Versículo do Momento

LEIA A BÍBLIA

sábado, maio 15, 2010

VIOLÊNCIA VERSUS AGENDA POSITIVA

NOTÍCIAS PELO MUNDO

Impressiona-me o crescente espaço destinado à violência nos meios de comunicação, sobretudo no telejornalismo. Catástrofes, tragédias e agressões, recorrentes como chuvaradas de verão, compõem uma pauta sombria e perturbadora.
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A violência não é uma invenção da mídia. Mas sua espetacularização é um efeito colateral que deve ser evitado. Não se trata, por óbvio, de sonegar informação. Mas é preciso contextualizá-la. A overdose de violência na mídia pode gerar fatalismo e uma perigosa resignação. Não há o que fazer, imaginam inúmeros leitores, ouvintes, telespectadores e internautas. Acabamos, todos, paralisados sob o impacto de uma violência que se afirma como algo irrefreável e invencível. E não é verdade. Podemos, todos, jornalistas, formadores de opinião, estudantes, cidadãos, enfim, dar pequenos passos rumo à cidadania e à paz.

Os que estamos do lado de cá, os profissionais da mídia, carregamos nossas idiossincrasias. Sobressai, entre elas, certa tendência ao catastrofismo. O rabo abana o cachorro. O mote, frequentemente usado para justificar o alarmismo de certas matérias, denota, no fundo, a nossa incapacidade para informar em tempos de normalidade. Mas, mesmo em épocas de crise (e estamos vivendo uma gravíssima crise de segurança pública), é preciso não aumentar desnecessariamente a temperatura. O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos. Caso contrário, a crise real pode ser amplificada pelos megafones do sensacionalismo. À gravidade da situação, inegável e evidente, acrescenta-se uma dose de espetáculo. O resultado final é a potencialização da crise. Alguns setores da mídia têm feito, de fato, uma opção preferencial pelo negativismo. O problema não está no noticiário da violência, mas na miopia, na obsessão pelos aspectos sombrios da realidade. É cômodo e relativamente fácil provocar emoções. Informar com profundidade é outra conversa. Exige trabalho, competência e talento.

O que eu quero dizer é que a complexidade da violência não se combate com espetáculo, atitudes simplórias e reducionistas, mas com ações firmes das autoridades e, sobretudo, com mudanças de comportamento.
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Como salientou certa vez o antropólogo Roberto da Matta, “se a discussão da onda de criminalidade que vivemos se reduzir à burrice de um cabo de guerra entre os bons, que reduzem tudo à educação e ao ‘social’; e aos maus, que enxergam a partir do mundo real: o mundo da dor e dos menores e maiores assassinos, e sabem que todo ato criminoso é também um caso de polícia, então estaremos fazendo como as aranhas do velho Machado de Assis, querendo acabar com a fraude eleitoral mudando a forma das urnas.” O que critico não é a denúncia da violência, mas o culto ao noticiário violento em detrimento de uma análise mais séria e profunda.

Precisamos, ademais, valorizar editorial e informativamente inúmeras iniciativas que tentam construir avenidas ou ruelas de paz nas cidades sem alma. É preciso investir numa agenda positiva. A bandeira a meio pau sinalizando a violência sem-fim não pode ocultar o esforço de entidades, universidades e pessoas isoladas que, diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas. Embriões de grandes reportagens. Denunciar o avanço da violência e a falência do Estado no seu combate é um dever ético. Mas não é menos ético iluminar a cena de ações construtivas, freqüentemente desconhecidas do grande público, que, sem alarde ou pirotecnias do marketing, colaboram, e muito, na construção da cidadania.

A juventude, por exemplo, ao contrário do que fica pairando em algumas reportagens, não está tão à deriva. A delinquência bem-nascida, denunciada muitas vezes neste espaço opinativo, está longe de representar a maioria esmagadora da população estudantil. A juventude real, perfilada em várias pesquisas e na eloquência dos fatos, está identificando valores como amizade, família, trabalho. Há uma demanda reprimida de normalidade. Superadas as fases do fundamentalismo ideológico, marca registrada dos anos 60 e 70, e o oba-oba produzido pela liberação dos anos 80 e 90, estamos entrando num período mais realista e consistente.

A juventude batalhadora sabe que não se constrói um país na base do quebra-galho e do jogo de cintura. O futuro depende de esforços pessoais que se somam e começam a mudar pequenas coisas. É preciso fazer o que é correto, e não o que pega bem. Mudar os rumos exige, sobretudo, a coragem de assumir mudanças pessoais.

A nova tendência tem raízes profundas. Os filhos da permissividade e do jeitinho sentem intensa necessidade de consistência profissional e de âncoras éticas. O Brasil do corporativismo, da impunidade do dinheiro e da força do sobrenome vai, aos poucos, abrindo espaço para a cultura do trabalho, da competência e do talento. O auê vai sendo substituído pela transpiração e o cartório vai sendo superado pela realidade do mercado. A juventude real, não a de proveta, imaginada por certa indústria cultural, manifesta crescente desejo de firmeza moral. Não quer a covarde concessão da velhice assanhada. Espera, sim, a palavra que orienta.

A violência está aí. E é brutal. Mas também é preciso dar o outro lado: o lado do bem. Não devemos ocultar as trevas. Mas temos o dever de mostrar as luzes que brilham no fim do túnel. A boa notícia também é informação. E, além disso, é uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura da violência.







Diác. Rilvan Stutz - Membro Catedral
Jornalista Carlos A. Di Franco - P. Família
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

sexta-feira, maio 14, 2010

SOMOS INDESCULPÁVEIS

EDIFICAÇÃO






"Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que seja; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Rm 2.1 e 3.23)

Para um tão grande pecador, uma tão grande e maravilhosa graça, graça de Jesus! O tema de hoje nos leva a reconhecer as consequências da Queda: Depravação total e falta de forças para autoajuda, sem a ajuda do Alto. Somos o que somos pela Graça de Deus, quando regenerados; e somos o que somos sem a Graça de Deus, em virtude da nossa natureza carnal, adâmica, terrena e pervertida. A única saída é a da Graça, o único caminho é Cristo.

Estamos aprendendo de fonte limpa que “a sabedoria integral está no conhecimento de Deus e do homem” – Conhece-te a ti mesmo e busca a Deus e a Sua Palavra: não existe outra saída.


CONHECE-TE A TI MESMO.
Não é sem motivo que o antigo sábio provérbio, “conhece-te a ti mesmo”, seja tão recomendado ao homem. Temos a tendência natural de nos justificar e de acusar ou censurar os outros. Uma fábula muito antiga diz que Júpiter, o pai dos deuses da mitologia greco-romana, colocou sobre os ombros dos mortais duas aljavas: a primeira, em nossa frente, bem em cima do nosso peito e debaixo dos nossos olhos, cheia dos defeitos alheios; a outra, nas nossas costas, cheia dos nossos próprios defeitos. É por isso que quando alguém erra, somos logo os censuradores dele.

O desconhecimento de nós mesmos é muito prejudicial. Quando buscamos a afirmação pessoal nas observações dos outros, gostamos da lisonja, só que elas são em extremo perigosas. Não devemos andar pela cabeça dos outros, é preciso pensar com a própria cabeça.

Ao examinarmo-nos a nós mesmos devemos ter uma autoestima equilibrada: saber do que somos capazes e estar conscientes das nossas limitações. Quem não se ama, não está em condições de amar a mais ninguém. Afinal a Bíblia é clara: “Amarás o teu próximo, como a ti mesmo.” Todavia, devemos evitar toda presunção de virtude pessoal, esvaziarmo-nos de nós próprios para sermos cheios do Espírito Santo e de sabedoria do Alto. Aí e só então chegar perto “do bem sentir e do bem fazer.”


CUIDADO COM A LÍNGUA LISONJEIRA!
Conscientes das consequências da Queda e da “depravação total” do se humano seremos mais humildes, dependeremos mais da Graça de Deus e nos tornaremos imunes aos que querem nos passar mel na boca com palavras doces e lisonjas, ainda que gostemos disso. A fome por lisonjas causa seus estragos e tem consequências. Diz Calvino, “Os seres humanos têm um amor desordenado e cego por si mesmos. São tão inclinados a gabar-se, que não há nada que possa agradar mais do que quando os afagam com vãs lisonjas.” Talvez seja por isso que aquele que mais exalta a excelência da natureza humana do outro – com lisonja ou massageando o ego do outro, o bajulador, para não usar um termo mais forte – aparentemente é o que se dá bem.

DE QUE SE ORGULHA O SER HUMANO?
A verdadeira sabedoria, a de Deus, que vem do Alto, é boa, pacífica e ordeira. O conhecimento de Deus, o conhecimento do homem com seu potencial, mas também com suas fraquezas e limitações e o livre arbítrio são caminhos para a sabedoria integral.

João Calvino, nas Institutas, Livro I, Capítulo II, pág. 82, afirma: “O homem se conhece muito bem quando, confiante em seu entendimento e em sua virtude e poder, anima-se a dedicar-se ao cumprimento do seu dever, e, renunciando a todos os seus vícios e más disposições, esforça-se para fazer o que é bom e honesto.” E isto é ser ético, e ética é um princípio inegociável e que não pode ter fim.

Nada temos que não tenhamos recebido de alguém, em algum tempo e lugar: somos um produto inacabado, resultante das influências positivas e negativas sobre nós exercidas desde sempre. Não temos de que nos orgulhar, pelo contrário. Em primeiro lugar, devemos considerar o fim para o qual fomos criados por Deus e dotados de dons singulares. Em segundo plano, mas não menos importante, reconhecer a nossa indigência. A nossa condição primeira é a de criaturas. Conhecemos o bem e o mal, mas nem sempre sabemos optar pelo bem. Consequência da nossa desobediência a Deus e pelo fato de ter dado ouvidos à serpente e não a Deus. Herdamos uma natureza carnal, adâmica, terrena e pecaminosa. É uma herança maldita cultural e humana dos nossos pais. Diz Calvino, “tendo sido (a nossa natureza humana) maculada pelo pecado, essa infecção tenha se propagado sobre todos nós... o princípio da corrupção esteve de tal modo em Adão que ela se expandiu como que por uma torrente perpétua dos pais aos filhos.” (Pág. 87)

Todo novo ser humano que nasce já vem com defeito de fábrica. Em linha com o que o Espírito Santo nos diz no Salmo 51, na oração pessoal de confissão de pecados, feita por Davi: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sl 51.5)


O QUE VEM A SER PECADO DE ORIGEM OU PECADO ORIGINAL?
O conceito está ligado à natureza adâmica, carnal e pecaminosa. Trazemos em nós as marcas do primeiro Adão, ser vivente; e precisamos trazer também as marcas do Senhor Jesus, na certeza que fomos batizados e inseridos nele, no seu Corpo, a Igreja. Ele é o segundo Adão, feito espírito vivificante e restaurador. É por isso mesmo que a Bíblia ensina e a Igreja crê e professa: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura (nova criação); as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (II Co 5.17).

“O pecado original é uma corrupção e perversidade na nossa natureza, que nos faz culpados, primeiramente, da ira de Deus, tendo a seguir produzido em nós as obras que a Escritura chama “obras da carne.” (Rm 5.6 e 7; e Gl 5. 19 a 21) Definição do Grande Reformador João Calvino, Institutas, Vol. I, Pág. 87)


CONCEITUAÇÃO DE “LIVRE ARBÍTRIO”
Em linha com Matthieu Verneuil, Jean Bourdell, Pierre Bourdon e André de Lafon, Huguenotes-calvinistas, leigos – subscritores da “Confessio Fluminensis”, a Confissão de Fé dos Mártires da Baía de Guanabara, que afirmaram ter sido “o livre arbítrio” prerrogativa dos nossos primeiros pais, antes da Queda, na idade da inocência da humanidade. Com a Queda e à luz da Depravação Total do ser humano, perdeu-se o livre arbítrio. Jesus mesmo ensinou: “Todo o que comete pecado é escravo do pecado.” Rm 8.34 B. O texto de Efésios 2.1 também confirma a perda do Livre arbítrio pelo não regenerado: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” Morto não fala, não escolhe, não decide; não tem livre arbítrio, é escravo do pecado.

O regenerado reconquista o livre arbítrio porque nasceu de novo, foi libertado por Jesus Cristo. Em João 8.36 ele declara: “Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

Os Huguenotes, na Confessio Fluminensis”, Artigo X, disseram: “Quanto ao livre arbítrio, cremos que, se o primeiro homem, criado à imagem de Deus, teve liberdade e vontade, tanto para o bem como para o mal, só ele conheceu o que era livre arbítrio, estando em sua integridade. Ora, ele nem apenas guardou este dom de Deus, assim como dele foi privado por seu pecado, e todos os que descendem dele, de sorte que nenhum da semente de Adão tem uma centelha do bem.

Por esta causa, diz Paulo, “o homem natural não entende as coisas que são de Deus.” E Oséias clama aos filhos de Israel: “Tua perdição é de ti, ó Israel”. Ora isto entendemos do homem que não é regenerado pelo Santo Espírito.

Quanto ao homem cristão, batizado no sangue de Jesus Cristo, o qual caminha em novidade de vida, nosso Senhor Jesus Cristo restitui nele o livre arbítrio e reforma a vontade para todas as boas obras, não todavia em perfeição, porque a execução de boa vontade não está em seu poder, mas vem de Deus, como amplamente este santo apóstolo declara, no sétimo capítulo aos Romanos, dizendo: “Tenho o querer, mas em mim não acho o realizar”.

O homem predestinado para a vida eterna, embora peque por fragilidade humana, todavia não pode cair em impenitência. A este propósito, João diz que ele não peca, porque a unção permanece nele.”

Orígenes, um dos Pais da Igreja, definiu assim: “o livre arbítrio é uma faculdade da razão pela qual se pode discernir o bem e o mal, e da vontade, pela qual se pode escolher um ou o outro.” Já Agostinho, bispo de Hipona e também um dos Pais da Igreja, assim se expressa: “É uma faculdade da razão e da vontade pelo qual se escolhe o bem, quando se tem a assistência da graça de Deus; ou o mal, quando não se tem essa assistência.”

Amados irmãos, “Somos indesculpáveis” por todos os títulos, principalmente, nós os regenerados, porque a Palavra é clara, quando diz: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Guarde este estudo dentro de sua Bíblia.
Em oração.











Diác. Rilvan Stutz - Membro Catedral
Rev. Guilhermino Cunha - Catedral
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

terça-feira, maio 11, 2010

O PERIGO DE ANBANDONAR AS ESCRITURAS

EDIFICAÇÃO

Leitura bíblica: Apocalipse 22.6 a 20
“Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.” v. 7.

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O tempo da apostasia é chegado. Muitos têm abandonado o caminho, a verdade e a vida para seguir vãs filosofias, buscar refúgio em algum “guru” religioso ou espiritualista.

Apostasia é separação ou deserção de um corpo constituído, de uma instituição, um partido ou uma corporação aos quais se pertencia; é abandono da fé de uma igreja, especialmente da fé cristã. É um dos sinais dos tempos que aponta para a “parusia”, a Segunda vinda de Cristo, com poder e grande glória. O Manual do Culto presbiteriano diz: “São falsos e perigosos todos ensinos, usos e costumes acrescentados à simples lei do Evangelho de Cristo.” Parafraseando um pouco o nosso Manual de Liturgia.

Nós não aceitamos revelações extra bíblicas. Isto porém não significa que Deus não fale hoje, é claro que Ele nos fala pela Bíblia, pelas obras da Criação e pelas circunstâncias. O Espírito Santo, que é Deus em nós, nos guia a toda verdade, nos faz lembrar a Palavra escrita e nos leva até à Palavra viva e encarnada que é Jesus Cristo.

O tema deste Domingo menciona as falsas revelações como sendo um risco perigoso. Toda e qualquer pretensão humana de ter uma ligação direta com Deus, uma revelação particular sobre esta ou aquela pessoa ou em relação aos acontecimentos históricos, representa um risco para os remidos do Senhor. Devemos ter toda firmeza espiritual em Cristo, no Espírito de Cristo e do Pai que em nós habita. A Bíblia é a “pedra de toque” para julgar as doutrinas. Temos dito e mais diremos ainda, que a nossa doutrina é, antes de tudo bíblica, para depoi,s e só então, ser presbiteriana.


Em nossa igreja ensinamos a adultos e crianças a aceitarem a Bíblia como única regra de fé e de prática, ou seja, de doutrina e e de ética. Os que Professam a sua fé, prometem acatar as autoridades por Deus instituídas sobre o rebanho: Pastores, Presbíteros e Diáconos, enquanto permanecerem fiéis às Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos. Analisemos as leituras deste Domingo, especialmente o Apocalipse 22.6 a 20:

I – ESTAS PALAVRAS SÃO FIÉIS E VERDADEIRAS
O epílogo da narrativa da Revelação de Jesus Cristo, no Apocalipse, reafirma o contido no Capítulo 1°, versículo 3, que diz: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.”

Foi o próprio Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, quem enviou o seu anjo para mostrar (revelar) aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer. É preciso guardar as palavras da profecia tal como ela nos foi outorgada: Dela, nada se pode retirar, sob pena do Deus eterno retirar a sua parte na árvore da vida, da cidade santa e das promessas que estão escritas neste livro. De igual forma, a esta Revelação bíblica nada se pode acrescentar. E, se alguém fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro.

É de vital importância saber lidar com o testemunho escrito da Revelação, que é a Bíblia Sagrada. São Palavras fiéis e verdadeiras.

II. É PROIBIDO ADORAR A ANJOS
Os anjos são criaturas que estão acima do homem e abaixo de Deus. “Os anjos são os agentes secretos de Deus”. Dr. Billy Graham.

Há pessoas que surgem em nossas vidas em tempos de crise que agem como enviados de Deus, são anjos. Por mais que os amemos e nutramos tremenda admiração por eles, não podemos adorar: adorar a criatura no lugar do Criador é IDOLATRIA. E idolatria é pecado.


O vidente de Patmos foi quem recebeu, viu e ouviu revelações inefáveis por intermédio de anjos. Diz João: “E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. ADORA A DEUS.” (Ap 22.8 e 9).

III TEMAS EM DESTAQUE NO APOCALIPSE
Na conclusão do livro do Apocalipse de João, três temas se destacam. São eles:

a) A autenticidade das visões narradas – Ap 22. 6, 7,16, 18 e 19: Palavras fiéis e verdadeiras; a necessidade de se guardar e praticar as palavras proféticas; o anjo do Senhor testificou da autenticidade das revelações às igrejas; à profecia deste livro nada se pode acrescentar, dela nada se pode retirar.

b) A iminência da vinda de Cristo – Ap 22.6, 7, 10 a 12 e 20. “O anjo foi enviado para “revelar”, para mostrar as coisas que em breve devem acontecer e vão acontecer.

c) A necessidade de santidade de vida face à volta iminente do Senhor Jesus. (Ap 22. 10 e 11). Será um tempo tremendo de polarizações e de radicalizações; à luz da apostasia: Justos e injustos estarão em polos opostos.

c.1 – “Continue o injusto fazendo injustiça”. Os homens irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. As iniquidades vão aumentar, cada vez mais. O amor se esfriará de quase todos. Os inimigos do homem serão os da sua própria casa.

c.2 - “Continue o imundo ainda sendo imundo.” O comportamento ético e a moral cristã, cederão espaço para impurezas tais, que o só referi-las já é vergonhoso. Predominarão as obras da carne, com os injustos e impuros. Diz Rui Barbosa, “que os homens terão vergonha de serem honestos.” Este será o tempo da omissão dos bons, que são uma maioria moral silente e omissa. Como exclamou Martin Luther King: “O que assusta não é a violência dos maus, e, sim, a omissão dos bons.”

c.3 - “O justo continue na prática da justiça.” Faz-nos lembrar de Noé e de Jó que eram homens íntegros e bons; mas, que viviam meio de uma geração incrédula e perversa. Ainda assim, buscavam a santidade de vida e se desviavam do mal.

c.4 - “E o santo continue a santificar-se.” Faz-nos lembrar o escritor de Hebreus 12 v. 14, quando nos diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”
Deus está preparando e separando um povo exclusivamente seu, zeloso e de boas obras. Os lavados e alvejados pelo sangue do Cordeiro, entrarão na Cidade Santa pelas portas e terão acesso e direito à árvore da vida.

Agora, de fora ficarão os injustos e os imundos. Bem como os cães, os feiticeiros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.

O tempo está próximo. O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve diga, Vem! E aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça da água da vida.

Fiquemos firmes e inabaláveis em nossas convicções bíblicas, e longe, bem longe, das falsas revelações. Deus é fiel. Sejamos fiéis a Cristo!













Diác. Rilvan Stutz - Membro Catedral
Rev. Guilhermino Cunha - Cateral

Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

segunda-feira, maio 10, 2010

OS ESCRITOS DO MAR MORTO

HISTÓRIA-OPINIÃO

Os Escritos do Mar Morto é uma coleção de escritos que foram encontrados nas cavernas de Quaram, perto do mar Morto no ano de 1947.

Ressaltamos que referidos relatos, datam de 2 mil anos atraz, foram escritos pelos Essênios. Os Essênios, foram um grupo monástico, ou seja, viviam como monges, fazendo trabalhos, supomos para comunidades e estudando, eles viviam em celibato, existem fortes indícios que algumas pessoas descritas na bíblia, faziam parte desse grupo.

Esses escritos são importantes, nos comprova que a nossa bíblia esta correta, é uma prova que o Livro é nossa bíblia, têm a idade suposta e, que essas pessoas realmente existiram, ou seja, os escritos do Mar morto, são como um elô entre o referido do passado, e nosso tempo.

Isso significa que quando você lê a bíblia, você pode ter certeza de que você esta segurando o mesmo Livro da época o Livro de dois mil anos atrás.

Um grande exemplo disto é o livro de Isaias, nós traz grande significado para os Cristãos, pois de todos os Evangelhos, há apenas uma vez que Jesus estava realmente lendo um dos pergaminhos, isto em Lucas 4:17, lá consta escrito: “17. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que foi escrito:

O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois me ungiu para evangelizar os pobres. enviou-me a curar os quebrantados do coração, os perdidos.
Pregar liberdade aos cativos, restauração da vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, anunciar o Evangélio, pregar a Palavra da Salvação que nós foi "ordenada" pelo SENHOR.
Ecerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.”

Isso nos faz constatar, que do mesmo jeito que foi escrito há milênios atrás, consta corretamente em nossa bíblia.








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Diác. Rilvan Stutz - Membro Shvoong
Prof. koflucas - Membro Shvoong
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro