Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sábado, fevereiro 26, 2011

A RELIGIÃO DAS MÁQUINAS

TEMA - EDUCAÇÃO

Para alguns pensadores e mesmo para o homem comum, através da mera observação dos fatos não é difícil perceber que a Pós-Modernidade poderia ser mais entendida, nesta verdade, como uma pré-modernidade. Na acepção literal do termo, pois implicaria num retorno aos paradigmas do período histórico que precede imediatamente a Era Moderna: o feudalismo medieval.

Haja vista a distribuição dos espaços urbanos e sociais em feudos: conglomerados como os condomínios fechados e shopping-centers; a repartição do poder em territórios, nas periferias e favelas, pela anomia do Estado; o estabelecimento de vínculos, na convivência social, em agrupamentos fechados (as tribos e corporações), baseados em relações de vassalagem, determinadas pelo prestigiamento pessoal, trocas de favores, etc. — num predomínio crescente do privado sobre o público. Ou seja, a negação da res publica, e da cidade (a polis) como espaço privilegiado do exercício mesmo da cidadania.

Mais recentemente aparece o fenômeno do chamado feudalismo informacional: a reação, pelos grandes conglomerados empresariais, contra a liberdade de compartilhamento, cópia e reuso das ideias que circulam no ciberespaço, visando uma ampliação dos direitos de propriedade e direitos de autor, para sua apropriação e privatização.

No entanto, na coleção de breves ensaios sobre a Cibercultura, objeto deste resumo — que no seu conjunto forma um arçabouço teórico coeso e substancial. Revelado que as representações derivadas do impacto da tecnologia no imaginário pós-moderno remetem a um passado ainda mais remoto, na antiguidade. Fantasias arcaicas, anseios primitivos, crenças mitológicas e explicações místicas, identificadas com o hermetismo e a gnose, caracterizando o culto da tecnologia como uma nova religiosidade. Parte de uma interessante análise do produto típico da indústria cultural que incorpora elementos desse imaginário: inúmeras referências — filosóficas, religiosas, literárias, e da cultura de massas — dialogam, para encenar uma bem construída alegoria dessa convergência entre ciência e espiritualidade.

Chamo a atenção para o fato de que não só o senso comum, mas também a produção teórica e crítica se utilizam das metáforas da science fiction, e das analogias mitológicas, para tentar compreender e conceituar os fenômenos da tecnocultura. Tais como infovia, cidade celestial, e o próprio conceito de ciberespaço (Neuromancer - Willian Gibson, 1984). E faz um bem sucedido esforço de investigação da noção de imaginário tecnológico, e suas possíveis implicações e significados no nosso tempo — a sociedade pós-industrial.

Um texto denso, mas profundamente revelador para quem se disponha a enfrentar o percurso, por vezes árido, da sua erudição acadêmica. Em que procura advertir para o perigo de que uma adesão quase religiosa ao culto da tecnologia possa nos conduzir a algum tipo de totalitarismo. E dá pistas de como uma postura crítica, ao contrário, pode apontar para um horizonte realmente novo a comunidade de homens e mulheres livres, próximos, autônomos e interativos, em que as tecnologias da inteligência se constituem potencialmente. Encerramos este breve resumo, torcendo para que em um futuro ainda sem datas e assim ficamos no “cada dia”, seja uma realidade espaçosa para uma intensa alegria humana.





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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

PAZ É COISA SIMPLES?

MESNSAGEM





O que a paciência tem a ver com uma vida mais simples? O fato é que a impaciência nunca simplifica, só complica, nos faz gastar mais energia, desvia nossa atenção do que realmente interessa. Paz é simples, irritação é complicado.

Então a vida seria mais pacífica se não tivéssemos tantos motivos para irritação, se não houvesse tanta gente atrapalhando, se não fossem esses carros no trânsito, tantos compromissos, projetos, prazos, contas, recados, tarefas. Algo que ajuda a alimentar a impaciência é pensá-la em termos de causas externas, sobre as quais não se tem controle. Então é caso de se resignar e deixar passar?

Não. Nesse caso, o máximo que se faz é adiar. Não resolve. Também não é o caso de terceirizar o problema achando que “o inferno são os outros”. Deveríamos agradecer quem nos ajude a exercitar a paciência. Paciência é uma questão de espaço mental. A saída não é evitar o estímulo que nos provoca irritação, mas eliminar a predisposição de ficar irritado.

Funciona assim: se sou capaz de imaginar o universo, minha mente tem pelo menos o tamanho desse universo imaginado. Ou seja, é muitíssimo maior que qualquer problema ou irritação que possa surgir. Portanto, nenhum problema, por imenso que seja, justifica essa história de estar no limite, nada que possa me deixar impaciente. Se for assim por que às vezes temos a sensação de cabeça cheia, a ponto de transbordar? Porque falta espaço.

Assim como a memória do computador pode ficar sobrecarregada e tornar o computador lento, temos que nos livrar de nosso lixo psíquico, que fica girando na mente. É preciso se desapegar da avalanche de pensamentos inúteis. Como? Exercitando a atenção: quando estou atento ao que eu faço, eu controlo meus pensamentos e não o fluxo de pensamentos que me controla. Desaparecendo a impaciência, a paciência retorna. É como o espaço: retirando-se os objetos, ele surge, sem precisar ser criado.


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quinta-feira, fevereiro 24, 2011

EIS QUE ESTOU À PORTA E BATO

EDIFICAÇÃO

Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos e sim pecadores ao arrependimento. Mateus .9.12e13.

É um grande momento em nossas vidas quando temos absoluta certeza que estamos bem pertinho de Jesus Cristo, com humildade e comunhão. Assim sentimos que somos enorme manancial de amor. O convite de Cristo é irresistível, viver plenamente ao lado de Cristo é um momento “prometido” um momento impar. “EIS QUE ESTOU A PORTA E BATO” (Ap.3,20), destacamos a primeira parte do versículo para nossa meditação, observe é muito forte o convite de Cristo. A exortação a Igreja de Laodicéia, se destaca como uma “Igreja morna”, quando na verdade deveria ser quente e nem fria era. O contexto não sugere uma referência a segunda vinda de Cristo e o banquete messiânico, são na verdade boas-vindas a vivência de Cristo no seu meio. Seu culto, portanto, era uma fraude vazia.

Jesus Cristo se refere à Igreja, mas se qualquer indivíduo, porém, quer abrir a porta do seu íntimo e ouvir a chamada de Cristo, então Cristo entrará para dirigir sua vida e lhe oferecer Sua convivência. Dividir, separar se faz necessário neste momento se é Cristo quem salva, e não a Igreja; mostramos que a Igreja tem vivido como casca, mantendo seu culto formal, todavia faltando o coração que é a comunhão, ficará sempre longe do Senhor. Com este comportamento continuará sendo uma verdadeira “casca”.

No que se refere ao versículo em destaque; Deus prefere ser compassivo em lugar do cumprimento meticuloso da Lei. Gostaríamos de dar maior ênfase ao Apelo Divino, o chamado para o pecador! Lá em Isaías (Cap.1,18), diz assim: Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se observarmos o que o Profeta anuncia, é um convite aberto para um judicioso ajustamento de contas, aquilo que Jó havia pedido (Jó 23.7). Perante a justiça divina, ninguém sairia impune, mas o próprio Deus se oferece a nos revestir da brancura da santidade, ao invés da cor de carmesim que representa nossa vida de pecado.

Olhando a frente, tomamos conhecimento da situação tão triste que enfrenta nosso Povo é muito triste o estado de pecado que vive o homem. É também ordem divina, que os servos de Deus anunciem a Cristo! Lembremos: Jesus Cristo com toda Sua autoridade ordena: ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações em nome do Pai e do Filho.

Chamada divina ao arrependimento e a uma Vida Reta. Em Jr. 35.15. Diz assim: Começando de madrugada, vos tenho enviado todos os meus servos, dizendo: Convertei-vos agora, cada um do seu mau caminho, fazei boas as vossas ações e não sigais a outros deuses para servi-los; assim ficareis na que vos dei a vós outros e a vossos pais; mais não me inclinastes os ouvidos, nem me obedecestes a mim. Observemos que o cap. 35.15 ensina-nos a fé combinada com a obediência, que formam a soma chamada “fidelidade”.

Ainda observamos no texto preceitos humanos, porém com intentos de uma adoração mais pura de Deus, seguiram a risca durante muitos séculos. A família dos recabitas viu nisto a razão de ser. Muito mais, pois, o povo de Deus, fundamentado sobre as alianças de Deus, especialmente a nova aliança firmada na pessoa de Jesus Cristo deve refletir a natureza e a vontade de Cristo em toda a Sua doutrina, Suas atitudes e Suas ações.

Atendendo a Tríplice chamada, aplicamos aqui o último apelo evangelístico do Espírito pregado pela Igreja. “O Espírito e a Noiva”. Os que anseiam pela Vinda de Cristo! O Espírito, que inspira o profeta e ilumina a Igreja. Os que têm sede pela justiça, os humildes que não têm nenhum mérito próprio para receber a salvação. Que meditem no convite do Mestre!
“EIS QUE ESTOU A PORTA E BATO”. O convite de Jesus Cristo é “Imutável Impar”. Realmente recebidos pelo pecador, alcançarão com certeza "desejos" do Pai Celeste. Já não bastasse tamanha graça, exaltemos a Jesus Cristo, com muita alegria em nossos corações, o Mediador de todas as oportunidades, o perdão, a Salvação e o maior de todo “O Amor”. Louvemos sempre: O Espírito e a noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da Vida. (Ap.22,17).




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Por Diác. Rilvan Stutz - Membro Catedral
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terça-feira, fevereiro 22, 2011

DROGAS: ARGUMENTO LÓGICO

NOTÍCIAS PELO MUNDO






A UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), defende em seu último relatório anual, que drogas devem continuar sendo ilegais, baseada em dados estatísticos e em análises de tendência sobre a situação do mercado das drogas ilegais em todo o mundo.

Ainda ressalta que restrição do aumento do uso de substâncias tóxicas que causam dependência está diretamente ligada à manutenção da ilegalidade desses produtos. Assim, não é necessário muito esforço intelectual para se deduzir que o álcool e o tabaco causam mais mortes justamente porque são legais.

A experiência tem demonstrado e habilita a concluir que uma eventual liberação, mesmo de drogas consideradas leves, como a maconha, estimularia o consumo, já que a legalidade facilita o acesso ao produto. E faria despencar o preço, dentro da lógica da lei de oferta e procura, sem prejuízo da massificação do consumo. A realidade do “crack” comprova a teoria: por ser barato, alastra-se entre os miseráveis, mesmo com alguma repressão policial.

Uma simples reflexão aponta que uma oferta sempre cresce para atender uma demanda e, quando a demanda é generalizada, a supressão é inútil. Com efeito, é razoável supor que o incremento do preço da droga proporcionaria um aumento do lucro dos intermediários, o que lhes daria um incentivo ainda maior para estimular uma demanda adicional.

Além disso, já que a sociedade permite, de maneira regulada, a utilização de algumas substâncias nocivas como o álcool e a nicotina, a proibição das outras drogas parece um tanto hipócrita e arbitrária. Tal dissonância ainda conduziria a uma diminuição do respeito pela lei como um todo. Mas as drogas proibidas, desde as mais “leves” até as mais “pesadas”, levam consigo um séquito de efeitos colaterais ainda mais danosos que as drogas “legais”, o que justifica a vedação legal.

É óbvio que todos estes problemas poderiam ser resolvidos de uma só vez, se todos fossem autorizados a fumar, engolir ou injetar qualquer coisa previamente escolhida. A corrupção policial, a perversão de menores para atividades ilegais, a realização de astronômicos lucros em dinheiro, as guerras territoriais que acontecem nos bairros mais pobres, de um modo extremamente violento e perigoso, poderiam cessar se o consumo de drogas fosse legalizado e regulamentado da mesma forma que o álcool.

Ledo engano. E, como a legalização seria submetida a controles sanitários e fiscais, não se eliminaria a produção ilícita por organizações criminosas, como se dá com o cigarro e o uísque de procedência paraguaia. Todavia, um grau de precaução em face de um futuro incognoscível é aconselhável. Não é à toa que a prudência é uma virtude prática: a teoria nem sempre acompanha a realidade posta.

Sem dúvida, que a ilegalidade das drogas é a causa da criminalidade que rodeia sua distribuição. Na mesma linha de raciocínio, é a ilegalidade de roubo de carros que cria ladrões de carro. E assim por diante. Ao fim, a causa final de todos os crimes é a lei. Ao que sei, ninguém jamais sugeriu que a lei, em razão disso, deva ser abandonada.

Ademais, a impossibilidade de se vencer a "guerra" contra o roubo, o furto ou a receptação nunca foi usada como argumento para a legalização destes tipos penais. Enquanto a demanda por bens materiais for superior à oferta, as pessoas vão ser tentadas a cometer atos criminosos contra os donos de qualquer bem móvel. Assim, há ponderadas razões para duvidar que a taxa de criminalidade venha a cair tão drasticamente como sugerem os defensores da legalização.

Será que a medicina está vencendo a guerra contra a morte? A resposta é, obviamente, não. A morte ainda é a regra fundamental da existência humana, apesar dos bilionários investimentos em pesquisa no mundo inteiro. Existe uma batalha mais prodigamente perdida? Então, seria melhor abolir as escolas médicas, hospitais e departamentos de saúde pública. A situação atual é ruim, mas poucas são as situações desfavoráveis em que uma decisão política equivocada pode produzir imensos estragos sociais.

A extrema elegância intelectual da proposta de legalização, apontada como a solução para tantos problemas de uma só vez deve nos conduzir para um saudável ceticismo. Os problemas sociais não são normalmente assim. Nesse debate, certamente, o ódio à lógica é uma droga pesada.

André Gonçalves Fernandes, nascido em 1974, é Juiz de Direito da 2ª Vara Cível e de Família da Comarca de Sumaré/SP e Diretor do Fórum. Graduado, no ensino fundamental e médio, pelo Colégio Visconde de Porto Seguro em 1991. Bacharel e Mestre em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Atua como magistrado desde 1997. Articulista do Correio Popular de Campinas, da Escola Paulista da Magistratura e do portal Vigilância Democrática.




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