que possam contagiar muitos outros e assim prossigamos resgatando tantos quantos o Senhor colocar "próximos " a nós.

Que o Senhor nos ajude e continue nos abençoando.











Igreja Presbiteriana do Brasil
O Blog - "A Serviço do Senhor"
Diác. Rilvan Stutz "O Servo com Cristo"
Por André Nunes - Fruto do Espirito

sábado, outubro 29, 2011

GRAÇA BARATA?

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Alguns me escrevem dizendo que eu ando pervertendo o evangelho. Outros insinuam que prego uma graça barata. Já fui chamado de pastor de bodes e pregador de heresias. Desculpem-me aqueles que discordam de mim, não estou aqui para criticá-los. Não sou o dono da verdade, mesmo porque a Verdade é uma pessoa e não uma opinião, e a minha fé na graça é tão grande que creio que independente do conceito que cada um tenha, ela cobre de misericórdia tanto a mim quanto ao mais legalista dos cristãos.

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Portanto, não tenho ambição de ter razão, mesmo porque na graça “ter razão” quando se trata do amor de Deus é apenas ilusão de vaidade humana. Nada mais faço senão pregar aquilo que recebi de Deus e que se fez vida em mim. Sei que quem convence o homem é o próprio Deus e não a minha eloqüência. O ministério que Deus me confiou é falar daquilo que Ele tem me ensinado e ser usado por Ele para abrir a mente dos que me lêem para novas possibilidades de viver a fé com mais alegria e leveza. Leve como deve ser o fardo que Cristo nos dá.
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A Palavra me ensinou que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo; que a fidelidade de Deus é tão grande que ele permanece fiel mesmo estando eu repleto de infidelidades e mesmo que o meu coração me condenasse maior é Deus que o meu coração e conhece todas as coisas. Palavras como estas entraram em mim, fincaram raízes e deram descanso à minha alma cansada de buscar, através de justiça própria, a proximidade que hoje tenho sem as angústias de alma que antes me atormentavam.
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Assim, eu posso assegurar que não prego uma graça barata, isto é mentira. Para mim, se a graça é barata já está saindo muito caro! Graça só é graça quando é de graça. Sem barganhas, sem trocas, sem dogmas, sem medos, sem leis. Sem preço a pagar. Apenas um encontro com o Cristo ressurreto que transforma a mente e nos faz nova criaturas.
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No evangelho de Mateus 18:23-34, Jesus fala de um homem que devia dez mil talentos ao seu Senhor. Não há como quantificar exatamente quanto isto valeria em dinheiro de hoje, mas sabe-se que era um valor estratosférico e impagável. O senhor daquele servo poderia tê-lo vendido junto com sua família como escravos para abater parte da astronômica soma. No entanto, preferiu perdoar-lhe toda a dívida.
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Claro que o servo poderia ter rejeitado a graça, e fincado pé em pagar, mesmo que parte do valor da dívida, mas quem cometeria a tolice de recusar o perdão de uma dívida impagável?
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Semelhante é a graça que nos é ofertada. Ela é o perdão de todas as dívidas, sem mais nada a ser pago. O senhor da parábola poderia ter diminuído a dívida e estipulado um valor que estivesse dentro das possibilidades de pagamento do servo e isto sem dúvida seria um gesto de extrema misericórdia, mas ele preferiu abrir mão de tudo. Assim como o senhor da parábola, Deus não deixa preço a pagar, ele perdoa toda a dívida. O servo nada fez para merecer esta graça, assim como nós nada fizemos a não ser receber o dom gratuito.
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Eu perguntei quem seria tolo de continuar teimosamente querendo pagar, mesmo tendo toda a sua dívida perdoada. Pois bem, nós somos este tipo de tolo. Somos por demais arrogantes e queremos algum tipo de justiça própria para nos considerarmos mais merecedores ou melhores que os outros.
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A parábola fala que aquele servo encontrou um conservo que lhe devia cem denários, menos de um milionésimo da dívida que lhe fora perdoada. No entanto, o servo exigiu o pagamento. Nós também temos sido assim e não conseguimos estender aos nossos semelhantes a graça que recebemos.
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O servo da parábola só se tornou indigno quando não viveu conforme a graça que lhe foi dada. Não por conta de imposições, mandamentos ou leis que seu senhor lhe tenha imposto, mas em negar-se a buscar um novo caminho que refletisse esta graça para o seu próximo.
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Portanto, querido leitor, quando me acusam de pregar uma graça barata, cometem dois equívocos. Primeiro, a graça que prego não é barata, é de graça! Segundo, a graça que prego é apenas o que a Bíblia nos ensina e esta graça é por si só transformadora. Ninguém que tenha experimentado continuará o mesmo, não por imposição de leis, mas no seu relacionamento com o próximo, pois, como Paulo nos ensina, o cumprimento da lei é amar ao próximo.
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Que a Graça de Deus nos transforme a cada dia.










Igreja Presbiteriana do Brasil

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Pr. Denilson Torres - M.Fruto do Espirito

sexta-feira, outubro 28, 2011

NÃO ABRA MÃO DE SUA AUTORIDADE SACERDOTAL!

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“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo todo seu, para que proclameis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1 Pedro 2:9).
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Paz e bem,
Sacerdócio é uma atividade espiritual na qual aquele que a tem é revestido com autoridade e poder para ser mediador entre Deus e os homens. No Antigo Testamento a linhagem de Arão passou a designar os homens que exerceriam esta função. Cabia ao sacerdote oferecer sacrifícios intercedendo pelo povo. Diariamente tinham a obrigação de manter o incensário sempre alimentado, os pães da proposição sempre renovados e as lâmpadas do candelabro sempre acesas. Tais eram símbolos da sua intercessão entre Deus e os homens.
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Nos dias de hoje muitos consideram que os pastores e demais líderes religiosos compõem a nova casta sacerdotal. Buscam que estes homens e mulheres intercedam a Deus por suas vidas e na prática fazem deles os seus intermediários até Deus. Este é um equívoco tremendo!
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Na nova aliança, a autoridade sacerdotal não está restrita a uma pessoa ou um grupo específico de pessoas. O sacerdócio é universal. Ou seja, todos nós somos sacerdotes. Eu sou sacerdote e você que está me lendo agora também o é, não existe hierarquia entre nós. Você é sacerdote no Senhor! Lavado e remido pelo sangue do cordeiro e, portanto, justificado para exercer o sacerdócio santo e real a fim de oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
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O sacerdócio não é apenas para alguns privilegiados, é de todos que aceitam Jesus e são justificados pelo Seu sangue, independente de cargo, sexo, cor ou etnia.
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Você tem autoridade sacerdotal, mesmo que você ainda não o sinta assim. A autoridade não reside no seu discurso, ou no seu sentimento, mas unicamente em quem você é. E você é filho de Deus, chamado para serem rei e sacerdote do Deus supremo, não por justiça própria, mas pela justiça praticada por Ele na cruz.
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Se todos nós tivéssemos consciência plena destas prerrogativas que nos dá o direito de entrarmos no Santíssimo Lugar onde só o sumo sacerdote podia entrar uma vez por ano e que agora temos livre acesso todos os dias o dia todo entenderíamos o poder que Deus nos concedeu e não haveria nada impossível para nós, pois tudo é possível àquele que crê e anda conforme esta fé.
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Claro que podemos e devemos pedir a intercessão dos santos sobre nossas vidas e isto é muito bom! Mas nada substitui a sua própria oração e intercessão, seja por sua vida, seja por outros que Deus lhe der. Na graça ninguém é mais habilitado quando se fala em exercer o seu sacerdócio pessoal. Todos somos iguais perante nosso Sumo Sacerdote.
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Então, não se sinta de maneira alguma intimidado ou fraco perante as batalhas espirituais que travar. Não seja refém de outros que usam do engano e da manipulação para se colocarem como se estivessem mais próximos de Deus e só eles tivessem conexão direta ou especial com o Altíssimo. Permita o fluir do Espírito Santo em sua vida. Se entregue a Ele e deixe que ele interceda por você com gemidos inexprimíveis.
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Não se esqueça: você é sacerdote do Senhor! Não abra mão de suas prerrogativas.
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Pr. Denilson Torres - M. Fruto do Espirito